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Prefeita de Avanhandava tem contas rejeitadas

A Câmara Municipal de Avanhandava rejeitou no último dia (14), as contas da prefeita Sueli Navarro Jorge (PSDB) referente ao exercício de 2012, último ano do primeiro mandato. A prefeita diz que vai pedir ao legislativo que reveja a decisão, caso contrário, irá recorrer à justiça.

Por oito votos a um, os parlamentares endossaram o parecer do TCE [Tribunal de Contas do Estado], pela rejeição das contas da administração, pois, o balanço apresentado pela chefe do executivo apontaram falta de pagamento de precatórios, a reversão do resultado orçamentário superavitário de 2,95% referentes a 2011, o aumento do déficit financeiro em 35,55% passando de R$ 1,1 milhão para 1,4 milhões negativos e gastos com pessoal acima dos 56,69%, sendo que o limite prudencial é de 51%.

O TCE observou que o município cumpriu a Constituição Federal quanto aos gastos com a educação básica aplicando 25,81% da receita e 23,63% na saúde, sendo que o limite é de apenas 15%, porém, registrou que esses setores exigem a adoção urgente de providências que melhore as ações desenvolvidas pelo município.

Para a prefeita Sueli Navarro Jorge houve uma precipitação da Câmara Municipal de Avanhandava. “Os vereadores votaram o parecer do TCE sem ao menos ouvir a minha defesa. Temos esperança de reverter isso, por isso mesmo, vamos pedir ao legislativo para rever a decisão. Caso não ocorra vamos recorrer as instâncias superiores”, comenta ao Blog do Faria.

Ela salienta ainda que pode ter havia falta de mais diálogo entre a Câmara e o Executivo neste caso. “Quando nós iríamos apresentar nossa defesa, os vereadores já tinham votado as nossas contas. Creio que faltou esclarecê-los sobre os reais motivos do parecer desfavorável”.

Sueli explica ainda que somente em 2012 foram mais de 400 municípios em todo estado que tiveram as contas rejeitas, pois, foi um ano com a arrecadação baixa.

“Mesmo com a arrecadação baixa nós investimentos em saúde e educação, duas áreas importantes. Nós pagamos diversos exames, compramos medicamentos de alto custo que foi acionados pela justiça, mantivemos uma Santa Casa com médico 24 horas e isso não acontece em outras cidades com o porte de Avanhandava. Além disso, na área da educação fizemos o Plano de Carreira dos professores e arrumamos as salas de aulas das escolas do município”, finaliza.

Votaram favorável ao parecer do TCE os vereadores Aluisio Hernandez (PTB), Ana Lucia Soares Pereira (PTB), Bruno Galvão de Negreiros – Bruno Negreiros (PSDB), Flávio Cassemiro dos Santos (PR), José Antonio Heck Filho – Zezinho do leite (PR), Luís Antônio de Souza (PSD), Marcelo de Oliveira (PR) e Marisa Aparecida Rodrigues Nani (PR). Contra o parecer e a favor da prefeita Sueli Navarro Jorge votou o vereador Vaguinaldo Sanches (PSC).

Depois de nove meses, Penápolis registra saldo positivo na geração de empregos

A cidade de Penápolis registrou pela primeira vez após nove meses, saldo positivo na geração de empregos formais. Os índices mostram que o mês de fevereiro fechou com saldo positivo nos postos de trabalho. Entre os números de vagas criadas e a quantidade de pessoas demitidas os dados demonstram que entre as contratações foram de 838 pessoas, enquanto que os números de baixas na carteira foram de 512, ou seja um saldo de 326 carteiras de trabalho assinada.

Se comparado com o mesmo período de 2015, os números de contratados diminuíram em 5,63%, quando teve 888 postos. Contudo, o percentual de demissões também diminuiu e ultrapassou a casa dos 21%, quando em fevereiro do ano passado o número de demissões fora de 649. No acumulado do ano, Penápolis gerou a média de 43 empregos.

Ocupações
Entre os setores que apresentaram os maiores saldos estão na área de saúde que dominou as quadros primeiras ocupações. O técnico de enfermagem com a média de 60 postos. Já o auxiliar de enfermagem fechou com 34 carteiras assinadas. Enfermeira e médico da Estratégia da Saúde da Família fecharam respectivamente com 28 e 23 novos postos de trabalho.

Já na outra ponta duas das três ocupações que mais demitiram estão no setor de construção civil. Servente de Obras perdeu em fevereiro (-23) postos de emprego. Motorista de Caminhão e Pedreiro fecharam com (-17) e (-5) respectivamente.

Setores
Já entre os setores que mais se destacaram foi o de Serviços, principalmente, nas áreas da saúde, fechando com 333 novos postos. E o da Industria da Transformação com 52 postos e Agropecuária com 23. Na outra ponta a construção civil e o comércio tiveram as maiores baixas com (-46) e (-35) respectivamente.

Região
Segundo dados do Caged, não foi somente o município de Penápolis que encerrou o mês de fevereiro com saldo positivo. A cidade de Birigui, conhecida nacionalmente pela forte indústria de calçados infantis, teve o maior saldo positivo entre as cidades consultadas com 600 postos de emprego.

