Penapolense Mirela Ortega se destaca nas redes com maquiagem

Mirela é blogueira desde seus 19 anos e hoje é referência para mais de 128 mil seguidores 

Com 128 mil seguidoras, a penapolense Mirela Ortega é uma entre muitas meninas que aos vinte e poucos anos se destaca no mundo da internet falando sobre maquiagem. 

Tudo começou quando ela ganhou seu primeiro computador; depois descobriu a internet e com ele um mundo rosa que somente as meninas da idade dela também gostariam de ver. Em 2012, resolveu criar uma página no Facebook – M de Maquiagem – para compartilhar seus “looks” preferidos. 
No inicio não tinha medo de ‘copiar’, mas aos poucos, na marra como ela mesmo diz começou a produzir seus próprios conteúdos. 
Com o tempo foi ganhando seguidoras e mais seguidoras, e resolvendo ampliar o acesso de suas leitoras criou o blog do mesmo nome que informava todos os tipos de maquiagens e tendências. 
“Para conseguir acesso e público eu procurei outras blogueiras que estava no mesmo nível de público que eu e trocávamos conteúdo”.
“Nós criávamos postagens em conjunto sobre as maquiagens de personagens de séries de TV, cada uma fazia uma atriz diferente e depois trocávamos os links”, comenta Mirela.
Ela também se especializou em produzir vídeos que ensinavam suas seguidoras a se maquiarem sozinhas.
“Nos primeiros vídeos eu tinha muito vergonha, até em casa me perguntavam: O que você está falando sozinha aí menina? Achavam que eu era louca”, comenta rindo.
Empresas de fora da cidade, especializadas em maquiagem e beleza reconheceram o talento da pequena penapolense e procuraram Mirela para firmarem parcerias e anúncios que lhe renderam algum dinheiro.
“Como essa grana me ajudou e muito a melhorar as qualidades de meus vídeos no canal do Youtube, pude comprar novas câmeras, microfone e até iluminação”. 
No inicio, recém-saída do ensino médio, com 18 para 19 anos, Mirela se dedicava 100% para o blog, chegando a postar todos os dias.
Mas com o tempo e os empregos formais que lhe arrancaram algumas horas do dia, atualiza seu blog quando pode, mas não deixa suas leitoras do Facebook e, principalmente, do Instagram por nada, postando sempre alguma foto. 
“Atualmente estou mais no Instagram. Comprei até um celular novo para postar fotos em boa resolução e assim posso estar mais perto de minhas amigas leitoras”, disse.
Um bom dia, uma boa tarde ou simplesmente uma hashtag ‘#partiuculto’, já basta para as mais de cinco mil seguidoras do Instagram curtirem as suas fotos. 
CRISE
Mirela é blogueira desde seus 19 anos e hoje é referência para mais de 128 mil seguidores 

No início desse ano, Mirela começou a se questionar muito sobre o futuro do blog. Estava ela sendo verdadeira com suas leitoras?

“Nossa, Eu me perguntava muito – Porque indicar marcas que entravam em contato comigo e não mais aqueles que eu descobria e gostava? No final, me via criando conteúdo para agrada a todos. Não podemos pensar somente no número, mas como que nos relacionamos com essas leitoras que me segue”, diz.
A ostentação e o consumismo foi uma das questões que fez a Mirela dar uma pausa. “Às vezes a blogosfera (como é chamado o coletivo de blogs na internet) é muito ostentação. Será que era mesmo necessário ter que ir à C&A comprar aquele look novo só para fazer uma nova postagem no blog?”, comenta Mirela sobre o papel consumista que as blogueiras de moda têm.
COMPARTILHANDO VIDAS
Na mesma época que criou o ‘M de Maquiagem’, também se converteu ao protestantismo, frequentando a Igreja Metodista de Penápolis. Nunca escondendo de suas eleitoras a fé em Cristo, compartilhava entre as postagens de moda algo sobre Deus.
Há três meses, Mirela diz que ao compartilhar um vídeo ‘Tempo pra tudo’ entendeu que precisa mesmo parar para entender o futuro do blog.
“Eu estava pregando aquilo que não estava vivendo. Pois acredito que a maquiagem é para ficar bonita e não para ostentar. Depois disso cheguei a postar as unhas todas lascadas”, lembra.
Segundo ela, para marcar uma segunda etapa do blog criou-se a hashtag #Compartilhandovida, que trouxe novas perspectivas para suas leitoras.
“Acho que legal esse novo momento, porque estou vendo que quando elas veem sinceridade, elas acabam se inspirando. Eu me emociono lendo as respostas delas”.
Mirela agora vê seu blog transformando em dicas de modas mais conscientes com o seu modelo de vida.

