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“Quem era mãe do PAC ficou sendo a madrinha da inflação”

Ontem, 26, o pré-candidato a Presidência da República pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), Eduardo Campos, esteve no tradicional programa de entrevistas – Roda Viva da TV Cultura.
Ele fez considerações importantes de como pensa em governar o país nos próximos quatro anos. Uma das propostas é diminuir o número de ministérios dos atuais 39 para apenas 19. Isso demonstrando além do compromisso com o dinheiro público, um sincero compromisso em alicerçar a desafios políticos em outro patamar, sem a famosa governabilidade. 
Fez questão de lembrar as conquistas dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, com a estabilidade econômica e de Luís Inácio Lula da Silva, com a distribuição de renda. Mas lamentou o desastre governamental da presidente Dilma, principalmente, com o aumento da inflação. “Quem era mãe do PAC ficou sendo a madrinha da inflação”, disse Campos. 
Assista a entrevista na íntegra: 

1º Diálogo sobre resíduos sólidos

Na próxima quarta-feira, 28, o DAEP (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis) inicia um ciclo de debates acerca da destinação dos Resíduos Sólidos em nossa cidade. 

Segundo o departamento o objetivo é de melhorar o gerenciamento do lixo no município com a elaboração do PIGRS (Plano Integrado de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos). 
O encontro que vai até o dia 30, faz parte do processo de mobilização e participação social que ajudará na elaboração do Plano Municipal que consiste em um planejamento para os próximos 20 anos, com revisões a cada quatro anos sobre a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos na cidade. 
Sem contar que esse plano é fundamental para que os municípios tenham acesso a recursos da União Federal destinados ao setor. As discussões serão feitas na própria sede do departamento e também nas dependências do Sindicato Rural de Penápolis. 
Como membro do Conselho Deliberativo do DAEP convido você a participar dos debates que poderão mudar a nossa relação com o lixo produzido em nossa cidade. 
Veja a programação: 
28/05/14 [quarta-feira]
09:00 | Sindicato Rural | Resíduos de serviços de saúde
19:00 | Sindicato Rural | Resíduos sólidos domiciliares e comerciais; Resíduos da limpeza urbana; Resíduos verdes; Resíduos volumosos e Animais mortos
29/05/14 [quinta-feira]
09:00 | Sindicato Rural | Resíduos dos serviços de transporte
13:30 | Daep | Resíduos dos serviços de saneamento
19:00 | Sindicato Rural | Resíduos industriais e Resíduos passíveis de logística reversa
30/05/14 [sexta-feira]
09:00 | Daep | Resíduos cemiteriais
14:00 | Sindicato Rural | Resíduos agrossilvipastoris
19:00 | Sindicato Rural | Resíduos da construção civil

Churrasco e futebol: combinação perfeita para festejar os jogos da Copa do Mundo

O prato preferido dos penapolenses na hora de assistir aos jogos da seleção brasileira; dicas são importantes para garantir a qualidade 
Mi e seu sobrinho Edijario durante o preparo do churrasco dão dicas de como ficar mais saboroso a carne
A 18 dias da Copa do Mundo no Brasil, muitos penapolenses já preparam a festa em dia de jogos da seleção brasileira. Para muitos deles, o simples fato de convidar os amigos e parentes para saborear o bom e velho churrasco é uma boa pedida. 
Então, prepare a televisão, chame a turma, coloque as bebidas para gelar, acenda o fogo da churrasqueira, pois, o INTERIOR entrou em campo e preparou para você algumas dicas que deixará seu churrasco ainda melhor. 
Para ajudar nesta tarefa convidamos o churrasqueiro profissional Claudemir Tavares Bermuda, mais conhecido como “Mi”, que há 20 anos saboreia as mesas de aniversários, noivados e casamentos da cidade. 
A primeira regra é que para fazer um bom churrasco, o aprendiz de churrasqueiro tem que gostar da beira da churrasqueira. “Se o cara não gostar, ele nunca vai preparar uma boa carne. Precisa estar em cima, saber “ler” a brasa e a carne para retirar na hora certa”, diz Mi. 
Trabalhando com Mi em seu restaurante conhecemos o jovem Edjario Vieira dos Santos Filho, de apenas 17 anos, que acompanha o tio na paixão de churrasquear. “Eu gosto de preparar um churrasco, cortar a carne, temperar e servir. É muito legal quando as pessoas gostam do que a gente faz”, diz. 
Outra dica importante é na hora de comprar a carne, escolha um açougue de sua confiança. “Saber a procedência da carne e se ela é fresca já é um bom começo, nunca compre carne embalada, pois ela é industrializadamente preparada”, comenta. 
“Uma picanha, por exemplo, pesa entre 1 kg e 1,5 kg. Se a peça vendida é mais pesada do que isso, provavelmente traz uma parte de coxão duro”, alerta. 
A base do tempero da carne é o sal, mas não precisa exagerar. Mi diz preferir assar em grelha, tendo a carne em formato de bife, para temperar coloca-se um punhado de sal nos dois lados do pedaço e só. 
Mi preparando a alcatra, uma das carnes preferidas para um bom churrasco
Para não queimar a carne fique atento quanto à altura que colocará a carne. Se for bifes na grelha o ideal é ficar a 15 cm da brasa. Já para assar pedaços inteiros de carne o interessante é colocar entre 40 a 60 cm do fogo. 
Vire as carnes apenas uma vez. Espere que o sangue comece a aparecer em maior quantidade na parte superior e, então, inverta o lado com a ajuda de um pegador. Evite furar a peça.
Para Mi, a carne mais ideal para fazer um bom churrasco é alcatra. “Ela é uma carne de primeira, macia, de bom manuseio e extremamente saborosa”, comenta. 
A carne é a atração principal. Por isso, ofereça cortes diversos, que agradem a todos os convidados. “Contrafilé e alcatra são as melhores opções para se fazer um bife na churrasqueira”, aconselha. Picanha, costela, linguiça, panceta, coxa e sobrecoxa e asa de frango também fazem sucesso. 
Calcule, em média, 500 gramas para os homens e 300 gramas para as mulheres. Crianças de até oito anos costumam comer menos, por volta de 150 gramas. 
Para acompanhar prepare arroz, farofa, molho vinagrete, além de maionese de batata, salada verde e pão francês. Já para sobremesa ofereça algo mais leve como, por exemplo, salada de frutas e sorvetes. 