Já nas cidades de Araçatuba e Andradina os dados não são diferentes. Araçatuba registrou o saldo de 62 e Andradina 499 novos postos. Já nos municípios de Lins e Promissão fechou o último mês com o saldo negativo de (-28) e (-3) respectivamente.

Dados
O Perfil do Município é um produto integrante do Programa de Disseminação de Estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) destinado às Comissões Estaduais e Municipais de Emprego, às Prefeituras, aos Sindicatos e a outras instituições usuárias de informações em nível municipal.

Tendo como fonte o (CAGED), o produto oferece acesso simplificado, auxiliado por mapas e filtros de seleção autoexplicativa, para proporcionar meios à obtenção de informações sobre a composição do emprego e sobre a movimentação de trabalhadores regidos pela CLT.

Os dados estatísticos são apresentados por setor e subsetor de atividade econômica, em nível geográfico, permitindo que se visualize a movimentação de um município com sua respectiva micro região ou Unidade da Federação e, em nível ocupacional (CBO), possibilitando a comparação das ocupações que mais admitiram, mais desligaram, tiveram maior ou menor saldo em determinado município.

Por se tratar de registro administrativo, há que se ressaltar a possibilidade de erro nas informações referentes aos municípios menores, onde a orientação aos declarantes é mais precária.

Mônika Norte: A atriz que busca conhecer o novo se destaca nas artes do palco

Ela releva que a arte é transformadora, fazendo ter um olhar diferenciado para todas as circunstâncias, principalmente, com a valorização do artista

Capa webHá quatro anos, a atriz Mônika Norte, 24, nos encanta com a marcante interpretação de Sônia – uma livre adaptação do texto Valsa nº 6, do dramaturgo carioca Nelson Rodrigues. Como a própria sinopse do espetáculo diz: “Sônia é menina e mulher, cômica e trágica. Ora enjoada, ora delirantemente sensual, misturando memória e invenção diante da plateia. Uma personagem profundamente perturbadora”.

Mas, isso é fruto de dois anos e meio sala de ensaio, entre pesquisas e montagem de uma criação totalmente coletiva, sendo que o grupo adaptou todo texto, recriaram o nome do espetáculo. “Cada um tinha sua responsabilidade dentro do espetáculo, porém todos com o mesmo objetivo. Nós do grupo [Cia. Pano de Fundo], frequentamos espaços como a Saúde Mental para ter contato com pessoas portadoras de esquizofrenia, assistimos documentários e lemos muito sobre o assunto. Além disso, pessoas como minha mãe, Marcos Filipim e Laranjeiras ajudaram na montagem solucionando questões que para nós eram muito caros”, comenta.

Neste espetáculo, Mônika teve que desapegar de uma das coisas que mais amava. “Ter que desapegar do meu cabelão, por causa da proposta do personagem foi muito intenso, ter que cortar aquilo que eu amava, foi um pouco dolorido, mas sobrevivi. E pela arte fazemos algumas loucuras”.

Para a Mônika o espetáculo “Sônia” significa amor, respeito, sensibilidade, sacrifício, suor, alma. “Só a gente sabe a dor e a delícia de participar de um processo de espetáculo, conseguir concretizar e sair pela região mostrando o trabalho em festivais e trazendo para o público uma reflexão, um sentimento é maravilhoso”.

Com a peça ela participou de festivais de teatro no estado de São Paulo. Além disso, participou da fase regional do Mapa Cultural Paulista, onde recebeu menção honrosa de melhor atriz da região de Araçatuba.

Trajetória
Mas, Mônika não iniciou sua carreira neste espetáculo. Sua trajetória começou muito antes, aos 13 anos, em um projeto pelo diretor teatral e atualmente secretário de cultura, Luiz Carlos Colevatti. Começou com treze anos através de um projeto que era realizado na escola Luiza Maria Bernardes Nory, onde as coordenadoras e diretora me incentivaram pois eu era, mentira ainda sou muito, mas, muito tímida”

De lá pra cá, ela não parou mais e subir ao palco era ao mesmo tempo um desafio e um acalento. “É uma sensação que dá vontade de chorar, eu não sei explicar . É uma energia diferente. Primeiro dá um frio na barriga, depois meu coração parece sair pela boca, mas é uma sensação que parece que me deixa mais forte, que eu necessito estar ali, expressar de alguma forma aquilo que é proposto com todas as minhas forças e garras. É uma sensação bonita, mas eu não sei explicar direito como é estar no palco. Talvez é isso, é uma sensação inexplicável”, lembra.

Tanto é, que para Mônika a arte é transformadora, fazendo ter um olhar diferenciado para todas as circunstâncias, principalmente, com a valorização do artista.
“A arte nos torna sensíveis e também nos deixa forte. Dando forças, para enfrentar a batalha diária de ser artista, pois, não é nada fácil. Uma profissão que é pouco valorizada, na qual é contada nos dedos os apoios que a classe artística tem. A arte exige muito de quem escolheu estar. Exige estudo, exige dedicação, exige ser verdadeiro com a arte. Exige estar por completo. Tem que amar, amar muito. Tem que vir de dentro a vontade, pois se não a desistência de quem depara com a realidade é quase instantânea”.

