Vinicius Meloni: a versatilidade e a busca incessante do fazer teatral

O ator teve certeza que viveria das artes do palco quando participava das aulas do Núcleo Municipal de Teatro de Penápolis
Durante a encenação de ‘A Resistível Ascensão de Arturo Ui’ com o Teatro de Narradores
Muito antes de ser indicado em 2011, ao 24º Prêmio Shell de Teatro (maior prêmio do teatro brasileiro), com a peça ‘Cidade fim – cidade coro – cidade reverso’, a ator Vinicius Meloni, 30 anos, mostra a sua versatilidade na vida e nos palcos. 
Ele que é natural de Birigui, onde começou os primeiros passos no teatro, lembra com carinho, entretanto, da terra de Maria Chica, a cidade que lhe acolheu durante três anos de sua vida e onde teve certeza do que iria seguir na vida teatral. 
“Birigui tinha um pequeno núcleo de teatro na Casa de Cultura, não tinha ainda o teatro do SESI e o SESC estava começando a caminhada na cidade, quanto vi que Penápolis tinha aberto inscrição para o Núcleo Municipal de Teatro, resolvi apostar porque aqui tinha também os Festivais de Teatro e uma cena teatral muito forte”, lembra. 
Com o estímulo da família, mas principalmente, do seu irmão mais velho Vitor Meloni, resolveu enfrentar a maratona, saindo às 6h30 da manhã para estar pontualmente às 9h, nas aulas do Núcleo. “Todo sábado chegava sete meia, quinze pra oito, e tinha que ficar esperando sentado lá fora”. 
A primeira certeza de que estava disposto a estudar as artes do palco, veio após ele começar a frequentar as aulas do curso de jornalismo, onde uma professora lhe fizera uma pergunta – Porque escolheu jornalismo? Ele prontamente respondeu: “Na verdade eu gostaria de fazer Artes Cênicas”. A segunda certeza foi quanto envolvido com os trabalhos teatrais em Penápolis, teve que escolher entre as aulas de teatro e os jogos de vôlei da sua cidade natal. 
“Lembro com carinho de um episódio, quanto no dia da estreia dos Saltimbancos, nos tínhamos algumas cenas ainda para remarcar, e caiu um jogo de vôlei em Araçatuba onde tive de ir, só que se o time ganhasse iria disputar a final a tarde, quase no horário do ensaio e meu time ganhou, disputamos e perdemos a final e minha mãe depois teve que me trazer correndo, pois, senão corria o risco de ficar fora do espetáculo”. 
Vinicius após participar de vários trabalhos, realizar centenas de animações de festas, produzir cabeções de carnaval e chegar a dormir nos camarins do antigo Teatro Municipal (por causa das maratonas de apresentações com projeto escola que a Cia. Teatro Pano de Fundo realizava na época), resolveu prestar a Escola de Artes Dramáticas da USP (Universidade de São Paulo) no final de 2003. 
No ano seguinte começou a frequentar os mesmos corredores de expoentes do teatro brasileiro como Celso Frateschi, Bete Dorgam, Cristiane Palio Quito e José Fernando de Azevedo, com o qual teria a oportunidade de encenar no espetáculo que lhe indicara ao Shell de melhor ator. 
Teve a oportunidade de participar do espetáculo ‘Chapetuba Futebol Clube’ de Vianinha, com diretor de José Renato, que marcou a reestreia do importante espaço teatral que nos idos de 1960 e 1970 fora palco de muitos espetáculos de cunho político contra a Ditadura Militar. 
“Zé nos contava histórias incríveis daquele espaço e ao redor dele, com atores, atrizes e músicos que frequentavam ali”. 
Atualmente além de participar dos espetáculos de repertório da Cia Teatro de Narradores, onde é um dos colaboradores, participa do espetáculo “Abnegação” do Cia Tablado de Arruar, que acabou de encerrar temporada no Centro Cultural São Paulo. 
Produziu e atuou em alguns curtas metragens como a ditadura que teve exibição no Itaú Cultural e está cursando o último ano de Licenciatura em Artes Cênicas na UNESP (Universidade Estadual Paulista). Contudo, seu maior desafio nos últimos dois meses é cuidar de seu filho recém-nascido – Pedro, após se casar com a também atriz Carolina Faria. 
Na última semana, esteve de volta a cidade para facilitar a oficina ‘Ator, um Corpo Vivo’ dentro da 11ª Mostra de Senac de Artes Cênicas. 

