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‘Leitura, essa moda pega’ incentiva o hábito e o gosto pelos livros no Luiza Nory

Aproximadamente 360 alunos do ensino médio participam do projeto; Eles protagonizaram os principais personagens durante o 1º Dia de Leitura 

Promover por meio do hábito e do gosto à leitura, tornou-se um dos objetivos do projeto ‘Leitura, essa moda pega’, idealizado pela professora de língua portuguesa Regina Ferreira. 

O projeto desenvolvido com aproximadamente 360 estudantes do ensino médio da escola estadual ‘Luiza Maria Bernardes Nory’ visa provocar e instigar o interesse de cada um. “Nós precisamos achar a ‘veia’ literária de cada aluno, pois, assim o estimularemos a ler”, comenta. 
Há três anos quando começou a ideia, ela propôs aos alunos que lessem livros populares do público juvenil como as autoras Talita Rebouças, Bruna Vieira e Rick Riordan – autor da série Percy Jackson & os Olimpianos. 
“Eu sempre gostei de ler muito, mas para que eu pudesse estimular os meus alunos, eu li todos os títulos desses autores. Após a leitura eu os atiçava a curiosidade floreando muitas das vezes as histórias que contém no livro. Mas não conto tudo, pois, num certo momento digo: Se quiser saber o final, leia o livro”. 
Com isso estimulou nos alunos o que eles próprios denominaram ‘leitura por prazer’. Para fixar o trabalho e criar assim seres críticos, ela propõe que todos façam uma resenha para entregar como trabalho. 
Regina salienta ainda que o aluno é livre para expor suas vontades, principalmente, aquele que acha um tormento ler. 
“Nós estimulamos ele a escrever, mesmo que em poucas linhas, mas com isso descobrimos os seus desejos – numa dessas posso descobrir a ‘veia’ literária dele”. 
Após os primeiros livros, os estudantes do segundo e terceiro ano do ensino médio são inseridos no mundo da literatura brasileira e dos livros obrigatórios em vestibulares, como ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ de Machado de Assis ou ‘Senhora’ de José de Alencar.  
“É um processo de estágios; no primeiro os alunos são cultivados pelo hábito de ler e agora no conhecer das grandes histórias dos romances brasileiros”. 
1º DIA DA LEITURA 

Para comemorar esse ciclo de estímulos a leitura, a professora Regina Ferreira e os alunos do ensino médio resolveram criar o evento literário ‘1º dia da leitura’, que aconteceu na última quarta-feira, 19, nos períodos da manhã e da noite, onde os próprios alunos entraram nas ‘ondas’ dos personagens literários e transvestiram para explicar os livros. 

Foi criando um ambiente propício para entrar no mundo de cada autor e entender o porquê dele ter escrito aquele texto. Na primeira sala, ‘Mídia e leitura informativa’, os alunos que frequentaram a exposição tiveram a oportunidade de além de expor seus trabalhos de resenhas, deixar seus depoimentos do porque começaram a ler, mas principalmente, do porque gostaram de ler. 
Já na segunda sala a ‘literatura brasileira’ esteve em evidência. Foram ambientado cada canto da sala com um personagem de uma história dos grandes autores brasileiros – os alunos criaram um roteiro de apresentação das obras, onde davam pílulas literárias, e teve o tempo todo como mote a frase eternizada pela professora Regina – Quer saber mais? Leia o livro. 
Na terceira sala, ‘leitura por prazer’, onde tudo começou os alunos tiveram a oportunidade de mostrar os bester-saller do tempo contemporânea. Desde o Diário de Anne Frank até a série completa de Herry Potter. 
A sala de ‘Mangás, Animes e Cosplays’ ficou evidenciado que os alunos estão inseridos no mundo mágico do HQ´s. Para explicar mais sobre esse assunto que a cada dia ganha mais adeptos, a escola convidou o ex-aluno Rafael Dias da Silva para expor seus trabalhos, principalmente, como Cosplay. 
Para construir alguns figurinos que seriam usados durante o evento, bem como, para aquisição de novos títulos para a biblioteca, os alunos organizaram o primeiro pedágio cultural, onde arrecadaram em torno de R$ 160. “Tudo foi revertido para os próprios alunos”, comenta Regina. 
Para conhecer o trabalho desenvolvido, a direção da escola Luiza Nory convidou as escolas públicas, bem como, e as escolas particulares do município para participarem do evento. Marcaram presenças três escolas: Yone Dias de Aguiar, Colégio Anglo e a Colégio Futuro. 
O colégio Futuro além de ir prestigiar a exposição, presenteou os alunos do Luiza Nory, com uma apresentação teatral do texto Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. O trabalho que contou com a participação dos alunos do 9º ano, teve a orientação de pesquisa da professora de língua portuguesa Patrícia Avian e direção do professor de redação Rodrigo Santiago. 
Para o aluno do Colégio Anglo, Pedro Moreira, de 14anos, a iniciativa de visitar a exposição dos estudantes de uma escola pública, fez com que ele saísse estimulado a ler. 
“Eu tenho o hábito de ler, mas saio daqui com a vontade de pegar um livro pra ler. A sala da leitura por prazer me chamou muito a atenção”, comenta. 
DEPOIMENTOS 