Não é a toa que o desejo e o sonho dessa jovem atriz de 24 anos é ver toda a classe artística, seja ela teatro, da música, artes plásticas, dança, ou de qualquer outra sejam valorizadas.
“Necessitamos conseguir viver da nossa própria arte. Sem precisar ter vários empregos para auxiliar na renda. Conseguir viver de arte, igual o médico ou engenheiro vivem da sua”.

E ainda faz uma reflexão:

“Eu não sei onde quero chegar, o que eu sei é que não quero que tenha fim. Que eu possa descobrir sempre enquanto atriz. Que eu aprenda de alguma forma descobrir como descrever o que eu sinto quando estou no palco, caso alguém me perguntar de novo. Que eu possa transmitir da melhor forma o que a minha arte quer expor. Eu acho que nunca disse que sou atriz, estou dizendo aqui pra você. Talvez esse seja um dos meus sonhos, conseguir um dia abrir a boca e dizer: “Eu sou atriz”. Por mais que já faz bastante tempo que estou nesse universo lindo do teatro, por mais que já ouvi coisas lindas de profissionais que eu admiro muito falar sobre o meu trabalho e críticas construtivas também que sempre são bem vindas, ainda não me sinto completa, ainda tenho muito chão para caminhar, muita informação para absorver, tenho muito ainda para sentir, muito palco para enfrentar. Acho que a partir disso conseguirei dizer ” Eu sou atriz”, mas nunca esquecer das origens e nem parar de buscar, pois o conhecimento é algo que não tem fim, e a busca do desconhecido é longa e linda”, finaliza.

LAÉRCIO BURANELLO: DAS QUADRAS PENAPOLENSES A TÍTULOS NA EUROPA

Laércio webA força do destino fez com que Laércio Buranello, hoje com 33 anos, se tornasse em pouco tempo, um dos principais goleiros de Penápolis – ganhando diversos títulos no campo e no futsal. “Eu não escolhi ser goleiro, a oportunidade entrou em minha vida, pois, na época jogava na linha. Mas, durante um jogo o nosso goleiro se lesionou e o secretário de esportes do Clube Penapolense na época, Odilon, perguntou quem gostaria de ir pro gol e timidamente levantei a mão e fui e nunca mais sai. Vamos dizer que foi um dom de Deus, pois, eu levava jeito para isso”, comenta.
Não é à toa que logo seu talento debaixo das traves fora reconhecido por todos aqueles que o viam jogando, tanto no campo, como futsal – sendo que um desses títulos marcou a carreira de Laércio.

“Um dos títulos que sempre me vem à cabeça, foi o ano que ganhei o Cobrinhas e o Cobras no mesmo ano, pois, só tive o tempo de trocar a camisa de goleiro e voltar para quadra. Guardo com carinho esses dois títulos”.
Ele explica que estes momentos aqui na terra de Maria Chica foram fundamentais para que pudesse alçar voos maiores como atleta.

“Tive muitas pessoas que me ajudaram a levar isso como profissão, principalmente, porque eu era menino complicado. Foram treinadores do Clube [Penapolense] como Kito, do laboratório como Maurílio e Guinho; ou da Codispan como Ademir, Paulinho e em especial pessoas como o Mirim e a Dona Tudinha, Carioca, Nei Passari, Denílson, Cesinha, Vinicius e o Donato e no futsal como o Paulinho e o Rogério, que fizeram parte e me proporcionaram uma grande mudança em minha vida. Além disso, a minha família sempre me ajudou e me deu suporte e torceram por mim e sempre me motivando a tudo isso”, lembra.

Profissão
Aos 15 anos, Laércio escolheu seguir seu sonho de jogar futebol de campo e foi parar no Botafogo de Ribeirão Preto. “Joguei por um tempo nas categorias de base do Botafogo e depois passei por várias outras equipes, mas, nunca deu certo. Então fui para o futsal e passei por diversas equipes aqui no Brasil”.

Entre as equipes estão o Corinthians de Araçatuba, São José Futsal, Rio Preto Futsal, Sertãozinho, Minas Tênis, Jaboticabal, Espírito Santo do Pinhal e Araçariguama. “Infelizmente não cheguei ganhar título de expressão com essas equipes, mas, em prêmios individuais ganhei dois tênis de ouro. Um do Paulista Interior e outro da Série Prata como melhor goleiro da competição”.

Bélgica
Após jogar por diversos clubes no país, ele foi convidado para jogar na Bélgica, país localizada na Europa Ocidental. “Minha passagem por lá foi coroada com muitos títulos. Em todas as duas equipes que passei, em dois anos e meio, conquistei títulos. No ano que cheguei, tínhamos uma equipe que não era cotada para ser campeã, inclusive perdemos o primeiro jogo da final por 3 a 1 mas no segundo jogo, goleamos o adversário na casa deles por 7 a 1. Neste tempos me tornei bicampeão belga e tricampeão da Copa Belga”.

Depois da Bélgica, Laércio teve passagem pelo Azerbaijão e jogando lá, defendeu as cores da seleção local. “Na época o presidente me fez o convite para participar da seleção e acabei aceitando esse desafio.

Jogou também o Mundial de Clubes pelo Ah Draffa do Emirados Árabes. “Ficamos em terceiro lugar. Conseguimos o objetivo da equipe pois montaram a equipe uma semana antes do campeonato e perdemos para o Kairat e o Atlântico de Erechim., que já vinham durante muito tempo se preparando para isso”.

