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PITACOS #65 – Somos contra a terceirização e a reforma da previdência, e você?

ANEDOTAS
A ansiedade daqueles que seguem o ex-prefeito Célio de Oliveira (PSDB), para ver de volta à pauta de julgamento, o pedido de vistas do Ministro Gilmar Mendes no processo que cassou sua candidatura é tamanha, que muitos opositores acabam fazendo piadas sobre o assunto. Nesta semana, antes mesmo de divulgar a casos que seriam discutidos pela corte eleitoral, já tinha ex-secretário postando que a hora estava chegando e que o coração batia mais forte. Por outro lado, os piadistas diziam ‘Gilmar Mendes julgam improcedente e Célio retorna à prefeitura’.

FATO
O fato é que a cidade está ansiosa para saber o voto do ministro-presidente Gilmar Mendes. Isso dos dois lados da moeda. Tanto os que apoiam o ex-prefeito, quanto aqueles que não desejam sua volta ao poder. Mas, as informações que chegam é que está havendo uma briga de bastidores que estão travando a colocação do pedido de vistas na pauta de julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Só quem perde, é a própria a cidade com isso, pois, vivemos um clima de instabilidade política muito grande.

SORTE, TALVEZ!?
Fazendo uma análise do que está por vir. Se o pedido de vistas for colocado na semana que vem e o voto do ministro-presidente ser a favor do Célio de Oliveira, pode haver aí uma esperança do ex-mandatário, pois, o foco da corte será a discussão do processo que pede a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer e que tem o relator o ministro Herman Benjamin. Com isso, passaria “despercebido” pela corte. Seria isso um presságio do que? De sorte? Talvez!?

DILMA/TEMER
O ministro Gilmar Mendes definiu para a terça-feira, dia 4 de abril, o início do julgamento da ação que pode levar à cassação da chapa que elegeu Dilma Rousseff e Michel Temer. Na próxima semana, já há quatro sessões do TSE reservadas para o debate. A primeira ocorrerá na terça de manhã, e a seguinte, no mesmo dia à noite. Na sequência, os ministros se reunirão quarta e quinta-feira, também de manhã. O relator, Herman Benjamin, tem pressa. Ele gostaria de contar com o voto do também ministro Henrique Neves, cujo mandato na corte se encerra no dia 16.

TRISTE
É triste ver e acompanhar sindicatos patronais dizendo que apoia a lei da terceirização aprovada recentemente na Câmara dos Deputados. Mais ainda quando lê no jornal que esse projeto será benéfica para a economia e principalmente ao comércio penapolense que vem sofrendo com a queda na geração de empregos. Essa posição só favorece um lado – a do patrão. Enquanto que os empregos ficarão a margem dos direitos trabalhistas conquistados até então. Devíamos ouvir e ver a luta dos patrões contra essa reforma da previdência, a luta em prol de uma reforma tributária que onera não só as empresas, mas, o trabalhador. Enfim, os valores estão trocados e ao invés de lutarem para que haja o fortalecimento da economia, lutam para tirar direitos de trabalhador com a desculpa que vai gerar mais empregos.

ALEGRE
Contudo, ficamos alegres de ver pelo menos 700 alunos se organizando para protestarem contra a reforma da previdência. A iniciativa partiu dos alunos que compõem o grêmio da Escola Estadual Luiza Maria Bernardes Nory, no Jardim Eldorado. Segundo eles: “Essa reforma trará grandes prejuízos aos alunos de hoje e trabalhadores de amanhã”. A manifestação será hoje em frente à escola, das 7h às 8h. Daí eu fico me perguntando cadê a UMESP (União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Penápolis) que não está na vanguarda das discussões sobre o tema?

ALEGRE II
Meu coração se alegre de ver tanto gente mobilizada contra a reforma da previdência que esse governo golpista tenta emplacar. E não vai! Foi lindo de ver a Câmara dos Vereadores lotada de pessoas dispostas a lutar. E se depender de cada um dos brasileiros e brasileiras que vão sofrer diretamente com que propõem, estaremos na rua para lutar por nossos direitos.

FORTALECIMENTO
A fala da presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel fortaleceu ainda mais a luta contra esse pacote de maldades estão querendo implantar no país. Uma agenda nefasta que fere inclusive os jovens. Que sofrem diariamente com a falta de emprego, de qualificação profissional e de oportunidades para ingressarem ao mercado de trabalho.

TERRA
A luta por direitos é algo latente em nossas vidas. Não à toa que o INCRA sinalizou ao juiz de direito da 1ª vara Marcelo Yukio Misaka que pretende utilizar a fazenda São José no Programa Nacional de Reforma Agrária. Isso dará a oportunidade de pelo menos 150 famílias que fazem parte do Movimento Sem Terra que estão instalados à beira da fazenda. Esperamos para ver o que acontecer.