De acordo com a professora Regina Ferreira muitos alunos foram ‘picados’ pelo hábito da leitura e o que um tormento virou um prazer imensurável. Não é a toa que alguns alunos se destacam. 

É o caso de Matheus Gomes, que aos 16 anos é um aficionado por livros de sagas e aventura. Seu ator predileto é o Rick Riordan da série Percy Jackson & os Olimpianos. Mas diferente já cultiva o hábito da leitura se concentrado principalmente nos Gibis e HQ´s. “Hoje eu ampliei meu repertório de leitura”, lembra. 
Já Alexsandra Lima, era uma típica menina que na faixa dos seus 15 anos, odiava ler. Começou a gostar de ler, também nos livros Rick Riordan, e as histórias de Percy Jackson. Somente neste ano, já leu mais de 60 títulos, entre eles aventura, romances e terror. “Eu não tenho nada pra fazer durante o dia, então eu leio”. 
A paixão pelas palavras, fez com que Júlia Gomes, 15 anos, ajudasse a criar a página no Facebook, ‘Leitura, essa moda pega’ que conta com mais de 530 curtidas e que divulga as resenhas dos livros lidos de cada aluno. Depois que leu o ‘Diário de Anne Frank’ tornou-se o seu livro de cabeceira, mas criou paixão por Pedro Bandeira e seus livros infanto-juvenis. 
“A literatura faz a gente fugir do mundo atual, onde tem problemas, para viajar em um mundo de fantasias. Ajudando-me a trazer soluções para o mundo real”, salienta. 
Como Alexsandra, o jovem Gabriel Brito, 18, era um daqueles meninos que também odiavam livro. Mas desde que entrou no projeto, algo mudou em sua vida. “A minha professora me questionava – Você faz teatro e como não lê? Com isso, ela me incentivou a ler. Hoje peguei gosto e sou um apaixonado por livros, pois, me trouxe conhecimento e me abriu outro mundo”. Ele comenta ainda que fica decepcionado com as versões que fazem no cinema. “De vez de eles preservarem as personagens dos livros e modificam para vender mais”.
ESCRITOR
Desde os quatro anos de idade, Luan Henrique, sempre desenhou muito bem. Apaixonado por histórias em quadrinho fez de seu talento e sua paixão pelos livros, o seu próprio – ‘Mutação Z’ – história de um esquadrão de mutantes que trabalham para salvar o mundo. 
Hoje com 16 anos, Luan comenta que nunca foi assim. Ele não gostava de ler, mas depois que começou a ler, isso fez sentido e começou a transformar o novo hábito em livro. 
Ele já escreveu quatro temporadas da série e agora a professora Regina está incentivando ele a se inscrever em concursos, mas principalmente, enviar seus trabalhos a editoras no país. 