Doutores do Coração participará de oficinas do programa Palhaços em Rede

Ao todo foram selecionados 12 grupos do estado de São Paulo, sendo que os Doutores do Coração é o único selecionado da região de Araçatuba 
Grupo de palhaços animam as crianças com suas brincadeiras, músicas e contação de histórias

Há uma semana, um grupo de “besteirologistas” que frequentam os corredores da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis, foi selecionado para participar de oficinas de formação dentro do programa Palhaços em Rede, coordenado pelo famoso grupo Doutores da Alegria. 
Os Doutores do Coração formado há quatro anos por uma necessidade do Grupo de Trabalho Humanizado da Irmandade, atualmente conta com 18 palhaços que regularmente visitam seus pacientes nas alas do hospital duas vezes por semana. 
Com a coordenação do professor Renato Paes, pelo grupo já passaram centenas de pessoas que por sentirem tocadas pelo trabalho desenvolvido quiseram participar do ‘corpo clínico da alegria’. 
Mesmo assim, o atual grupo de besteirologitas voluntários não acredita serem palhaços. “É muito louco, nós fomos participar de um encontro e num determinado momentos perguntaram ‘Você é palhaço’ e alguns ficaram se perguntando – Será que sou mesmo?”
Isso não os impediu de encantar a cada novo paciente ou em uma visita. 
“Nós palhaços temos um encantamento, e quando chegamos ao quarto usamos de todos os artifícios para tirar a criança daquele ambiente hospital e levar para um patamar mais lúdico, mais da brincadeira usando de instrumentos e contação de histórias”. 
“Colecionamentos histórias divertidas que certamente enriquecerá não somente os palhaços, mas os pacientes, os pais, os médicos, os enfermeiros e todo o hospital, bem como, em todos os eventos que participamos”, comenta Renato.
Todos os integrantes que variam na faixa etária de 16 a 60 anos entendem o trabalho de responsabilidade social e humanizado que o Doutores do Coração exerce na Santa Casa. 
“Entendemos que somos artistas que fazem um trabalho no hospital, por isso, nós devemos nos formar sempre, nos qualificar sempre e esse aprendizado passa pelo trabalho desenvolvido pelos ‘doutores’ aqui no Brasil, mas também pelo Patch Adams e de Michael Christensen, pioneiro na arte de clown em hospitais”. 
Para Doutores do Coração a oportunidade é de melhorar o trabalho desenvolvido no hospital

Desde então, o grupo não parou de se qualificar e buscar encontro e oficinas para que pudesse melhorar o que era desenvolvido nos quartos do hospital. 
Participaram do 1º Encontro Nacional de Palhaços em Rede, evento promovido pelos Doutores da Alegria e que capacita e orienta grupos que atuam em hospital de todo país, entre outras oficinas em Fernandópolis e Limeira. 
ORIENTAÇÃO
Para divulgar suas ações, os Doutores do Coração participam de eventos fora do hospital, disseminando alegria

Os Doutores do Coração participará das oficinas orientadoras a partir desse mês, onde um profissional dos Doutores da Alegria estará na cidade para acompanhar uma visita dos besteirologistas na Santa Casa de Penápolis. 

Em setembro, dois integrantes do grupo irão para a capital paulista participar de um ciclo de oficinas formativas e os orientará no trabalho desenvolvido no hospital penapolense. 
Eles terão apenas um mês para replicar o que aprenderam durante o encontro, pois, em outubro, a equipe dos Doutores volta a cidade para acompanhar a evolução da trupe. Encerrando a orientação no final de novembro, começo de dezembro. 
Foram selecionados 12 grupos do estado de São Paulo, sendo que os Doutores do Coração é o único selecionado da região de Araçatuba. 
HISTÓRICO 

Os trabalhos dos Doutores do Coração começaram em meados de 2010 com o Grupo de Trabalho Humanizado da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis, que tinha a coordenação do psicólogo Lucas Bondezan Alvares e de Ricardo Murarotto. 