Casa
GoleiroAgora Laércio Buranello está de volta ao país para ficar mais próximo da família. Atualmente ele reside em Avaré, cidade de sua esposa e lá está trabalhando com fisioterapia. “No momento estou trabalhando como fisioterapeuta e jogando campeonatos extra oficiais e trabalhando com futsal aqui cidade de Avaré. Além disso, também voltei a estudar e agora estou fazendo o curso de educação física”.

Mas, ele não deixa de voltar a Penápolis para rever familiares e amigos. “Quem bebe água da Maria Chica volta né? Amo Penápolis, meus país são daí é sempre que posso eu vou aí e tenho uma enorme saudades da cidade”.

Antes de encontrar um novo clube, Laércio luta para que o futsal possa crescer, tendo estruturas em equipes não só nas profissionais, mas, também nas categorias de base para que o futuro do esporte seja garantido.
“Precisamos de uma mudança. Tornar o esporte mais profissional, pois, temos poucos clubes que agem com honestidade com os atletas. Precisamos de um mercado com compra e venda de jogadores, como há no campo. senão desta forma há cada ano o nosso esporte morre um pouco”.

ESTUDANTE REPRESENTA PENÁPOLIS NO PARLAMENTO JOVEM PAULISTA

Matheus Gomes de Souza representou a E. E. Luiza Maria Bernardes Nory; Ele apresentou projeto que cria escola de medicina

O ano é 1835, a Província de São Paulo registra um triste índice – metade das crianças morrem antes de completar nove anos de idade. Mas quais seriam os motivos para uma situação tão ruim? Segundo o relatório, ainda não existem rede de esgoto ou de água tratada.

Nas cidades, a falta de moradias dignas e a criação de diversos cortiços com pouca iluminação e falta de ventilação ajuda na proliferação de transmissores de doença como a peste bubônica. Já nas zonas rurais as casas de pau-a-pique escondem o mosquito transmissor da doenças de Chagas.

Os cidadãos ainda precisam conviver com a falta de hospitais públicos na Província de São Paulo. Os poucos hospitais existentes são, em geral, instituições religiosas, como as Santas Casas de Misericórdia. Para se manterem financeiramente, dependem de doações, o que indica que a saúde é entendida não como uma questão política, mas de caridade. Além disso, não há nenhum curso de Medicina em São Paulo, apenas uma faculdade em Salvador e outra no Rio de Janeiro.

Essa triste realidade é um retrato fiel do que acontece atualmente com a saúde no país, porém, constatada há muito tempo em livros de história sobre o Brasil Império. Tanto é que epidemias que aconteceram ao longo do século XIX, como a febre amarela e varíola, poderiam ter sido evitadas se as medidas corretas tivessem sido tomadas em 1835.

No ano em que completa 180 anos, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, propôs a 36 escolas que mais participaram das edições do Parlamento Jovem Paulista – entre elas a Escola Estadual Luiza Maria Bernardes Nory, que selecionassem projetos de lei que remetessem ao ano de 1835, quando se prenunciavam alguns dos problemas que as cidades enfrentam nos dias atuais.

O escolhido foi o aluno do 3º ano do ensino médio, Matheus Gomes de Souza, de 16 anos. Ele escreveu projeto que disponha da criação da Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo.

Segundo ele, foi um prazer enorme poder mergulhar a história do Brasil Império e descobrir que os mesmos problemas que nos aflige atualmente são os mesmos de 180 anos atrás.

Quando surgiu a oportunidade resolvi escrever o projeto na área da saúde, porque em partes, eu desejo cursar medicina e ver que uma falta de decisão lá atrás, nos compromete ainda hoje. Precisamos urgentemente dar mais atenção na área da saúde para que possamos ter mais qualidade de vida, comenta.

Souza explicou que nos dia 5 e 6 de novembro, ele e outros 34 deputados (dois faltaram), tiveram diversos momentos de aprendizados sobre como funciona a Assembleia Legislativa.

No primeiro dia fomos até a Assembleia e tivemos a oportunidade de conversar com diversos deputados, nos quais nos ensinaram os tramites de um projeto.

Entre os deputados que ele teve a oportunidade de ouvir e interagir foi com o deputado mais jovem do Estado de São Paulo, Caio França (PSB), com 27 anos e o Presidente do legislativo paulista, Fernando Capez (PSDB).

Já no segundo dia, a agenda foi extensa, pois, tomaram posse como deputados no Parlamento Jovem Paulista, elegeram a mesa diretora e votaram nas 34 proposituras.

Durante a sessão e os dias do eventos interagi mais com os deputados do partido da saúde. Fiz amizade e mantenho contato com Isabela de Tabatinga, o Guilherme da Capital e o Vinicius de Peruíbe.

Matheus já prestou este ano a UNESP e agora vai prestar a Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), além disso, está ansioso com as notas do Enem que pode garantir bolsas através do Prouni ou Sisu.

Quando perguntado se ele gostaria de continuar na vida política ele categoricamente disse não, mas, explicou:

Quero primeiro me formar, para depois pensar nisso. A política é necessária e sua participação é a que a mudança na sociedade em que vivemos. Daqui a alguns anos quem sabe, finalizou.