CONFIRA OUTRAS DICAS

1) Para um bom churrasco o ideal é colocar todo o carvão do saco em um canto da churrasqueira, deixando apenas uma pequena parte sob a grelha. Vá trazendo, aos poucos, mais carvão ao centro quando necessário. 
2) Não é recomendado utilizar álcool líquido para acender o carvão, pois produz uma chama brusca e temporária. Dê preferência para o uso da pastilha de álcool em gel, à venda em supermercados. 
3) Para saber se a temperatura das brasas está adequada para o início do churrasco, coloque sua mão a cerca de 15 cm do carvão e tente contar até cinco. Se não conseguir chegar a esse número, está muito forte. Caso ultrapasse a contagem, está fraco. 
4) Vire a peça uma única vez de lado e salgue usando sal grosso e em pouca quantidade (dois pequenos punhados são suficientes para cada lado). Não faça uma cama de sal grosso: isso fará com que a carne se desidrate e perca seu sabor. 
5) Frutas, como abacaxi, e vegetais, como cebola, são boas sugestões para sobremesa e acompanhamento para o seu churrasco. Asse a cebola a 40 cm da brasa sem deixar que ela tenha contato com a carne. Utilizar um espeto é uma boa estratégia. 
6) Já as frutas não devem ser feitos na mesma grelha das carnes, pois os sabores podem se misturar. Faça o abacaxi, por exemplo, em fatias altas e sirva com açúcar, canela e folhas de hortelã. 
Matéria originalmente publicada no Jornal Interior

Loraine Tatto apresenta o melhor da música erudita brasileira

Com o objetivo de divulgar a música erudita brasileira e seus principais compositores o projeto “Concertos Educativos: Música Brasileira” traz a Penápolis uma das mais importantes pianistas na atualidade, Loraine Balen Tatto. 
Ela é especialista em música brasileira e se apresenta amanhã, 22, no anfiteatro do CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados) às 15h, com entrada franca. 
A apresentação faz parte do projeto “Concertos Educativos: Música Brasileira” que acontece em 24 municípios do interior do Estado de São Paulo, através da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura, com o patrocínio das Empresas Rondon e apoio da Secretaria Municipal de Cultura. 
Natural de Caxias do Sul/RS apresentou-se em diversos países como Itália, França e Índia e foi muito elogiada pela crítica internacional pelo seu trabalho de resgate e divulgação das raízes musicais brasileiras.

Serviço

Concertos Educativos: Música Brasileira
Local: Anfiteatro do CEU na Rua Manoel Foz, 515 – Aparecida;
Data: 22 de maio de 2014;
Horário: 15h;
Entrada: Livre. 

De geração em geração álbum de figurinhas da Copa continua febre

Hobby que atravessou mais de meio século renovando e despertando a paixão e o interesse de crianças, jovens e adultos 
Lucas Brito, 18, coleciona desde os sete anos e é um apaixonado por álbuns de figurinhas
De quatro em quatros anos a ansiedade e expectativa dos aficionados por Copa do Mundo também gira em torno das 73 páginas com mais de 600 espaços a serem completados por figura pouco maiores que uma foto 3×4 e que está fazendo as cabeças de muita gente – o álbum de figurinhas.
Paixão que se renova e desperta o interesse tanto de crianças, jovens e adultos, não é uma prática nova e que acontece há muito tempo. Porém, a busca pelos adesivos para completar o livro ilustrado é um hobby que atravessou mais de meio século de uma tradição que passa de pai para filho. 
Neste ano, os colecionadores sentem a uma motivação é ainda maior para completar o álbum, pois o Mundial acontece no Brasil, gerando um alvoroço diferente em torno das figurinhas mais cobiçadas da edição.
Com objetivo de completar o álbum até o final do evento esportivo os apaixonados fazem de tudo para cumprir essa missão. Surgindo as feiras de troca de figurinhas, que movimentam a cidade. 
Um dos espaços de encontro para os colecionadores em Penápolis é a banca do Luzitana que movimenta cerca de 30 pessoas todo domingo às 15h. 

