ESTUDANTE REPRESENTA PENÁPOLIS NO PARLAMENTO JOVEM PAULISTA

Matheus Gomes de Souza representou a E. E. Luiza Maria Bernardes Nory; Ele apresentou projeto que cria escola de medicina

O ano é 1835, a Província de São Paulo registra um triste índice – metade das crianças morrem antes de completar nove anos de idade. Mas quais seriam os motivos para uma situação tão ruim? Segundo o relatório, ainda não existem rede de esgoto ou de água tratada.

Nas cidades, a falta de moradias dignas e a criação de diversos cortiços com pouca iluminação e falta de ventilação ajuda na proliferação de transmissores de doença como a peste bubônica. Já nas zonas rurais as casas de pau-a-pique escondem o mosquito transmissor da doenças de Chagas.

Os cidadãos ainda precisam conviver com a falta de hospitais públicos na Província de São Paulo. Os poucos hospitais existentes são, em geral, instituições religiosas, como as Santas Casas de Misericórdia. Para se manterem financeiramente, dependem de doações, o que indica que a saúde é entendida não como uma questão política, mas de caridade. Além disso, não há nenhum curso de Medicina em São Paulo, apenas uma faculdade em Salvador e outra no Rio de Janeiro.

Essa triste realidade é um retrato fiel do que acontece atualmente com a saúde no país, porém, constatada há muito tempo em livros de história sobre o Brasil Império. Tanto é que epidemias que aconteceram ao longo do século XIX, como a febre amarela e varíola, poderiam ter sido evitadas se as medidas corretas tivessem sido tomadas em 1835.

No ano em que completa 180 anos, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, propôs a 36 escolas que mais participaram das edições do Parlamento Jovem Paulista – entre elas a Escola Estadual Luiza Maria Bernardes Nory, que selecionassem projetos de lei que remetessem ao ano de 1835, quando se prenunciavam alguns dos problemas que as cidades enfrentam nos dias atuais.

O escolhido foi o aluno do 3º ano do ensino médio, Matheus Gomes de Souza, de 16 anos. Ele escreveu projeto que disponha da criação da Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo.

Segundo ele, foi um prazer enorme poder mergulhar a história do Brasil Império e descobrir que os mesmos problemas que nos aflige atualmente são os mesmos de 180 anos atrás.

Quando surgiu a oportunidade resolvi escrever o projeto na área da saúde, porque em partes, eu desejo cursar medicina e ver que uma falta de decisão lá atrás, nos compromete ainda hoje. Precisamos urgentemente dar mais atenção na área da saúde para que possamos ter mais qualidade de vida, comenta.

Souza explicou que nos dia 5 e 6 de novembro, ele e outros 34 deputados (dois faltaram), tiveram diversos momentos de aprendizados sobre como funciona a Assembleia Legislativa.

No primeiro dia fomos até a Assembleia e tivemos a oportunidade de conversar com diversos deputados, nos quais nos ensinaram os tramites de um projeto.

Entre os deputados que ele teve a oportunidade de ouvir e interagir foi com o deputado mais jovem do Estado de São Paulo, Caio França (PSB), com 27 anos e o Presidente do legislativo paulista, Fernando Capez (PSDB).

Já no segundo dia, a agenda foi extensa, pois, tomaram posse como deputados no Parlamento Jovem Paulista, elegeram a mesa diretora e votaram nas 34 proposituras.

Durante a sessão e os dias do eventos interagi mais com os deputados do partido da saúde. Fiz amizade e mantenho contato com Isabela de Tabatinga, o Guilherme da Capital e o Vinicius de Peruíbe.

Matheus já prestou este ano a UNESP e agora vai prestar a Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), além disso, está ansioso com as notas do Enem que pode garantir bolsas através do Prouni ou Sisu.

Quando perguntado se ele gostaria de continuar na vida política ele categoricamente disse não, mas, explicou:

Quero primeiro me formar, para depois pensar nisso. A política é necessária e sua participação é a que a mudança na sociedade em que vivemos. Daqui a alguns anos quem sabe, finalizou.