Com criações de brinquedos e jogos Amauri de Menezes se destaca no mundo das invenções

Com influência de seu pai estudou eletrônica e acabou criando um robô para ajudar na premiação de jogos de tiro-ao-alvo usando sistema robotizado
Amauri tem um carinho imenso pelo robô que ele criara para entregar a premiação dos participantes de tiro-ao-alvo de seu antigo parque
Em 1952, o ilustrador Carl Barks criou um dos grandes personagens da história em quadrinhos – Professor Pardal – o galo inventor mais famoso de Patópolis. Hoje, curiosamente é Dia dos Inventores e para comemorar o INTERIOR foi conhecer as histórias do nosso ‘pardal’ penapolense – Amauri de Menezes. 
Ele como o personagem nutre bons sentimentos com todo mundo, mas diferentemente do galo não provoca reações irritadas por causa de seus inventos. 
Por influência de seu pai, cursou mecânica no Senai e estudou um pouco de eletrônica, pois precisara na época de circo para realizar as necessárias manutenções da grande lona. 
Amauri é de família tradicional do circo, mas com o tempo e o advento dos parques de diversões migraram por sobrevivência. Mas foi no parque que despontou suas primeiras invenções, tanto é, que até pouco tempo atrás, o pequeno parque as atrações construídas por ele mesmo, montando desde a parte mecânica até o acabamento.
INVENÇÕES
Ele tem um ‘cantinho’ especial na casa onde mexe com suas invenções
Amauri criou além de brinquedos tradicionais como carrossel, motoquinhas, espaçonaves e aviõezinhos, um barco que simula a navegação, bem como, de um robô e um carrinho que leva o prêmio para o ganhador após ele acertar todos os cinco alvos. 
“Me inspirei no tradicional tiro-ao-alvo com disputa de prêmios, muito utilizados em parques e feiras, pois, analisando o funcionamento desses brinquedos percebi os riscos que eles ofereciam. Com isso criei um sistema que utilizava do laser para funcionar”, explica. 
Começou a trabalhar nesse sistema em meados dos anos 80, onde construiu um mecanismo que quando o jogador acerta com o laser um conjunto de cinco luzes vermelhas enfileiradas, aciona um robô que percorre um trilho e entrega ao ganhador o prêmio. Mas somente nos anos 90, a primeira versão do robô foi lançado, pois, os equipamentos ficara mais baratos. 
Também ajudou a sua filha, Syrilla Morales de Menezes, a montar uma mini usina hidroelétrica que gerava energia nos postes da cidade em maquete. 
“Foi bacana que fui dando dicas a minha filha e suas amigas e o projeto ficou muito bom. Até o professor de física o Milton Peixoto gostou demais”, conta. 
Segundo Amauri atualmente não está criando nada de especial, mas começará nos próximos dias a refazer um caminhão que criou anos atrás que perfazia o percurso da pista montada e ao passar diante do local em que se encontra o jogador despeja sua carga em uma bandeja, retornando ao ponto de partida, pois, pretende repassá-lo a um amigo que pediu a encomenda. 
VIDA 
Amauri de Menezes é casado com Maria Lúcia Morales de Menezes que conheceu em um das vindas para Penápolis. Da primeira vez em diante retornou várias vezes, até que a pediu em casamento. 
Nos primeiros anos de casados, Maria Lúcia percorreu o Brasil junto de seu amado com o ‘Menezes Parque Show’. Mas, após a filha estar prestes a frequentar a escola, preferiu fixar residência na cidade e auxiliar a filha nos ensinos. “Não queria que minha filha sofresse o que eu sofri morando no circo, pois, não tínhamos residência fixa e isso me prejudicou muito”. 
Tanto é que agora está frequentando o CEEJA (Centro Estadual de Educação de Jovens e Alunos), para terminar os estudos. Mas isso não foi um grande empecilho, pois, trabalhou consertando painéis de aviões e atualmente é o eletricista do DAEP (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis). 