COLECIONADORES

Cisley Filipin, conhecido como Prego, coleciona pelo prazer de ver a evolução dos álbuns
Uma paixão que passa de pai pra filho é de fato uma verdade, pois, a história do empresário Roney Reis Verri Urives, de 45 anos, e seu filho Luiz Henrique Grossi Vieira Urives, 12, é bem parecida com a de tantos outros penapolenses. 
Roney desde pequeno colecionava figurinhas e agora estimula seu filho a continuar. “Eu comecei a colecionar na copa de 1982, na época em que tinha as figurinhas carimbadas. Guardava moedas para comprar os pacotinhos. Era muito bacana viver aquele momento. Agora é a vez de meu filho, minha esposa e eu incentivamos o Luiz Henrique a completar o álbum”, disse. 
Luiz Henrique em menos de um mês completou o primeiro álbum e já começou o segundo. “Eu gosto de colecionar, pois assim faço amizades e conheço os jogadores e as seleções que viram para a Copa do Mundo”, comenta. 
Colecionador desde a última Copa na África do Sul, Luiz Henrique sentiu dificuldade com apenas um atleta: Jorge Guagua, do Equador. “Foi difícil conseguir o jogador, tive que frequentar muitas trocas de figurinhas para encontrar, mesmo assim fui achar com um amigo que trocou na hora e me ajudou a completar o meu álbum”, lembra. 
Já para o jovem Lucas Brito, 18 anos, a vontade de colecionar álbuns de figurinhas veio desde a Copa do Mundo do Japão e Coréia do Sul em 2002, quando o Brasil consagrou-se pentacampeão mundial. “Quando eu tinha 7 anos meu pai me deu o primeiro álbum da minha coleção. Infelizmente esse eu não cheguei a completar. Mas de 2006 na Alemanha e de 2010 da África do Sul eu tenho completinho”, disse. 
Igualmente ao Luiz Henrique, Lucas prefere fazer o controle das figurinhas faltantes num “papelzinho” comum, deixando de lado as alternativas tecnológicas que proporcionam aos colecionadores um maior controle. 
Mas para Cisley Roberto Filipin, 55 anos, mais conhecido como Prego, a história é bem diferente dos meninos, ele usa a tecnologia para controlar o que resta para ser completado em seu álbum. 
Prego coleciona álbuns de figurinhas desde os 15 anos e a cada Copa sente-se renovado. “Eu passei pelas diversas transformações dos álbuns de figurinhas. Teve época que eu comprava um álbum fininho e no final ficava na altura de uns quatro centímetros, pois nós tínhamos que colar com cola de farinha”, lembra. 
Mas um prazer ainda continua, compartilhar as figurinhas repetidas com outros aficionados por figurinhas. “É uma satisfação tremenda saber que você tem uma figurinha que pode ajudar na coleção de uma criança, de um jovem e até mesmo de um adulto”, disse. 

VEJA ALGUMAS DICAS PARA COMEÇAR A COLEÇÃO

1. No início, não tenha medo de comprar pacotinhos. Lembre-se: quanto mais pacotinhos você compra, mais figurinhas você tem (e isso vai ser muito útil)
2. Tenha o controle da quantidade de figurinhas que você tem, de quantas faltam e de quantas você dispõe para troca. Isso ajuda na organização e facilita as suas futuras transações
3. Não fique nervoso por ter muitas repetidas. Isso torna a troca com outros colecionadores mais fácil.
4. Não tenha pena de trocar os cromos repetidos. O importante é completar o álbum, portanto, toda troca é válida.
5. Se outro colecionador tem a última figurinha que falta para você completar sua coleção, ofereça seu “bolo” de repetidas em troca. Isso gera rotatividade nas figurinhas e permite que outras pessoas completem o álbum.
6. Utilize um aplicativo para administrar a coleção.
Reportagem vinculada no Jornal Interior 

Penapolense é campeão mundial de jiu jitsu

Foto: Ricardo Faria
Ricardo Silva foi campeão mundial de jiu jitsu em Abu Dhabi nos Emirados Árabes
O jovem penapolense, Ricardo Silva, 15 anos esteve na Câmara Municipal de Penápolis para receber os cumprimentos dos vereadores pelo excelente desempenho no campeonato mundial de jiu jitsu, tornando-se campeão do mundo.
Começou a praticar a luta marcial quando tinha apenas 10 anos de idade para se proteger. “Eu era muito franzino e porque meu pai tinha medo de eu apanhar na escola, me colocou na academia para aprender auto defesa”, disse.
Silva iniciou e treina até hoje na academia Saikoo, do professor Massao Shinkai, por onde já participou de vários campeonatos estaduais e brasileiros com grande destaque.
No mês passado, entre os dias 15 a 19 de maio, o atleta participou do World Professional Jiu Jitsu Championship 2014 em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, após participar da seletiva mundial em São Paulo.
No campeonato o jovem que lutou na categoria juvenil, faixa azul, com peso até 56,5 kg, enfrentou dois árabes e um jordaniano para chegar ao título. Segundo ele, a qualidade dos atletas brasileiros é melhor que de outros países. “Nós brasileiros por não termos estrutura somos mais raçudos do que os gringos. Lá nos Emirados é obrigatório o “jiu” nas escolas a partir dos três anos e mesmo assim nós vencemos”, afirma.
Silva lutou em três oportunidades e sagrou-se campeão após vencer as três por finalização. Ele que chegou um dia antes da competição, fez duas lutas no mesmo dia e a grande final no dia seguinte. “Achei que o fuso horário iria me derrubar, porque dormi apenas uma hora e meia, mas graças aos suplementos, aos treinos e o apoio dos brasileiros que foram comigo e consegui vencer as lutas”, disse.
A participação de Silva na competição mundial só foi possível porque a empresa Asperbrás, dos irmãos Teté e Beto Colnaghi, patrocinaram integralmente as passagens e estadia do jovem atleta no país do oriente médio durante os dias de competição.
“Isso só foi possível pela mediação do nosso amigo Rodrigo Janjacomo que trabalha na Asperbrás, juntamente com meu pai que trabalha em uma das empresas do grupo no Congo conseguimos o patrocínio”, salienta Silva.
Foram com ele Rodrigo Janjacomo e o atleta Isaque Paiva. A próxima competição será o Brasileiro, no dia 16 de maio em São Paulo.
Reportagem publicada originalmente no Jornal Interior