CONHEÇA O PROJETO DE MATHEUS GOMES DE SOUZA

PROJETO DE LEI Nº 31, DE 1835

PARTIDO DA SAÚDE

Dispõe sobre a criação da Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo. O Parlamento Jovem Paulista 2015 – Edição Comemorativa decreta:

Artigo 1º – Fica autorizada a criação da Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo.

Artigo 2º – A Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo terá como finalidade a formação de médicos e profissionais de saúde que deverão atuar no tratamento de doenças, combate às pestes, epidemias e na orientação e auxílio à população da Província, quanto às condições de higiene e cuidados com sua própria saúde.

Artigo 3º – Serão admitidos profissionais estrangeiros para a composição do corpo docente da Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo, quando não for possível sua composição com os profissionais formados pelas escolas de medicina do Império. Parágrafo único – Os profissionais estrangeiros contratados como docentes poderão também atuar nos cuidados à saúde, auxílio e orientação da população da Província quanto às condições de higiene e cuidados com sua própria saúde.

Artigo 4º – A remuneração dos profissionais estrangeiros será igual à dos profissionais do Império, formados no Brasil ou no exterior. Parágrafo único – O Governo da Província poderá fazer a doação de lotes de terras, limitados a mil hectares, para os profissionais estrangeiros para que possam fixar a si e suas famílias, a título de incentivo

Artigo 5º – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias.

Artigo 6º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA

A Província de São Paulo, apesar de seu acelerado e impressionante crescimento e elevação de sua importância econômica no Império, ao contrário das Províncias da Bahia e do Rio de Janeiro, não possui nenhuma escola de medicina e saúde coletiva e é muito carente de médicos e demais profissionais da saúde. Esses profissionais são essenciais para a qualidade de vida e saúde da população, visto que a Província sofre demasiadamente com epidemias como os casos da varíola, peste bubônica, doença de chagas, dentre outras. A mortalidade infantil tão elevada, provocada principalmente pelos nascimentos sem cuidados médicos às mães e filhos é outra dura realidade a nos preocupar, que justifica plenamente a aprovação do projeto em debate. Ao ser implantada em nossa Província, a Escola de Medicina e Saúde Coletiva trará excelentes resultados para nosso futuro, como o controle mais rigoroso de doenças, diminuição da mortalidade materna e infantil, elevação da expectativa de vida como já acontece nos países europeus, mais qualidade de vida e saúde, fundamentais para que os moradores de nossa Província possam trabalhar, estudar, se desenvolver e ajudar no avanço e progresso da Província.

MATHEUS SOUZA | EE PROFA LUIZA MARIA BERNARDES NORY PENÁPOLIS

COM DIVERSAS INFLUÊNCIAS, CELINA PASSAFARO TRANSFORMA ARGILA EM REFINADAS CERÂMICAS

Atualmente seu trabalho está mais ligada a cultura oriental, principalmente, com a Ikebana – arte japonesa de arranjos florais

Peças expostas
Celina Passafaro traduz na sua linguagem o que aprendeu das técnicas orientais, trazendo à tona os traços e as harmonias do Ikebana

Com diversas influências, desde a cultura tipicamente brasileira com os artesanatos em barro do nordeste à cerâmicas latinas, contemporâneas e japonesas, Celina Passafaro, 59 anos, é mais uma das penapolenses que empresta seu talento a arte.

Ela é formada em Desenho e Plástica e Pós-graduada em arte e educação e tecnologias contemporâneas, ambas pela Universidade de Brasília. Durante a faculdade, se interessou pela cerâmica participando de alguns cursos em escolas de criatividade na capital federal.

“Fiz o curso e me identifiquei com a cerâmica. Na época tinha muito migrante nordestino e eles davam muita importância para o artesanato nordestino e eu fui me identificando e me deparei com a cerâmica popular do nordeste”.