Do lixo ao luxo: Faissal cria e recria peças com madeiras retiradas do lixo

Madeira veio do lixo e transformou em verdadeiras obras de luxo, expostas em sua nave artística

Faissal em seu ambiente de criação trabalha prioritariamente com madeira usada
Nas últimas postagens tenho tido o prazer de contar histórias de penapolenses que através de seu trabalho tem se destacado no cenário literário, fotográfico e até militar. 
Desta vez, iremos apresentá-lo um grande artista, que com sua genialidade está transformando a madeira, sua principal matéria prima, em mais pura arte. 
Faissal Tessari Baracat, ou simplesmente, Fai, 52 anos é um daqueles artífices que desde cedo soube valorizar a arte. Aos 11 anos desenhava, pintava e montava suas pipas. Já aos 15, aprendeu com um amigo a tocar violão, guitarra e teclado. 
Todas as profissões que exercera até então sempre teve uma ligação com a arte. Foi técnico de som automotivo, rold de bandas de rock e/ou lutier artístico para instrumentos musicais. Atualmente trabalha como montador industrial em usinas sucroalcooleiras da região. 
Faissal diz que esse último trabalho o inspira muito a criar. “As 10, 15 horas que fico aqui montando as minhas peças, é simplesmente um instinto do montador que trago da usina”. 
“Eu como artesão poderia pegar todas essas peças para limpar, mas não teria a mesma energia, que trago da usina quando estou trabalhando por lá”, comenta. 
Desde o inicio dos anos 2000 quando Faissal tinha sua loja de luthieria no centro da cidade que ele trabalha com madeira, mas só em meados de 2009 que entendeu que poderia pegar os restos de madeira nos lixos das madeireiras e transformá-la em arte. 
“Neste ano peguei poucas peças que tinha e levei comigo para Caldas Novas (GO), com a intenção de vendê-las por onde eu iria prestando serviços gerais, principalmente, nos resorts, mas voltei com todas, não tive coragem de me desfazer”, lembra. 
De lá pra cá, já produziu mais de 1000 peças que ficam expostos em seu ateliê, ou simplesmente chamado de ‘Nave artística’. “Aqui dentro tem uma mistura de som, iluminação e arte, seja ela proveniente do cinema, do teatro ou da educação ambiental”. 
“Dentro da nave tenho revelado desde lança, arco e flecha, até carrinhos de rolimã, porta chave, porta vinho, porta bíblia, painéis para parede e luminárias, que expostas transformam em uma verdadeira fábrica de presente”, lembra o artista. 
Para Fai, a nave é um grande quadro que abarca peças como Arco 1 e Rústico 10, suas primeiras obras em madeira. Suas criações também têm muito dos desenhos herdados de sua infância, que são trabalhados com a lixadeira. 
Uma de suas peças, sendo este um porta-vinho na base de um violino
“Eu fico aqui horas e horas do meu dia e vejo boa parte de minhas produções sendo obras rústicas, exóticas e decorativas. Rústico porque minha especialidade é a madeira, exótica porque elas têm um jeito diferente e decorativo por facilmente se adaptar em qualquer canto de uma casa”, comenta. 
Segundo ele, as mais de 200 obras que produziu nos últimos dois meses é fruto da vontade de fazer. 
“Tudo que está aqui veio do lixo e transformou em obras de luxo tornando-se pra mim um patrimônio; Com sua diversidade e quantidade torna-se importante, sendo que a intenção é sempre transformar em arte”, disse. 
Fai, também criou sua banda imaginária com os personagens em madeira. Boca, (técnico de som), Tocha (guitarra), Pescoço (teclado) e Fai (voz e guitarra), que produz o som que ambienta a nave artística. Em uma das exposições o artista criou o palco de show da banda.
DOCUMENTADO 
Faissal tem o cuidado de documentar em fotografias e ou em vídeos cada peça que entra em exposição na nave artística. “Gosto de criar o ambiente que as obras vão ficar”. 
Cada detalhe é registrado minuciosamente, desde o nome de cada peça, até o registro de parte por parte das obras ou exposição. “A minha intenção é criar um documentário de todo meu processo criativo do ‘Do lixo ou luxo’”, finaliza. 

