PEQUENO GUERREIRO LÉO

Caros leitores, 
Reproduzo  a reportagem produzida por mim, com a colaboração imensurável do meu amigo de trabalho o jornalista Lucas Belussi, sobre a história do pequeno guerreiro Léo. A matéria foi vinculada na edição desse domingo, 27, do Interior.

Guerreiro: bebê Léo precisa de ajuda para passar por operação no coração


Na noite do dia 12 de novembro de 2013, nascia na Santa Casa de Misericórdia de Penápolis, por volta das 19h, o menino Leonardo Alves Marceno de Pinho, ou simplesmente Léo.


Dois meses antes, numa consulta de rotina, o médico constatou num ultrassom algo de errado no cordão umbilical de sua mãe, pois, não estaria repassando normalmente os nutrientes. Entretanto, Léo que nascera com 2.560kg e com 46 cm de estatura estava dentro dos padrões hospitalares.
Mas, cerca de um mês após o nascimento, ao levá-lo no posto de saúde para passar por exames rotineiros, a doutora que atendera percebeu que o menino estava cansado e com um pequeno sopro no coração.

Logo o encaminhou ao cardiologista, que após uma bateria de exames, diagnosticou um Desvio Septo Atrioventricular Total em seu pequenino coração. A partir de então, sua mãe Adriana Alves Marceno largou o emprego de vendedora para dedicar-se exclusivamente ao garoto. Vive dentro de hospitais e sabe na pele o valor da saúde no Brasil. “Já gastei mais de R$ 5 mil com a saúde de Léo”. Para isso, precisou até vender utensílios domésticos e objetos pessoais para arcar com parte das despesas do tratamento.

Com quase seis meses de vida, o menino que está pesando e medindo pouco mais de 4,500kg e 50 cm de altura, foi diagnosticado que sua disfunção cardíaca é devido ser portador da Síndrome de Down.
A mãe vive a árdua dicotomia de tratar o Léo, ora pelo SUS, ora pelo particular. E isso eleva os gastos do tratamento. Na próxima terça-feira ele realizará mais um exame ? eletrocardiograma, ao custo de R$ 520,00.  “Por sorte uma instituição que pratica filantropia nos ajudou no pagamento dessa consulta”, afirma.

O pagamento do exame foi uma das ações que a comunidade penapolense realizou para ajudar o Léo. No início do mês de março sua prima Aline Cortez criou um grupo numa rede social para divulgar e pedir ajuda para o menino. “Pelo Léo abri mão de meu orgulho e aceitei a ajuda de todos os amigos”, comenta.

A proporção do caso tomou notoriedade quando o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da FUNEPE realizou a campanha de arrecadação de donativos para o bebê. Segundo a direção, foram arrecadados quase R$ 500 em dinheiro, além de outras ofertas como fraldas descartáveis e leite Pre NAN.
Segundo Marceno, o Léo por ser uma criança com pouco peso necessita de tomar o leite Pre NAN, ao custo R$ 100,00 por lata, ficando inviável a compra constante do produto. Não obstante, o menino precisa usar fraldas Pampers ou Turma da Mônica, as únicas que não os machucam. Devido a baixa estatura o tamanho é de recém-nascido.

Outras ações promovidas por autoridades da cidade como o próprio prefeito Célio de Oliveira, pelos vereadores Alexandre Gil, Dr. Rodolfo e o Padre Joaquim foram determinantes no tratamento do menino. Foram disponibilizados ambulância, medicamentos e cestas básicas para a família.
OPERAÇÃO

Na próxima semana, Adriana levará o pequeno Léo a Rio Preto para novos exames. A partir dos resultados e equipe médica decidirá a data pela urgência do caso. 

Para isso, a família precisará de ajuda para se locomover quase que diariamente para acompanhar o pós-operatório. A criança deverá ficar ao menos 20 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal, por isso a unidade não realiza a internação da mãe até que o paciente seja transferido para o quarto.

Os interessados em colaborar com doações de leite, pomada, fraldas, lenços umedecidos, entre outros, podem entrar em contato pelo telefone (18) 98128-6463 ou no endereço Avenida Afonso Maria de Louveira, nº 230, bairro Santa Terezinha.

Quem desejar contribuir em dinheiro pode realizar também pelo depósito na conta poupança 0642109-1, agência 0022-1 do Bradesco.