Manifestantes do Movimento Sem Teto pressionam Prefeito Célio de Oliveira

Com gritos de guerra, entre eles “Célio cadê você eu vim aqui só pra te ver”, cerca de 300 pessoas do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto estiveram na tarde de ontem, 3, na prefeitura de Penápolis atrás do prefeito Célio de Oliveira para reivindicar respostas quanto da entrega de possíveis áreas ociosas que a administração possui no município para realizar os lotes urbanizados.
No local, o movimento foi informado pelo secretário de governo Coronel Daniel Rodrigueiro e o procurador jurídico Luís Henrique Leite, de que o prefeito não estaria na cidade. De acordo com Rodrigueiro, ele foi avisado somente na noite de domingo (2), que o prefeito Célio de Oliveira iria para São Paulo em audiência na Secretaria de Governo, bem como, na Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo para tratar justamente sobre os assuntos dos lotes. 
Entretanto, um dos líderes do movimento, Edi Carlos Bondezan Campeol, tem outra versão. Segundo ele, o grupo ligou para o prefeito antes da última reunião realizada na noite da última quinta-feira e o mesmo disse que a reunião com o secretário de habitação seria no próximo dia 12 de novembro em São Paulo. 
“Nós ligamos para ele e o mesmo se comprometeu em levar integrantes do grupo para a audiência em São Paulo. Sem contar que ele disse que viajaria entre quarta ou quinta-feira e o mesmo ou o chefe de gabinete ligaria para avisar caso ele viajasse antes e isso não aconteceu”, comenta.
As reivindicações do movimento é que a prefeitura ofereça ao governo do Estado do São Paulo terrenos, entre eles, uma área de cinco alqueires no bairro Tropical, para que possa incluído no programa de lotes urbanizados, onde entram com R$ 17 mil para cada morador construir a sua própria casa, além disso, o Movimento dos Sem Terra que estão alojados no acampamento Nalson Mandela na Fazenda São José, pedem atendimento básico de saúde, água potável e banheiros químicos, que de acordo com ele não foram atendidos pelo prefeito Célio de Oliveira.
POSICIONAMENTO

Quanto aos terrenos para os lotes urbanizados, o secretário de governo comentou com Eduardo Cunha, assessor parlamentar do Deputado Estadual Carlos Neder (PT) e um dos líderes do movimento de que deveria seguir o posicionamento da procuradoria jurídica da administração municipal.

“Temos que cumprir o direito da isonomia. O movimento é justo, mas não podemos dispensar ao movimento de vocês um tratamento diferenciado daquilo que já estamos fazendo com os demais munícipes cadastrados nos programas”, em outro momento, “Nós não podemos dispensar áreas para vocês sendo que temos pessoas cadastradas nos programas da CDHU e da Minha Casa Minha Vida” e completou “Se você me der a relação de pessoas cadastradas nós vamos confrontar com a relação existem na Emurpe – Empresa Municipal de Urbanização de Penápolis”.
Edi Carlos salientou que é impossível realizar esse cadastro e pediu que a prefeitura enviasse as assistentes sociais para realiza-los na reunião semanal do movimento.
Já Eduardo Cunha salientou que o movimento é quem está levantando a pauta (dos lotes urbanizados), bem como, as áreas no município e se o movimento não conseguir construir a relação com o governo iria ocupar essas áreas.
“Nós estamos querendo fazer diálogo, mas estamos entendendo que isso não está acontecendo e se continuar dessa forma, o movimento tem um caminho, então hoje estamos com 500 pessoas cadastradas e num horário desses de trabalho, estamos com 300 pessoas aqui no paço, ou seja, essa reivindicação é uma reivindicação pesada, então nós estamos querendo dialogar no sentido que nós saiamos daqui com a pauta construída e definida”.

O movimento comenta ainda que já sentou com o prefeito há 30 dias e já houve outros diálogos por diversas vezes neste período, mas o assunto não encaminhou, postergando o sonho da casa própria de centenas de família.
O prefeito disse pra mim e pra o movimento que a prefeitura iria vender essas áreas para irrigar as caixas da prefeitura e que estaria trocando 10 terrenos no jardim do lago em troca de um na esquina da prefeitura para fazer estacionamento que não aguentava mais pagar aluguel, comenta Edi Carlos.
Ele disse ainda que se necessário fosse o movimento esperaria na sede da Prefeitura de Penápolis. “O movimento é sério e direito, nós só queremos resolver as tratativas e nós não vamos sair daqui enquanto não falarmos com ele”.
Já Cunha disse que não teria problema do prefeito estar em São Paulo, entretanto, iriam permanecer até ele chegar. “Os colchões estão encostando, fogão e se precisar mobilizar em infraestrutura mínima vão mobilizar”, disse.
Contudo Rodrigueiro comentou que o processo de negociação não é feito com todo mundo gritando e que não se nega de conversar. “É difícil negociar com uma organização que não tem estatuto e uma personalidade jurídica, porque não tem um líder, mas existe sim uma estratégia para negociar com ele”.
Após a assembleia realizada no saguão da Prefeitura de Penápolis ficou acertado que o movimento não acamparia no paço municipal, mas iriam à noite de ontem, na Câmara Municipal. E na próxima sexta-feira, 7, às 15h irão se reunir com o prefeito Célio de Oliveira onde espera um pronunciamento oficial do chefe do executivo. 