Penapolense revela as contradições que a vida proporciona através da poesia

Maurílio Machi já conta com sete livros publicados, e explica que o livro, depois de escrito e publicado, é propriedade do leitor 
Mauricio Machi revela que suas duas paixões, matemática e poesia, se complementam entre si


“Viveu seu tempo de sobra/ cem anos/ sem obras”. Com essa poesia o penapolense Maurílio Machi, revela as contradições de um artista que não revela a idade, e brinca dizendo que nasceu nos idos de não sei quando, pois, pra ele o tempo realmente não importa. 

Filho da terra de Maria Chica foi contemporâneo de Maria Tereza Alves Viana, fundadora do TAE (Teatro Amador Estudantil), com o qual conviveu e aprendeu a tomar gosto pelos escritos. “Com certeza Maria Tereza foi a grande responsável, a professora que mais me influenciou a gostar de poesias”, relembra. 
“Muito jovem eu gostava da noite, da madrugada, saia andando com os amigos pelas ruas da cidade, subia a Ramalho Franco, descia pela Anchieta, passava em frente ao antigo mercadão municipal e voltava pra casa feliz da vida com todos os aprendizados que tive naquela noite.”
Essas vivências, Maurílio relata claramente em seus livros, transportando para outros ambientes com os quais qualquer leitor se identifique na hora de ler. Tanto é que já na orelha do livro ‘Pedras e Nuvens’ o autor escreve: “O livro, depois de escrito e publicado, é propriedade do leitor, este o possui, interpreta, mesmo não coincidindo com os propósitos do autor”. 
Em ‘Pedras e Nuvens’ o poeta revela que ao mesmo tempo em que existe a leveza de uma nuvem, existe também a rigidez de uma pedra. Pedra essa que pode ser interpretada de várias maneiras, como até mesmos os mais de 21 anos de plena ditadura militar no país. “Chamávamos de comunistas, o regime ditatorial chegou a nos prender aqui em Penápolis.”
Após a prisão, Maurílio Machi foi dedicar-se a formação acadêmica, da qual começou o curso de física na UnB (Universidade de Brasília), mas logo voltou para cidade onde terminou a sua primeira faculdade em matemática na Funepe (Fundação Educacional de Penápolis). Atualmente é doutor em Educação e Políticas Públicas pela UNESP e leciona em duas faculdades: Funepe e Faculdade de Birigui. 
O período que se dedicou os estudos e posteriormente ao trabalho, fez com que se afastasse da produção literária. Por sorte, o professor voltou a escrever, publicando seu primeiro livro de poemas – ‘Faces e Fases’, no inicio de 2011 pela editora Scortecci. 
“Esse livro eu trabalho as muitas faces e fases de uma vida. Por que eu simplesmente gosto das contradições. Aliás, nós somos contraditórios o tempo todo.”
Como se percebe no poema Fábula – “Por detrás do muro/ Espreita a vida/ Não a sua vida/ Mas, talvez a vida que gostaria de ter/ A vida que não viveu/ Que não vive/ E que possivelmente/ Não viverá”.
“A dialética marxista coloca muito essa oposição, que se encontra em meus poemas”, comenta Machi. 
Com sete livros publicados, o autor explica que para escrever poesia é necessário dispor da métrica para contar os sons dos versos. “A matemática e a poesia tem tudo haver, pois, em muitos poemas a disposição das frases se dá pela contagem silábica das palavras”, revela. 
O professor comenta que escreve o que vive, sendo elas coisas boas ou ruins, mas que sua fonte inesgotável é sem dúvida as pessoas. 
“Eu gosto muito das pessoas, nós conseguimos usufruir da vida momentos de pura beleza, pois ela é feita assim, de momentos muito felizes, mas também de profundas tristezas, que nos faz levantar e caminhar”. 
LANÇAMENTO
Na segunda quinzena de agosto, o professor lançará sua mais nova obra literária – ‘Acolhimento ou Recuso’, na 23º Bienal do Livro em São Paulo. 
O livro de poemas nasceu de sua inconformidade com a situação do Brasil. “Como os brasileiros conseguem mentir pra si mesmos”. 
A obra traz a relação entre os homens e suas várias formas de viver e conviver neste mundo, fazendo da poesia um meio para trazer a tona assuntos como a política e a filosofia, sem serem aquelas dos manuais e sim a da mais pura vida. 