APOSENTADOS
O Ministério Público abriu uma Ação Civil Pública para apurar casos de aposentados pelo INSS que continuam no quadro de servidores da Prefeitura de Penápolis. Aproximadamente 30% estão nesta situação. Já no Daep e Emurpe em torno de 20% cada. Isso por que em uma ação igual na cidade de Rosana, o juiz determinou a exclusão de todos os servidores aposentados do quadro.

SITUAÇÃO
Segundo apurado, muitos deles não reúnem mais condições físicas, em especial de professores que acabam ficando lotados na Secretaria ou de obras com trabalho pesado ficando parados no pátio do almoxarifado. Além disso, eles possuem os maiores salários do quadro, num total que ultrapassam meio milhão. O que dificultaria a contratação de novos servidores, inclusive com salários menores.

PARABÉNS!
A minha irmã Maria Fernanda de Faria Silva faz aniversário hoje! Completando 33 aninhos, é uma excelente filha, irmã e mãe. Sempre amada por todos! Parabéns!

Até a próxima. Alguma sugestão, crítica ou elogio mande para ricardo@blogdofaria.com.br. E acesse: www.blogdofaria.com.br

Gosto por cerveja fazem os irmãos Luís Augusto e Zé Roberto a criarem própria marca artesanal

Moa o malte, agora coloque-o em uma panela com 20 litros de água a 65ºC durante uma hora. Após a brassagem é a vez da filtragem – nesta etapa passe por uma peneira e despeja a parte líquida em outra panela e adicione 20 gramas de lúpulo. Depois de ficar por mais uma hora agora resfrie-o rapidamente e passe o líquido para o fermentador. Já na fase da fermentação deixe-o numa temperatura entre 20º e 30ºC durante pelo menos 14 dias. Ótimo, está pronto para engarrafar.

Essa é uma receita básica do que chamamos atualmente de “homebrew” ou a cerveja feita em casa. E neste último capítulo da série ‘GASTRONÔMICA’, trazemos a história de dois irmãos que ousaram e decidiram produzir sua própria cerveja caseira.

O professor de química Luís Augusto Alves Pereira decidiu em meados de 2008, que por curiosidades iria produzir uma cerveja. Aos poucos comprou os equipamentos e logo chamou seu irmão o funcionário público e protético José Roberto Pereira para ajudar nesta empreitada.

“Quando descobri a produção de cervejas caseiras, logo me avisaram que uma mãe de um amigo do meu irmão fazia cerveja em casa. Fui atrás dela, mas, ela infelizmente já havia morrido e seu filho confirmou que sua mãe produzia sua própria cerveja”, lembra Luís que o instigou ainda mais.

O fascínio pela bebida vem de influência da própria família que aos finais de semana se reuniam para celebrar a vida com muito churrasco e é claro – a cerveja. Esse interesse rendeu aos dois grandes coleções de copos, bolachas, rótulos e latinhas do mundo inteiro.

“O pessoal de casa ou amigos próprios sabem que gostamos de tudo que é relacionado a cerveja e por isso que, quando viajam fazem questão de trazer uma lembra para nós”, lembra José Roberto. Mas, Luís completa: “Exceto rótulos, pois, para coleciona-los precisa tomar muita cerveja”.

José Roberto salienta que a ‘brincadeira’ em fazer cerveja é lógico que veio pelo gosto de tomar. “Todos meus irmão tomamos cervejas. Quando era solteira tomava bem mais. Depois enveredamos para as cervejas especiais e com isso entramos na cerveja artesanal”.

PRODUÇÃO
No início desse texto, colocamos uma receita básica de um cerveja feita em casa. Lendo em pouco linhas parece ser um processo fácil de se fazer, definitivamente, não é! Para produzir uma cerveja artesanal precisa de tempo, mas, principalmente de muita dedicação, pois, são processos que podem durar de dois a três meses.

“A primeira etapa de uma cerveja caseira é a moagem ou quebra do malte, após esse processo, levamos ao fogo com água numa temperatura que vamos monitorando de hora em hora, depois filtramos e colocamos em outra panela com os temperos de lúpulo de amargor, lúpulo de aroma e lúpulo de sabor. Dependendo da hora, vai ficar mais amarga, mais saborosa ou mais cheirosa. Depois resfriamos rapidamente e assim colocamos no fermentador”, explica.

Segundo eles, o cozimento pode durante de 4 a 6 horas, intercalando diversas temperaturas, por isso mesmo, que existem diversos tipos de termômetros para medir todo o processo. Desde a brassagem até a hora que é colocada na geladeira.

“Muitos equipamentos são necessários para fazer a cerveja, desde termômetros, balanças de precisão ou aparelhos que medem a densidade”, lembra José Roberto.

Luis explica que as cervejas artesanais não ficam pasteurizadas. “Parafraseando a Cervejas Coruja – cerveja é viva e esse ‘bichinho’ (o fermento) está viva dentro dela, tanto é que se fica muito tempo fora da geladeira ela muda de sabor, por isso mesmo, é que levamos gelo no isopor”, lembra.

