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ADOÇÃO: ESCOLHA AMOROSA QUE TRANSFORMA VIDA DE PAIS E FILHOS

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Exemplo de pessoas que desejam expressar o amor através da adoção; Em Penápolis, existem uma criança para cada três pretendentes 
Em mais uma das noite, Elmo ao colocar sua filha Juliana para dormir começou a lhe contar uma história – “Era uma vez, uma família que tinha uma criança. Essa criança não tinha nascido da barriga da mamãe, mas o amor era o mesmo”, logo ele foi interrompido e a voz doce e suave de “Ju” disse: “Sou eu papai?”.  
Essa é história da hoje mulher Juliana Soares de Oliveira Sorroche, 26, que fora adotada pelo casal Lúcia de Fátima Soares de Oliveira e Elmo José Paes de Oliveira. 
Há 26 anos, o casal teve a sorte de adotar Juliana com alguns dias de nascimento e pode compartilhar das alegrias que a pequena menina trouxe a casa. 
“Foi uma alegria só, alguns meses antes descobri que não poderia ter filhos e a vinda da Juliana foi o que eu precisava. Eu tive a benção de ter uma prima com um filho da mesma idade e ela me passava um pouco do seu leite materno, mas com o tempo o fato de ser mãe me fez produzir leite, mas não pude amamentá-la”, comenta. 
Lúcia e Elmo sofreram certa pressão de seus familiares para que não comentassem com a menina que ela seria adotada. “Não tinha o porque não contar, pra gente era natural contar isso a ela, não precisava esconder. Todos achavam que ela era minha filha, mas na verdade quando nasceu a criança, nasceu a mãe dentro de mim”. 
Mesmo após contar sobre a adoção a Juliana e principalmente quando ela chegasse a adolescência, o casal esperava uma reação esperava em casais que adotam crianças – a revolta. “A Juliana tem uma personalidade diferente da minha, mas isso, não impediu de termos uma convivência harmoniosa dentro de casa”, disse Lúcia. Já Elmo lembra que em certo momento, perguntou a menina se poderia adotar outra criança. “Surpreendentemente ela disse não, pois, teria que dividir tudo com ela”, lembra. 
Há cinco anos, outra reviravolta. Juliana estava num salão de beleza e conversando com outra cliente descobriu que era prima de um irmão sanguíneo que ela nunca conhecera. 
Atualmente, Juliana conhece e convive com seus pais biológicos e seus sete irmãos – Paula, Elker, Flávio, Alan, Aline, Anderson  e Paulo. “O primeiro contato foi no Forféia e de lá pra cá não nos desgrudamos mais. Hoje eles fazem parte da minha vida. Há um ano eu casei e todos eles vieram para meu casamento e alguns deles padrinhos”. 
Juliana é casada com o mecânico Fernando César Sorroche Pavan e está grávida de seis meses de Alícia, a primeira filha do casal. 
REALIDADE
Mas essa não é a realidade de muitos brasileirinhos, pois, para cada criança esperando ser adotada, existem seis pretendentes procurando um filho ou uma filha. Ainda assim, cerca de 5,6 mil crianças e adolescentes ainda esperam em abrigos para serem adotados. 
Questões, como a demora nos processos judiciais e as restrições feitas pelos candidatos a pais, ajudam a explicar o porquê dessa realidade discrepante. 
Muitas das vezes é difícil encontrar uma criança que se encaixe nos padrões desejados pelos futuros pais, pois há uma alta exigência dos que querem adotar – a preferência é por meninas brancas de até três anos de idade. No entanto, para essas crianças cada dia a mais longe de um lar é determinante nas suas vidas.
Em Penápolis, por exemplo, existem nove crianças e adolescentes no Cadastro Nacional de Adoção aptas para serem adotadas. Sendo que, quatro da cor branca, três negras e duas pardas, com idade entre 6 anos e acima de 15 anos. Ao passo que existem 21 casais cadastrados na comarca. 
Esse dado é alarmante, pois, a reportagem do INTERIOR pesquisou outras comarcas da região e constatou que nenhuma tem tantas crianças na fila de adoção. Em Araçatuba e Lins, 5 crianças estão na lista. Andradina, Birigui e Rio Preto registram 0, 1, 2 casos respectivamente. 
PROCESSO ADOTIVO
Para que a criança se torne apta à adoção é necessário que um juiz destitua o poder familiar dos pais e isso só ocorre após um processo de avaliação. 
A destituição só ocorre em casos em que existe o abandono completo por parte da família, a reiteração da prática da negligência ou casos de violência grave, como abuso sexual, tortura e maus-tratos. 
Com isso, geralmente, as crianças vão para o acolhimento institucional após a suspensão do poder familiar por negligência ou abuso cometido pelos responsáveis. Durante o tempo no abrigo, elas devem ser avaliadas junto com suas famílias e acompanhadas por psicólogos, assistentes sociais e outros agentes para garantir a reinserção no núcleo familiar. 
Mas a complexidade que carrega o processo de destituição do poder familiar tende a ser longo, os processos de destituição familiar pode impactar profundamente a trajetória das crianças e adolescentes. 
Na outra ponta, futuros pais passam por diversas etapas para serem habitados e assim ingressar na lista de pretendentes do Cadastro Nacional de Adoção. 
É o caso do casal Alessiane Ferreira dos Santos e Silnomar Alves de Almeida que completou dois anos e meio e ainda não foram habilitados pela justiça. 
“Eu já estou casada há quatro anos, meu desejo sempre o foi de ter um filho adotivo, por isso mesmo que pretendermos entrar na lista de habilitados do Cadastro Nacional de Adoção”, salienta Alessiane. 
Ela comenta ainda que a primeira etapa foi preencher a ficha de inscrição, onde se coloca as informações pessoais, as preferências da possível criança a ser adotada, além de fotografar toda a casa. “Após fazer todo esse processo a assistente social faz uma visita para conhecer a nossa casa e nos libera para a segunda etapa que são testes – cardiológicos e neurológicos”. 
Na terceira etapa é realizada o curso preparatório e depois uma avaliação com a psicóloga no poder judiciário. Entre os pré requisitos para adotar uma criança são determinados pela família. “Nós escolhemos uma menina ou um menino, de idade entre 0 a 5 anos e de cor branca e que poderão vir de qualquer um dos oito estados do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Goiás  e Minas Gerais”, finaliza. 