CONHEÇA O PROJETO DE MATHEUS GOMES DE SOUZA

PROJETO DE LEI Nº 31, DE 1835

PARTIDO DA SAÚDE

Dispõe sobre a criação da Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo. O Parlamento Jovem Paulista 2015 – Edição Comemorativa decreta:

Artigo 1º – Fica autorizada a criação da Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo.

Artigo 2º – A Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo terá como finalidade a formação de médicos e profissionais de saúde que deverão atuar no tratamento de doenças, combate às pestes, epidemias e na orientação e auxílio à população da Província, quanto às condições de higiene e cuidados com sua própria saúde.

Artigo 3º – Serão admitidos profissionais estrangeiros para a composição do corpo docente da Escola de Medicina e Saúde Coletiva da Província de São Paulo, quando não for possível sua composição com os profissionais formados pelas escolas de medicina do Império. Parágrafo único – Os profissionais estrangeiros contratados como docentes poderão também atuar nos cuidados à saúde, auxílio e orientação da população da Província quanto às condições de higiene e cuidados com sua própria saúde.

Artigo 4º – A remuneração dos profissionais estrangeiros será igual à dos profissionais do Império, formados no Brasil ou no exterior. Parágrafo único – O Governo da Província poderá fazer a doação de lotes de terras, limitados a mil hectares, para os profissionais estrangeiros para que possam fixar a si e suas famílias, a título de incentivo

Artigo 5º – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias.

Artigo 6º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA

A Província de São Paulo, apesar de seu acelerado e impressionante crescimento e elevação de sua importância econômica no Império, ao contrário das Províncias da Bahia e do Rio de Janeiro, não possui nenhuma escola de medicina e saúde coletiva e é muito carente de médicos e demais profissionais da saúde. Esses profissionais são essenciais para a qualidade de vida e saúde da população, visto que a Província sofre demasiadamente com epidemias como os casos da varíola, peste bubônica, doença de chagas, dentre outras. A mortalidade infantil tão elevada, provocada principalmente pelos nascimentos sem cuidados médicos às mães e filhos é outra dura realidade a nos preocupar, que justifica plenamente a aprovação do projeto em debate. Ao ser implantada em nossa Província, a Escola de Medicina e Saúde Coletiva trará excelentes resultados para nosso futuro, como o controle mais rigoroso de doenças, diminuição da mortalidade materna e infantil, elevação da expectativa de vida como já acontece nos países europeus, mais qualidade de vida e saúde, fundamentais para que os moradores de nossa Província possam trabalhar, estudar, se desenvolver e ajudar no avanço e progresso da Província.

MATHEUS SOUZA | EE PROFA LUIZA MARIA BERNARDES NORY PENÁPOLIS

CASAL WEEDS REFORMA KOMBI, APELIDA DE ‘CHICA’ E SE PREPARA PARA VIAJAR O PAÍS

Renan e Natália comenta que queriam ter tido essa ideia antes, trajeto sairá de Penápolis, passando pelo litoral paulista, Rio de Janeiro, Espírito Santo até chegar na Bahia

Em meio a poluição sonora do centro comercial de Penápolis, um casal chama a atenção para o estilo de vida que resolveram ter. Eles são conhecidos por seus amigos como “casal weeds”, mas, na verdade, eles são Renan Praes e Natália Falkembach Vieira, ambos com 28 anos de idade.

Como todo jovem, estão desacelerando a vida e buscando meios mais alternativos de sobrevivência, deixando de lado a turbulência do dia-a-dia e dos trabalhos que exigem sempre mais e mais, sem devolver na mesma medida a recompensa que lhes é devida.

Renan, natural de São Paulo, passou sua adolescência em Penápolis, mas, como todo jovem que deseja crescer profissionalmente precisou ir para São José dos Campos, trabalhar como corretor de imóveis. De lá, passou por diversas cidades trabalhando com corretagem.

“Trabalhando com corretagem eu passei por Taubaté, Jacareí, Itanhaém, Praia Grande, Angra dos Reis, Maresias, ficando em torno de 6 meses a 1 ano em cada local. Mas aquela vida de trabalhar na sexta, sábado e domingo mais de 12 horas por dia estava me deixando estressado. Quando tive a oportunidade de sair, aluguei um ‘box’ numa galeria e fui vender camisetas, skates, pranchas de surf, relógios entre outros artigos”, comenta.

Já Natália, também conhecida por Naty Falkem, nesta mesma época estava cursando faculdade de direito e trabalhando numa operadora de celular vendendo chips. “Eu já trabalhei com tudo que se possa imaginar, vendi chip de celular, assinaturas de revistas e fui atendente de telemarketing, mas, eu queria mesmo era montar meu próprio negócio. Foi quando resolvi alugar um ‘box’ na mesma galeria que o Renan e montei a tabacaria”, lembra.