Tanto Luís e José Roberto explicam o que público que curtem tomar cerveja artesanal vai ver que nenhuma produção é igual a outra e isso é o que fascina. “Alguns de nossos clientes tem a percepção que não é a mesma cerveja que ele tomou em uma outra oportunidade. Nós podemos fazer o mesmo tipo, estilo e receita de uma cerveja, mas isso depende de outros fatores alheios como a definição da estação do ano”, salienta Luís.

“Contudo, nós já perdemos clientes, pois, o cara não sacou a ideia de que os cervejeiros caseiros não conseguem fazer a mesma cerveja. Pressão atmosférica, umidade, temperatura e tudo isso influência na fabricação da cerveja”, completa José Roberto.

ITAPURA
Quando engarrafaram, as primeiras garrafas vieram com o nome “Franciscana”, em homenagem ao pai Francisco, que ao mesmo tempo estendia aos símbolos franciscanos da igreja católica. “A nossa ideia era que a cada cerveja diferente que criássemos tivesse um nome distinto para homenagear alguém, mas, a nossa segunda cerveja Itapura era mais sonora”.

Itapura é o nome indígena que significa “pedra levantada”, mas, em Penápolis era também nome de rua e que foi transformada no que hoje chamamos de rua Doutor Ênio Soliani. A Itapura está fazendo grande sucesso durante as edições da Feirinha dos Produtores, mas o receito fizeram eles tentam fugir ao máximo do lado comercial.

“Não é nosso mote. Tentamos fugir ao máximo do comercial, tanto é, que nossos rótulos são simples, sem cor e apelos gráficos por que é a nossa ideia mesmo. Nós colocamos cerveja artesanal por causa do apelo popular. Mas nossa linha é a caseira. Aquela de balde, de hobby e de domingo de manhã”.

Mas, o que era para ser um hobby está virando coisa séria e estão no processo de legalização junto a Prefeitura de Penápolis. “Nós já sabemos que o homebrew pode ser inserido no MEI e como ambulante. Nosso produto não pode ser vendido muito longe de onde foi fabricado e isso não é um problema”, comenta José Roberto.

Já para Luis é um sonho que num futuro próximo pode ser a razão de seu sustento. “É um sonho. Não sei o que vai dar no longo prazo, mas no curto prazo, eu quero diminuir o papel de professor e de aumentar o cervejeiro”, finaliza.
Para a próxima edição da Feirinha dos Produtores, Luís e José Roberto levarão uma edição especial – será uma cerveja com bases de cacau.

Fábio Ferracini: De depósito de bebidas à construção de uma marca própria de vinhos

Nada é por acaso. Há 23 anos, Fábio Ferracini com 10 caixas de vasilhames e um freezer inaugurava o depósito de bebidas Ponto Certo, que logo se transformara em Serv Festas. Mas, a sua audácia e principalmente, veia empreendedora o impulsionou a começar um dos maiores projetos de sua vida – a construção de sua própria vinícola.

“Estávamos completando 10 anos e já éramos líder de mercado. Queríamos ampliar nossos horizontes, então somos para São Paulo e de lá conheci o serviço de vinho. Voltei sabendo o que queria fazer, pois, o vinho entrou na corrente sanguínea e não saiu mais”, explica.

Contudo, tinha a vontade mas não a experiência e por isso mesmo foi se especializar. “No início fomos aprender, pois, só vende vinho quem gosta de vinho, quem entra na veia, quem se dedica e vai atrás. Por isso mesmo fizemos um curso de sommelier na Associação Brasileira de Sommelier, numa época que pouco se falava em alto gastronomia no interior e de sommelier muito menos”, lembra.

Com o tempo, Fabinho foi conhecendo mais sobre o mundo do vinho, indo inclusive para outros países da América do Sul, viu ali a oportunidade de abrir sua própria vinícola.
“Tive a oportunidade de ir conhecendo vinícolas de países como Argentina, Chile e Uruguai, até me tornar para além do depósito de bebidas uma importadora de vinhos e foi aí que me deu um ‘clic’ – se eu posso importar, também posso produzir”, comenta.

VINÍCOLA
Fabinho então começa a procurar um lugar que pudesse instalar sua produção de vinhos. Acha no final de 2013, uma área de 2,1 hectares, na Estrada do Mineiro, via de acesso à Rodovia Marechal Rondon. Já em 2014 inicia a construção do empreendimento com mais de 1,6 mil metros de área construída. Ao mesmo tempo, vai atrás de mudas de uvas no Rio Grande do Sul e tempo o apoio de profissionais da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que mantém uma unidade em Jales, especialista em uvas e vinhos.

“Nós tivemos e ainda temos o apoio de diversos profissionais da Embrapa como o Dr. Dimas e de pessoas como o engenheiro agrônomo Ricardo que capacitam nossos profissionais com o manejo da terra e das uvas”, explica.
Tanto é que diversas uvas plantadas na Vinícola Ferracini são de espécies resistentes ao calor. “Precisamos desmistificar a questão de que vinho é somente produzido em regiões frias. É certo que as uvas de adaptam melhor, que a incidência de fungos e menor, que a floração e a brotação assim que acabam o inverno já começam sozinhas a acontecer”.

