HIP HOP RESSURGE E SE CONSOLIDA COMO UM DOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS DA CIDADE

Membros do rap local formaram Arsenal 018 Produções e realizam o ‘Hip Hop contra o Crack’, tornando-se em pouco tempo o maior evento da região
Arsenal 018 Produções em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura é responsável por realizar o ‘Hip Hop contra o Crack’ maior evento da região
Um movimento autoral. O Hip Hop teve seu início na década de 1970 nas áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade de Nova Iorque. Tendo ‘Afrika Bambata’  reconhecido internacionalmente como o criador do movimento e estabelecendo os quatro pilares essenciais na cultura hip hop – o Rap, o DJ, o Break dance e o Graffiti. 

Desde quando surgiu a cultura hip hop vem se espalhando por todo o mundo, principalmente, porque concentrava em sua base os ‘disc jockeys’ que criavam as batidas rítmicas chamadas “loop” [pequenos trechos de música em repetições contínuas] nos famosos sampling.

Logo as batidas foram acompanhada pelo rap [abreviatura de Rhythm and Poetry] com uma técnica vocal diferente para acompanhar os loops dos DJs, bem como, das diversas formas diferentes de danças improvisadas, como a breakdance, o popping e o locking.

Já a relação entre o graffiti e a cultura hip hop surgiu quando novas formas de pintura foram sendo realizadas em áreas onde a prática dos outros três pilares do hip hop eram frequentes, com uma forte sobreposição entre escritores de grafite e de quem praticava os outros elementos.

No Brasil, o berço do hip hop nacional é São Paulo, onde surgiu com força nos anos 1980, dos tradicionais encontros na rua 24 de Maio e no Metrô São Bento, de onde saíram muitos artistas reconhecidos como Thaíde, Racionais MC’s, Rappin Hood, entre outros, sendo que, atualmente, existem diversos grupos que representam a cultura hip hop no país.
PENÁPOLIS
O inicio do movimento na cidade aconteceu em meados de 1997, com os Bboys Juka, Willian e Jé, que se reuniram para batalhar no extinto Clube Coríntias. Logo após surgiram os primeiros grupos de Rap – Sistema Ofensivo com Classe e Ertão, Verdade Violenta e a primeira formação do QOES (Quadrinha Organizada de Execução Sumária).

De acordo com o MC Big G, na época  as portas eram fechadas pro movimento devido ao grande preconceito da sociedade. “Diziam que o movimento era coisa de marginal porque boa parte dos adeptos eram jovens negros da periferia”, e continua: “Foi então que o afropensante  Bylla e Tati do Hip Hop  fundaram a Família 4E que organizavam os primeiros eventos do movimento em nossa cidade”, comenta.

Com isso surgiu mais grupos de Rap como Revolução Urbana, primeiro grupo do Rhato Raps, Revolução Verbal, Mente Engatilhada [o primeiro a lançar CD na cidade], tornando na época sucesso entre os jovens, bem como, chegaram para o movimento os dançarinos de Crews de Breack ou o Breack dance, a turma do Grafite e alguns DJ´s, colocando de vez Penápolis na rota do Rap regional com os Festivais 4E.

Já em 2005 a cena na cidade tinha criado raízes e o movimento estava forte ao ponto de Grafiteiros, Bboys e DJ´s se unirem e fazer eventos ainda maiores. Neste mesmo ano, surgiu o ‘Grupo Poetas da Rua’ primeiro grupo do Big G, além de Relato Urbano, Mensageiras da Poesia , Reflexão Periférica e Cotidiano Racional. “A nova escola do Hip Hop foi se firmando  junto com a velha, e Penápolis era conhecida como a cidade dos festivais de Hip-Hop na região.
ADORMECIDA
QOES lançará seu primeiro álbum oficial em setembro, com um dos seus sucessos – O Pesadelo do Sistema
De acordo com Big G, de 2007 a 2012, chegou o fim da Família 4E e com ele a cena do rap penapolense deu uma adormecida e vários grupos saíram de atividade, vários Bboys pararam de dançar e os DJ´s não tocavam mais e não tinha espaço para grafitar, restando somente os grupos de rap QOES, Sistema Ofensivo, Desatino Otimista, Relato Urbano e Big G e Cotidiano Racional, e o  extinto Crew de Bboys SDR Crew (Sincronismo de rua).

A virada foi quanto os rappers Rhato Rapas, Roberto e outros envolvidos não contentes com a situação do rap local formaram então  Arsenal 018 Produções e também o primeiro ‘Hip Hop contra o Crack’, tornando-se em pouco tempo o maior evento da região e um dos maiores do Brasil. “O evento nos colocou no mapa do rap nacional, trazendo grupos como: Consciência Humana, Realidade Cruel e Nocivo Shomon”.
VIRADA
Segundo Big G a cena não para e esse ano já surgiu um novo grupo de  rap 2´Rs. Já o grupo QOES esta representando nossa cidade onde tocaram no maior festival de rap do Brasil – Gangsta Paradaise.
“Os caras estão com a agenda cheia, devido ao lançamento da produção independente do clipe “O Pesadelo do Sistema”, que é sucesso nas redes  sociais chegando a marca de mais de 12 mil views”.