Na época, eles e mais três voluntários se reuniam para nas datas comemorativas como o Dia das Crianças, fazerem uma ação com os pequenos pacientes. 
“Levávamos bexigas e fazíamos contação de histórias para as crianças”, lembra Ricardo. 
Com o tempo sentiu a necessidade de se formar e foram nos livros, reportagem e filmes sobre os Doutores da Alegria para criar uma metodologia própria para o hospital da cidade. 
“Nós não podíamos colocar o nariz sem preparo, pois a criança sente daí percebemos que não era só colocar o nariz”. 
“Fazíamos os relatórios da visita e lembro que entramos num quarto e a criança estava dormindo, mesmo assim, começando cantar para a criança e ela dormindo sorriu”, disse Ricardo. 
Os Doutores do Coração atendem na Santa Casa de Misericórdia as quartas-feiras, das 19h às 21h e nos sábado das 14h às 16h. 

Caboclo Rosa: Grupo mistura influências pessoais com os cancioneiros populares

As influências vão desde pop/rock nacional, bandas de grunges, passando por música de raiz, blues e rap
POPULAR: Rafael Freitas, Carlos Catelan, Rubens Donzeli e Thiago Tonello, tem nas músicas de domínio público a matéria-prima para a pesquisa do grupo

Músicas como – “Seu boiadeiro por aqui choveu/ seu boiadeiro por aqui choveu/ choveu que amarrotou/ foi tanta água que meu boi nadou”, iniciam os trabalhos do grupo penapolense Caboclo Rosa, que buscam incluir em seu repertório músicas de cancioneiros populares e de umbanda. 

De acordo com o vocalista e guitarrista do grupo Rafael Freitas, que tem Thiago Tonello no baixo, Rubens Donzeli na percussão e Carlos Catelan na bateria – a ideia não é propor um culto religioso, mas, colocar às claras o sincretismo religioso em que as religiões de matrizes africanas e católicas têm de influências no cotidiano da sociedade. 
“Várias cantigas de rodas que são ensinadas nas escolas tem em sua origem as religiões africanas e poucas pessoas sabem disso, pois, estão enraizadas na cultura popular”, comenta. 
A ideia do grupo é ampliar as pesquisas trazendo pra si mais histórias como do caboclo nordestino Zé Pelintra (símbolo da turma), com as misturas de sons que fez com que o grupo se destacasse no cenário musical da cidade.
Usando instrumentos como uma pesada guitarra elétrica e um sonoro baixo elétrico que ditam uma construção hardcore que misturam influências musicais dos integrantes. 
Bandas do cenário nacional como Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana e dos gringos como Pearl Jam, Ramones, Sepultura, Tower of Power e Nirvana, passando por Músicas de Raiz, Blues, Rap e Arnaldo Antunes são alguns dos gostos musicais do grupo, e que se vê em cada uma das músicas. 
Grupo apresenta repertório com músicas do cancioneiro popular e de umbanda na próxima quarta-feira, 20, na Praça 9 de Julho

É o caso da música que relata a história de Zé do Coco tocada em ritmo do bom e velho Blues de Ray Charles, onde é coloca a prova, a mistura do mais refinados arranjos norte-americanos, principalmente, no baixo de Thiago Tonello, com a mais puras e genuínas canções populares brasileiro. 