“Mas, em lugares quentes como a nossa já temos tecnologia suficientes para avisá-las o momento certo de produzir. Não à toa, que temos na região do Vale de São Francisco, duas estações no ano – quente e muito quente, e lá produzem uvas. O segredo é a saber qual uva se adapta”.

Na vinícola entre as espécies que são produzidas são: Carbemet Souvignon, Athaná, Lorena, Moscato Branco. Todavia, todos os vinhos produzidos em Penápolis, ainda não podem ser comercializados por faltarem documento necessária junto a Embrapa. “Esperamos resolver isso o mais breve possível, para podermos colocar Penápolis como produtora de vinhos”, comenta.

PRODUTOS
Atualmente a linha de produtos já está em torno de 13 tipos de vinhos, desde o tradicional ‘La Casa Centenária’ com os suaves e secos, passando pelos vinhos brancos da ‘Rafaelle’, os espumantes Ferracini e em breve com a Cachaça Waldomiro.
“Graças a Deus o La Casa Centenária é líder de mercado na região que compreende Andradina a Penápolis. Já o Rafaelle foi um sucesso de vendas no final do ano e agora vamos expandir nossos produtos para Rio Preto e Bauru”, explica.

Mas, existe um detalhe em cada um dos produtos que está intimamente ligado a família. “A imagem do La Casa Centenária é a frente do depósito de bebidas na época em que meu avô tinha o maquinário para beneficiamento de arroz. Os espumantes Ferracini levam meu sobrenome. Já o Rafaelle leva o nome de meu bisavó da outra parte da família que veio da Itália, tudo tem história”.

Além disso, Fabinho chama a atenção que por trás de todo o glamour que tem o vinho, existe um produtor. “O vinho é feito pelo produtor, aquele que acorda muito cedo, que coloca a mão na massa, que colhe e que planta e que não tem vergonha de mostrar a mão calejada. Portanto, quando você tiver tomado um vinho, lembre-se que tem um produtor por trás”.

FESTAS
Fabinho transformou a Vinícola Ferracini num ponto de turismo, onde as pessoas podem conhecer a plantação das uvas, o processo de fabricação e de armazenamento nos tonéis.

Para isso, irá fazer este ano, pelo menos, cinco grandes eventos. “Nós queremos fazer esses eventos para apresentar a cultura gastronômica de nossa cidade e região. Tanto é que em maio teremos o Chef Rodrigo Alvarez do Grill 187 e em agosto a Festa da Uva”.

A Festa da Uva será realizada nos dois últimos domingos de agosto para aproximadamente 100 pessoas por fim de semana. “Queremos que a pessoa sinta-se com o pé na Itália, na Espanha, podendo pisar nas uvas e provar dos vinhos, sempre com uma banda músicas típicas italianas”, finaliza.

 

PITACOS #64 – CEI da Emurpe que acabará em pizza!?

Importância
O papel que a comunicação tem em nossas vidas é de fundamental importância. Desde os primeiros momentos quando dizemos “papai e mamãe”, até quando aprendemos as mais complexas linguagens, sejam elas, escrita ou falada. E nestes últimos dias, estamos acompanhando o poder que ela exerce no nosso dia-a-dia. Desde a quebra de contrato com uma rádio, até a saída do secretário de comunicação.

Interinidade
Nestes últimos dias, ficou claro que o prefeito interino Rubinho Bertolini (SD), esqueceu que é interino. Ou, na verdade, todas as atitudes que foram tomadas em relação à rádio Difusora de Penápolis, foram visando as eleições suplementares (ainda sem data). O que é certo e que ficou evidenciado na atitude de cancelar o contrato com a rádio é que Rubinho e a turma do PSD, capitaneado por Caíque Rossi, querem afastar a imagem de gestor do ex-prefeito. Com isso tentando minar as possibilidades de um aliado emplacar nas próprias eleições.

Escrita
O prefeito interino já disse informalmente que o desejo dele também é de mexer nos jornais impressos, assim como fez com a rádio. O que não sabemos de fato é se ele fará essas mudanças, agora que o secretário de comunicação, Thiago Mazucato saiu do seu governo e que era contra mexer com os jornais, vide que publicam os atos oficiais e os releases da prefeitura de Penápolis.

Fato
O fato é que rompendo com os meios de comunicação, o que sobrará para o governo interino é dar publicidade de seus atos em redes sociais e em seu site oficial. O que é muito pouco. Hoje não tem essa vazão toda, pois, o que a Secretaria de Comunicação produz é muito limitado e insuficiente. Ele (Rubinho) terá de pensar em alternativas para que possa dar publicidade.

Ex-secretário
Mesmo não sendo da área, Thiago Muzacato era um bom nome para dar sobrevida a uma secretaria claudicante. Ele tem a sensibilidade de um escritor, o conhecimento de um cientista político e a habilidade de um psicanalista para lidar com as pessoas. Contudo, a péssima estrutura que encontrou na secretaria e na própria administração foram fatores determinantes para sua decisão de sair. Sem dúvida nenhuma é uma grande perda.

