Luiz Marinho e Eduardo Suplicy visitam Penápolis nesta quinta-feira

O pré-candidato a governador do Estado de São Paulo, Luiz Marinho, e o pré-candidato ao Senado, Eduardo Suplicy, ambos do Partido dos Trabalhadores, visitam a cidade de Penápolis nesta quinta-feira (19). O encontro com lideranças e filiados do partido pretende fortalecer os nomes de Marinho e Suplicy para as eleições de outubro.

De acordo com o presidente do PT, Lourival Rodrigues dos Santos, o ex-prefeito de São Bernardo do Campo e o atual vereador por São Paulo, serão recebidos na cidade, a partir das 15h. O encontro, aberto ao público em geral, será no quiosque do Clube Penapolense. Antes, porém, os pré-candidatos visitam as cidades de Araçatuba, Birigui e Lins.

Marinho

Luiz Marinho possui trajetória parecida com a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim dos anos de 1990, foi efeito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, permanecendo até 2003. No mesmo ano, foi efeito presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Pelo trabalho realizado na CUT foi convidado pelo então presidente Lula a assumir o Ministério do Trabalho e logo depois o Ministério da Previdência Social – quando saiu, em 2008, para concorrer o cargo de prefeito de São Bernardo do Campo. Foi eleito e reeleito, saindo apenas em dezembro de 2016. É atual presidente do PT no Estado de São Paulo e concorre pela primeira vez a governador como cabeça de chapa.

Suplicy

Eduardo Suplicy é economista e professor universitário. É atualmente vereador pelo PT na cidade de São Paulo. Por 24 anos, exerceu o cargo de senador da república pelo Estado de São Paulo, saindo em 2015. Após sua saída do Senado Federal, foi convidado pelo então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para assumir a Secretaria de Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. Durante a sua gestão, foi detido pela Polícia Militar por protestar contra uma reintegração de posse na zona oeste da capital paulista. Suplicy é pré-candidato a senador pelo PT.

Diretório Estadual do PSDB suspende filiação de prefeito Célio de Oliveira

O prefeito Célio de Oliveira teve a sua filiação partidária suspensa pelo Diretório Estadual do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), em São Paulo. A notificação extrajudicial foi encaminhada, nesta terça-feira, dia 10, ao tucano pelo deputado estadual e presidente da sigla no estado, Pedro Tobias.

Na notificação, a Executiva do partido concedeu prazo improrrogável de cinco dias para que o prefeito se manifeste sobre a possível infidelidade partidária, bem como, o descumprimento do Estatuto do PSDB ao apoiar a candidatura de outro partido.

APOIO

Durante a inauguração do Campus II de Medicina da Funepe (Fundação Educacional de Penápolis), o prefeito Célio de Oliveira assumiu que irá apoiar o atual governador e pré-candidato pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), Márcio França. Além de apoiar o candidato de outro partido, ele ainda criticou o ex-prefeito de São Paulo, João Dória, pré-candidato ao governo pelo PSDB.

Em seu discurso, Célio ressaltou seu apoio pedindo a união dos prefeitos. “Essa é à hora dos municípios darem as mãos e o levar [Márcio França] ao governo do Estado. É isso que vamos fazer, a partir de Penápolis. Estaremos juntos”, afirmou o prefeito.

CRÍTICAS

Célio criticou inclusive seu partido, e também o ex-prefeito de São Paulo João Dória, que foi escolhido pelo PSDB para ser o candidato ao governo de São Paulo. “Infelizmente, o meu partido optou por uma situação que não existe, ou seja, o prefeito que foi eleito por quatro anos em uma cidade, abandona o mandato para fazer projeção em carreira política. Isso é um erro histórico que o PSDB cometeu”, disse o prefeito de Penápolis.
Há três anos, o prefeito Célio de Oliveira migrou do PSD para o PSDB a pedido do então governador Geraldo Alckmin. Na ocasião, o tucano disse que a mudança era necessária para obter mais conquistas para Penápolis.

PREFEITO

O prefeito Célio de Oliveira disse ao Blog do Faria que não acha justa ou injusta a suspensão da filiação partidária pelo PSDB. “Sou Penápolis. O que for bom para Penápolis, tá tudo bem. Mudei para o PSDB por nossa cidade e se tiver que ser expulso agora será por Penápolis”, explica o prefeito.

“Na política tem que ter coragem. O governador é o terceiro colocado [das pesquisas] hoje. Tem um monte de prefeito, inclusive do PSDB querendo apoia-lo. Mas não tem coragem de declarar apoio. Creio que nos próximos 40 dias ele irá crescer. Hoje estão me chamando de louco. Vamos ver”, salienta.

Se caso houver a expulsão, o prefeito não pensou em que partido poderia migrar.