Conheça alguns poemas de Maurílio Machi publicado no livro ‘Pedras e Nuvens’

Criação
Quando o homem veio ao mundo
Fez-se festa no universo
Dança o Sol e rubicundo 
Com os astros mais dispersos
O Zodíaco enfeitou-se
Como noite de natal
À via láctea rodeou-se
De alegria sem igual
Bela harmonia dos mundos 
Tudo bem determinado
Rei da criação ao centro
Outros girando ao seu lado 
Dialética
Sim, 
Eu acredito
Que sendo assim
Pode ser, 
Também, 
De outro jeito.
Quem vale mais
A perfeição
O defeito?
Entre o céu e o desatino
Se quem dá carta é o destino
Eu não aceito

Uhuuul! Fomos selecionados! /

Inevitavelmente a minha vida foi levada para dois caminhos que agora convergem para uma única e bela direção. Pois bem, desde quando participei da 1ª Conferência Nacional de Juventude pude perceber que as Políticas Públicas de Juventude seria meu trabalho por muito tempo. Neste período, entrou outra paixão – a comunicação. Com ela pude ter uma formação acadêmica (que eu ainda não terminei), mas que foram suficientes para chegar aonde eu cheguei agora. 

Desde fim de maio, quando nos inscrevemos para o processo do LAB da Social Good Brasil, viemos trabalhando num projeto que coloca o jovem no centro, com objetivo de devolver e garantir o direito a livre expressão. 
O LAB busca inovadores sociais que desejam promover a transformação social através de novas mídias e tecnologia. A ideia era e ainda é bem simples. Criar um portal de notícias feito por jovens, para jovens e com os jovens – Daí surge o Komunikado
No último dia 4, recebemos a devolutiva dos organizadores, nos selecionando para participar do programa, pois sim, esse projeto pode impactar milhões de jovens pelo Brasil afora.
Desde o início, sabíamos que se caso fossemos selecionados teríamos que contribuir com R$500,00 para o Fundo Semente que financiará os três melhores projeto no final do programa, bem como, participar de dois encontros presenciais em São Paulo (capital). 
Agora nós precisamos da sua ajuda.  Precisamos arrecadar dinheiro para custear todas as despesas que somam exatamente R$ 1.316,00. 
Onde investiremos? 
R$ 500,00 (Fundo Semente) PRECISAMOS ATÉ O DIA 13/07
R$ 408,00 (4 passagens ‘para duas pessoas’ ida e volta para São Paulo, no dia 24/07) e;
R$ 408,00 (4 passagens ‘para duas pessoas’ ida e volta para São Paulo, no dia 29/08). 
Totalizando: R$1.316,00

QUER ACOMPANHAR QUANTO ESTÁ SENDO ARRECADADO? VEJA AQUI: https://migre.me/ko8Lf

Sentiu tocado? Deseja contribuir? Procure-nos pelo e-mail: r.fariasilva@gmail.com, pelo telefone: 18 98155 9878, ou faça um depósito bancário: 
Banco Santander
Agência 3597
CC 01003006-6
Ricardo de Faria Silva 

Casal Fred Di Giacomo e Karin Hueck criam Gluck Project, proposta que investiga a felicidade

Os jornalistas – entre eles um penapolense – buscaram nos livros da filosofia clássica, bem como nas pesquisas de cientistas renomados respostas que possam explicar o tema
Fred e Karin finalizarão a primeira etapa do projeto com a publicação de um livro sobre o tema