Estrutura
Já passou da hora dos gestores olharem para a estrutura de comunicação não só da prefeitura, mas também da Câmara de Vereadores e do Daep, com mais atenção. Pois são dali que saem as informações sobre as ações que o nosso poder público municipal está realizando. Na Câmara, por exemplo, ainda tem a pendência de resolver a questão do cargo em comissão que já devia ter sido resolvido com concurso público. Além disso, montar uma estrutura própria com jornalistas, repórter fotográficos, cinegrafistas e equipes de edição como é feito em outras cidades seria interessante, pois, enviar uma matéria de meia lauda por dia e muito pouco para o vasto material produzido durante as sessões semanais.

Daep
Já no Daep, a estrutura não é diferente. Eles tem uma assessoria de comunicação, mas que não acaba produzindo o que de fato deveria produzir. Além do que, todo o material que é produzido (bem poucos por sinal) não podem ser enviados aos meios de comunicação sem o aval da Secretaria de Comunicação da Prefeitura. Isso é um absurdo descabido, pois, o Daep possui uma estrutura independente e somente a comunicação tem de ser subordinado. Falo isso com conhecimento de causa, pois, além de ter sido estagiário, fui até pouco tempo atrás conselheiro e conheci a estrutura.

Finanças
Sinceramente eu não sei o que anda acontecendo na prefeitura. Mas, na última sexta-feira (10), onde ninguém tinham comentado nada sobre as finanças municipais, a secretária de finanças, Maria Emília Pereira de Souza, resolveu escrever um texto intitulado “A situação das finanças públicas de Penápolis”, onde usa de dados do orçamento público municipal para tentar justificar o injustificável, pois, não é de hoje que ela e outros secretários que por ali passaram subestimam o orçamento todos os anos. Com isso, resolveu ameaçar as pessoas que se utilizassem das informações poderiam responder judicialmente. Contudo, segundo ela própria as informações foram retiradas de audiência pública e de publicações da imprensa. Não tem cabimento um negócio desse.

CEI
Quer apagar fogo com fogo? Cria uma CEI. Foi justamente isso que o presidente em exercício, Evandro Tervedo de Novaes (DEM) e mais dez vereadores da Câmara de Vereadores de Penápolis resolveram fazer. Na semana seguinte em que o próprio presidente, denunciado numa ação que pede a extinção de seu mandato, rejeitou a tramitação da representação, foi criada uma Comissão Especial de Inquérito contra o autor da ação, Cláudio Gomes Dias, o Tiradentes, que entre 2013 e 2016, foi presidente da Emurpe e que tinha o próprio Evandro como diretor administrativo e financeiro. A princípio vão investigar as licitações de eventos, festas e salgadinhos, mas, podem estender em outras CEIs, como a da contratação de pessoal.

Saúde
Ontem, fui testemunha do péssimo atendimento na saúde pública do município. Minha mulher com muita dor do ouvido, teve de escutar da atendente da Macro II, que não poderia atender sem encaminhamento do otorrino. Mas, como ter encaminhamento se nem pela atenção básica ela passou? Depois, o argumento mudou. Não temos vagas para hoje. Apelamos então para o secretário de saúde, Luiz Fernando Fink, que nos orientou ir ao Pronto Socorro Municipal.

Atendimento
Segundo o próprio Fink, por mês são realizadas mais de 7 mil atendimentos no Pronto Socorro Municipal. Contudo, se tivesse as Macros de Saúde atendendo casos como da minha mulher, desafogaria os atendimentos que não são de urgência do Pronto Socorro. Esperamos que mude esse quadro rapidamente.

Até a próxima. Alguma sugestão, crítica ou elogio mande para ricardo@blogdofaria.com.br. E acesse: www.blogdofaria.com.br

Adriano Mosca: De joalheiro à pizzaiolo de um dos principais disk pizzas da cidade

A história da família Élcio Adriano Mendes Mosca, ou simplesmente Adriano Mosca, confunde-se com uma das principais tragédias da humanidade – a primeira guerra mundial. Seu bisavó, um joalheiro italiano, é obrigado a sair do país para proteger sua família e vem todos ao Brasil.

Já em terras brasileiras, parte de sua família contrai peste bubônica e são obrigados sair de São Paulo para cidades do interior. Passou por Bauru até chegar em 1913 em Penápolis.
Por aqui, trabalhou arrumando armas, enxadas e enxadão até que em 1917 conseguiu montar a Joalheria Mosca, onde hoje é o Banco Itaú.

Contudo, a história de Adriano, é intimamente ligada às tradições da culinária italiana. Desde muito pequeno acompanhava suas avós e sua mãe na cozinha preparando diversos tipos de massas.
Já na adolescência, a curiosidade fazia ele criar diferentes massas para suas pizzas, mas, era impedido de usar o forno por fazer parede-meia com quarto de sua irmã mais velha.