Após a conclusão do curso de artes plásticas, Celina volta para Penápolis e começa a ter mais contato com o cenário ceramista na capital paulista.
“Comecei a ter contato com São Paulo, fazendo cursos de extensão, de criatividade e workshop. Lá eu tive contato com a cerâmica contemporânea e japonesa”.

Ela resume que seu trabalho é bem brasileiro, pois, consegue aliar com que tem de melhor na cerâmica tupiniquim com as diversas influências como da Europa, Estados Unidos e Latina Americana.
“Em resumo que meu trabalho é bem brasileiro. É um ‘mix’ da cerâmica latina, da cultura popular nordeste, a contemporânea e japonesa”, explica.

Celina explica que atualmente seu trabalho está mais ligada a cultura oriental, principalmente, com a Ikebana (arte japonesa de arranjos florais – onde cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor.
“Ela (a Ikebana) trabalha o equilíbrio entre o sol, a terra e a lua, onde o vaso e a flor não são os grandes elementos, mas existem uma harmonia entre eles”.

O trabalho com cerâmica é bem pesado. Segundo Celina, a massa cerâmica na qual ela trabalha já é preparada para o objetivo de seu trabalho – sendo ela ora mais clara, ora mais escura.

“O trabalho com cerâmica é um trabalho manual – eu modelo a peça, depois deixo secar, queimo a primeira vez, no qual chamamos de biscoito, esmaltamos a peça e depois queimamos pela segunda vez em forno de aproximadamente 1100ºC”, e completa: “Esse trabalha é extremamente demorado, pois, como tenho um forno grande, preciso de pelo menos 15 peças para queimar, então esse processo demora em torno de um mês”, comenta.

Celina tem peças espalhas pelo mundo “Quando eu fiz uma exposição no Banco Central em Brasília, diversas peças foram compradas por estrangeiros. Tenho peças nos Estados Unidos, em países da Europa, e na África do Sul”.

Arte Educadora
Celina Passafaro explica que é muito difícil viver somente da arte no Brasil, por isso mesmo, conciliou com as aulas nas escolas públicas.
“Cerâmica para mim tornou-se um hobby, mas nunca parei de fazer. Tanto é que levava meus trabalhos em paralelo com as aulas na escola pública”.

Na escola, ela começou a trabalhar cerâmica na vertente da arte educação. “Comecei trabalhando a importância da cerâmica na psicomotocidade da criança e hoje ministro oficinas para professores e crianças”.
Ela explica que como teve uma boa formação de história da arte em Brasília, tentou passar isso para as pessoas. “Tive oportunidade de passar isso para as crianças. É interessante o olhar da criança para arte. Ela gostar de arte muito palatável para adulto. Introduzi nas minhas aulas por exemplo Kandinsky e Mondrian”.

Celina salientam ainda que algumas pessoas foram importantes para estimular seu trabalho e o desenvolvimento como arte educadora.

“A Beth Bergner além de abrir as portas para expor meus trabalhos tanto em exposições individuais, como no coletivo, além disso, ela me incentivou a ir em evento de ceramistas como de Monta Verde, em Minas Gerais; a Célia Muçouçah durante o período do Itaú Cultural e o Paulo de Carvalho quando coordenador das Oficinas Culturais Silvio Russo me incentivaram a ministrar cursos tanto de artes, como, de cerâmica e modelagem e a Inês Peters que me chamou a ministrar cerâmica para professores e professoras junto a Rede CAAS”.

Exposição
Árvores da frente do Museu do Sol serve de inspiração para colorir pratos feitos de argila

Exposição
Na exposição “Terra, Cor, Fogo”, Celina Passafaro apresenta 43 peças. “A comunidade respondeu bem pela exposição, isso por que as pessoas que estão coordenando são pessoas que dominam o assunto. Além disso foi bem divulgado, e quando é bem divulgado, as pessoas vem por que elas gostam do que é belo”.