Já os instrumentos de percussão como berimbau, atabaque, cajon, bongô e bateria são os acompanhantes de luxo fazendo toda a diferença durante a apresentação da banda. 
Os sons fortes do atabaque de Rubens Donzeli e a bateria de Carlos Catelan podem ser visto fazendo o contraponto musical das construções hardcore usado pelos instrumentos elétricos. 
Entre as canções de domínio público, o grupo se propõe reinventar com as músicas autorais – como é o caso de “Maria” escrita por Rafael Freitas em parceria do multiartista de Daniel Dhemes. 
“Quando escrevemos essa música nem tinha a “Maria” idealizada, agora eu tenho duas né? Filhas do meu irmão” lembra Rafael. 

Caboclo Rosa fará parte da programação cultural da 1ª Semana dos Museus, promovida pela Prefeitura de Penápolis através da Secretaria Municipal de Cultura. 
A apresentação acontecerá na próxima quarta-feira, 20, na Praça 9 de Julho, logo após o ato solene de reabertura no Museu Histórico e Pedagógica “Memorialista Glaucia Maria de Castilho Mouçouçah Brandão” no antigo Paço Municipal.

Adeus à Eduardo Campos

Eduardo durante a coletiva no aeroporto de Araçatuba
2008 foi o ano que pude conhecer por dentro o Partido Socialista Brasileiro, através dos meus “compas” Fabrício Lopes, Danilo Otto e Dalmo Viana. 
Por eles que outras pessoas maravilhosas que ajudaram a me forjar como militante, mas principalmente, como pessoa consciente que os atos podem sim transformar uma sociedade. 
Todos esses ensinamentos tem uma fonte – Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, que soube com a sua simplicidade de sertanejo transformar um estado como Pernambuco. 
Seu neto Eduardo Campos, seguia brilhantemente o caminho percorrido e indo até mais longe. Parafraseando Flávio Campos: “O Brasil perdeu o melhor presidente que nunca teve”. Eduardo era um político moderno, arrojado e via no povo brasileiro a inspiração para continuar lutando. 
Durante visita do nosso eterno Presidente Eduardo Campos
Logo que começou a campanha, perfis de meus amigos de partido “pipocavam” de imagens com esse grande líder. E eu me perguntava: Será que vou ter a oportunidade de encontrá-lo durante essa caminhada? 
Pois bem esse dia chegou! Era 22 de julho – uma terça-feira aonde nosso líder veio para Araçatuba inaugurar um dos comitês de sua campanha. 
E durante a inauguração do comitê Coragem pra mudar o Brasil
Assim que ele chegou ao aeroporto acompanhei todos seus passos, desde a coletiva até o último discurso no comitê. Fica a saudade daquele que com certeza teria coragem pra mudar o Brasil. 
Não desistiremos do Brasil – Por você!