#CULT: A PIOR BANDA DO MUNDO

O enredo do espetáculo teatral – A pior banda do mundo é inspirada na obra de mesmo nome do cartunista português José Carlos Fernandes. 
Que conta a história de uma inepta e desastrada banda de aspirações jazzísticas que ensaia há dez anos sem nunca ter se apresentado ao vivo, até o momento que são convidados para realizar o seu primeiro show.
Os músicos não têm talento e possuem ocupações desprovidas de qualquer glamour: um arquivista, uma conferencista de pequenos objetos de escritório, um gerente de segurança de um supermercado, um escoteiro cansado e uma datilógrafa que fala uma língua incompreensível. 
As desventuras desses músicos sem qualquer talento são apenas um pretexto para entrar num mundo de personagens que se entregam a ocupações e preocupações improváveis. Eles transitam entre pequenas possibilidades de glória do passado e um presente aparentemente medíocre. 
A montagem é do grupo paulistano Cia dos Outros.
O evento é parte da programação do Circuito Cultural Paulista, projeto da Secretaria de Estado da Cultura, com parceria da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura de Penápolis. 
Serviço
A Pior Banda do Mundo
Local: Teatro Lúmine.
Data: 27 de abril.
Horário: 20h.
Duração: 110 minutos.
Entrada: Livre.

#CULT: HOJE TEM SESSÃO DO PONTO MIS

A Secretaria Municipal de Cultura, através da parceria com o MIS [Museu de Imagem e Som], promovem hoje, 26, às 20h, no Anfiteatro do CEU das Artes, mais uma edição do Ponto MIS. 
Na programação estão dois filmes nacionais – o longa-metragem “Os 12 trabalhos” e o curta-metragem “5 minutos”. A classificação são 12 anos e a entrada é livre. 
O CEU das Artes localiza-se na Rua Manoel Foz, 515, Vila Aparecida.
Sinopse
O longa “Os 12 Trabalhos” conta a história de Heracles, um jovem negro, que vive na periferia de São Paulo e que há dois meses deixou a Febem. Por indicação de seu primo Jonas começa a trabalhar como motoboy. 
Em seu período de experiência ele precisa realizar 12 tarefas pela cidade de São Paulo, mas para cumpri-las, Heracles precisa lidar com o preconceito, a burocracia e sua própria falta de malícia no novo serviço. 
O filme conta com participação especial da atriz Vanessa Giácomo. 
Já o filme “5 Minutos” é um curta metragem estrelado pelos atores Maria Flor e Juliano Cazarré, que interpretam o casal Laura e Rui, um casal brasileiro que mora em Londres. Eles vão a um pub e encontram o lugar fechado, começam a discutir sobre quanto tempo 5 minutos na verdade é. 

COMJUV publica nota sobre a Coordenadoria Municipal de Juventude

Na manhã da última quinta-feira, 17, o Comjuv – Conselho Municipal de Juventude realizou a 22ª reunião ordinária. O encontro teve como pauta a efetivação da Coordenadoria Especial de Políticas da Juventude, órgão ligada a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Juventude. 
Na oportunidade, foi aprovada uma nota pública sobre o tema em que pede aos poderes – executivo e legislativo maior celeridade e engajamento para que possam efetivar esse importante espaço de diálogo e construção das Políticas Públicas de Juventude. 
Segundo o presidente, Ricardo Faria, a discussão vem sendo travada há meses dentro do Comjuv. “Desde a reativação do conselho nós buscamos manter um diálogo com o executivo para que eles possam efetivar o mais rápido possível esse espaço”, disse. 
No próximo mês o Conselho Municipal de Juventude promoverá um encontro com os vereadores para expor o porque de constituir mais esta importante esfera de construção das Políticas Públicas de Juventude.

Para Faria, este é o momento de se efetivar a Coordenadoria Especial de Políticas da Juventude, pois, tanto no Brasil como em Penápolis vivemos o chamado bônus demográfico. “São mais de 14 mil jovens no município e entendemos que se não investir na juventude, nós nunca iremos sair do ostracismo econômico e social”, salienta. 

