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Amor de pai fez com que Cláudio doasse um dos rins para a filha

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Paula Stéfani, 21 anos, faz hemodiálise três vezes por semana e espera exames preliminares do pai para descobrir finalmente a data de seu transplante
Cláudio não desgruda da filha que precisa de sua ajuda para a plena recuperação da saúde
“Quero tomar água”. Há sete meses, a jovem Paula Stéfani Garcia não pode tomar mais água como antigamente. “Eu amo tomar água. Tomava de quatro a cinco litros por dia, mas agora só posso um”, comenta aflita. 
Ela, no inicio desse ano, com 21 anos, descobriu que seu rim já não era capaz de funcionar sozinho, após quase perder a visão. “Eu comecei a ficar cega e isso fez com que eu buscasse a ajuda de um médico e somente em Rio Preto descobri que estava com pressão alta. Aqui em Penápolis fiquei internada na Santa Casa, foi quando constatou que eu tinha insuficiência renal”. 
A doença compromete o bom funcionamento dos rins, precisando para a recuperação, muitas sessões de hemodiálise e o transplante de um novo rim. 
Uma das causas que fez com que ela tivesse a doença foi a hipertensão. Segundo ela, há dois anos descobriu que era hipertensa e por desconhecer os males que poderiam acarretar não se cuidou. 
“A primeira vez que fui para Araçatuba, fui para fazer uns exames de rotina e acabei fazendo minha primeira sessão de hemodiálise”. 
Seus pais sempre presentes acompanharam de perto, desde a constatação da doença, até a procura de um doador – todos se envolveram e fizeram testes para serem os possíveis doadores. 
Após os testes preliminares, foi possível descobrir que tanto seu pai, o segurança patrimonial, Cláudio Garcia Alves e sua mãe Rosimeire da Rocha eram compatíveis e possíveis doadores. Por uma decisão da Paula, escolheu como seu doador o pai. 
Cláudio é o típico paizão. Ele nutre um amor incondicional por suas duas filhas, fazendo de tudo para agradá-las. 
Atualmente ele é casado com a Zumira, assistente judiciária no Fórum de Penápolis; e mesmo com a distância física do dia-a-dia, não afetou o relacionamento com as filhas. 
“Acompanho de perto todos os momentos cruciais da doença de minha filha. Estive na descoberta, na primeira hemodiálise, e principalmente, nas consultas de pré-transplante em Botucatu, sinto que é meu dever como pai acompanhá-la em todos os processos de sua recuperação”, lembra. 
A força desse segurança patrimonial, apaixonado por filmes e degustador de um belo churrasco, é nítida em sua filha, que com sorriso no rosto frequenta a Santa Casa de Araçatuba três vezes por semana para fazer as sessões de hemodiálise. 
“Desde quando ficamos sabendo da doença, nos preocupamos em não fazer julgamentos de nada, afinal, precisaríamos da Paulinha forte para seguir o tratamento”, comenta o pai. 
Paulinha sabe que a atitude do Pai em doar o rim é sinal de amor incondicional
Ela precisou passar por um pequeno processo cirúrgico para construir uma fístula arteriovenosa para que o sangue da artéria, que tem maior pressão, pudesse circular pela veia, fazendo com que ela fosse dilatando e engrossando. 
Esse procedimento é necessário para que pudesse inserir as duas agulhas que é necessário para o tratamento. Sendo que, uma das agulhas leva o sangue até o dialisador e a outra devolve o sangue filtrado no organismo. 
Enquanto as sessões de hemodiálise são necessárias para filtrar o sangue, Cláudio passa por uma bateria de exames que compara o tipo sanguíneo para comprovar a compatibilidade e se ele pode doar sem nenhum prejuízo para sua saúde. 
De acordo com Cláudio, os próximos exames no dia 18, em Botucatu, serão essenciais para decidir qual a data do transplante. “Eu tranquilizo a Paulinha dizendo que até dezembro, (que está aí), nós realizamos a cirurgia. Pois quantas pessoas ficam na lista de espera atrás de um doador?”, disse. 
Paula toma muitos remédios e precisa evitar lugares com muita gente para não correr o risco de infecção, mas sabe que mesmo com transplante não é a cura total para o seu problema de saúde. 
Contudo, ela só pode sentir gratidão com a disponibilidade de seu pai em doar um dos rins e assim devolver um pouco da qualidade de vida.
De acordo com Cláudio, com esse processo quase que diária, a Paula não deixou de frequentar o terceiro semestre da faculdade de direito que faz em Araçatuba. “O desejo dela é de formar em direito, para seguir carreira como promotora de justiça no Ministério Público e se depender de mim ela vai conseguir”. Finaliza.

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