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Evandro Tervedo foge de entrevistas após eleição para a presidência da Câmara

O vereador e presidente interino da Câmara de Vereadores de Penápolis, Evandro Tervedo Novaes, foge da imprensa e se recusa de dar entrevistas. A última investida foi desse blogueiro.

Nesta quarta-feira (25), entramos em contato com o assessor de imprensa da Câmara, Ricardo Alves, e o mesmo nos informou que a entrevista estava previamente agenda para hoje, sexta-feira (27), contudo, ainda dependeria de confirmação.

Na manhã de ontem (26), entramos em contato para confirmar a entrevista, porém, novo revés aconteceu. Desta vez, o presidente interino informou que dará entrevista somente após a primeira sessão legislativa, que acontecerá no próximo dia 6 de fevereiro.

Essa não é a primeira vez que o vereador Evandro Tervedo recusa-se a falar com a imprensa. No início do mês, um jornal local, também tentou uma entrevista, mas após desmarcar a primeira tentativa, nem deu satisfação da ausência na segunda investida.

1] Evandro perde a oportunidade de explicar a população se houve ou não traição de sua parte na eleição para a presidência da Câmara de Vereadores.

2] Evandro perde a oportunidade de explicar para a população, principalmente, a católica, se falou ou não sobre os investimentos com o dinheiro público na reforma do Santuário São Francisco de Assis.

3] Evandro perde a oportunidade de explicar porque ajudou a nomear seu tio Silvano Nogueira Tervedo para o Consórcio Intermunicipal do Ribeirão Lajeado. Isso não fere os princípios da Administração Pública na qual você defendeu na tribuna, durante a sua posse?

4] Evandro perde a oportunidade de explicar sobre o processo que corre na justiça com relação a AVAN (Associação Acadêmica Valência da Alta Noroeste), entidade que ele criou e que tem como presidente o atual secretário de Esportes e indicado do vereador, Emerson Lúcio Pacheco.

Então Evandro vai continuar perdendo as oportunidades?

PITACOS #60 – Terceira semana de governo interino

Quente
Começou quente essa terceira semana do governo interino de Rubinho Bertolini (Solidariedade). A ordem nos corredores da Prefeitura de Penápolis é de desmontar os “legados positivos” que Célio de Oliveira (PSDB) deixou nos últimos dias de seu governo. Vou ser mais claro. Eles querem mostrar à sociedade que o ex-prefeito não deixou mais de R$ 6 milhões em caixa. Pelo contrário, que deixou dívidas e mais dívidas.

Saúde
Não à toa, que administração convidou a imprensa para acompanhar a visita do prefeito interino e deu seu secretário de saúde, o médico ortopedista Luiz Fernando de Souto Fink, a Unidade Básica de Saúde do Jardim Del Rey e lá anunciou que somente na saúde a prefeitura deve aos fornecedores e prestadores de serviços mais de R$ 4,8 milhões, impossibilitando a compra de diversos medicamentos.

Saúde II
De acordo com o Dr. Fink, os dados são referentes a 2016 e refletem principalmente os últimos meses da administração passada. Diz ainda que a maioria dos processos licitatórios feitos de novembro pra cá não houve nenhum interessado, visto que, a prefeitura deve para alguns fornecedores desde abril do ano passado. Agora, o trabalho é conversar pessoalmente caso a caso com cada um dos fornecedores.

Judicialização
Ao PITACOS, o secretário comentou sobre a “judicialização” da saúde – meios que os pacientes usam para requerer remédios de alto valor ou cirurgias através de ações judiciais. Segundo Fink, a atual administração não tem o valor exato dos valores gastos com esse tipo de medida. Mas, que está estudando caso a caso e sem querer interferir na conduta médica, propor a justiça alternativas de produtos ou medicamentos que fazem o mesmo efeito, mas, tem um custo menor, gerando economia aos cofres públicos e ao mesmo tempo atendendo as necessidades dos pacientes.

Terceiro Médico
Também ao PITACOS, o secretário afirmou que manterá o terceiro médico no Pronto Socorro Municipal. Medida adotada no governo do ex-prefeito Célio de Oliveira e que funcionou muito, principalmente, por ser implantado no turno a partir das 19h, horário de maior volume de atendimentos. Segundo ele, para atender a medida irá dobrar os plantões de alguns médicos da própria rede que se prontificaram atender no PS. Isto porque como a folha da prefeitura está em 54%, não pode, pelo menos, por agora efetuar a contratação de novos médicos que passaram no concurso público de novembro passado.