Na exposição, além de Celina Passafaro está as artistas Celinha Trindade e Ana Franco que estão mostrando porcelanas e faianças pintadas em suas respectivas oficinas, num processo que envolve peças industrializadas – através de intervenção utilizam pigmentos secos que aglutinados se transformam através do fogo, em vitrificador.

A exposição ficará até 17 de dezembro, no Museu do Sul, na Rua Rui Barbosa, 798. O horário de funcionamento é das 7h às 13h.

PITACOS #32 – BUEMBA, BUEMBA NO COLO NO PREFEITO CÉLIO DE OLIVEIRA

Nomenclaturas
Nesta semana caiu uma bomba no colo no prefeito Célio de Oliveira e agora ele vai ter que agir rapidamente. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou o agravo regimental contra a decisão que declara inconstitucional as funções de Procurador Geral do Município; Diretor Presidente da Emurpe, Diretor Presidente do DAEP, entre outros cargos.

Exoneração
Diante dos fatos, corria a informação na manhã de ontem (19), que no final do expediente de quarta-feira, a diretora presidente do DAEP Silvia Sinkai, o diretor presidente da Emurpe Claudio Tiradentes e o Procurador Geral Luiz Henrique Leite teriam entregado os cargos.

Continuidade
No caso da Silvia e do Cláudio Tiradentes a situação é fácil de resolver, pois, basta o prefeito Célio de Oliveira enviar para a Câmara Municipal projeto de lei que altera os cargos de “diretor-presidente” para “Secretário” (como é usado hoje) e eles poderão ficar no governo. Já no caso do Luiz Henrique Leite a situação é mais complicado, pois, a corte entende que o cargo é de livre nomeação do Prefeito, porém, entre os servidores públicos de carreira. Isto é: Entre Amabel Dezanetti, José Carlos Borges e Mauro Cesar Cantareira.

Coordenação
Como se não bastasse a primeira bomba no colo do Prefeito Célio de Oliveira, essa semana o PSD, seu ex-partido nomeou como coordenador regional o vereador Caíque Rossi. Além disso, o colocou como um pré-candidato a Prefeitura de Penápolis. Agora oficialmente.

Discurso
O INTERIOR entrevistou o jovem vereador e o mesmo está com discurso de pré-candidato. Dizendo que o grupo que vai decidir, porém, se coloca a disposição, pois teve experiência administrativa quando presidente da Câmara Municipal. Aliás, outro fator é que ele não tem mais vontade de sair candidato a vereador.

OAB
Na quarta-feira (18), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) subseção de Penápolis elegeu nova diretoria para o triênio 2016 a 2018. O novo presidente será o jovem advogado Gustavo Ferreira Raymundo. E terá como vice o primo do vereador Dr. Rodolfo Valadão Ambrósio, o advogado Wiliam Cesar Ambrósio.

OAB SP
Também tivemos a eleição para a OAB SP. Um dos candidatos era o Sergei Cobra que a chapa encabeçada por Gustavo Ferreira Raymundo estava apoiando, porém, foi reeleito o atual presidente Marcos da Costa com mais 36% dos votos válidos. Sergei ficou em terceiro logo atrás do Sayeg.

Juventude
No dia 9 de novembro, após reunião ordinária do Conselho Municipal de Juventude, usei a tribuna da Câmara de Vereadores para expor aos parlamentares que a juventude corria o risco de não representar a cidade na 3ª Conferência Estadual de Juventude na cidade de Penápolis. Nos dias seguintes tivemos desdobramentos bem bacana com diversas pessoas querendo ajudar. Porém, na última hora todos os quatros jovens eleitos para o encontro um a um foi desistindo – cada um com seus motivos.

Conferência
Mas Penápolis não deixou de ter representantes. Estava eu lá discutindo e ajudando a construir uma das maiores conferências de juventude do Brasil. E olha que não foi fácil, pois, num mundo onde tudo está digitalizado, inclusive diminuindo o consumo de papel por causa das novas tecnologias, os jovens da Juventude Petista queriam impresso para pelo menos 800 pessoas um regimento de quase 20 páginas. Com isso tivemos que atrasar toda uma programação.