“Felicidade é um caminho, uma construção constante, se minha vida tivesse um final feliz agora, era pra eu morrer amanhã, mas eu não vou morrer amanhã, pois tenho apenas 30 anos”. 
Com essa frase, o jornalista multimídia penapolense Fred Di Giacomo Rocha falou de sua mais recente proposta – o Gluck Project, ou simplesmente Projeto Felicidade. 
Atualmente ele está morando em Berlim, na Alemanha, com sua esposa a também jornalista Karin Hueck. Ela descendente de alemães que vieram refugiados da segunda guerra mundial. 
A oportunidade de morar na Europa surgiu quando sua mulher se questionava dizendo que não estava feliz, pois, queria morar e reviver histórias no país que seus familiares nasceram. Com isso levantou um questionamento também em Fred sobre o que é estar feliz. 
Fred concedeu entrevista ao INTERIOR, via internet, na noite da última quinta-feira, 3, para falar de sua nova vida.
“Começamos a nos questionar. Nós tínhamos o emprego do sonho de algumas pessoas, mas sabe quando entra no automático? Então começamos a encontrar outras pessoas que também faziam as mesmas indagações e vimos que o dinheiro, o trabalho estável e estabilidade econômica trouxeram o prato na mesa e assim deu abertura para fazermos outros questionamentos como a da própria felicidade”, lembra. 
Juntos resolveram pedir demissão dos empregos na Editora Abril, e partiram rumo a Alemanha. Na bagagem, seis meses (que se transformaram em um ano), podendo aproveitar de todos os encantos que a cidade mais multicultural da Europa poderia lhes oferecer. Mas também com eles a vontade de pesquisar mais sobre o tema. 
Leram os grandes da filosofia clássica, os livros de autoajuda e de cientistas renomados, além de entrevistar médicos, psicólogos e pessoas com histórias incríveis de vida.
“Nós conhecemos a história de uma professora, que era uma das poucas brasileiras que trabalhavam nos Estados Unidos, dando aulas inclusive no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Ela largou tudo e foi dançar tango”, lembra. 
O projeto que teve início em outubro de 2013 terá duração de um ano, finalizando com a publicação de um livro que copila todas essas buscas. “A ideia do livro é trazer questionamentos como: O que é felicidade? O que nossa geração está questionando tanto? E dentro disso fecharíamos em temas como dinheiro, relacionamento, família, entre outros, descrevendo o que é felicidade para esses pilares da vida humana”, comenta. 
Segundo Fred, o projeto tem sua pesquisa teórica, mas também sua reflexão pessoal. 
“Estou sempre buscando a felicidade. Mas no geral por ser uma pessoa totalmente inquieta aproveito a vida com intensidade, pois, vou continuar sendo honesto comigo mesmo, refletindo assuntos como ‘ter um dinheiro suficiente pra ser feliz ou ser escravo dele’ e ‘como procurar ter amor com minha esposa sem cair na rotina’, pois pra mim felicidade é uma busca constante e quem se acomoda deixa ela passar”, lembra. 
CAMINHO 

Fred é o primeiro filho do casal de professores Jader Paes e Cecília Di Giacomo, que desde pequeno o incentivava a ler e escrever. “Nós tínhamos muito livros em casa, nunca fomos acostumados de nas férias viajarmos em família, então a gente viajava nos livros”, lembra. 

Ele, juntamente com seu irmão Gabriel, escreviam em Penápolis o fanzine “Kaos” e tinha a banda punk “Praga de Mãe”. Quando adolescente fez parte da segunda geração da UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas) e apresentou o programa “Bom dia, galera!” na Rádio Bandeirantes local. 
Cursou jornalismo na UNESP de Bauru, onde teve oportunidade de participar do Fórum Social Mundial, produziu um média-metragem, e um programa de jornalismo com humor chamado Baderna. Lá também constituiu uma nova banda “Cuecas Rosas” e no último ano da faculdade escreveu muitos contos. 
Após a conclusão do curso passou no Concurso Abril de Jornalismo e foi trabalhar na revista Capricho. Durante um mês desenvolveu pautas que lhe fizeram ser efetivado na Editora trabalhando nas revistas Bizz e Mundo Estranho. 
Trabalhou por sete anos e meio na Abril, sendo promovido a editor-chefe de conteúdo digital do núcleo jovem, que compõe entre outras revistas: a Superinteressante, Mundo Estranho, Recreio, Capricho e Guia do Estudante. 
“Nosso trabalho era desenvolver conteúdos digitais para o núcleo, chegamos ganhar prêmio de designers, concedemos entrevista para o site de comunicação de Harvard, sobre os jogos jornalísticos que fomos pioneiros no mundo”. 
Em 2012, publicou “Canções de ninar adultos”, livro de estreia como escritor. Dividido em lado A e lado B. Os 11 textos do lado A são espécies de contos de fadas pros tempos modernos que puxam para o realismo fantástico, com claras influências de Borges, Kafka, Lewis Carroll e Murilo Rubião. E os 11 do lado B são feios, sujos e malvados, que viram o jogo para os terrenos explorados por Nelson Rodrigues, Bukowski e Rubem Fonseca. 
Já em 2013, publica o livro poético infantil Haikai Animais, sendo que uma das poesias foi selecionada para um livro didático da Fundação Bradesco. 