Fátima Pessoa: Após encenar na vida, foi realizar seus sonhos nos palcos

Artista enfrentou uma adoção ao nascer, mas após criar seus três filhos, decidiu realizar um sonho que vinha desde a adolescência
Pessoa com seus filhos, da esquerda para direita, Leonardo Moura, 24, Mirela Moura, 33 e Dagnou Pessoa, 30
Manoela, uma idosa que persiste sobreviver para contar suas histórias, após seu filho interná-la num asilo. Córdula, mãe de um dos grandes poetas brasileiros. Jandira com seus três desejos. E uma noiva que através de seus devaneios vive um presente de angustias, sonhos e decepções.
Esses heterônimos são as personalidades de Pessoa – Fátima Pessoa. Mulher que aos 48 anos aceitou o conselho de uma amiga e retomou o sonho de adolescência, após ter criado seus três filhos. “Deixou um sonho pra trás, corre atrás”, dizia ela em gargalhadas se referindo a rima.
Mas a vida pregou-lhe uma peça. A menina nascera em Barbosa, mas aos 11 meses de idade sua mãe biológica precisou entregá-la para adoção e seu pai frustrado por não conseguir oferecer mínimas condições a sua família resolveu dar cabo na própria vida.
Já em Penápolis, foi a menina dos olhos do casal Isabel Sanches Latorre e Francisco Bergamim, cuidando com todo carinho e amor. “Eu tive sorte viu, eles nunca tiveram filhos e por isso me tratavam como uma princesa”, disse.
Com 16 anos fazia parte de um grupo de teatro que ensaiavam no teatro municipal. Mas, aos 23 anos após fazer magistério casou-se e dedicou-se ao trabalho e aos filhos. “Trabalhei como monitora educacional no Auto de Sousa, Anjo da Guarda e Cantinho do Céu”, lembra.
Pessoa teve três filhos: Mirela Moura, 33, Dagnou Pessoa, 30 e Leonardo Moura, 24. Segundo eles, todos os valores morais e éticos foram repassados por ela, quando se entregou integralmente para cuidar dos filhos. “Minha mãe é uma referência de vida pra mim”, fala Mirela. Já para o Leonardo, Pessoa é um porto seguro. “Ela é minha amiga. Com ela me sinto seguro”. E para o Dagnou “Minha mãe é fantástica”.
Em 1999, o casamento de Fátima Pessoa chega ao fim após 20 anos de relacionamento, com isso veio à depressão. “Foi um momento muito difícil, não saia de casa, vivia largada e não tinha vontade pra nada”, afirma.
Dagnou lembra esse momento extremamente difícil. “Minha irmã e eu estávamos na faculdade e precisávamos nos esforçar para terminarmos. Fui trabalhar entregando água para ajudar em casa. Nós nos desdobrávamos em 3 ou 4 para concluirmos o nosso sonho”, lembra emocionado.
ARTES
Pessoa em cena no espetáculo “Makeup – um dia de noiva com a Cia. Teatro Colaborativo Os Mundanos
Com os dois filhos encaminhados era a vez de se dedicar exclusivamente ao caçula Leonardo. Em 2004, procurou o Núcleo Municipal de Teatro para matricular seu filho com 14 anos. “Fui matricular o Léo e quem acabou fazendo foi eu”, lembra.
Segundo Luiz Colevatti, na época diretor do núcleo, Pessoa entrou com graves problemas de relacionamento. “A Fátima não conseguia abraçar ninguém, até que fizemos um exercício em que pedi para todo o grupo abraçá-la, ela chorava, esperneava, queria correr, não conseguia mesmo”, afirma.
Logo que ela entrou no núcleo foi arrastada para o processo de montagem do “EU”, espetáculo que contava a história de Augusto dos Anjos. “Nesta montagem eu fazia a mãe de Augusto [Córdula]. Emagreci mais de 5 kg por causa do medo, da ansiedade da estreia. Eu sofri em cena sabe”, lembra Pessoa.
Após o “EU”, outros espetáculos ajudaram a moldar sua personalidade. Makeup – um dia de noiva, com certeza foi um desses. “Nossa no ‘Makeup’ eu me libertei para o mundo. Fiz coisas que nunca pensei em fazer”, lembra com carinho.
Pessoa se aventurou pelas artes cinematográficas, participando de várias curtas com o diretor Lucas Casella. Um deles “Os três desejos de Jandira”, foi selecionado para ser exibido no canal Brasil.
Há seis anos, Fátima ingressou no grupo Maria Fedida dos atores Daniel Dhemes, Rodrigo Matias e Rafael Freitas, ficando posteriormente apenas Matias e ela.
Com a Maria Fedida constituiu empresa que cuidou por quatro anos da circulação e contação de histórias do Projeto Livrônibus. “Percorríamos os bairros do Silvia Covas, Pevi, Tóquio, Santa Terezinha e Haroldo Caminho contando histórias e nos divertindo com as crianças”, conta.
Neste período montou os espetáculos infantis “Vou contar pra mãe” e “Circulando” fazendo com que enchesse a praça de crianças para vê-los.
Atualmente, o grupo chama-se Gentalha que é responsável por ensinar teatro nos CEUs (Centro Educacional Unificado). Empregam três jovens atores que os auxiliam nas ministrações das aulas e continuam fazendo a arte do palco.
Na última semana esteve em São Paulo, apresentando no Teatro Sérgio Cardoso, o espetáculo dança-teatro “Os anjos de Augusto” ganhador da fase regional do Mapa Cultural Paulista na categoria Dança.
Entretanto, seu desejo é voltar aos palcos com o solo “Será que você sabe o quanto eu te amo?”, peça escrita por ela que conta a história de Manoela, a idosa que foi largada por seu filho num asilo. “Espero voltar o processo de montagem ainda este ano, pois estivemos tão perto de estrear. Estou ansiosa para colocar essa história no palco”.
AMIGOS
O que Fátima Pessoa mais fez nestes últimos anos foi ganhar a admiração e a amizade daqueles que a cerca. Para a atriz Mônica Norte, 22, é difícil de significá-la. “Digo a ela que nossa amizade é uma roda, não tem começo e nem fim. É minha mãe, minha irmã e minha filha. Ela é demais para definir. Não teria outro sobrenome para ela”.
Já para a atriz Janaina Violin, 21, atualmente morando no Rio de Janeiro, ela é a mãe de todos. “Ela tens a coragem e a fragilidade de um artista. Não tente entendê-la, ela é puro sentir, e é por isso que a amamos. Mesmo distante há muito tempo, continuo te amando! Mãe de graça e graças”.
Luiz Colevatti seu primeiro diretor, diz ter a Fátima como amiga pra vida toda. “Ela é uma amiga cúmplice, que guardarei para a eternidade”.
REENCONTRO
Momento de reencontro com a mãe biológica Alzenete Mendes Pessoa em Campinas
Em 2012, aos 57 anos algo inesperado aconteceu. Um sobrinho dela resolveu procurar a tia numa rede social e acabou encontrando. Com isso descobriu que sua mãe biológica, Alzinete Mendes Pessoa estava viva e morando na cidade de Campinas.
O encontro era indispensável e alegria voltou a pairar no coração e no semblante de Fátima Pessoa que em abril de 2013, levou os filhos para reencontrar a mãe, os três irmãos e toda a família.

