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ANA FRANCO TRANSFORMA SUAS IDEIAS EM OBJETOS DE BELEZA

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Suas obras de artes estão espalhadas pelo mundo – Austrália, Espanha, Estados Unidos, México, Argentina e Reino Unido
Eduardo Simão/ Penapolitanos
Ana produz as peças em diversas plataformas como em papel, tela, chacote, cerâmica, vidros, porcelanas ou faiança no ateliê instalado em sua casa
Com um olhar bastante peculiar sobre a vida e as pessoas, a artista Ana Franco, com 62 anos, está sem dúvida em um de seus melhores momentos artísticos. Ela, após aposentar-se, ao invés de parar e naturalmente descansar, preferiu investir seu tempo em mais e mais pesquisas que pudesse de alguma forma melhorar ainda mais seus trabalhos. 
Formada em Educação Artística pela Funepe (Fundação Educacional de Penápolis), em 1977, Ana entende que a formação acadêmica foi fundamental para a artista que é hoje. 
“A minha formação em artes teve um embasamento teórico muito bom, o que me possibilitou na prática conhecer outras técnicas com diversos artesões e aproveitar ao máximo cada conhecimento. Se eu não tivesse essa prévia com toda certeza teria sido muito mais dificultoso, pois, não conseguiria assimilar e traduzir no meu olhar”, comenta. 
Ana Franco define-se com um gosto bastante eclético, mas sem estilos definidos. “Prefiro transitar sempre em diversas plataformas seja ela de papel, em tela, chacote, cerâmica, vidros, porcelanas ou faiança”. 
Quando criança já tinha seus papéis em mãos, pintando sempre que via pela frente. Já na adolescência sonhava em ser artista plástica. 
“Em casa nunca vivemos da arte, mas estava muito presente em tudo que fazíamos – sempre fomos muito estimulados. Meu pai [Benedito Pereira] era músico, trocava trompete divinamente então naturalmente fomos levados a gostar de arte”, lembra. 
Quando criança já tinha seus papéis em mãos, pintando sempre que via pela frente. Já na adolescência sonhava em ser artista plástica
Tanto é, que a música está presente no processo de construção de suas peças. “Eu coloco música para trabalhar. Eu sou muito eclética com música também. Para trabalhar prefiro os autores que prioriza a melodia como na MPB e no Jazz. Gosto também da música instrumental – quando ouço os mais agudos, de fundo, a movimentação dos sons, você imagina e descreve uma maravilhosa história”. 
Outra coisa que ajuda Ana Franco no momento de suas criações é a paisagem verde presente em seu quintal. “Eu não fico sem jardim, sai de uma casa no centro e vim pra essa porque tem quintal. Eu gosto da terra, preciso ter paisagem. O jardim foi eu quem fiz, se eu não tiver um pouco de verde eu fico sufocada, pois, além do mais aqui na nossa região não conseguimos ver a linha do horizonte”. 
Suas obras de artes estão espalhadas pelo mundo – Austrália, Espanha, Estados Unidos, México, Argentina e Reino Unido são alguns dos países que possuem alguma peça de Ana Franco. 
CONHECIMENTO
Assim que Ana Franco saiu da faculdade foi lecionar no Colégio Educandário Coração de Maria; nas escolas públicas como Adelino Peters, Casa da Amizade e Marcos Trench, além de ministrar aulas também na Funepe. Com isso, teve que desacelerar suas criações, mas, não deixou de aprender. 
“O trabalho em sala de aula é muito enriquecedor para o trabalho da gente. O aluno traz ideias que ele nem imagina. Vamos com uma proposta e ele vem como uma respostas que a gente não tinha pensado anteriormente”, comenta. 
Saiu da sala de aula para assumir a responsabilidade de ajudar a construir o acervo do Museu Histórico e Pedagógico “Memorialista Gláucia Maria de Castilho Muçouçah Brandão”, anteriormente denominado “Fernão Dias Paes”. 
“Trabalhei por mais de 15 anos como diretora do museu. Naquela época chegamos realizar mais de 19 eventos em um único ano. Diversas exposições itinerantes vinham para Penápolis e nós fazíamos parceria com a Galeria Itaú e com a Caixa Federal para expormos em seus espaços. O que me marcou também foi alguns ciclos de debate sobre diversos temas – um deles era a ‘mãe trabalhadora’ onde convidamos psicólogos, sociólogos, delegada da mulher para falarmos sobre o assunto e também a ‘A Influência da mídia no comportamento social’, quando trouxemos o diretor da TV Tem de Araçatuba. Até que veio o processo de municipalização e eu voltei a lecionar”. 

Artista participará da exposição “Terra Cor Fogo” no Museu do Sol

Ana Franco irá expor porcelanas e faianças pintadas num processo que envolve intervenção de pigmentos secos que aglutinados se transformam através do fogo em vitrificador
No próximo dia 23 de outubro, a partir das 20h, no Museu do Sol, a artista Ana Franco fará parte da exposição “Terra Cor Fogo”, com outras duas grandes artistas penapolenses – Celinha Trindade e Celina Passafaro.  
Elas há décadas se dedicam a transformar ideias em objetos de beleza para uso ou contemplação, tanto é, que Celinha e Ana vão mostrar porcelanas e faianças pintadas em suas respectivas oficinas, num processo que envolve peças industrializadas. Através de intervenção utilizam pigmentos secos que aglutinados se transformam através do fogo, em vitrificador. 
Já Celina Passafaro transforma o barro em objetos utilitários ou escultóricos num primeiro momento. Através da queima fixa a forma, esmalta com pigmentos de várias colorações e, novamente, vai ao forno para vitrificar a peça.
As expositoras, todas com formação artística, têm produção expressiva, fator que permite neste momento do 107º aniversário da cidade de Penápolis exibir suas produções. (Com informações do Museu do Sol)

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