Audiência
Para explicar os números das dívidas da Secretaria de Saúde, bem como, tirar dúvidas sobre os assuntos pertinentes a pasta, o Secretário Luiz Fink irá promover audiência pública na próxima sexta-feira (27), a partir das 16h, na Câmara Municipal de Penápolis. Mesmo que o horário seja totalmente ingrato para um cidadão comum, como nós, participarmos, quem tiver a oportunidade de ir, vale a pena!

Outro lado
Para fazer essa coluna, mesmo que opinativa, precisa-se de muita responsabilidade com a verdade. E para nós, que militamos da imprensa isso nos é mui caro. Tanto é que procuramos o ex-secretário de saúde, Alex Marques Cruz, que gentilmente nos atendeu e expôs sua versão dos fatos na saúde. Segundo ele, o valor apresentado pelo atual gestor não é verdadeiro, visto que, para chegar aos valores apresentados teria de incluir a folha de pagamento e o 13º salário de todos os servidores da saúde e mesmo assim nem chegaria.

Outro lado II
Alex lembrou que em 2013, quando assumiu a gestão da saúde em Penápolis, herdou de seu antecessor uma dívida de R$ 1,8 milhões, num orçamento municipal de cerca de R$ 78 milhões. Quatro anos depois, com o orçamento de 2016 ultrapassando R$ 110 milhões, a dívida de restos a pagar dos recursos próprios foi de R$ 2,3 milhões. Se juntar o restos a pagar mais a folha de pagamento com todos os encargos sociais dá algo em torno de R$ 4,2 milhões. Muito diferente do que anunciado pelo atual secretário. Segundo Alex, os dados colhidos na manhã de ontem (19), são do setor de Contabilidade da Prefeitura de Penápolis.

Cultura
Todos que militam na área cultural, estranhou informação veiculada pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Penápolis, de que os restos a pagar do ano passado superam a previsão orçamentária desse ano. O total da previsão para a Cultura é de R$ 1,2 milhão. Mas, em conversa com o atual secretário, Lucas Casella (PSD), explicou que o valor da dívida de restos a pagar de 2016 é de aproximadamente de R$ 360 mil. Tirando a folha de pagamento algo em torno de R$ 837 mil, o restante é para investimentos no setor cultural.

Comunicação
De certo que uma das poucas boas escolhas de Rubinho Bertolini, enquanto prefeito interino, foi a efetivação do sociólogo, psicanalista e cientista político e social, Thiago Mazucato. Com dois dias na função, já visitou a redação do Jornal Interior Penápolis, algo que a última gestão não fez nenhuma vez em quatro anos. Esperamos de verdade que ele consiga implantar um sistema diferente que priorize a informação trazendo à tona a verdade, seja ela, boa ou ruim. Afinal, é esse o papel da imprensa.

Bomba
Na edição passada, disse que haveria uma bomba que poderia acontecer nos bastidores da política local. De fato, ainda não existiu nada de concreto. De certo, é que não existe apenas uma bomba, mas, várias que estão prestes a estourar. E risco a dizer que uma delas vai acontecer na primeira sessão da Câmara dos Vereadores, no próximo dia 6 de fevereiro (segunda-feira), onde participará também o prefeito interino, Rubinho Bertolini que irá expor os seus primeiros 30 dias de governo.

Até a próxima. Alguma sugestão, crítica ou elogio mande para ricardo@blogdofaria.com.br. E acesse: www.blogdofaria.com.br

PITACOS #59 – BASTIDORES DA ÚLTIMA ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA DA CÂMARA

220 volts

Dois mil e dezessete começou quente hein! Não falo sobre o verão que iniciou no meio de dezembro, mas das questões políticas que frequentam as rodas de conversas por todo o município de Penápolis. Nós que trabalhamos na imprensa local, acabamos por receber informações privilegiadas e que nem sempre tomam as capas dos jornais. Informações de bastidores que acabam contando a história por um outro ângulo.

Esperar
Após as eleições de 2016, perguntávamos a dois vereadores reeleitos quando que o grupo apoiado pelo prefeito reeleito Célio de Oliveira (PSDB) iriam sentar para compor a Mesa Diretoria da Câmara Municipal de Penápolis? Afinal, não é toda eleição que um grupo consegue eleger oito candidatos. Eles me diziam que iria esperar a decisão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que saiu no dia 6 de dezembro, para depois começarem as tratativas.