O Conselho baseasse no Estatuto da Juventude sancionado pela Presidente Dilma Rousseff em agosto de 2013. Segundo Faria, o documento estabelece os direitos e as diretrizes na implantação das Políticas Públicas de Juventude nos municípios brasileiros. “O nosso embasamento é no art. 6 do Estatuto que versa sobre a definição de um órgão específico de juventude pelos poderes públicos municipais e estaduais”, conclui. 
Comunicação | COMJUV
Confira a nota na Íntegra:

NOTA PÚBLICA DO CONSELHO MUNICIPAL DE JUVENTUDE 
SOBRE A EFETIVAÇÃO DA COORDENADORIA MUNICIPAL DE JUVENTUDE
População Penapolense, 
       O tempo é veloz, parece que faz pouco tempo, porém, foi no dia 13 de dezembro de 2005, que jovens da nossa cidade comemoraram um momento onde se vislumbrou uma maior celeridade no enfrentamento aos desafios institucionais relacionados a juventude. Uma data marcante onde foi dado um passo importante para construção e efetivação de políticas públicas de juventude no município de Penápolis. 
       Foi através da Lei nº 1368/2005, posteriormente alterada pela Lei nº 1819/2012, que a cidade de forma pioneira instituía o Conselho Municipal de Juventude e apontava no sentido de seguir os caminhos propostos pelo governo brasileiro que apenas alguns meses antes instituíam o Conselho Nacional de Juventude, a Secretaria Nacional de Juventude e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), iniciando assim um ciclo sobre uma temática ainda nova, porém imprescindível para o  desenvolvimento do país.
       Dentre os vários pontos da Lei que é extremamente avançada diante das demais que possuímos conhecimento e que versa para além da composição, das atribuições e das competências do Conselho Municipal de Juventude e cria em seu artigo 13º a Coordenadoria Especial de Políticas da Juventude, órgão que tem como finalidade: 
I – Implementar e fomentar o Conselho Municipal de Juventude;

II – Propor e executar políticas públicas específicas para os jovens, em articulação com os órgãos da Administração Pública Municipal em matéria de competência setorial;

III – Ampliar o acesso da juventude a todas as iniciativas da sociedade, estimulando a responsabilidade e o exercício pleno da cidadania;

IV – Articular e coordenar na administração municipal a execução das ações e projetos vinculados à juventude. 

       
       Há anos, realizamos junto ao poder público municipal o debate acerca da importância de se efetivar a Coordenadoria com o intuito de fortalecer a agenda municipal sobre o tema e garantir o mínimo de transversalidade nas políticas públicas já existentes, de forma a buscar sua melhora e aprimoramento. 
       Somos cientes que nosso município é carente de recursos se comparado com outras realidades, porém esse argumento não se sustenta, pois sem investir na juventude que é a célula motora de qualquer sociedade, jamais vamos conseguir sair do ostracismo econômico e social. É necessário disponibilizar os instrumentos para que nossos jovens tenham a possibilidade de buscar conhecimento e a partir de ações inovadoras elevarmos nossa cidade nos mais diversos contextos: politico, social, econômico, cultural, ambiental.
       Este Conselho por sua vez, tem realizado seu papel de travar esse debate e não se furtou de construir e participar de momentos que possibilitaram que a cidade esteja dentre as que possuem uma grande influência no contexto das Políticas Públicas de Juventude em nível nacional.
       Ao longo do tempo a cidade com apoio deste conselho realizou duas Conferências Municipal de Juventude, que contou com ampla participação juvenil, além de sediar uma reunião do Fórum Paulista de Juventude. 
       Neste sentido, a própria juventude expressou seu desejo de ver efetivado esse espaço, inclusive com propostas específicas como esta aprovada pelos jovens na 2ª Conferência Municipal de Juventude, realizada em setembro de 2011, que diz:

“Proposta 19 – […] Para efetivar a construção das PPJ´s no município necessita-se da criação do cargo de coordenador da Coordenadora Especial de Políticas da Juventude, para que este possa pensar e executar as políticas de juventude em Penápolis, dialogando com as outras Secretarias e atuar junto ao Conselho Municipal de Juventude”. 

       Desde a criação do nosso Conselho, muita coisa já aconteceu entre as quais destacamos a Emenda Constitucional 65, que inseriu a juventude na Constituição Federal e a nossa maior vitória até aqui, quando da aprovação pelo Congresso Nacional e posterior sanção presidencial do Estatuto da Juventude, documento este que estabelece direitos aos jovens e diretrizes para a eficácia na implantação das Políticas Públicas de Juventude, bem como, dispõe sobre a criação do Sistema Nacional de Juventude.
        Conforme descrito no Estatuto da Juventude em seu artigo 6º 
       
São diretrizes da interlocução institucional juvenil:
I – a definição de órgão governamental específico para a gestão das políticas públicas de juventude;

II – o incentivo à criação de conselhos de juventude em todos os entes da Federação.