Amor de pai fez com que Cláudio doasse um dos rins para a filha

Paula Stéfani, 21 anos, faz hemodiálise três vezes por semana e espera exames preliminares do pai para descobrir finalmente a data de seu transplante
Cláudio não desgruda da filha que precisa de sua ajuda para a plena recuperação da saúde
“Quero tomar água”. Há sete meses, a jovem Paula Stéfani Garcia não pode tomar mais água como antigamente. “Eu amo tomar água. Tomava de quatro a cinco litros por dia, mas agora só posso um”, comenta aflita. 
Ela, no inicio desse ano, com 21 anos, descobriu que seu rim já não era capaz de funcionar sozinho, após quase perder a visão. “Eu comecei a ficar cega e isso fez com que eu buscasse a ajuda de um médico e somente em Rio Preto descobri que estava com pressão alta. Aqui em Penápolis fiquei internada na Santa Casa, foi quando constatou que eu tinha insuficiência renal”. 
A doença compromete o bom funcionamento dos rins, precisando para a recuperação, muitas sessões de hemodiálise e o transplante de um novo rim. 
Uma das causas que fez com que ela tivesse a doença foi a hipertensão. Segundo ela, há dois anos descobriu que era hipertensa e por desconhecer os males que poderiam acarretar não se cuidou. 
“A primeira vez que fui para Araçatuba, fui para fazer uns exames de rotina e acabei fazendo minha primeira sessão de hemodiálise”. 
Seus pais sempre presentes acompanharam de perto, desde a constatação da doença, até a procura de um doador – todos se envolveram e fizeram testes para serem os possíveis doadores. 
Após os testes preliminares, foi possível descobrir que tanto seu pai, o segurança patrimonial, Cláudio Garcia Alves e sua mãe Rosimeire da Rocha eram compatíveis e possíveis doadores. Por uma decisão da Paula, escolheu como seu doador o pai. 
Cláudio é o típico paizão. Ele nutre um amor incondicional por suas duas filhas, fazendo de tudo para agradá-las. 
Atualmente ele é casado com a Zumira, assistente judiciária no Fórum de Penápolis; e mesmo com a distância física do dia-a-dia, não afetou o relacionamento com as filhas. 
“Acompanho de perto todos os momentos cruciais da doença de minha filha. Estive na descoberta, na primeira hemodiálise, e principalmente, nas consultas de pré-transplante em Botucatu, sinto que é meu dever como pai acompanhá-la em todos os processos de sua recuperação”, lembra. 
A força desse segurança patrimonial, apaixonado por filmes e degustador de um belo churrasco, é nítida em sua filha, que com sorriso no rosto frequenta a Santa Casa de Araçatuba três vezes por semana para fazer as sessões de hemodiálise. 
“Desde quando ficamos sabendo da doença, nos preocupamos em não fazer julgamentos de nada, afinal, precisaríamos da Paulinha forte para seguir o tratamento”, comenta o pai. 
Paulinha sabe que a atitude do Pai em doar o rim é sinal de amor incondicional
Ela precisou passar por um pequeno processo cirúrgico para construir uma fístula arteriovenosa para que o sangue da artéria, que tem maior pressão, pudesse circular pela veia, fazendo com que ela fosse dilatando e engrossando. 
Esse procedimento é necessário para que pudesse inserir as duas agulhas que é necessário para o tratamento. Sendo que, uma das agulhas leva o sangue até o dialisador e a outra devolve o sangue filtrado no organismo. 
Enquanto as sessões de hemodiálise são necessárias para filtrar o sangue, Cláudio passa por uma bateria de exames que compara o tipo sanguíneo para comprovar a compatibilidade e se ele pode doar sem nenhum prejuízo para sua saúde. 
De acordo com Cláudio, os próximos exames no dia 18, em Botucatu, serão essenciais para decidir qual a data do transplante. “Eu tranquilizo a Paulinha dizendo que até dezembro, (que está aí), nós realizamos a cirurgia. Pois quantas pessoas ficam na lista de espera atrás de um doador?”, disse. 
Paula toma muitos remédios e precisa evitar lugares com muita gente para não correr o risco de infecção, mas sabe que mesmo com transplante não é a cura total para o seu problema de saúde. 
Contudo, ela só pode sentir gratidão com a disponibilidade de seu pai em doar um dos rins e assim devolver um pouco da qualidade de vida.
De acordo com Cláudio, com esse processo quase que diária, a Paula não deixou de frequentar o terceiro semestre da faculdade de direito que faz em Araçatuba. “O desejo dela é de formar em direito, para seguir carreira como promotora de justiça no Ministério Público e se depender de mim ela vai conseguir”. Finaliza.

A voz da verdade

É muito dificil publicarmos algo de outras pessoas neste blog por entender que é um espaço autoral. Mas, vou reproduzir dois textos com você. O primeiro é a “A voz da verdade” de Olmair Perez Rillo e o segundo artigo do vereador Lucas Casella. Leiam só! 

A VOZ DA VERDADE
As portas da Câmara Municipal da nossa cidade voltarão a se abrir amanhã, 4 de agosto, quando os Senhores Vereadores retornarão às suas atividades normais , após o período de recesso parlamentar.

Quem teve a oportunidade de acompanhar a turbulenta seção que deu por encerrada a primeira faze dos trabalhos legislativos daquela importante Casa de Leis, terá a impressão de ainda estar sentindo as vibrações e ouvindo os ecos das vozes daqueles que nela defenderam, de forma democrática, pontos de vistas divergentes.