O próprio MC Big G foi representar Penápolis em  uma batalha de MC´s no estado do Paraná. “Com certeza foi uma experiência e aprendizado pra mim, pois, o rap evoluiu de tal forma que até os jovens  da classe alta estão se arriscando a fazer rap, mas na real tem que ser do gueto pra fazer, se não é apenas uma música gostosa de se ouvir”.
QOES lançará seu primeiro álbum oficial em setembro. Já Big B lançará sua segunda Mix Tape [álbum não oficial] em novembro.

Membros do movimento explicam como o Hip Hop fazem parte de suas vidas 

Big G (a. esq.) salienta que os ouvintes não são obrigados a ouvir uma música fraca sem conteúdo algum
“Nós MC´s somos lideres da tropa, temos a palavra, mas também somos os mais cobrados”, comenta Big G que salienta que a cada letra que escreve, ele coloca 101% dele. “Os ouvintes não são obrigados a ouvir uma música fraca sem conteúdo algum”.

Segundo ele, não consegue fazer som somente pra entretenimento, sendo que até em algumas letras de “rolê”, tem a parada da conscientização. “Ser MC pra mim é um presente de Deus, pois, me sinto honrando em poder subir no palco e tentar abrir os olhos da minha periferia”, salienta dizendo que o Hip Hop salvou sua vida.

Já para Juliano, conhecido no meio como Bboy Juka, ingressou na no movimento em 1997 fazendo parte de várias equipes de Breaking na cidade, entre elas: Force Crew, SDR (Sincronismo de Rua)  e a T3Kingz (The 3 Kingz Crew).

“Sempre levei comigo que o papel do Bboy na cultura hip-hop é transmitir a emoção através da dança, expor a alegria e energia positiva através dos movimentos, passar para o público ou para si próprio o verdadeiro sentido de representar a cultura, que é a Paz, Amor a União e principalmente a Diversão”.

Juka explica que o Hip Hip é a vida dele. “Devo muito a essa ‘escola’ pois nela aprendi a respeitar a si mesmo e ao próximo, a lutar pelos meus ideais e de nossa sociedade, a ter humildade, disciplina, caráter, enfrentar nossos obstáculos e atingir nossos objetivos”.

Em sua visão os Bboying na década de 90 e início dos anos 2000, foi uma época onde batalhava=se mais, pois, as conquistas eram mais árduas. “Tínhamos que ralar mais pra conquistar o nosso espaço, não tínhamos tantos incentivos que temos hoje, porém, aparecíamos mais, brigávamos pelo nosso valor, nos uníamos mais para formar uma gama maior de adeptos para lutarmos com mais expressão em busca de nossos ideais” e continua: “Já nos dias atuais, vejo que a cultura está em alta, as coisas se tornaram mais fáceis e acessíveis a todos, porém, falta a atitude de muitos em valorizar mais a cultura e fazer acontecer, pois, temos poucos que correm atrás e fazem valer os anos de lutas que travamos anos atrás para que a cultura tivesse a cara de hoje”, relembra.

Para o DJ Cleber em uma comunidade carente o hip hop  tem o papel de tirar as pessoas do crime ou evitar que as crianças entrem nesse caminho. “o papel do hip-hop nos guetos é importante, pois, sou uma prova disso”.

Segundo ele, ser DJ  no hip-hop é complicado, tem de enfrentar muitas barreiras. “Pra mim é o mais difícil. Já grafitei e dancei, mas ser DJ é uma responsabilidade muito grande. Somos encarregados dos eventos acontecerem e temos a missão de colocar o pessoal pra dançar e se divertir”.

Cleber comenta que os equipamentos de DJ de hip hop são caros e é raro achar um em boas condições. “As pessoas que estão de fora não dão muito valor pro DJ, mais não faço por reconhecimento e sim por amor. Nós que somos do interior temos que ter muito amor pra fazer arte. E se não for nós quem vai levar a mensagem do hip hop?”, finaliza o DJ Cleber.

NO DIA MUNDIAL DO ROCK PENAPOLENSES RELEMBRAM BREVES HISTÓRIAS

No inicio, as vilas da cidade fervilhavam, onde os metaleiros se reuniam para ouvir death e trash metal, sendo apenas nos anos 90, migrando do metal para o punk

No dia 13 de julho de 1985, Phil Collins em um show no megaevento ‘Live Aid’, [evento que ‘abriu’ os olhos do mundo para a miséria no continente africano], expressou o desejo no palco que aquela data fosse celebrado como Dia Mundial do Rock.