Teatro Municipal: Palco de mato alto, moradores de rua e de três cavalos

Com apenas 40% das obras concluídas, a Prefeitura de Penápolis iniciará na próxima semana nova licitação; enquanto isso, artistas aguardam a entrega
A revitalização do Teatro Municipal está parada a quase três anos
Nem as ruínas do teatro grego, tampouco o coliseu e os teatros de palco italiano, na Itália, podem explicar com o que acontece nas ruínas do Teatro Municipal ‘Maria Tereza Alves Viana’.
A ideia é apelar ao deus Dionísio – deus do vinho e do teatro – para explicar. Afinal, foi ele que concedeu a graça para artistas e expectadores, da tão aguardada reforma do velho, mas, charmoso espaço.
A benevolência de Dionísio foi traduzida em dois convênios em 2009, ainda na gestão do ex-prefeito João Luís dos Santos, em que a Prefeitura de Penápolis, assinou com o Ministério do Turismo, tendo como agente financeiro a Caixa Econômica Federal.
Na época, a empresa SB de Souza Construtora ME foi a vencedora do processo licitatório de um empreendimento de mais de meio milhão de reais e que duraria apenas oito meses para a sua revitalização.
Mas entre vários aditivos que postergaram as obras em quase três anos, a empresa parou de vez a reconstrução do prédio. Segundo informações publicadas pela assessoria de comunicação da Prefeitura, em julho de 2013, na imprensa local, um dos motivos para a demora da execução era processo administrativo para liberar os pagamentos do que já havia sido realizado.
“A empresa precisa usar de recurso próprio para executar as fases do empreendimento, e após as etapas a Caixa faz a vistoria e mede o que foi executado, para assim transferir o valor correspondente para a empreiteira”. 
Mas somente em meados do ano passado, a empresa protocolou o pedido de recisão dos contratos, justificando não ser capaz financeiramente de continuar a obra.
Para o secretário de Obras, Reinaldo Morás, um dos responsáveis técnicos para averiguar o andamento da reconstrução do Teatro Municipal, após a desistência da empresa foi possível reativar as negociações para dar continuidade com uma nova empresa.
“Nós (a prefeitura), necessitamos atualizar todos os valores que serão investidos no empreendimento, pois, preços de produtos como cimento e derivados de petróleo são atualizados constantemente”, comenta.
Além da atualização das despesas com a obra, foi refeito uma vistoria no prédio.
“Os engenheiros da Caixa Econômica Federal são minuciosos com a vistoria, e se tivesse alguma avaria no que já fora construído, com certeza eles não teriam liberados para continuarmos com o processo”.
Hoje os 40% da obra concluída estão expostas causando, principalmente, na laje uma sobrecarga que acaba recebendo toda a água da chuva. Reinaldo, explica que foi feito alguns ‘buracos’ para drenar a água, mas que são procedimentos normais em uma construção.
De acordo com a chefe do expediente, Vilma Medeiros Richart Prado, após a finalização de todas as pendências junto a Caixa, a prefeitura estará liberada para realizar nova licitação – “Creio que já na semana que vem poderemos iniciar o processo licitatório”.
Para que não ocorram os mesmos problemas de cinco anos atrás, o Secretário de Cultura e Diretor do Núcleo Municipal de Teatro, Luiz Carlos Colevatti, alerta que a licitação deverá ter instrumentos que permitem empresas qualificadas para realizar a obra.
“Nós temos na região e no estado de São Paulo, empreiteiras que já realizaram a construção de teatros e sabem perfeitamente os cuidado que devem ter durante a execução da obra”.
PREOCUPAÇÃO
O que era pra ser o hall de entrada do Teatro Municipal atualmente está cheio de mato e madeiramento jogados no chão
