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CASAL WEEDS REFORMA KOMBI, APELIDA DE ‘CHICA’ E SE PREPARA PARA VIAJAR O PAÍS

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Renan e Natália comenta que queriam ter tido essa ideia antes, trajeto sairá de Penápolis, passando pelo litoral paulista, Rio de Janeiro, Espírito Santo até chegar na Bahia

Em meio a poluição sonora do centro comercial de Penápolis, um casal chama a atenção para o estilo de vida que resolveram ter. Eles são conhecidos por seus amigos como “casal weeds”, mas, na verdade, eles são Renan Praes e Natália Falkembach Vieira, ambos com 28 anos de idade.

Como todo jovem, estão desacelerando a vida e buscando meios mais alternativos de sobrevivência, deixando de lado a turbulência do dia-a-dia e dos trabalhos que exigem sempre mais e mais, sem devolver na mesma medida a recompensa que lhes é devida.

Renan, natural de São Paulo, passou sua adolescência em Penápolis, mas, como todo jovem que deseja crescer profissionalmente precisou ir para São José dos Campos, trabalhar como corretor de imóveis. De lá, passou por diversas cidades trabalhando com corretagem.

“Trabalhando com corretagem eu passei por Taubaté, Jacareí, Itanhaém, Praia Grande, Angra dos Reis, Maresias, ficando em torno de 6 meses a 1 ano em cada local. Mas aquela vida de trabalhar na sexta, sábado e domingo mais de 12 horas por dia estava me deixando estressado. Quando tive a oportunidade de sair, aluguei um ‘box’ numa galeria e fui vender camisetas, skates, pranchas de surf, relógios entre outros artigos”, comenta.

Já Natália, também conhecida por Naty Falkem, nesta mesma época estava cursando faculdade de direito e trabalhando numa operadora de celular vendendo chips. “Eu já trabalhei com tudo que se possa imaginar, vendi chip de celular, assinaturas de revistas e fui atendente de telemarketing, mas, eu queria mesmo era montar meu próprio negócio. Foi quando resolvi alugar um ‘box’ na mesma galeria que o Renan e montei a tabacaria”, lembra.

Juntos, eles decidiram sair da galeria em Santos e mudarem as lojas para São Vicente (cidade vizinha), em um único ‘box’. “Nós alugamos esse ‘box’ em São Vicente e juntamos as mercadorias, mas com o tempo, precisamos fechar, pois, estávamos ficando muito apertado, foi quando meus pais ofereceram para vir morar aqui em Penápolis”, relembra Renan.
Terra de Maria Chica
Quando desembarcaram em Penápolis, tinham apenas duas mochilas com roupas e uma máquina de lavar. “Nós literalmente damos um tiro no escuro, não sabíamos ao certo no que daria, foram 8 meses sem nada de móveis, chegava a ter eco dentro de casa”.

“No inicio ficamos quatro meses sem nenhum trabalho. Conseguíamos uma grana divulgando páginas no Facebook. Depois disso começou a se encaixar, eu consegui emprego de telemarketing e ele na Usina Clealco”.

Concomitantemente eles montaram um grupo na internet e vendiam camisetas. Com o tempo e a estabilidade financeira fez com que Naty saísse do trabalho e montasse a loja de roupas e tabacaria. “Neste tempo ia para São Paulo buscar mercadorias, mas como a tabacaria no interior não é bem visto paramos. Foi neste tempo que entrou o artesanato em nossas vidas. Tanto é que nosso primeiro filtro foi feito num pneu de bicicleta. Depois fizemos um de cipó e nossos amigos gostaram e começaram a comprar, com isso vimos que podia ser um trambalho”, comenta Naty e Renan completa “Eu levava material para construir os filtros nas minhas horas vagas”.

Num desses dias, Renan ao voltar do trabalho na Usina foi questionando por Naty que iria fazer da vida. “Eu falei sei lá vamos viajar. Mas a verdade é que estávamos cansando mesmo daquela rotina casa-trabalho-casa. Nós trabalhávamos muito, ganhava pouco e ainda tinha a pressão dos chefes, chegava em casa estressado e tudo mais”, diz Renan.

“Nós trabalhamos para pagar água, luz, aluguel e internet, e ainda tenta juntar dinheiro para fazer uma viagem no fim de ano, mas na real não dá pra viver assim, por isso, mesmo que resolver trabalhar viajando”, comenta Naty.
Chica
Com a proposta de Renan, os dois foram pesquisar como poderiam viajar com um mínimo de conforto e eles resolveram comprar uma Kombi que logo apelidaram de ‘Chica’. “Ficamos três meses reformando ela. Trocamos o painel, estofado e adaptamos os bancos traseiros para ser a nossa cama”.

Eles vão continuar vendendo os produtos via internet na loja https://www.arteweeds.com.br/  e entregando as mercadorias de diversos lugares do país. “A gente tem um trabalho rolando na internet, se não der nada na rua, tem outra loja na internet que está vendendo por nós. muitas pessoas tentam menosprezar, mas não sabe o potencial que isso tem”.

Eles pretendem sair ainda no final do mês. o primeiro destino é Pratigi na Bahia, onde terá o festival Universo Paralelo na virada do ano. “Estou muito empolgada para irmos, pois, eu queria ter tido essa ideia antes, nós vamos sair daqui, vamos para o litoral paulista e de lá passando por Rio de Janeiro e Espírito Santo”.

O casal pretende registrar os momentos da viajem num blog. “Ainda não sabemos ao certo como vamos tocar isso, mas, a ideia é que possamos registrar esses momentos, pois, além de conhecer o local queremos interagir com ele”.

“Com o tempo, a ideia é de desenvolver oficinas com as comunidades carentes das cidades por onde passaremos, onde nós podemos deixar a nossa marca”, finaliza Renan. 

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