Juntos, eles decidiram sair da galeria em Santos e mudarem as lojas para São Vicente (cidade vizinha), em um único ‘box’. “Nós alugamos esse ‘box’ em São Vicente e juntamos as mercadorias, mas com o tempo, precisamos fechar, pois, estávamos ficando muito apertado, foi quando meus pais ofereceram para vir morar aqui em Penápolis”, relembra Renan.
Terra de Maria Chica
Quando desembarcaram em Penápolis, tinham apenas duas mochilas com roupas e uma máquina de lavar. “Nós literalmente damos um tiro no escuro, não sabíamos ao certo no que daria, foram 8 meses sem nada de móveis, chegava a ter eco dentro de casa”.

“No inicio ficamos quatro meses sem nenhum trabalho. Conseguíamos uma grana divulgando páginas no Facebook. Depois disso começou a se encaixar, eu consegui emprego de telemarketing e ele na Usina Clealco”.

Concomitantemente eles montaram um grupo na internet e vendiam camisetas. Com o tempo e a estabilidade financeira fez com que Naty saísse do trabalho e montasse a loja de roupas e tabacaria. “Neste tempo ia para São Paulo buscar mercadorias, mas como a tabacaria no interior não é bem visto paramos. Foi neste tempo que entrou o artesanato em nossas vidas. Tanto é que nosso primeiro filtro foi feito num pneu de bicicleta. Depois fizemos um de cipó e nossos amigos gostaram e começaram a comprar, com isso vimos que podia ser um trambalho”, comenta Naty e Renan completa “Eu levava material para construir os filtros nas minhas horas vagas”.

Num desses dias, Renan ao voltar do trabalho na Usina foi questionando por Naty que iria fazer da vida. “Eu falei sei lá vamos viajar. Mas a verdade é que estávamos cansando mesmo daquela rotina casa-trabalho-casa. Nós trabalhávamos muito, ganhava pouco e ainda tinha a pressão dos chefes, chegava em casa estressado e tudo mais”, diz Renan.

“Nós trabalhamos para pagar água, luz, aluguel e internet, e ainda tenta juntar dinheiro para fazer uma viagem no fim de ano, mas na real não dá pra viver assim, por isso, mesmo que resolver trabalhar viajando”, comenta Naty.
Chica
Com a proposta de Renan, os dois foram pesquisar como poderiam viajar com um mínimo de conforto e eles resolveram comprar uma Kombi que logo apelidaram de ‘Chica’. “Ficamos três meses reformando ela. Trocamos o painel, estofado e adaptamos os bancos traseiros para ser a nossa cama”.

Eles vão continuar vendendo os produtos via internet na loja https://www.arteweeds.com.br/  e entregando as mercadorias de diversos lugares do país. “A gente tem um trabalho rolando na internet, se não der nada na rua, tem outra loja na internet que está vendendo por nós. muitas pessoas tentam menosprezar, mas não sabe o potencial que isso tem”.

Eles pretendem sair ainda no final do mês. o primeiro destino é Pratigi na Bahia, onde terá o festival Universo Paralelo na virada do ano. “Estou muito empolgada para irmos, pois, eu queria ter tido essa ideia antes, nós vamos sair daqui, vamos para o litoral paulista e de lá passando por Rio de Janeiro e Espírito Santo”.

O casal pretende registrar os momentos da viajem num blog. “Ainda não sabemos ao certo como vamos tocar isso, mas, a ideia é que possamos registrar esses momentos, pois, além de conhecer o local queremos interagir com ele”.

“Com o tempo, a ideia é de desenvolver oficinas com as comunidades carentes das cidades por onde passaremos, onde nós podemos deixar a nossa marca”, finaliza Renan. 