Colevatti comenta ainda que outra preocupação da Secretaria de Cultura é quanto a sensação de abandono que o Teatro Municipal está atualmente.
São materiais de construção jogados pela obra, mato alto tomando conta do espaço e cavalos de moradoras da vizinhança que viram ali a oportunidade de ‘tratar’ de seus animais, mas principalmente, dos moradores de rua que usam o prédio para fazer suas necessidades e dormirem.
“Foi realizada uma tentativa com várias secretarias, entre elas, a de Cultura, de Esportes, de Saúde e de Assistência Social, para que fosse revitalizado a Praça da Igreja Nossa Senhora Aparecida, mas infelizmente a comunidade não se apoderou do espaço público, deixando a mercê dos moradores”.
Uma moradora que não quis se identificar mostrou a insatisfação com o mau cheiro causado dentro do Teatro Municipal – “Nós todos os dias além de ser importunados pelos moradores que nos pedem comida de manhã, de tarde e de noite, fica o cheiro quase que insuportável do ‘xixi’ que vem do teatro”.
ARTISTAS
Tony Carlos é o responsável por criar a página “Salve o Teatro Municipal de Penápoli” que será desativado apenas quando for entregue
Em 12 de julho de 2013, o ator Antônio Carlos de Oliveira, conhecido como Tony Carlos, criou em uma rede social a página “Salve o Teatro Municipal de Penápolis”, que atualmente conta com 493 seguidores – “A ideia era mobilizar todos os artistas que necessitam do espaço para apresentar seus trabalhos para receber uma resposta concreta da Prefeitura de Penápolis; na época fomos atendidos pelo Prefeito Célio de Oliveira”.
Segundo uma das postagens na página a Prefeitura assumira o compromisso de entregar o Teatro Municipal o mais rápido possível dentro das normas burocráticas do governo, mas em outro momento uma nova data surgiu.
“Durante a Conferência Municipal de Cultura foi entregue um documento dizendo que a obra estaria pronta para o Festival de Teatro desse ano. Cadê?”, ressalta o ator.
Ele explica ainda que na reunião, o prefeito Célio de Oliveira se comprometeu em realizar um informativo com a real situação do Teatro Municipal para explanar aos artistas e expectadores, porém, nunca ocorreu e finaliza dizendo: “Estamos sem teto e avisa – nós só tiraremos a página do ar quanto o teatro municipal estiver entregue a população”.
Procurado pela reportagem o prefeito Célio de Oliveira salientou da importância que o espaço tem para a cultura local e disse que a prefeitura deverá dispensar de recursos próprios (da prefeitura) para terminar, que deverá ser entregue apenas no inicio de 2016.
MANIFESTO DA ATRIZ ALINNE KAROLINE
Nós atores, estudantes, ou meros espectadores. Queremos saber, como fica o nosso teatro? Quando ele vai ser entregue?
Perguntas que não cala, nos precisamos de uma respostas. Hoje o teatro  está em ruínas, não existe mais nada. Apenas lembranças.
Lembranças de quem teve a oportunidade de estar naquele palco. A lembrança de quem teve oportunidade de estar presente assistindo uma apresentação.
As perguntas que não se cala. Porque até agora nada de construir novamente, porque ficar só olhando as ruínas e ficar recordando não vai adiantar nada.
Vamos agir, não é só uma pessoa que quer isso, e sim várias. É muitas pessoas que sobrevive com isso. Com a arte, Ninguém está pedindo muito, apenas pedindo o que é de direito nosso, da nossa cidade, se foram bom para derrubar e prometer entrega em uma data estipulada e não entregou. Agora terá que ser bom o bastante para entregar um teatro bom, um teatro nosso. A onde podemos criar as nossas cenas, o nosso trabalho. Só queremos o que é nosso de direito, nada mais nada menos.

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