Preciosismo
A gente nunca vai saber o que de fato poderia acontecer, mas, e se tivesse feito os acordos antes da decisão que cassou a candidatura do prefeito Célio e sem o peso político de ocupar a prefeitura interinamente, o acordo teria continuado de pé? Será que não faltou preciosismo? O fato é, que mexer com pessoas e com suas vaidades é muito complicado, afinal, qual é o político que não deseja, nem que seja pela forma indireta, assumir o comando da prefeitura e colocar sua foto no hall dos prefeitos?

Postulantes
No grupo do Célio de Oliveira tinha pelo menos quatro vereadores querendo o posto de presidente da Câmara. O vereador mais votado na última eleição, Ivan Sammarco (PPS); o vereador reeleito Nardão Sacomani (DEM) e que já fora presidente do legislativo, Francisco José Mendes, o Tiquinho (PSDB), eleito para o sexto mandato e que seria para ‘coroar’ sua história política e o novato na vereança Rubinho Bertolini (Solidariedade).

Vontade
Rubinho falava abertamente que o tempo de Ivan Sammarco e Nardão Sacomani na presidência da Câmara de Vereadores já tinham passado e que agora necessitaria de gente nova, com novos projetos. Mas, tanto o Ivan, bem como, o Nardão foram como o Rubinho eleitos pelo povo e teriam sim a chance de quiçá voltar a presidência. De fato, o Rubinho nunca escondeu que votaria nele mesmo, mesmo que perdesse a eleição com apenas um voto.

Acordo fechado?
Os últimos dias de 2016 foram intensos para aqueles que articulavam votos para a presidência da Câmara. Tanto é que recebo uma mensagem, logo na manhã do dia 31, dizendo que o acordo para a Mesa Diretora da Câmara havia sido fechado. Presidente Ivan, Vice presidente Evandro da Habitação (DEM), Ziza (PMDB) e Nardão para 1º e 2º secretários respectivamente.

Fiel da balança
Contudo, informações que recebi de um membro do PSD é que o acordo vitorioso na eleição do dia 1º havia sido fechado a noite do mesmo dia 31. Porém, aguardavam ansiosos o voto do Evandro, pois, o mesmo havia fechado com os dois grupos. Tanto é que na hora que ele proferiu o voto, dois vereadores do grupo se cumprimentaram selando a vitória da oposição ao Célio de Oliveira, que acompanhou a votação.

Momento antes…
Momentos antes conversei com o prefeito Célio e ele me confidenciou: “Perdemos”. Disse a ele: “Como assim?”. Ele me disse: “Já participei de doze votações para a mesa diretora e eu sei quando está dando errado. O Evandro se quer olhou nos meus olhos para cumprimentar”. Cinco minutos depois, a história confirmara o que havia me dito.

Traição?
Nunca saberemos de fato o que realmente aconteceu. Temos as versões dos derrotados, mas, a versão de quem decidiu a votação. A não ser que ele exponha todos os fatos que geraram a possível ‘traição’ que o grupo da qual ele fez parte o acusam. De certo, é que numa eleição como essa não adianta o seu currículo ou quantos mandatos você tenha, mas, a quantidade de votos que te faça membro da Mesa Diretora.

Indignação
O grupo político do Célio de Oliveira estão todos indignados. Na votação da Mesa é com o Evandro da Habitação, pela possível traição ao grupo, pois, sabiam da vontade política do Rubinho. Agora em relação ao Executivo, a indignação com o Rubinho foi ele aceitar todos aqueles que participaram de um projeto político perdedor nas urnas. Os ex-vereadores Alexandre Gil e Lucas Casella, ambos do PSD, são os primeiros a “priori” a assumir secretarias neste governo que será interino.

Loteamento
Já que estão no poder (com a máquina na mão), o ex-vereador e ex-candidato a prefeito Caíque Rossi (PSD), está junto ao Rubinho Bertolini, pelo menos essa é a informação que nos chega a todo momento, de que estão loteando os cargos entre os grupos políticos que perderam a última eleição, entre eles, o PT do ex-prefeito João Luís dos Santos e o PV do Éder Granato, que aliás, poderá ser anunciado nos próximos dias como novo presidente do Daep (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis). Trazendo PT e PV para o governo interino a intenção é unir forças para derrotar o candidato indicado pelo prefeito Célio de Oliveira.

Bomba
Por esses dias poderá estourar uma bomba no meio político penapolense e que poderá mudar os rumos novamente da história recente. Vamos aguardar para ver os próximos capítulos.

Até a próxima. Alguma sugestão, crítica ou elogio mande para ricardo@blogdofaria.com.br. E acesse: www.blogdofaria.com.br

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