      Diante dos fatos apresentados, e pela importância que Penápolis adquiriu nacionalmente, pela relevância que possui nossa juventude e pelo futuro que a nossa cidade merece entendemos que chegou a hora de darmos mais um imprescindível passo na efetivação das Políticas Públicas de Juventude no município de Penápolis. 
       
       Ao Executivo
       Solicitamos que promova a imediata efetivação da Coordenadoria Especial de Políticas da Juventude, órgão transversal, de diálogo, articulação e desenvolvimento de políticas públicas; 
       
       Ao Legislativo
       Solicitamos que dê total apoio a administração municipal na efetivação da Coordenadoria Especial de Políticas da Juventude e aprimore seus mecanismos de acompanhamento e fiscalização;
       
       À juventude;
       Conclamamos a participação nas atividades do Conselho Municipal de Juventude, a fim de debater o tema, fortalecer o controle social e divulgar ainda mais a importância da efetivação da Coordenadoria Especial de Políticas da juventude. 
       Penápolis, 22 de abril de 2014. 
       
       CONSELHO MUNICIPAL DA JUVENTUDE

Banda é instrumento de evangelização através da musicalidade cristã

Projeto da banda é servir de instrumento para as igrejas locais, através de ministrações em cultos, congressos, conferências e evangelismos
Há doze anos, o músico Leandro Vallim é um dos ministros de louvor da Igreja Metodista de Penápolis. Mas hoje o compositor também é líder do ministério que leva seu nome. Formada em 2012 com o propósito de servir a Deus através de canções, prefere chamar suas músicas de cristãs, em detrimento a tão estigmatizada música gospel.
Segundo Vallim, a ideia da banda é de servir de instrumento para as igrejas locais, através de ministrações em cultos, congressos, conferências e evangelismos. Para ele, a música não é um fim de si mesmo, mas um meio a ser usada para a glória de Deus.
Para divulgar seu trabalho, em dezembro de 2013, o grupo realizou o Acústico & Pizza, num buffet da cidade para lançar o CD Canções dos Redimidos. Com 10 canções de composições próprias, o álbum contou com a participação do guitarrista Téo Dornellas, da banda do cantor gospel PG.

INTERNET
Desde então, a banda vem investindo nas redes sociais para divulgar seus trabalhos, agendas e mensagens que possam inspirar e motivar seus seguidores.
Segundo Mirela Ortega, assessora de imprensa do grupo, a rede social é onde todos ficam online por boa parte do tempo. E é de lá que recebem diversos testemunhos de pessoas desconhecidas que foram de alguma forma tocada pelo trabalho do conjunto.
Para ajudar na divulgação o grupo vende em seus shows camisetas alusivas do ministério. E anuncia que em breve lançará vídeos clipes em seu canal no Youtube
Nos próximos dias, entre 18 e 20 de abril, a banda estará em Bauru participando de um encontro regional de lideranças – “Eu + um com Deus”.
A banda de Pop/Rock Cristã é formada por: Leandro Vallim – Vocalista/Compositor, Cibele Xavier – Back Vocal, Rafael Lima – Tecladista, Deivid Rezende – Baterista, Tiago Vieira– Baixista
Para conhecer mais sobre a banda acesse fb.com/leandrovallimoficial

The Beatles, Aerosmith e Juliano Son, são algumas de suas inspirações musicais de Leandro Vallim

Leandro Vallim glorifica a Deus através de suas músicas
Aos 10 anos, Leandro Vallim, estava na casa de seu tio Cláudio Vallim, quando o viu tocar violão – o artista era Zé Ramalho. Ele ficou tão impressionado que foi na banca de revista e comprou as revistinhas que ensinavam tocar o instrumento. Aprendeu os primeiros acordes sozinho e posteriormente fez aulas com o músico penapolense Maurício Soliani.
Vallim é um dos ministros de louvor da Igreja Metodista de Penápolis. Mas hoje o compositor também é líder do ministério que leva seu nome.
Escuta de tudo do Pop/Rock, mas as suas referências musicais são The Beatles, Aerosmith, Legião Urbana e os trabalhos gospel de Paulo Cesar Baruk e Juliano Son.
Segundo ele, quando esta triste escuta “Dream On” do Aerosmith. “Essa música é muito de Deus”, salienta. Caminhos – foi uma das primeiras música que compôs e ver as pessoas cantando sua música, para ele, é muito estranho, mas ao mesmo tempo uma vibe muita bacana.
No inicio do mês, Leandro Vallim e banda foram tocar na Igreja Batista da Vila Mariana em São Paulo. “Recebemos o convite da igreja através de uma amiga penapolense. Lá, todos da igreja cantaram a nossa canção. É uma sensação indescrítivel, conclui.