Cadastro Nacional de Adoção cruza informações dos estados

Para celebrar o Dia Nacional da Adoção que acontece amanhã (25), a Corregedoria Nacional de Justiça, lançou no último dia 12, o novo Cadastro Nacional de Adoção que tem por objetivo agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas. O cadastro irá possibilitar ainda a implantação de políticas públicas na área.
As  mudanças têm a intenção de tornar o cadastro mais  moderno, simplificado  e proativo, facilitando-se o preenchimento pelo juiz e o cruzamento de dados entre os pretendentes e as crianças de  todo o Brasil. 
Atualmente, o Cadastro Nacional de Adoção contabiliza em seus registros  33,6 mil pretendentes e cerca de 5,7 mil crianças em busca de uma nova família, afinal, acreditam que de uma hora para a outra vai aparecer a mãe, o pai ou a família dos seus sonhos. 
A nova tecnologia permitirá que o juiz seja informado, assim que preencher o cadastro de uma criança, sobre a existência de pretendentes na fila de adoção em busca daquele tipo de perfil. O mesmo ocorrerá quando o magistrado cadastrar novo pretendente, recebendo imediatamente a notificação da existência de crianças com as características desejadas.
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, a inovação funcionará, inclusive, nos casos de crianças e pretendentes cujos processos estejam tramitando em varas de comarcas diferentes. Nessas situações, sempre respeitando a precedência na fila de adoção, os juízes responsáveis serão notificados eletronicamente para que entrem em contato um com o outro e, assim, deem prosseguimento à adoção.

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