Personagens penapolenses em livro

O jornalista multimídia penapolense Fred Di Giacomo Rocha criou personagens penapolenses que vão virar história de um novo livro. O autor reside atualmente em Berlim, na Alemanha, com sua esposa a também jornalista Karin Hueck.

Para Fred, Penápolis está em muita coisa que ele escreve. “O que me diferencia das outras pessoas é justamente por eu ter morado na cidade”. 
“Um amiga sempre me dizia: eu gosto das suas coisas do mato quando você escreve, mas no final das contas tudo que eu estou fazendo é contar histórias”.  
Ele revela que o livro possui personagens que nasceram na cidade. “Em Penápolis eu não me considerava um caipira, mas meu lado caipira ajuda encontrar minha voz. Penápolis é muito importante pra eu contar minhas histórias e saber quem eu sou. Este livro que eu escrevi aqui na Alemanha tem personagens que nasceram em Penápolis, viveu e estudou na cidade. A cidade tem uma grande influência no que eu faço”, finaliza.

Educação… Ih fora!

Frente do Kai Kan no dia do cancelamento da festa junina do colégio

O que eu pude presenciar na noite dessa segunda-feira, 30, na Câmara Municipal de Penápolis, foi um verdadeiro circo de horrores. Era diretor de escola, pais (e parentes), professores e alunos insultando vários parlamentares. Outra hora era vereador capitalizando em cima do fato ocorrido. 

As verdades são: 
1) Sargento do claudicante Corpo de Bombeiros de Penápolis, para encobrir sua total incompetência operacional de vistoriar os espaços públicos e privados da cidade, usou da imagem de um vereador para comunicar as autoridades competentes para tomarem providência da qual cabia o embargo do evento. 
2) Se existe um culpado nesta história, ela se chama Kai Kan. Pois sabia das irregularidades do espaço e mesmo assim alugou. 
3) Na outra ponta, a própria escola que desde janeiro reservou o espaço para realizar o evento e não se preocupou em conferir se o espaço estava regular ou não. 
4) De forma precipitada e diria leviana a organização achou rapidamente um culpado, sendo que ela tem parte da culpa, por não de se preocupar com a segurança de seus convidados. 
É evidente que esse caso deve ser apurado rigorosamente. E que o colégio deva ser ressarcida de todos os males que ocasionou para instituição.

Agora, o que mais me intriga em toda essa história, é que um fato puramente do campo técnico/operacional, está entrando para o campo político. 

Ver vereadores querendo pegar o bonde da história para capitanear politicamente em cima daqueles que sofreram com o cancelamento, principalmente, as crianças, foi algo terrível para a imagem cada vez mais manchada do ser político.  
Principalmente, aquele que foi “jogado” na oposição pela atual administração, quando o prefeito, aproximou e aliou-se ao que sobrou de bom no PSDB. 
Por outro lado, é público que o diretor da escola é filiado ao mesmo partido do vereador e professor no colégio em questão. 
Esse mesmo diretor que é capaz de mobilizar seus alunos para disseminar o amor através de campanhas solidárias foi igualmente capaz de convocá-los para achincalhar e insultar todos que emitissem opiniões contrárias a dele. Uma verdadeira falta de senso democrático e de civilidade. 
Todos têm o direito de se manifestar, mas também, tem o dever de ouvir. E o que faltou na noite de ontem foi à ótima educação que o colégio diz pregar a décadas. Ih fora! para os maus educados que estiveram nas galerias daquela Câmara.