Entretanto e apesar de se chamar “Dia Mundial do Rock”, a data só é comemorada aqui no Brasil. Ela começou a ser celebrada em meados dos anos 90, quando duas rádios paulistanas especializadas em começaram a mencionar a data em sua programação, sendo amplamente aceita pelos ouvintes e, em poucos anos, passou a ser popular em todo o país. Contudo, essa data é completamente ignorada em todo o resto do mundo.

De acordo com o jornalista penapolense Fred Di Giacomo e seu amigo, o baterista André Gubolin, que fizeram um breve relato da história do Rock em Penápolis em seu blog ‘Punk Brega’, a primeira geração de um cenário roqueiro iniciou na segunda metade da década de oitenta.

“Penápolis uma pequena cidade era um deserto roqueiro onde o tédio era o maior combustível  para  as bandas de garagens. Sem muitas opções de lazer não havia outra escolha a não ser se trancar em casa e fazer um som”.

Segundo eles, as vilas da cidade fervilhavam, gangues de metaleiros brigavam entre si e se reuniam para ouvir death e trash metal. “Nessa época surgiu a banda ‘Bárbaros do Metal’, fazendo com que o cenário underground ficasse forte por algum tempo. Foi quando realizou os pequenos festivas nas vilas. Até o Clube Corinthians entrou na onda e dedicava diversas noites ao rock, mas, apesar dessa  euforia inicial e com o fim da única banda, a cena se desfez aos poucos”, comenta.
Anos 90
Fred explica que o rock voltaria apenas no início dos anos 90, saindo um pouco da periferia e migrando do metal para o punk. “Por volta de 1990, surgiram duas bandas fundamentais para a cena local – a N.D.A. e Hëllisch. Sendo que, a Hëllisch surgiu de uma brincadeira entre amigos. Era uma galera que sempre se reunia: roqueiros, fãs de Ramones, adolescentes sem ter o que fazer. Eles se encontravam na escola e ficavam fazendo som com os instrumentos da fanfarra, tudo na brincadeira e sem qualquer noção musical. A Hëllisch foi a primeira, e por muito tempo única, banda de punk rock da cidade. Tocavam basicamente Ramones, mas também Raimundos, Sex Pistols, entre outros.

Na mesma época surgiu o N.D.A. (Nenhuma Das Alternativas), banda de pop/rock formada por  Rodrigo Martins, Wellington Ricardo Vieira de Moraes, Ricardinho Fernandes e Lucas Casella.
“As duas bandas tocaram por muito tempo sozinhas, sempre buscando novos lugares para se apresentar e reunindo cada vez mais roqueiros. Era um tempo de camaradagem e extremo amadorismo, com a turma sempre juntas”.

Um dos líderes da N.D.A, o atual vereador Lucas Casella, comenta que o Rock salvou ele. “Quando eu conheci o Rock, eu era um adolescente e com meus 13 para 14 anos de idade, que tinha perdido o pai [ex-vereador João Casella], mas, lá com meus 17 anos, ainda no terceiro colegial os quatros amigos Rodrigo, Wellington, Ricardo e eu resolvemos criar uma banda. Na época pegávamos instrumentos emprestados”, comenta.

Casella lembra que uma das primeiras oportunidades que tiveram para fazer um show, foi quando o José Antônio Lázari, o Zé Antônio, ex gerente do Supermercado Casa Moreira chamou-os para uma apresentação dentro do mercado.

“Nós tínhamos apenas nove músicas no repertório. Acabamos tocando dentro do mercado, no meio do arroz e o único cachê era uma fardo de latinhas de cerveja”, relembra com carinho.
Com a banda tocou no primeiro grande festival organizado por um grupo de amigos – “VAI TOMÁ NO ROCK”. 
“Não tínhamos aparelhagem suficiente para fazer um show e com isso  juntávamos com outras bandas. Na época começou a criar um ambiente propício para tocar, pois, as rádios começaram a tocar Dire Straits, Legião Urbana, entre outros”, e continua: “Me lembro que na época da faculdade, todas as sextas-feiras, eu levava meu violão no ônibus para cantar e brincar com os amigos e quando eu voltava eu já descia na avenida para fazer o show”, salienta.

A cena roqueira começou a se expandir e a conquistar novos espaços, como bares, escolas e praças. “Valia tudo para tocar ao vivo, o N.D.A, por exemplo, ficou célebre pelos covers de Mamonas Assassinas, incorporando, inclusive, a performance bem-humorada da banda nos palcos, com fantasias e tudo mais”, comenta.