Reportagem originalmente publicada no Jornal Interior

POR QUE NÃO RENUNCIA!?

O ex e atual vice-prefeito Ricardo Castilho, publicou nesta quarta-feira, 09, um artigo denominado “Chega de silêncio” no Jornal Interior. 

Nele, ele desabafa relembrando que durante seu discurso de posse, em janeiro de 2013, precisou se controlar emocionalmente e permaneceu calado diante de tantos erros políticos e administrativos que assistira. 
 
Pois bem, neste mesmo discurso, o vice-prefeito, disse que um político tem que ser firme ou fraco – Firme quando ele cumpre com seus compromissos eleitorais, ou fraco quando ele sucumbe.  
O que nós vemos ou pelo menos sentimos, é um vice-prefeito, omisso, sucumbido e não cumpridor de seus compromissos eleitorais, legitimamente assegurado pelo voto e descrito na lei orgânica do município. 
 
Ele também recordou em seu discurso: “Eu fui um prefeito atuante gente, mas recebi tantas pedradas, de companheiros meus”. E continuou: “Se eu não falasse as pedras do lajeado e do Maria Chica gritariam por mim. Por ser esse o princípio da fidelidade, da honestidade e do desprendimento”.
 
Para guardar o princípio da honestidade, que tenho certeza lhes é muito caro e peculiar pede desculpas aos seus eleitores: “peço desculpas aos meus eleitores de tantas campanhas por lhes ter indicado, em 2.012, o nome do atual Prefeito de Penápolis”. Mas as mesmas as pedras que jogaram no senhor nos idos de 1970, são agora usadas para jogar no atual prefeito? 
 
Chegou a hora de não pendurar as chuteiras, mas de aposentar o seu tabuleiro, pois se não tem o menor interesse ou vaidade em voltar a ocupar o honroso cargo de Prefeito desta querida Terra de Maria Chica, que lhe adotou como filho – RENUNCIE!
 
Afinal de contas, parodiou Paulo em sua segunda carta a Timóteo ao dizer: “Digo a vocês com muita humildade que agora depois de 49 anos, eu posso dizer de coração aberto de consciência tranquila que eu combati o bom combate, terminei a minha corrida, chega de política, chega de eleições. De política não! Chega de eleições. Não perdi a fé, não perdi a fé em Deus, não perdi a fé nos homens e mulheres de boa vontade, não perdi a fé na democracia, na perdi a fé na liberdade, não perdi a fé no estado de direito, não perdi a fé na justiça, e acima de tudo, não perdi a fé no povo penapolense, no povo paulista e no povo brasileiro”
 
E assim, investiria aos cofres públicos do povo penapolense mais de 223 mil reais até ao final do mandato, afinal, você foi da época que vereador não recebia nada não é? 
 
Leia a integra do artigo abaixo:
 
Chega de silêncio
Após o meu desabafo do dia 01 de janeiro de 2.013, na posse dos eleitos em outubro de 2.012, em discurso proferido na Câmara Municipal, embora assistindo erros políticos e administrativos, consegui me controlar emocionalmente e permanecer calado. Confesso que foi difícil, pois ainda me sinto responsável pela eleição do atual Prefeito de Penápolis, a cuja campanha, como de costume, me dediquei de corpo e alma. Deus, de quem jamais me afastei, me deu forças para a tudo assistir e resistir em silêncio, tornando-me, na verdade, autentico “ouvidor” de criticas e reclamações de centenas de pessoas que nele votaram a meu pedido e em mim confiando.
 