Reportagem originalmente publicada no Jornal Interior 

Theo Werneck em Penápolis

O Show do Theo Werneck Blues Trio será domingo, 11, na Praça 9 de Julho, a partir das 20h. 
Theo é um pesquisador musical e cantor de Blues. Com a formação da banda, Theo Werneck acabou mergulhando nas raízes do blues, ritmo avô-pai de todas as expressões da música negra e apresenta um repertório voltado para as origens desse estilo musical e do groove.
Formam o repertório de clássicos e canções, o Blues rural de sonoridade mais rústica, o kazoo, o diddley bow, o slide, a gaita e os violões national. Mississipi John Hurt, Skip James, Leadbelly, Robert Johnson e os contemporâneos Taj Mahal, Corey Harris, Steve James 
O show é uma realização do Circuito Cultural Paulista, uma parceria entre a Prefeitura de Penápolis e a Secretaria de Estado da Cultura. 
A banda é formada por Theo Werneck (voz, violão national, slide, lap steel, bandolim e diddleybow), Paulo Tonella (violão national, slide, violão acústico e backing vocals) e B.G. da Gaita (gaita diatônica, gaita cromática e backing vocals). 
Serviço
Circuito Cultural Paulista 
Local: Praça 9 de Julho;
Data: 09 de maio;
Horário: Das 20h;
Entrada: Livre.