Nacional
E no final tudo deu certo e agora vamos rumos a 3ª Conferência Nacional de Juventude, entre os dias 16 e 19 de dezembro em Brasília, para discutirmos juntos as várias formas de mudar o país.

Mariana e Paris
Nas últimas semanas tivemos dois grandes acontecimentos tristes. O primeiro em Mariana, em Minas Gerais, com o rompimento das barragens que matou dezenas de pessoas e continuam desaparecidas outras tantas. E a segunda em Paris, com o atentado a diversos pontos da cidade e que matou centenas de franceses. Um por incompetência administrativa e o outro fanatismo religioso.

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PITACOS #31 – CULTURA EM PENÁPOLIS

Renúncia
No dia 28 de outubro, após sete meses na presidência do Conselho Municipal de Cultura pedi minha renúncia da função, bem como, do quadro de conselheiros até o fim dessa atual gestão. Dois foram os motivos com as quais culminaram com minha saída. A primeira é que alguns membros que gerenciam a Secretaria Municipal de Cultura tem a pretensão de acharem que são autossuficientes nos fazeres culturais dessa cidade, boicotando qualquer tipo de ação que não vá de encontro com os quais não está no ‘script’.

Cancelamentos
O segundo nada mais é do que o cancelamento das atividades culturais para esses próximos dois meses – Festival de Teatro, Festival de Dança e o Orgulho Negro (Hip Hop). A justificativa é a uma vertiginosa queda de arrecadação e a necessária garantia de prestação de serviços essenciais. Esses serviços são Educação, Saúde e Saneamento Básico – todos eles possuem leis que regulamentam os investimentos, sendo que, em muitos casos como, por exemplo, a saúde que é obrigado por lei investir 15% e nos últimos anos estão investindo 35%? Fora isso, os recursos são divididos com outras secretarias.

Primeiro?
Por que a Cultura tem sempre que sofrer primeiro com os cortes de gastos? No início do ano, lembramos bem que por causa da epidemia de dengue, a administração municipal cancelou o Carnaval Popular. Na época, eu fui um dos que levantaram a bandeira de que mesmo com o cancelamento que o dinheiro economizado ainda ficasse na Secretaria de Cultura para investimento em formação. E aí será que investiu?

Conformismo
Eu fiquei pasmo com o conformismo de diversos artistas perante os fatos. A começar pelo Secretário de Cultura, Luiz Colevatti, que na matéria publicada pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura nos jornais da cidade, onde ele lamenta dizendo que houve uma determinação da administração municipal. O segundo é do nosso nobre cineasta e vereador dos animais, Lucas Casella, que se omitiu e em momento algum falou publicamente sobre o cancelamento. E o terceiro é a própria classe artística que não se mobilizou e foi cobrar das autoridades respostas sobre as ruínas da cultura penapolense.

Loas
Não a demérito nenhum em pontuar e/ou criticar algumas ações de governo (como é o caso da política cultural) e por outro lado elogiar o que a de bom. Como o próprio Gilson Ramos publicou em sua coluna de ontem, o prefeito Célio de Oliveira com todo seu prestigio ao governador Geraldo Alckmin, conseguiu a manutenção do Posto Fiscal em Penápolis. Muitos não imaginam o quanto aquele prédio é importante para os contabilistas e advogados por exemplo. Foi uma conquista e tanto.

Redução
Dois munícipes, servidores do DAEP (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis), usaram a tribuna da Câmara de Vereadores e questionaram sobre o por que o departamento também não entrou na redução dos horários em repartições públicas. Outro questionamento que deveriam fazer, mas, infelizmente não fizeram, qual seria a projeção de economia para os próximos 90 dias. Pelo menos a Prefeitura não anunciou nenhum número. Isso pra mim é mais propaganda do que economia.