“Tínhamos um forno no fundo, mas, era grudado na parede do quarto da minha irmã, então não podia usar, porque senão esquentava o quarto. Até que minha irmã comprou a casa dela e mudou e daí pude usar o forno”, lembra.

As primeiras “pizzadas” foi com a família e alguns amigos que aprovavam seu talento culinário. “Quando pude finalmente usar o forno, fiz algumas pizzas para a família mesmo. Ia testando massas, jeito de fazer, até o dia que peguei uma massa de pão da minha mãe e transformei ela em massa para fazer pizza e todo mundo adorou”.

“Eu peguei tanto gosto em fazer pizzas que todo fim de semana eram pizzadas em casa ou nas casas de amigos. Com o tempo eles começaram a me incentivar a montar o meu próprio negócio”, comenta.

Suas referências culinárias eram de suas bisavós que veio da Itália, elas além de fazer as tradicionais massas, faziam uma torta de queijo que vem passando por gerações na família. “Hoje quem sabe fazer essa torta é minha irmã. Ela prepara sempre nas comemorações de páscoa e de natal. A torta de queijo parece um panetones e precisar ter muita mão para fazer. Essa torta vai todo tipo de queijo misturado (Gorgonzola, provolone, queijo curado, mussarela), temperos com pimenta do reino, mais ou menos 60 ovos e farinha”.

Mas, até então, Adriano levava as “pizzadas” como um grande hobby, pois, tinha desde seus 15 anos uma profissão – joalheiro. Contudo, na mesma época foi convidado por uma amiga para substituir temporariamente um pizzaiolo de um disk pizza. “Foi uma experiência muito bacana, eu fazia pizzas para amigos, nada comercial. Mas abracei a oportunidade mesmo achando chato ter de mandar embora um outro pizzaiolo. Tirar alguém do serviço é muito complicado”, salienta.

Per Tutti
Um ano depois, Adriano casou com Renata Bussanelli Mosca e montou o disk pizzas Per Tutti, nome dado pelo seu pai Ênio Mosca, que em italiano significa “Para Todos”.
“O nome veio a calhar, eu queria um disk pizzas que pudesse atender à todos de toda cidade, sem distinção. Tanto é que entregamos em bairros que outras pizzarias não entregam”, explica.

A experiência de um ano em outro disk pizzas, fez com que aprendesse a comprar produtos, gerenciar cozinha e principalmente, falar o tempo correto para o cliente.
“Lembro que quando trabalhei lá no disk pizza, a dona falava aos clientes que levaria 20 minutos, mas, sabíamos que pelo tanto de pizza que vendia por noite era no mínimo uma hora. Com o tempo o cliente foi perdendo a paciência. Para se ter uma ideia, entrei fazendo 100 pizzas e sai de lá fazendo 20 por noite”, lembra.

E era justamente isso que Adriano queria evitar em seu disk pizza. “Até hoje falamos o real tempo para o cliente e isso é um de nossos diferenciais, pois, o tempo da pizza para o consumidor é precioso”, explica.

E para justamente atender seus clientes com o menor tempo instalou já no segundo ano de negócio, um sistema de cadastramento automático de clientes que agiliza o atendimento. Além disso, procurou automatizar a produção de pizzas. “Quando iniciamos o disk pizzas batíamos a massa na mão. Hoje com a amassadeira ficou mais fácil e prático preparar a massa. Nós também tempo uma máquina para abrir a massa e dois fornos contínuos”.

Com todo processo automatizado Adriano explica que o tempo médio de uma hora e meia, caiu para em média 45 minutos. “Investimos para otimizar os custos e minimizar as perdas. Montamos uma linha de produção com abertura de massas, montagem e forno e fechamento. Tanto é que para assarmos a pizza no forno contínuo levamos apenas dois minutos. Num dia de pico como sexta, sábado e domingo temos capacidade de produzir 60 pizzas por hora”, explica.

Seu próximo passo é de particionamento dos produtos em embalagens que possam padronizar ainda mais o tamanho da pizza. O disk pizza Per Tutti funciona de terça à quinta e aos domingos, das 19h às 23h e sexta e sábado, das 19h às 00h. O telefone é 3652 1330 e 3653 2020.

Ricardinho Barreto: Do conhecimento em culinária francesa à hamburgueria

Com apenas 31 anos, o chef Ricardo Barreto, o Ricardinho, abriu recentemente o novo ‘point’ gastronômico do município de Penápolis – o Ricardo´s Hamburgueria. Com pouco mais de três meses, o cardápio com lanches especiais, petiscos e uma variada lista de drinks conquistou um público fiel.

O lugar é uma mistura do que tem de mais moderno em decoração com as tradicionais lanchonetes americanas. Em suas paredes pôsteres que remetem a cultura pop americana e desenhos em giz da artista americana, radicada em Penápolis, Lori Ann Ruggiero.