Sírios: Refugiados de guerra chegam a Penápolis para reconstruírem a vida

Eles estavam hospedados num hotel no centro de São Paulo, quando um oficial de justiça penapolense resolveu ajudá-los trazendo-os ao município

Ricardo Faria 
Fotos: Lucas Belussi
Sírios se sentiram acolhidos no Brasil e admiram as belezas naturais do país
Na última terça-feira, 29, chegaram a Penápolis sete sírios que vieram refugiados da guerra civil instaurado no país. Há 19 dias no Brasil, eles estavam hospedados num hotel no centro de São Paulo, quando o oficial de justiça penapolense Cláudio de Lena conheceu a história dos imigrantes e resolveu ajudá-los. 
Ao retornar a cidade, Lena contou o caso para sua mulher Fernanda que procurou as famílias penapolenses com descendência síria e prontamente lhes auxiliara na arrecadação de móveis e utensílios domésticos para a casa que as hospedarias. 
Para Penápolis vieram duas famílias de origem Sunitas: a de Mohammed Bader, 47 anos, com os filhos Sami Bader, 24 e Ghalia Bader, 18. E a da Sundus Alhussein Alnayef, 44, com seus filhos Khaled Alabed, 23, Nourhan Alabed, 20 e Wael Alabed, 17. 
Eles saíram da Síria após os militares da minoria Xiita querer tomar o poder em 2011 e instalar uma ditadura. O povo resolveu sair às ruas para protestarem, no que ficou conhecido por Primavera Árabe. Porém, o governo reagiu e começaram a bombardeio em cima dos manifestantes. 
Segundo Khaled Alabed, o cerco na Síria foi se fechando chegando ao ponto de ficar insustentável morar na capital Damasco. “Por causa da guerra ficávamos a maior parte do tempo em casa, até que um dia nós recebemos uma ligação anônima nos avisando para sair de casa. Logo após a nossa saída ficamos sabendo que ela foi totalmente destruída”, disse. 
A mãe de Alabed, a senhora Sundus Alhussein Alnayef, e o senhor Mohammed Bader perderam seus país e parentes distantes nos bombardeios. “O país ficou sem escolas, empregos, comida, e não havia mais condições de morar”, revela. Por isso, foram obrigados a irem para o campo de refugiados em Deir Azzor lá ficando por volta de sete meses até conseguirem visto para atravessar de carro a fronteira da Jordânia. 
Na capital Amã, todos os jovens que na Síria somente estudavam, precisaram arrumar emprego no novo país. Wael Alabed, de 17 anos, por exemplo, começou a trabalhar como sapateiro. “Cheguei a trabalhar mais de 20 horas por dia e não recebia pelo tanto que trabalhava”, afirma lembrando os momentos de sofrimento. 
Já Sami Bader que chegou trabalhar com esquadrias de alumínio viu sua mulher que está grávida ser atingida na perna ao tentar passar a fronteira da Jordânia ilegalmente. Atualmente ela espera a liberação do passaporte único – documento que autoriza somente uma viagem – para morar no Brasil. 
Diante de toda barbárie sofrida na Jordânia durante os 11 meses de estadia, eles queriam era sair do país, entretanto, nenhuma outra nação vizinha lhes dava o visto. Até que o Brasil concedeu-lhes o visto de turista por serem refugiados de guerra. 
Fotos: Lucas Belussi
Apesar de estarem morando no Brasil, refugiados mantém as tradições de seu país
Em solo brasileiro, no inicio teve dificuldades, principalmente com o idioma, mas parcialmente resolvido com um simples aplicativo de celular – a entrevista foi realizada utilizando o auxílio tecnológico e também em inglês. “Estamos aliviados de estarmos no Brasil. Aos poucos entraremos no ritmo dos brasileiros”, relata Mohammed com um sorriso no rosto e demostrando expressões de alívio. “O país é muito bonito e fomos bem acolhidos. Não estamos sofrendo para nos adaptar culturalmente e estamos muito felizes”, completa.
Os principais objetivos dos sírios são de voltar a estudar, pois, já fazem mais de dois anos que os jovens não frequentam a escola, e com isso aprenderia facilmente o idioma, além de arrumarem emprego para sustentarem as famílias.
Já para o cozinheiro Mohammed, o desafio é outro, precisa de uma nova casa, para morar com sua mulher e seus outros quatro filhos que estão chegando ao Brasil, nos próximos 20 dias. “Ele chega estar desesperado para arrumar outra casa para hospedar a sua família, já que seus filhos sofrem de asma”, diz Lena. 
DOAÇÕES
Segundo Fernanda de Lena o trabalho é desafiador. “Quando sabemos dessa história não tivemos medo, nem vergonha e saímos batemos na porta dos amigos que prontamente nos ajudaram. Nós ganhamos todos os utensílios domésticos e móveis que estão na casa que alugamos. Contamos também com a generosidade do supermercado Varejão que entregou uma carta autorizando eles comprarem tudo o que for preciso”, salienta. 
A família precisa de apoio, pois, a filha de Sundus, a jovem Nourhan Alabed, está grávida de oito meses. “Nós precisaremos de bastantes fraldas, lenços umedecidos, roupinhas recém-nascido para um menino e de uma médica obstetra para que possa fazer todos os exames necessários”, explicou. 
Para Bianca de Almeida, filha de Lena, além do trabalho de traduzir do inglês para o português todos os desejos e necessidades dos sírios, ela ajuda também na arrecadação. Segundo ela, roupas, material para casa, mobiliário são bem vindos. 
Outra necessidade urgente é empregar todos os sírios. “O Mohammed é um exímio cozinheiro, o Sami trabalha com esquadrias de alumínio e motorista, a Ghalia é maquiadora e cabeleireira, o Khaled é professor de inglês e árabe, Sundus é professora de Yoga e o Wael é sapateiro”, completa Almeida. 
Os interessados em colaborar com a família, inclusive, com ajude em dinheiro para pagar o aluguel de R$ 890 podem entrar em contato pelo telefone (18) 3652 2198, na casa da Fernanda de Lena ou (18) 3653 2327 na loja Bem Saúde. 
Entenda a guerra na Síria 
A Guerra Civil Síria é um conflito interno que começou como uma série de grandes protestos populares em 26 de janeiro de 2011 e progrediu para uma violenta revolta armada em 15 de março de 2011, influenciados por outros protestos simultâneos no mundo árabe.
As manifestações populares por mudanças no governo foram descritas como sem precedentes. Enquanto a oposição alegava estar lutando para destituir o presidente Bashar al-Assad do poder para instalação de uma nova liderança mais democrática no país, o governo sírio diz estar apenas combatendo “terroristas armados que visam desestabilizar o país”.
Foi iniciada como uma mobilização social e midiática, exigindo maior liberdade de imprensa, direitos humanos e uma nova legislação. A Síria está em estado de emergência desde 1962, que efetivamente, suspendeu as proteções constitucionais para a maioria dos cidadãos. Hafez al-Assad esteve no poder por trinta anos, e seu filho, Bashar al-Assad, tem mantido o poder com mão firme nos últimos dez anos. 
As manifestações públicas começaram em frente ao parlamento sírio e a embaixadas estrangeiras em Damasco. Em resposta aos protestos, o governo sírio enviou suas tropas para as cidades revoltosas com o objetivo de encerrar a rebelião. 
O resultado da repressão e do confronto com os manifestantes acabou sendo de centenas de mortes, a grande maioria de civis. Muitos militares se recusaram a obedecer às ordens de suprimir as revoltas e manifestações, e alguns sofreram represálias do governo por isso. 
No fim de 2011, a oposição se uniu em uma única organização representativa formando o chamado Conselho Nacional Sírio. A luta armada então se intensificou, assim como as incursões das tropas do governo em áreas controladas por opositores. Em 2012, com combates por todo o país, a Cruz Vermelha Internacional decidiu classificar o conflito como guerra civil, abrindo caminho à aplicação do Direito Humanitário Internacional ao abrigo das convenções de Genebra e à investigação de crimes de guerra.
Segundo informações de ativistas de direitos humanos dentro e fora da Síria, o número de mortos no conflito já passou de 150 mil pessoas, sendo mais da metade de civis. Mais de dois milhões de sírios já teriam buscado refúgio no exterior para fugir dos combates, com a maioria destes tomando abrigo no vizinho Líbano.
Segundo a ONU e outras organizações internacionais, crimes de guerra e contra a humanidade vêm sendo perpetrados pelo país por ambos os lados de forma desenfreada. Desde o início da guerra, as forças leais ao governo foram os principais alvos das denúncias, sendo condenadas internacionalmente por incontáveis massacres de civis. Milícias leais ao presidente Assad e integrantes do exército sírio foram acusadas de vários assassinatos e cometerem inúmeros abusos contra a população.  Contudo, durante o decorrer das hostilidades, as forças opositoras também passaram a ser acusadas, por organizações de direitos humanos, de crimes de guerra.
Essa matéria foi produzida originalmente para a edição desse domingo do Jornal Interior