Reconsiderar
Ambos servidores concordaram até que a atual gestora do departamento está tendo atitudes militaristas, ameaçando funcionários e criando a ‘lei da mordaça’ e que o caos está instaurado dentro do DAEP. Diante disso, dois vereadores pediram para a diretora-presidente (que também é servidora pública), reconsiderar e sair do cargo.

APAE
Os repórteres tem lá suas vantagens. De vez em quando nos deparamos com histórias incríveis e que nos enchem de orgulho de ser o que somos – “contadores de histórias”. Foi lindo acompanhar novamente de perto os alunos da APAE confeccionarem os cartões de natal que as empresas acabam comprando para enviar aos seus parceiros. E eles tem a noção de que aquele cartão (desenhado e pintado por eles) irão alegrar o natal de outra pessoa.

Blog do Faria
Em um momento tão feliz para o Blog do Faria que finalmente conseguimos mudar de plataforma e com isso melhor a qualidade para os nossos queridos fiéis “barbudos” e “barbudetes”. Agora o nosso blog também tem novo endereço – www.blogdofaria.com.br. Sensibilizado o trabalho desenvolvido na APAE quero presentear você (caro leitor/leitora) com um cartão desses – mande um e-mail para pitacos@blogdofaria.com.br com seu nome e endereço completos e enviarei a você! Até mais breve!

Alguma sugestão, crítica ou elogio mande para pitacos@blogdofaria.com.br.

FILME REZA A LENDA ANUNCIA PRIMEIRO TRAILER

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Nesta semana foi divulgado o primeiro trailer do longa brasileiro ‘Reza a Lenda’. Com pouco mais de dois minutos, o clipe mostra a estética árida e distópica de uma terra sem lei, onde tem a sorte favorecendo apenas os mais fortes e corajosos – um bando de motoqueiros armados que acreditam em uma antiga lenda e arriscam suas vidas em busca de justiça e liberdade.

Na história, Cauã Reymond interpreta Ara, um homem fiel a Deus, que defende o povo da região, mas é perseguido pelo coronel Tenório (Humberto Martins). A motivação seria o roubo da imagem de uma santa, capaz de fazer chover. Azar na vida, sorte no amor? Ara é amado por Severina (Sophie Charlotte) e Laura (Luisa Arraes), que o disputam a ferro e fogo.

O filme estreia nos cinemas brasileiros no dia 21 de janeiro de 2016.

ROLLING STONES VEM AO BRASIL EM 2016

Uma das maiores banda de rock de todos os tempos estará no Brasil no ano que vem. Os ingleses Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood, do Rolling Stones anunciaram hoje (5), que farão uma turnê pela América Latina.

No país, a banda passará por três cidades – Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O Maracanã, no Rio, receberá a primeira apresentação, no dia 20 de fevereiro. Em São Paulo serão dois shows, nos 24 e 27 de fevereiro, no Estádio do Morumbi. Os Stones encerram a passagem pelo país em Porto Alegre, no Estádio Beira-Rio, no dia 2 de março.

No vídeo publicado no Youtube a banda comenta que os latinos proporcionam um ambiente “elétrico”. “Sem dúvida, o melhor ambiente que já vimos com a banda desde o início dos anos 1970”.
Os ingressos começam a ser vendidos ainda este mês, mas os valores ainda não foram divulgados.

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Turnê

A Olé Tour estreia no dia 3 de fevereiro em Santiago, no Chile, e ainda passa por Buenos Aires (Argentina), México City (México), e, pela primeira vez, em Montevideo (Uruguai), Lima (Peru), Bogotá (Colômbia).

Eu quero estar lá e você?

ARTISTA CELINHA TRINDADE DESENVOLVE SEU TRABALHO COM FAIANÇA, PORCELANA E AZULEJO

Artista participa da sua primeira exposição em Penápolis, desta vez, apresentando os trabalhos desenvolvidos em seu ateliê no fundo de casa

Ateliê construído nos fundos de sua casa é onde Celinha Trindade desenvolve suas peças e ensina as técnicas de pintura em porcelana

Filha do alfaiate José Trindade e da dona de casa Nadir Trindade, Maria Célia Trindade de Paiva, ou simplesmente, Celinha Trindade, 63 anos, é artista com formação acadêmica em Desenho e Plástica e que empresta todo o seu conhecimento para a produção de suas peças em faiança, porcelana e azulejo.