No dia 31 de março de 2.014, todavia, estando em minha casa, fui alertado por um companheiro do Partido Verde local de que deveria deixar de assistir aos meus costumeiros programas televisivos noturnos (noticiários políticos e esportivos) e ligar minha televisão no Canal 14 (TV Câmara), que transmitia mais uma Sessão Ordinária do nosso Legislativo. Foi o que fiz imediatamente, e passei a acompanhar o desenrolar daquele ato político, até o seu melancólico e triste final. E o que foi que eu assisti?:
 
1. Funcionários e funcionárias da Prefeitura, desde Secretários de Governo até humildes e inocentes servidores da educação, que foram adredemente orientados e manipulados, durante todo o período da tarde daquele dia, em reuniões fechadas em repartições públicas municipais e no próprio Gabinete do Prefeito, para ali comparecerem, vestidos de preto (luto), para aplaudirem os oradores da situação governistas e vaiarem aqueles que, democraticamente, queriam esclarecer denúncias de mau uso do dinheiro público, pelo Prefeito e por seu Secretário de Administração, verdadeiro Prefeito de fato. Astutamente, como é de seu feitio, o jovem Presidente da Câmara, com o apoio de seus defensores de plantão (desde o dia 01 de janeiro de 2.013), ao invés de convidar o Prefeito e o Secretário de Administração (executivos de direito e de fato), convidou, além do Secretário da Administração, mais três Secretários Municipais (da Educação, da Cultura e da Agricultura), reconhecidamente homens honestos e assessores competentes, que, na verdade, foram se é que foram induzidos em erro pelo astuto Prefeito e o seu Chefe da Casa Civil, o qual, segundo comentários de domínio público, lembra, por seus atos e postura, o lendário e nada saudoso Golbery do Couto e Silva (lembram-se dele?).
 
Aqui, se faz mister abrir um parêntese para lamentar a falta de malícia dos vereadores de oposição, que, de início, deveriam esclarecer à inquieta plateia, que o objetivo daquele requerimento de CEI não era duvidar ou condenar a postura profissional e ética dos íntegros e competentes Secretários da Agricultura, da Cultura e da Educação, mas sim investigar sérias denúncias de crimes administrativos.
 
2. Vi, com satisfação, a postura tranquila – própria de homens de bem que são dos senhores ARATA ASSAMI, JOSÉ CARLOS PANSONATO ALVES e MAURÍLIO GALOPPI SANTOS, ao responderem a todos os questionamentos, que, repito, lhes foram equivocadamente endereçados; e vi, com tristeza e não com surpresa, a postura agressiva, arrogante e enganosa do Secretário de Administração.
 
3. Vi, também com desalento, a postura sarcástica de um vereador, ex-companheiro do PV, eleito e reeleito pelo Partido a que tenho a honra de pertencer desde 1.998. E
 
4. Vi finalmente, com enorme decepção, dois vereadores – um dos quais que sempre foi merecedor do meu respeito e admiração se esconderem através do antidemocrático artifício da ABSTENÇÃO. Abstenção, para quem não sabe e tenho certeza de que aqueles dois Edis sabem muito bem -, significa: Ação ou efeito de se abster no exercício de uma função ou de um direito” (cf. Dicionário da Língua Portuguesa, 2ª Edição Brasileira, volume, I, página 30). No popular, acovardaram-se, deixando de exercer, como prometido no ato de sua posse, o compromisso, sob juramento, de: … EXERCER, COM DEDICAÇÃO E LEALDADE, O MEU MANDATO, RESPEITANDO A ORDEM JURÍDICA E DEFENDENDO OS INTERESSES DO MUNICÍPIO!
 
Aos que votaram pró ou contra a propositura, no microfone da tribuna, alto e bom som, aceitem os cumprimentos deste velho Legislador, que aprendeu, em sua longa vida política, como Vereador, Presidente da Câmara, Prefeito, Deputado Estadual e Vice-Prefeito, assim como em sua vida pública e profissional, que a omissão é o pior dos pecados!
 
Finalizando, hoje, após ler o manifesto público do Prefeito Municipal, tentando tapar o sol com uma peneira, peço desculpas aos meus eleitores de tantas campanhas por lhes ter indicado, em 2.012, o nome do atual Prefeito de Penápolis, cujas equivocadas tendências ditatoriais e contrárias à boa ética eu desconhecia! E declaro, mais uma vez publicamente, principalmente para aqueles que se escondem no anonimato e nas redes sociais, que não tenho como nunca tive, a partir de 1.983, o menor interesse ou vaidade em voltar a ocupar o honroso cargo de Prefeito desta querida Terra de Maria Chica, que me adotou como filho. Se o quisesse penso que ninguém tem dúvida disso -, teria sido candidato em 2.012, e, sem falsa modéstia, creio que a vitória naquela eleição teria sido mais fácil e menos onerosa e desgastante!
 
Ricardo Rodrigues de Castilho é advogado e atual vice-prefeito. Ex-vice-prefeito, ex-deputado estadual
 
Originalmente publico no Jornal Interior