PAIZÃO: CÉSAR PAES ESTIMULA FILHA COM SÍNDROME CORNÉLIA DE LANGE

Com extrema vontade de viver, Caroline Ribeiro Paes, hoje tem 12 anos, é uma menina carinhosa com todos, principalmente, com os irmãos
César Paes tem em sua primogênita a expressa exata do carinho; Caroline exala amor em seu belo sorriso
Presente de Deus. Sem dúvida nenhuma isso poderia ser a síntese da história do professor César Paes com sua filha primogênita Caroline Ribeiro Paes, de 12 anos. Ela nasceu em março de 2003, após uma gravidez planejada por ele e sua mulher Eliane Soares Ribeiro Paes. “Planejamos durante três anos. Foi muito aguardada por nós, pelos avôs e também tios. Ela foi a primeira filha, a primeira neta e também primeira sobrinha”, comenta. 
De acordo com César, o inicio da gestação foi bem tranquila, no entanto, na trigésima sétima semana, foi verificado o não crescimento da criança devido à problema cardíaco. 
“Foi necessário fazer a cirurgia algumas semanas antes do previsto inicialmente. Ela nasceu pequena e com baixo peso, mas uma cirurgia cardíaca era imprescindível, mas o recomendado pelos médicos era que ela tivesse pelo menos 6 kg e seis meses, condição que se mostrou impossível”.
Faltando dois dias para completar dois meses, Caroline teve uma parada respiratória, ficando na UTI neonatal da Santa Casa de Araçatuba por sete dias e devido à gravidade, foi encaminhada ao um centro cardiológico de São Paulo, o Instituto Dante Pazzanese. “Mesmo assumindo riscos, Carol foi submetida a uma cirurgia de Tetralogia da Fallot associada a uma comunicação interatrial”. 
A extrema vontade de viver fez com que logo após a cirurgia começou a se desenvolver. “Foi como o desabrochar de uma rosa, a Caroline começou a se desenvolver e a ganhar peso. Realmente começou a viver, e a família também”. lembra ele. 
DESENVOLVIMENTO
César Paes em meio aos seus três filhos – Caroline [12 anos], Bruno César [7 anos] e Camila [3 anos]
César lembra que passou diversas horas de desespero com a Caroline, lembrando dos atrasos em seu desenvolvimento. “Com atrasos no início justificáveis, como demora em firmar a cabeça, sentar, andar e falar, o desenvolvimento sempre foi muito lento. Mas, entre os atrasos que até hoje estão presentes, acredito que a dificuldade de comunicação é o que mais incomoda”.
Embora não existam exames específicos, a família acredita que a Caroline é portadora da Síndrome Cornélia de Lange pois apresenta algumas características especificas, como deficiência intelectual, um polegar empalmado; algumas características faciais peculiares, como cílios longos e curvos, sobrancelhas espessas que se fundem; pequeno nariz arrebitado; lábios superiores delgados com inclinação dos lábios para baixo e excesso de pelos no corpo todo. 
“Com dois anos de idade, foi feito um estudo genético na UNESP de Bauru, onde foi apresentado a possibilidade da Carol ser portadora desta Síndrome. O diagnóstico é complexo pois várias características da síndrome poderiam ser explicada pelo seu histórico, como o problema cardíaco, a parada respiratória, que poderia ocasionar o déficit intelectual e ainda características da família, com muitos pelos pelo corpo herdados do pai, e sombracelha encontradas na mãe. Porém não existem exames que comprovem a síndrome como o Down por exemplo. Com sete anos de idade retornamos a Bauru e a síndrome já era bem mais evidente, mas, isso deixou-a extremamente linda”, lembra. 
Carol é muito inteligente, percebendo tudo que se passa ao seu redor. “Carol é muito observadora, muito atenta a tudo e tem facilidade de entendimento das entrelinhas. Não tem dificuldade de relacionamento com os colegas pois é muito sociável. Ela é muito próximo da família, querendo cuidar dos irmãos e controlar toda a rotina de casa”. 
Ele lembra que para  Carol estar aqui hoje foi um grande presente de Deus, pois, desde pequena foram muitos desafios. “Foi bastante tempo internada numa UTI, antes e depois da cirurgia cardíaca, muitos riscos de perder ela. Como a Carol nos trouxe muitas preocupações, tínhamos medo de ter outros filhos, no entanto, foi muito bom ter os outros dois [Bruno César Ribeiro Paes, de 7 anos e Camila Ribeiro Paes, de 3 anos], pois serviu de estímulo para o desenvolvimento da Carol”, comenta. 
APAE
Carol, desde muito cedo foi estimulada em Terapia Ocupacional, Fisioterapia e principalmente em Fonoaudiologia. Embora, até o início deste ano tenha também estudado em várias outras unidades escolares, como: Fundação Nelly Jorge Colnaghi, Colégio Futuro, Parque Simone e EMEF Armelindo Artiolli, foi no contra turno a Apae de Penápolis fundamental na superação de suas limitações. 
“A Apae foi fundamental desde seu terceiro ano de vida, pois, lá ofereceu suporte pedagógico e terapêuticos, com dedicação integral a todos os alunos pessoas portadoras de deficiências que buscaram apoio e atenção” e completou: “Sem dúvidas que foi com muito esforço e dedicação, que a Apae de Penápolis sempre visou a melhoria da qualidade de vida dos alunos. Todos nós, penapolenses, podemos nos orgulhar do sucesso alcançado desta instituição, sem preconceitos e sempre com muito carinho”. 
Tanto é que ele é lembrado pela Carol todos os dias. “O que mais a Carol gosta de fazer é de ir na Apae. Quer ir até nos finais de semana. Nas férias, ela perguntou: ‘É hoje que vai na Apae’. Todo santo dia. Sempre foi assim”.

UM ANO APÓS CIRURGIA, PEQUENO LÉO ESTÁ CURADO DE PROBLEMA NO CORAÇÃO

Léo está prestes a completar dois anos de vida; atualmente frequenta semanalmente a Apae (Associação de País e Amigos dos Excepcionais) de Penápolis

O dia 4 de agosto de 2014 está marcado na vida de Adriana Alves Marceno, mãe do menino Leonardo Alves Marceno de Pinho, ou simplesmente Léo, que nos encantou com sua história em abril do ano passado aqui no blog.

Ela neste dia teve seu filho operado de DSAVT (Desvio Septo Atrioventricular Total) mais Estenose Pulmonar, no Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo. Mas, a caminhada até chegar à salvadora operação foi bem tortuosa.

Em seu primeiro mês de vida, após Adriana levá-lo no posto de saúde para passar por exames de rotina, a doutora que atendera percebeu que o menino estava cansado e com um pequeno sopro no coração.

Logo o encaminhou ao cardiologista, que após uma bateria de exames, diagnosticou o desvio em seu pequenino coração. Com quase seis meses de vida, foi diagnosticado que sua disfunção cardíaca é por ser portador da Síndrome de Down.