CONECTANDO PENÁPOLIS, CIRCULANDO IDEIAS

Neste sábado, 3, o SESC SP em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura promoverá na praça 9 de julho mais uma edição do Circuito Sesc de Artes – Conectando lugares, circulando ideias. 
A programação inicia-se às 17h com apresentações de dança, teatro, cinema, circo e encerrará às 22 horas com o show de Karina Buhr, cantando Secos e Molhados. 
Neste ano, de 25 de abril a 11 de maio, o Circuito Sesc de Artes percorrerá 102 cidades do Estado de São Paulo recebendo os mais de 370 artistas. Todas as apresentações são gratuitas.
Serviço
Circuito SESC de Artes 
Local: Praça 9 de Julho.
Data: 03 de maio.
Horário: Das 17h às 22h.
Entrada: Livre.
Confira a programação completa
MÚSICA
Karina Buhr canta Secos & Molhados [PE]

A cantora, compositora, percussionista e atriz baiana faz uma homenagem ao álbum Secos & Molhados, que leva o nome do famoso grupo criado nos anos 70 por Ney Matogrosso, Gérson Conrad e João Ricardo. No show, ela interpreta as 13 músicas presentes no vinil lançado em 1973, considerado um dos álbuns mais marcantes da história da música brasileira. Entre as canções, destacam-se os clássicos: Sangue Latino, O Vira e Rosa de Hiroshima. Com: Karina Buhr (voz), Mau (baixo), Guizado (trompete), Caetano Malta (violão), Davi Bernardo (guitarra) e Samuel Fraga (bateria). Duração: 70 min.
TEATRO
O Romance do Vaqueiro Benedito
[Mamulengo Presepada-DF]