Porém com o fim do N.D.A, Casella formou a Tuna com Sandro, Ivan e Ricardo Barone, sendo que, a banda mandava covers de rock nacional e internacional, alternando um set acústico com rock mais tradicional.
“A Banda Tuna fez o seu primeiro em 1996, mas apenas três anos depois sentimos que o nosso trabalho deu um salto de qualidade com a entrada do Ditinho e do Junior. Na época tocávamos no boliche. Já em 2000, quando realizamos diversos shows na AABB, em vários momentos levávamos mais de 1000 pessoas por dia em nossos shows”, lembra.

Em 2001, a Banda Tuna conseguiu gravar seu primeiro CD, porém pouco tempo depois a banda acabou.  “Alguns pessoas começou ficar com graça, outras foram convidadas para tocar em São Paulo e aí foi inevitável. Porém, eu Sandrão e Ivan sempre tocamos juntos e nunca deixamos de tocar. Muitas pessoas vem falar de nossos discos ou até contar que determinado casal deram os primeiros beijos nos shows da Tuna e estão casados até hoje”.
Anos 2000
Nos anos 2000, a dobradinha mais recorrente que se pode ver nos palcos foi Andarilhos/Militantes que tocavam em todos os buracos possíveis, e se apresentaram, inclusive, ao vivo na Rádio Difusora.
Surgiram fanzines, incialmente o Ira! e em 2001 uma série como o “Manifesto Feminista”  e o “Rock Brasil”. Ao lado das bandas um galera sempre comparecia aos shows e mantinha os contatos com o pessoal de fora: Raquel, Bia, Bina, Thaiana, Silvia, Peru e Andrei.

Cena musical foi construída com grandes festivais de Rock

 

No meio da década de 90, o cenário musical já estava consolidado e com eles bandas como a Hëllisch e a N.D.A, que em alguns momentos aparecem depois como Ulisses & Os Guilmarães. Em torno dessas bandas haviam uma galera, entre eles o Gilson “Punk” Moreno.

Hoje com 52 anos, ele é conhecido como “o tio do museu”, [pois trabalha no Museu do Folclore], mas, em sua época foi um dos grandes incentivadores do Rock em Penápolis, principalmente da cena Punk/Rock.
“Eu nasci aqui em Penápolis, mas, muito cedo fui morar em São Paulo e depois em Santos. Por lá a cena Punk era muito forte e quando eu vinha pra cá trazia em fitas K7, o que mais tinha de novidades como Kiss, Deep Purple, entre outros”, comenta.

Ele juntamente com o Overhead e o Cotonete realizaram o primeiro grande festival de Rock – “Vai Tomá no Rock”. O evento foi realizado no Kai-Kan, no dia 11 de outubro de 1995, com apenas três bandas Back Rock de São Paulo e duas bandas da cidade Hëllisch e Ulisses & Os Guilmarães.
“Fomos na raça, alugamos o Kai-Kan, contratamos palco, iluminação, segurança. Estava tudo certo para o show, mas, no mesmo dia teve em Penápolis João Paulo & Daniel e o que era pra ser um sucesso, foi um fracasso de público”, comenta.

Durante o festival que reuniu cerca de 250 pessoas, Gilson relembra momentos interessantes. “A galera que foi lá, com toda certeza era os verdadeiros roqueiros da cidade. Lembro que durante o show do ack Rock, imitando Jimi Hendrix quebrou e botou fogo numa guitarra, tão era nossa preocupação que tínhamos três extintores do lado. Sem dúvida nenhuma esse festival foi um grande sucesso de show e um fracasso de público”, comenta.

Já no inicio dos anos 2000, a cidade voltada a ter festivais de rock, sendo que, o festival que melhor representou essa geração do rock de Penápolis foi o “Urbano Acústico: Concerto de Férias” realizado durante as férias escolares. “Lembro-me que Tuna, Dr. Ratazana, HellFire e Hëllisch [com Cotonete na bateria] subiram no palco e fizeram  a “Avenida”, principal point dos jovens penapolenses, tremer com 5000 watts de potência”.

Entre os festivais destacaram-se “O 1º Massacre da Guitarra Elétrica” e o “2º Karna Rock”, ambos com a presença de Andarilhos (agora com Wilson nos vocais e Marcão do Valle na guitarra), dos Militantes (formados por Junior, Gilvan, Ga, Vandinho e Duardo) e de bandas de fora.

“Os festivais contaram com a presença maciça de público, o que demonstrava a força da nova cena local. Um ônibus cheio de anarcopunks de Araçatuba, ostentando uma bandeira do MST, decorou as ruas da pacata “princesinha da Noroeste””, lembra o jornalista Fred Di Giacomo.

Posterior a isso, teve o festival “Destruindo a Rotina” com oito bandas, entre elas o Dr Ratazana (de volta com a formação original), o Praga de Mãe e os Militantes, as edições dos Festivais Regionais de Rock, o Plis Rock e agora recentemente “Carlão Rock”.