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Casal Fred Di Giacomo e Karin Hueck criam Gluck Project, proposta que investiga a felicidade

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Os jornalistas – entre eles um penapolense – buscaram nos livros da filosofia clássica, bem como nas pesquisas de cientistas renomados respostas que possam explicar o tema
Fred e Karin finalizarão a primeira etapa do projeto com a publicação de um livro sobre o tema

“Felicidade é um caminho, uma construção constante, se minha vida tivesse um final feliz agora, era pra eu morrer amanhã, mas eu não vou morrer amanhã, pois tenho apenas 30 anos”. 
Com essa frase, o jornalista multimídia penapolense Fred Di Giacomo Rocha falou de sua mais recente proposta – o Gluck Project, ou simplesmente Projeto Felicidade. 
Atualmente ele está morando em Berlim, na Alemanha, com sua esposa a também jornalista Karin Hueck. Ela descendente de alemães que vieram refugiados da segunda guerra mundial. 
A oportunidade de morar na Europa surgiu quando sua mulher se questionava dizendo que não estava feliz, pois, queria morar e reviver histórias no país que seus familiares nasceram. Com isso levantou um questionamento também em Fred sobre o que é estar feliz. 
Fred concedeu entrevista ao INTERIOR, via internet, na noite da última quinta-feira, 3, para falar de sua nova vida.
“Começamos a nos questionar. Nós tínhamos o emprego do sonho de algumas pessoas, mas sabe quando entra no automático? Então começamos a encontrar outras pessoas que também faziam as mesmas indagações e vimos que o dinheiro, o trabalho estável e estabilidade econômica trouxeram o prato na mesa e assim deu abertura para fazermos outros questionamentos como a da própria felicidade”, lembra. 
Juntos resolveram pedir demissão dos empregos na Editora Abril, e partiram rumo a Alemanha. Na bagagem, seis meses (que se transformaram em um ano), podendo aproveitar de todos os encantos que a cidade mais multicultural da Europa poderia lhes oferecer. Mas também com eles a vontade de pesquisar mais sobre o tema. 
Leram os grandes da filosofia clássica, os livros de autoajuda e de cientistas renomados, além de entrevistar médicos, psicólogos e pessoas com histórias incríveis de vida.
“Nós conhecemos a história de uma professora, que era uma das poucas brasileiras que trabalhavam nos Estados Unidos, dando aulas inclusive no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Ela largou tudo e foi dançar tango”, lembra. 
O projeto que teve início em outubro de 2013 terá duração de um ano, finalizando com a publicação de um livro que copila todas essas buscas. “A ideia do livro é trazer questionamentos como: O que é felicidade? O que nossa geração está questionando tanto? E dentro disso fecharíamos em temas como dinheiro, relacionamento, família, entre outros, descrevendo o que é felicidade para esses pilares da vida humana”, comenta. 
Segundo Fred, o projeto tem sua pesquisa teórica, mas também sua reflexão pessoal. 
“Estou sempre buscando a felicidade. Mas no geral por ser uma pessoa totalmente inquieta aproveito a vida com intensidade, pois, vou continuar sendo honesto comigo mesmo, refletindo assuntos como ‘ter um dinheiro suficiente pra ser feliz ou ser escravo dele’ e ‘como procurar ter amor com minha esposa sem cair na rotina’, pois pra mim felicidade é uma busca constante e quem se acomoda deixa ela passar”, lembra. 
CAMINHO 

Fred é o primeiro filho do casal de professores Jader Paes e Cecília Di Giacomo, que desde pequeno o incentivava a ler e escrever. “Nós tínhamos muito livros em casa, nunca fomos acostumados de nas férias viajarmos em família, então a gente viajava nos livros”, lembra. 

Ele, juntamente com seu irmão Gabriel, escreviam em Penápolis o fanzine “Kaos” e tinha a banda punk “Praga de Mãe”. Quando adolescente fez parte da segunda geração da UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas) e apresentou o programa “Bom dia, galera!” na Rádio Bandeirantes local. 
Cursou jornalismo na UNESP de Bauru, onde teve oportunidade de participar do Fórum Social Mundial, produziu um média-metragem, e um programa de jornalismo com humor chamado Baderna. Lá também constituiu uma nova banda “Cuecas Rosas” e no último ano da faculdade escreveu muitos contos. 
Após a conclusão do curso passou no Concurso Abril de Jornalismo e foi trabalhar na revista Capricho. Durante um mês desenvolveu pautas que lhe fizeram ser efetivado na Editora trabalhando nas revistas Bizz e Mundo Estranho. 
Trabalhou por sete anos e meio na Abril, sendo promovido a editor-chefe de conteúdo digital do núcleo jovem, que compõe entre outras revistas: a Superinteressante, Mundo Estranho, Recreio, Capricho e Guia do Estudante. 
“Nosso trabalho era desenvolver conteúdos digitais para o núcleo, chegamos ganhar prêmio de designers, concedemos entrevista para o site de comunicação de Harvard, sobre os jogos jornalísticos que fomos pioneiros no mundo”. 
Em 2012, publicou “Canções de ninar adultos”, livro de estreia como escritor. Dividido em lado A e lado B. Os 11 textos do lado A são espécies de contos de fadas pros tempos modernos que puxam para o realismo fantástico, com claras influências de Borges, Kafka, Lewis Carroll e Murilo Rubião. E os 11 do lado B são feios, sujos e malvados, que viram o jogo para os terrenos explorados por Nelson Rodrigues, Bukowski e Rubem Fonseca. 
Já em 2013, publica o livro poético infantil Haikai Animais, sendo que uma das poesias foi selecionada para um livro didático da Fundação Bradesco. 

Personagens penapolenses em livro

O jornalista multimídia penapolense Fred Di Giacomo Rocha criou personagens penapolenses que vão virar história de um novo livro. O autor reside atualmente em Berlim, na Alemanha, com sua esposa a também jornalista Karin Hueck.

Para Fred, Penápolis está em muita coisa que ele escreve. “O que me diferencia das outras pessoas é justamente por eu ter morado na cidade”. 
“Um amiga sempre me dizia: eu gosto das suas coisas do mato quando você escreve, mas no final das contas tudo que eu estou fazendo é contar histórias”.  
Ele revela que o livro possui personagens que nasceram na cidade. “Em Penápolis eu não me considerava um caipira, mas meu lado caipira ajuda encontrar minha voz. Penápolis é muito importante pra eu contar minhas histórias e saber quem eu sou. Este livro que eu escrevi aqui na Alemanha tem personagens que nasceram em Penápolis, viveu e estudou na cidade. A cidade tem uma grande influência no que eu faço”, finaliza.

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