O espetáculo narra as aventuras de um vaqueiro apaixonado. No sertão nordestino, acompanhado do boi Estrela, Benedito leva a esposa, prestes a dar à luz, para o hospital. Mas quando seu sogro, o Capitão João Redondo, descobre sobre a gravidez da filha, manda uma cobra para assustá-los e a serpente acaba engolindo a família do boiadeiro. Para resgatar os parentes, o personagem conta com a ajuda da plateia ao som de violino e percussão ao vivo. Com: Chico Simões / Músicos: Flávia Felipe Inácio, Cristiane Brandão Peres e Joaley Almeida Lemos. Duração: 50 min.
CINEMA
Brinquedos Óticos
[Coletivo Unsquepensa-SP]
No século XIX, duas máquinas contribuíram para a criação do cinema: o zootrópio e o fenacistoscópio. Na intervenção, os artistas vestidos como personagens da época apresentam a funcionalidade desses aparelhos, recriados pelo próprio grupo para demonstrar seus efeitos óticos. Direção: Nanda Ribeiro e Mazzon Gil / Atores-artistas: Fernanda Ribeiro e Carlitos Tostes / Projeto dos brinquedos ópticos: Mazzon Gil / Figurino: Melissa Peixoto de Vargas
CIRCO
O Pintor
[Barracão Teatro-SP]
O palhaço Zabobrim é incumbido de uma difícil e estranha tarefa: pintar uma nova bandeira para o seu país. Mesmo sendo um profissional empenhado que sempre cumpre sua tarefa, Zabobrim entra num conflito interno. Ele reflete que sua tarefa não é tão simples quanto parece e seu trabalho se revela mais complicado que um duelo à mão armada. Este é o seu conflito. Um palhaço e sua missão, a bandeira e o público. Aí está a moldura para pintar o sete! Direção, criação e atuação: Esio Magalhães. Duração: 60 min.
DANÇA
Cardápio de Dança
[Liga da Dança Dura-SP]
O espetáculo apresenta um restaurante de improvisação de dança. Os dançarinos oferecem as opções através de um cardápio escrito numa lousa, com diferentes ingredientes – uma memória, uma frase, um espaço… – e modos de preparo – à sauté, à doré, à poché ou frito. O público escolhe a combinação do prato e como quer que ele seja feito. E, assim, o trio improvisa a partir das sensações que as palavras despertam e das qualidades de movimento escolhidas. Idealização: Fabiana Bueno de Castro, Evandro Gonçalves e Larissa Pretti / Com: Evandro Gonçalves, Larissa Pretti e Tatiana Cotrim / Concepção de Figurino: Fabiana Bueno de Castro e Juliana Nunes. Duração: 60 min.
INTERVENÇÃO TEATRAL
O Pequeno Grande Teatro
[Cia. Mala Caixeta de Teatro Surpresa-SP]

Em três caixas são apresentadas peças de teatro em miniatura inspiradas livremente em clássicos da literatura mundial. Um espectador por vez pode ver as peças Os Lusos – história de um navio que parte rumo às Índias e, no percurso, enfrenta monstros marinhos e outros perigos até chegar à cidade de Calicute; A Selva – em que o índio Peri luta com onças bravas e perigosos bandeirantes e, em meio a vários desafios, encontra finalmente a jovem e bela Ceci; e O Seco – que mostra uma família do sertão partindo em busca de uma vida melhor na cidade grande. Direção: P. H. Alves / Com: Verônica Giordano. Elvira Cardeal e Rosana Borges. 

VAIDADE DE VAIDADES

“Vaidade de vaidades é tudo vaidade”, essa frase foi escrita há 900 A.C, por Salomão nos livros de provérbios. Mas serve perfeitamente nos dias atuais. 
Na última segunda-feira, 28, o que se viu na Câmara Municipal foi à demonstração exata da briga de egos posta entre os vereadores. 
O Prof. Luiz [PSDB] redigiu moção de congratulação ao Colégio Oceu Positivo pelo trabalho desenvolvido na ação social “Páscoa Solidária”, que distribuiu quase uma tonelada de chocolates nas escolas públicas municipais e estaduais da cidade. Entretanto, o vereador não deixou nenhum dos outros parlamentares assinarem o mino. 
Os vereadores do Dr. Rodolfo, Lucas Casella e Jonas Chamarelli [PROS] e o presidente Caíque Rossi [PSD], indignados com a situação lembrou o vereador que existira um acordo tácito e de bastidores entre os edis para assinarem todas as moções da casa. Ao usar a tribuna, o Prof. Luiz, mencionou “Quando o filho é bonito todo mundo quer, agora quando o filho é feio ninguém quer”. 
PROVOCAÇÃO 
Após dar a reposta aos parlamentares, desafiou-os dizendo para assinarem a proposta que alteraria o regimento interno da Câmara para acabar com o pagamento de diárias feito atualmente pelo legislativo aos vereadores em viagens. 
Segundo ele, teve parlamentar que recebeu quase de R$ 6 mil em diárias somente no ano passado. “Vamos ver se na semana que vem o povo assina um documento aqui junto comigo, com tiquinho e com Ricardinho pra gente acabar com as diárias aqui da câmara. Tem gente que recebeu quase R$ 6 mil aqui de diárias só o ano passado. E hoje fui fazer minha declaração de renda e eu recebi quinhentos e poucos reais de diárias o ano passado, e não é tributado, não existe tributação sobre as diárias. Então sai 13º livre e 14ª livre”, conclui. 
VOCÊ ACHA QUE OS VEREADORES DEVERIAM TERMINAR COM OS PAGAMENTOS DE DIÁRIAS? Comente . 

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