Apenas para relembrar, a festa junina promovida anualmente por um dos nossos importantes estabelecimentos de ensino foi cancelada, tendo em conta a constatação de irregularidades na documentação exigida pelas autoridades competentes. Movidos pela revolta, diretores, professores, pais e alunos manifestaram-se pelas redes sociais e, durante a histórica seção ocorrida há pouco mais de trinta dias, lotaram as dependências da Câmara para demonstrar sua indignação. Infelizmente, no transcorrer da seção, ocorreu uma tentativa de linchamento publico, quando um dos Senhores Vereadores, apontado como o responsável pelo acontecido, foi impedido de apresentar sua defesa, como se fosse ele o principal responsável pelas irregularidades constatadas pelo Corpo de Bombeiros.

Ao contrário do que desejávamos, os ânimos se exaltaram e aquela que se esperava ser uma seção pautada pela ordem, acabou demonstrando que a agressividade e o desrespeito foram suficientemente fortes para sobrepujar o bom senso, indiscutivelmente, a melhor escolha para mediar conflitos.



O importante, neste triste acontecimento, que ocasionou mais prejuízos emocionais do que físicos, foi o alerta dado à população. Mais uma vez ficou claro que fatos como este, ao serem tratados sob forte impacto emocional, trazem à tona o que existe de pior dentro de nós. Nestes momentos, o lado irracional fala mais alto e a razão é silenciada, não importa de que lado a verdade esteja dando plantão. O que vale é botar para fora toda a nossa ira, passar por cima daqueles que se colocam em lados opostos como se fossemos um trator, mesmo diante dos argumentos convincentes de que estejamos agindo de forma intempestiva e injusta.

Foi o que aconteceu, quando os manifestantes decidiram expor toda insatisfação pelo cancelamento da tradicional e importante festa, sem antes analisar a fundo o que estava acontecendo. Este lamentável episódio, no entanto, acabou trazendo seus benefícios ao demonstrar que alguns dos nossos representantes públicos, caso se vejam novamente em situações idênticas, deverão adotar posturas diferentes, ou seja, agir mais como mediadores, menos como interessados em transformar tais momentos em fatos politicamente incorretos.
Esta dedução tem por base o que se ouviu dizer – e se houve até hoje – nos bastidores da cidade, durante os dias seguintes ao acontecido, o que demonstra não terem sido bem aceitas as atuações, tanto dos educadores como dos legisladores quando, ao invés de promover a ordem, tentaram apagar o incêndio com gasolina, imaginando ser esta a melhor das alternativas. Pior que isto, houve a tentativa de justificar o injustificável, dando como exemplo o acontecimento no qual um dos nossos gestores chamou para si a responsabilidade de permitir a realização de evento em local irregular, como se um erro pudesse justificar outro.
O exercício da futurologia sempre foi considerado uma pratica temerária, pois ainda não possuímos o dom de prever o futuro. Neste caso, todavia, mesmo que alguns não concordem com a comparação, merece ser lembrado o que aconteceu em Santa Maria, onde a omissão das autoridades resultou no luto de inúmeras famílias. Quem sabe tenha sido este um dos motivos que levou nosso corpo de bombeiros a agir como agiu ou, ainda, o fato de que das crianças tudo pode ser esperado, menos coerência nas suas atitudes. Exemplo prático foi o trágico acidente ocorrido recentemente no zoológico de Cascavel. A negligencia de um pai, acobertada pela falta de sensibilidade daqueles que preferiram filmar o garoto brincar com o tigre ao invés de afastá-lo do lugar, fez com que o garoto perdesse um dos braços.
O que verdadeiramente importa neste momento, é saber que a voz da verdade acabou falando mais alto.  As responsabilidades estão sendo apuradas por quem de direito e, principalmente, as irregularidades devidamente corrigidas. Temos certeza, doeu, doeu no fundo da alma a difícil situação vivida pelos pais e professores que viram seus filhos e alunos privados da realização daqueles festejos. Mas tudo haverá de ser superado com o brilhantismo de sempre, pois a generosidade da família Penapolense haverá de responder presente na festa que será levada a efeito no dia 23 deste mês nas dependências do Lago Azul.
E, salvo novos acontecimentos, tudo voltará ser como dantes, no quartel de Abrantes.
Olmair Perez Rillo, Articulista, Palestrante, Consultor de Marketing, nasceu e reside em Penápolis. 