Ricardo é filho do médico Ricardo Barreto e da empresária Luceni Barreto. Ele desde muito cedo teve referências culinárias em casa com a própria mãe e de suas avós, que faziam diversos tipos de massas.
“Desde criança vi minha mãe e minhas avós fazendo comida em casa. Via elas preparando a própria massa, cortando e pendurando em ‘varalzinhos’ para secar. Lembro com carinho dos tortéi de abóbora”, lembra.

Essas lembranças, fez com que após diversas tentativas em medicina, Ricardinho prestasse o curso de gastronomia na USC (Universidade Sagrado Coração) em Bauru. “Entrar no curso pra mim, foi unir o que mais eu gostava de fazer, que é comer, com o conhecimento para criar os meus pratos”, explica.

Após terminar a faculdade, teve a oportunidade de aprimorar seu conhecimento fazendo estágio por seis meses em cozinhas da Bélgica. Na volta ao Brasil, estagiou no Tordesilhas, restaurante de cozinha brasileira assinada pela chef penapolense Mara Salles. Estagiou também no ‘La Vecchia Cucina’, até tornar-se Chef de Cozinha do ‘Boteco da Pizza’, ambos do chef Sérgio Arno.

Neste período, fez pós graduação em gestão de alimentos e bebidas no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e um curso de sommelier, pela Associação Brasileira de Sommeliers.

França
Após esse período no Brasil, resolveu especializar em cozinha francesa e foi estudar em uma das maiores escolas de culinária do mundo – a Le Cordon Bleu, em Paris. Passou por lá um ano, onde aprendeu a Cozinha Francesa Internacional.

“Por lá aprendi desde a antiga cozinha francesa até os pratos mais sofisticados da atual gastronomia francesa que todo mundo conhece e que privilegia mais pratos em uma refeição, desde os pratos com saladas, queijos, entrada do prato principal, o prato principal e a sobremesa”, explica.

Buffet e restaurante
Já no país, Ricardinho trabalhou em um buffet de alta gastronomia em São Paulo, onde segundo ele, pode aprender a ser verdadeiramente um chef de cozinha.
“A gente sai da faculdade aprendendo o básico, mas aprender gestão de cozinha foi na prática atuando no buffet. O difícil é que o chef geri desde a compra de produtos até a hora que o prato sai da cozinha a mesa do cliente”.

Após cuidar por dois anos e meio, e trabalhando mais de 18 horas por dia num buffet, resolver montar junto com um amigo seu próprio restaurante comercial.
“Estava feliz com o Amélia, faturávamos bem, mas ainda não era o que gostaria de fazer. Estava completando 30 anos e quase oito anos fora da cidade, então resolvi vem minha parte da sociedade e voltar para Penápolis”, comenta.

Hamburgueria
Tempos depois de sua chegada, os donos do “Fogão de Lenha”, antigo restaurante que outrora funcionou onde hoje é o Ricardo´s Hamburgueria, entregou o prédio a família. Daí surgiu a ideia de abrir seu próprio negócio.
Começou a pesquisar e constatou que tinha dado um ‘boom’ de hamburguerias no Brasil. “Frequentei mais de 40 hamburguerias em São Paulo, Bauru, São José do Rio Preto, Araçatuba e Birigui. Até para Nova York fui atrás de novidade”, salienta.

Abrir uma hamburgueria tem podemos dizer que foi um gosto pessoal. “Sempre gostei da comida americana, dos lanches, hambúrgueres, filé de carne e fritas e juntar isso num cardápio com drinks e sobremesas era um sonho antigo”.

Num futuro próximo, Ricardinho pretende abrir mais algumas hamburguerias na região e quiçá uma linha de franquias. A unidade do Ricardo´s Hamburgueria fica na rua Ramalho Franco nº 353. O telefone é 3653 3668. E funciona de terça a domingo, a partir das 19h.

PITACOS #63 – Representação contra o presidente em exercício Evandro Tervedo de Novaes

Judicialização
Após algumas tentativas de colocar na ordem do dia a leitura de representações contra o vereador e presidente em exercício Evandro Tervedo Novaes (DEM), precisou o judiciário intervir e através de liminar expedida na tarde de quarta-feira (1º) pelo juiz da 4ª Vara de Penápolis, Dr. Heber Gualberto Mendonça, fez com que o 1º secretário da Câmara de Vereadores, Bruno Marcos (PSD), lesse os motivos da denúncia.

Liminar
A liminar foi solicitada pelas advogadas do Partido da República, após a ausência de leitura na sessão ordinária do dia 20 de fevereiro, onde houve descumprimento do Regimento Interno da Câmara de Vereadores, no qual obriga colocar em sessão imediata. Como não houve o cumprimento, o juiz concedeu a liminar determinando a leitura na noite de anteontem.

Descumprimento
Caso o vereador Bruno Marcos descumprisse a liminar o juiz fixou multa de R$ 5 mil por cada sessão em que fosse feita sem ser pautado/lido o pedido administrativo de extinção do mandato. Contudo, após muito bate-boca o vereador cumpriu a liminar e leu na integra os motivos pelos quais o PR pede a extinção do mandato de vereador de Evandro Tervedo Novaes.