Celinha lembra que desde aos 12 anos já tinha habilidades para o desenho e a pintura, mas, quando o seu pai lhe perguntava o que ela desejaria ser ela prontamente respondia: “Quero ser médica”. Entre seu pai muito sabiamente dizia que ela iria seguir o mundo das artes plásticas. Dito e feito. Aos 22 anos conclui na Funepe (Fundação Educacional de Penápolis).

“Depois que eu entrei no Curso de Desenho e Plástica, logo eu comecei a estudar pintura em porcelana em Araçatuba com uma amiga e descobri que era isso mesmo que eu queria para minha vida”, comenta.

Mas, como tudo não é flores, mesmo trabalhando na área, Celinha mudou-se para a capital paulista para trabalhar no governo do Estado de São Paulo junto a Secretaria do Trabalho, no departamento de desenho, tendo que parar com os trabalhos por algum tempo.

“Lá em São Paulo produzi algumas peças que até foram expostas, mas tive que parar e voltar apenas alguns anos depois a produzir minhas peças. Isso foi logo após o nascimento de minha filha”, comenta.

Em São Paulo, Celinha chegou a estudar na Panamericana Escola de Arte e Designer e frequentou o curso de vitrine e diagramação.

Voltou para Penápolis para cuidar da sua filha Laura Paiva e trabalhar na empresa de Identificação visual do marido e publicitário Antônio Henrique que por muito tempo fez placas estilizadas em madeira.

Somente em 1998, montou o ateliê Celinha Trindade na qual produzia suas peças e ministrava suas primeiras aulas para interessados em aprender a técnica da pintura.

Ateliê
Seu ateliê foi construído nos fundos de sua casa na Rua 15 de novembro, no centro da cidade. Lá ela ministra aulas de pintura para turmas de até cinco alunos.

“Eu cheguei a ter 30 alunos ou seja seis turmas durante a semana. Aos poucos eu fui diminuindo o ritmo e me dediquei mais nas minhas produções. Hoje são apenas duas turmas de cinco alunas cada, o que me deixa com mais tempo para produzir”, comenta.

Ela lembra que no ano 2000 o ateliê produziu uma exposição em parceria com o Museu do Sol com trabalhos apenas de seus alunos.

“Lembro até hoje, por termos muitos aprendizes na época fomos capazes de montar essa exposição e apresentar ao grande público os trabalhos desenvolvidos por meus alunos”, lembra com carinho.

Celinha participa da sua primeira exposição em Penápolis, desta vez, apresentando seus trabalhos desenvolvidos com faiança, porcelana e azulejo.

“É um prazer enorme poder apresentar os trabalhos que desenvolvo com tanto carinho e dedicação – sabemos o quanto é trabalhoso o processo de montagem de uma peça. Temos que filetar, levar pro forno, depois passar a primeira demão de tinta, voltar pro forno e assim levamos pelo menos quatro dias. Mas quando vemos a peça é aí que sabemos como ficou o resultado final”, comenta.

Exposição
Desde o dia 23 de outubro, o Museu do Sol recebe a exposição Terra, Cor e Fogo, com as artistas penapolenses Celinha Trindade, Ana Franco e Celina Passafaro.

Elas transformam ideias em objetos de beleza para uso ou contemplação. Na mostra terão peças em porcelanas e faianças pintadas num processo que envolvem pigmentos secos que aglutinados se transformam através do fogo. Ou o barro que são transformados em objetos utilitários ou escultóricos, através da queima, onde fixa a forma e esmalta com variadas colorações. A exposição ficará até 17 de dezembro, no Museu do Sul, na Rua Bento da Cruz, 798. O horário de funcionamento é das 13h às 17h.