AGRADECIMENTOS DO LUCAS
Agradecer o amigo Olmari Rillo pela sabiência na divulgação da matéria de ontem, A voz da verdade. Talvez, ninguém mais do que eu, nesse recesso, refletiu sobre vida publica.Sobre o fato do cancelamento da festa acontecido no mês passado, eu havia dito que só me posicionaria judicialmente, mas preciso fazer algumas ponderações. 


Questionei-me, por dias, se fosse o contrário, se outro vereador estivesse no centro da polêmica, o que eu faria:

Primeiro, se eu soubesse que a intenção do vereador dito “informante” era de fazer a festa acontecer, eu não iria me omitir. E a segunda e talvez a mais importante: essa foi uma grande oportunidade de educar, de ensinar às crianças e tantos outros envolvidos como as coisas funcionam e como é o procedimento para se fazer uma festa dentro da legalidade.

Quem está organizando uma festa, precisa de pelo menos uma semana para pedir o alvará do espaço, apresentar um projeto arquitetônico feito por engenheiro, autorização de segurança, alvará da prefeitura, ciência do juizado da vara da infância em caso de venda de bebidas entre outros laudos… mas cada um segue a sua conduta e sua consciência
Acredito que as pessoas evoluam, cresçam e melhorem enquanto seres humanos e cidadãos e é por isso que estou aqui. Aprendi muito com o que aconteceu na última sessão de junho e espero que todos tenham levado para si uma lição. A lama, quando seca, é muito mais fácil de ser retirada. Não combaterei a maldade com o ódio e com a cegueira da vingança. Não estou aqui para combater o mal com o mal. Quero fazer parte de uma mudança política. E acredito na lei do eterno retorno. 

Quero lembrar que enquanto uns faziam discursos populistas para serem aplaudidos fugazmente, perdemos a oportunidade de proteger essa casa de leis, esse poder legislativo que ficou na berlinda por uma manobra covarde arquitetada por outras instituições, criando-se um fato político sem a mínima coerência, imputando a um membro dessa Câmara prerrogativas e responsabilidades que não são e nunca serão dele. Nós, mais do que qualquer outra instituição, precisamos respeitar o estado democrático de direito respeitando as leis e quando essas parecerem desproporcionais, modificá-las. Espero do fundo do meu coração que todos os senhores, revestidos desse poder público e político tenham levado para si uma lição. Entre nossas funções está, tendo sempre a ajuda da população, melhorar a vida de nossa cidade. Em quem não exercita essa prática, quem não pretende solucionar os problemas, infelizmente reside no erro de mão querer resolvê-los.

Afinal, quero ser o agente de transformação neste cargo que postulo. Se me desejam o mal, eu lhes desejo o bem, afinal, cada um oferece aquilo que tem. Por fim, as pessoas inteligentes entenderam o que realmente aconteceu.

Quero dizer, apenas para concluir, que mesmo que tentem manchar minha imagem, mesmo que tentem me denegrir da forma mais ridícula e descabida possível, não pararei o meu trabalho. E só lembrando a quem interessar: dinheiro do povo é dinheiro do povo e ele tem que servir as pessoas. Por isso acredito que é sempre melhor o coletivismo que o corporativismo.