Expectativas
Quem acompanha in loco a Câmara de Vereadores, ficamos todos na expectativa do que iria desenrolar nos próximos capítulos dessa longa história. Iria a Mesa Diretora descumprir novamente o regimento interno e desta vez uma liminar judicial? Ou iria finalmente ler a representação do Partido da República? A expectativa ficava ainda maior com cada minuto de atraso para começar a sessão ordinária. Foram exatos 34 minutos de atraso. A demora, entre outras coisas, foi uma reunião do presidente com a banca do PSD.

Recusa
Teve um momento, já no Grande Expediente, que o vereador Bruno Marcos pediu para o presidente em exercício a palavra e o mesmo fazendo um sinal pediu calma ao vereador que estava nitidamente nervoso com o que viria acontecer. O presidente em exercício procrastinou até onde pode, inclusive lendo todos os requerimentos e moções para depois entrar na discussão do mérito da representação – agora sem ter como fugir.

Primeira tentativa
O vereador Bruno Marcos após ler trecho da liminar impetrada pelo Juiz de Direito, tentou de certa forma eximir-se da prerrogativa de colocar em pauta a representação. Ficou claro à todos que sua fala foi escrita por um dos dois advogados (da Câmara ou contratado pela presidência) tentando burlar o regimento da Câmara de Vereadores dizendo que não tinha competência enquanto 1º secretário e que isso caberia à presidente – isto é, do próprio réu.

Segunda tentativa
O presidente em exercício, Evandro Tervedo Novaes, quis dar no jargão popular ‘de João sem braço’ – já que o 1º secretário não tinha competência e que a prerrogativa é da presidência da Casa Legislativa para dar o parecer. Analisando o pedido do vereador para se houve o cumprimento regimental. Ao ser questionado por munícipes que estavam nas galerias, o presidente em exercício citou o artigo 42 da Câmara que diz que: “A provocação de Partido Político deverá ser subscrita, conjuntamente, pela maioria dos membros de sua diretoria executiva local e dos integrantes de sua bancada na Câmara” e como o partido não tinha representantes, em uma análise “grosso modo” jurídica e legal ao Regimento Interno. E ao final disse: “Estou assumindo toda a responsabilidade da minha prerrogativa de presidente”.

Afastamento
Os vereadores Nardão Sacomani (DEM) e o Tiquinho (PSDB) lembraram o presidente em exercício que no parágrafo 4º do artigo 40 diz que “Se o Presidente da Câmara for o denunciante ou denunciado, a partir da apresentação da denúncia passará a Presidência ao substituto legal, para os atos do processo”, ou seja, neste caso (da representação) a presidência é do vereador Bruno Marcos (substituto legal) e não mais de Evandro Tervedo.

Leitura
Depois de toda manifestação, no retorno dos trabalhos legislativos o vereador Bruno Marcos finalmente fez o que devia fazer. Leu os motivos da representação que pede a extinção do mandato do vereador Evandro Tervedo Novaes. Foram 46 minutos de leitura e que levou a sessão terminar quase duas horas da manhã.

Próximos passos
Segundo próprio Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Penápolis em seu artigo 37 e seu parágrafo único de que fica assegura a ampla defesa, observando os seguintes procedimentos – leitura dos motivos da extinção (realizado); publicação na integra na imprensa local; comunicar por escrito o vereador cujo mandato se extingue; prazo de cinco dias para a apresentação da defesa; na primeira sessão após o recebimento da defesa será submetida no Grande Expediente que só deixará de homologar a extinção se não ficar comprovada a existência do ato ou fato que lhe deu causa; não sendo homologada, a extinção, assim como os demais atos dela decorrentes, serão nulos; expirando sem defesa o prazo do inciso III, ou sendo homologada pelo Plenário, reputar-se-á consumada a extinção, cabendo ao Presidente da Câmara – promulgar a competente resolução, dispensada sua tramitação regimental e comunicar o fato à Justiça Eleitoral.

Contudo…
Em entrevista à imprensa após a sessão, o presidente em exercício Evandro Tervedo, voltou a dizer que irá analisar a entrada ou não da representação do Partido da República. “Foi dada entrada na sessão conforme requerido pelo juiz de direito e nós faremos então uma análise que pode ser dada entrada ou não pode dependendo os requisitos legais do pedido não do juiz, mas do advogado do Partido da República”. Segundo ele, a manifestação ontem não é manifestação popular e sim manifestação partidária de algumas pessoas por causa da eleição da presidência da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores.

Nosso papel
Essa assunto vai render muito o que escrever ainda. É claro que nós não queremos uma situação dessa no nosso município, mas, enquanto jornalistas temos o dever incansável de trazer a verdade e o que de fato está acontecendo no meio político de nossa cidade.

Até a próxima. Alguma sugestão, crítica ou elogio mande para ricardo@blogdofaria.com.br. E acesse: www.blogdofaria.com.br.

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