Lucas Casella, vereador 

Lori Sassani: artista plástica americana radicada em Penápolis incentivará a criatividade em seu novo ateliê

A proposta é misturar história da arte, com o desenvolvimento do processo criativo através da experiência e prática 
Lori prepara o painel será utilizado durante as aulas no ateliê com referências gregas, egípcias e de pintores renomados pelo mundo
“Era uma vez, um professor de artes que tinha uma filha de cinco anos. Ele a incentivava a imaginação através dos quadros de pintores famosos que projetava todas as noites na sala de sua casa. Com o tempo ela começou a produz suas próprias obras de artes”. 
Essa história é da artista plástica norte-americana Lori Ann Sassani Ruggiero, 33 anos, radicada em Penápolis há 10 anos, após se casar com o penapolense John Ruggiero. Eles se conheceram na Kutztown University of Pennsylvania, nos Estados Unidos, quando ele estudava comércio exterior e ela artes plásticas. 
“Estudar artes plásticas para mim foi a extensão da minha casa, pois, nela eu era estimulada o tempo todo a criar. Meu pai, ministrava aulas de artes nas escolas e universidades da Pennsylvania e sempre nos ensinou também”, comenta Lori. 
Depois de tanto tempo no Brasil resolveu somente agora colocar seu talento a disposição daqueles que desejam aprender as maravilhas das artes plásticas. Ela inaugura no próximo mês, o ateliê Creative na galeria Geraissate, onde ministrará aulas de pintura para crianças e jovens de 5 a 18 anos. 
“A ideia é misturar um pouco da história da arte, com o desenvolvimento do processo criativo através da experiência e prática de cada um dos alunos”. 
Segundo ela, o importante é criar, pois, criando se desenvolve, por isso, usará artistas renomados e que estão mais próximos da vivência e do olhar de cada participante, assim ensinará estimulando a pensar qual foi à técnica, pincel, tinta ou cor que o pintor usou em uma tela.  
Para estimular essa percepção durante os cursos no ateliê, a Lori convidou seu pai Mark Sassani, que também é artista plástica e trabalha atualmente com restaurações, para que viesse ao Brasil e criasse um painel com referências gregas e egípcias, bem como, de grandes artistas como Leonardo da Vinci, Picasso e Van Gogh, que serão utilizadas durante as aulas. 
ESTÍMULOS
Ela contou com a ajuda de seu pai, o artista plástico e restaurador Mark Sassani que veio especialmente dos Estados Unidos para construir o painel
De acordo com Lori o ensino da arte não é apenas para artistas. É mais do que apenas ensinar as técnicas de como segurar um pincel ou aprender sobre as cores, é simplesmente a maneira mais educada de melhorar o pensamento criativo. 
“A arte expande a mente e a alma, dotando-nos da capacidade de interagir com o mundo ao nosso redor, fornecendo-nos um novo conjunto de habilidades de auto expressão e comunicação trazendo componentes fundamentais que nos faz humano em nossa essência”. 
Lori explica que a arte promove atividades cerebrais fundamentais quando criança. 
“Todas as nossas buscas criativas na vida adulta decorre principalmente dos elementos adquiridos durante a infância, nos proporcionando uma inteligência criativa através da imaginação”. 
“O fato de desenhar uma imagem, pintar um retrato ou fazer uma colagem estimula principalmente nas crianças a comunicação visual, aprendendo a expressar sentimentos, sem o usa das palavras, tornando-se uma linguagem que não poderiam ser expressas de outra forma”, disse. 
Perguntas surgem: Como posso olhar para algo e desenhá-la no papel? Para Lori é bem simples. Ela diz que a arte permite que as crianças façam suas próprias avaliações, sendo que ao mesmo tempo, aprende que o problema pode ter mais de uma resposta e mais de um ponto de vista. 
“Em vez se seguir regras ou orientações especificas, o cérebro da criança se envolve na descoberta de ‘como’ e ‘por que’, aprendendo a observar e descrever, analisar e interpretar”. 
Lori orienta que a arte é uma experiência que requer livre pensamento, experimento e análise, sendo assim a arte é um processo e não um produto. 
“É tentador querer de nossos filhos que as coisas saiam perfeitas para provar que eles são bem sucedidos e que estão no caminho certo. É importante para nós, como parte da sociedade, que nossos futuros pensadores estejam equipados com a inteligência de imaginação, portanto, é reconfortante saber que podemos relaxar”, finaliza.