“Quando descobrimos a doença, ali começou a nossa batalha pela vida do meu guerreiro que devido o problema não ganhava peso e era muito cansado. Ele tomava muitos remédios por dia. Sempre tive muita fé, mais não vou negar que sentia muito medo de perdê-lo, pois, meu Léo além da cardiopatia é down e sua imunidade é muito baixa”, comenta.

Adriana lembra que o pequeno Léo tinha que passar por uma cirurgia com seis meses de vida. “Foram momentos difíceis, em todos os sentidos, a cada dia que passava tudo ficava mais difícil, mais como temos um Deus que cuida de nós, pessoas iluminadas foram abraçando a nossa causa e começaram a nos ajudar”, lembra.

Quando Léo completasse seis meses era a hora ideal para realizar a cirurgia, porém não consegui vaga para operá-lo no Hospital de Base em Rio Preto, pois tinham 42 crianças na fila de espera.
“Meu pequeno não podia esperar, entrei em desespero e num desabafo na rede social resolvi pedir ajudar e graças a Deus a ajuda veio através de uma amada mãe, Ione Nadu, que me apresentou à Márcia Adriana da ‘Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações’ de São Paulo. E com um gesto de muito amor conseguiu uma vaga no hospital para operar meu pequeno. E graças a Deus, a Márcia Adriana, doutora Rosangela Belbuche Fitaroni, a doutora Luciana da Fonseca – a médica que operou meu Léo, nosso sonho transformou em realidade. Aquele garotinho magrinho que pesava quatro quilos e meio, cansado, ganhou uma nova vida, um novo coração. Para nossa felicidade hoje meu pequeno pesa mais de 10 quilos, já não toma mais remédios e vive uma vida normal”, salienta.

De acordo com ela, Léo surpreendeu a medicina, pois, uma criança com a doença que ele teve ficaria no mínimo um mês em observação no hospital, mas ele ficou apenas quatro dias da UTI (Unidade de Terapia Intensiva), dois dias na intensiva, dois dias na semi-intensiva e quatro dias no quarto.
NORMALIDADE
Após a cirurgia tudo está voltando ao normal na vida dos dois. Pois, Adriana que na época chegou a largar o emprego de vendedora para dedicar-se exclusivamente ao garoto, hoje trabalha fazendo doces sob encomenda e está voltando a trabalhar com fotografias em estúdio.

Já Léo prestes a completar dois anos de vida está atualmente frequentando semanalmente a Apae (Associação de País e Amigos dos Excepcionais) de Penápolis. “Ele vai começar a frequentar diariamente a unidade e estar em contato direto com outros downs e isso vai ser bom pra ele” e completa: “Meu down lindo, é o meu motivo de sorrir. Quero agradecer a todos por toda ajuda que tivemos, pelas doações, carinho e amor. Não tenho palavras para agradecer ao nosso povo penapolense e a alguns amigos especiais Aline Lopes, Angélica Vaiti, Rodolfo Valadão Ambrósio, Alexandre Gil, Caique Rossi, Aline Candido, Pastor Ezequias, Natalia Pavan, Paula Matiusso, Ale Robertha, Cléo Terra, Nilton Ferracini, Dalva Ramalho, Darci Ramalho, Célio de Oliveira, Ricardo Faria, Renata Gustavo Garcia, Martha Alves Marceno, Elaine, Fausto Santos, Solange Marques, Rosangela Brito, Alessandra Cortez e Abra-te a Restauração, deixo meu abraço de gratidão”.
HISTÒRIA
Na época em que contamos a história do Pequeno Léo, Adriana vivia dentro de hospitais e sabia na pele o valor da saúde no Brasil. Chegou a gastar mais de R$ 5 mil com a saúde de Léo. Precisando vender utensílios domésticos e objetos pessoais para arcar com parte das despesas do tratamento.


Ela vivia a árdua dicotomia de tratar o Léo, ora pelo SUS, ora pelo particular. E isso elevou os gastos do tratamento. Na época a comunidade penapolense se mobilizou em torno do caso e ajudou Adriana. O caso tomou notoriedade quando o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da FUNEPE realizou a campanha de arrecadação de donativos para o bebê. Outras ações promovidas por autoridades da cidade foram determinantes no tratamento do menino. Foram disponibilizados ambulância, medicamentos e cestas básicas para a família.

INTERNET TORNA-SE GRANDE ALIADA PARA ENCONTRAR A ‘ALMA GÊMEA’

Há três semanas, relatávamos aqui o quão importante e indispensável a internet tornou-se na vida das pessoas. Pois bem, a menos de uma semana para o Dia dos Namorados, conversamos com dois casais que interpretam perfeitamente o amor nos tempos modernos.

A administradora Carolina Zacheu, de 25 anos, é uma dessas histórias – ela estava terminando um relacionamento quando sua amiga, empolgada para mostrar as fotografias de seu namorado com os amigos em Paraguaçu Paulista, região de Presidente Prudente, um nome chamou-lhe a atenção: ‘Vinicius’.

Com o tempo, os dois adicionaram um ao outro na antiga rede social ‘Orkut’ e trocavam mensagens pelo MSN Messenger, segundo programa no mundo de mensagens instantâneas. Mas ela com vergonha de dar um ‘oi’ para Vinicius Tarcio Guedes, 23, pedia para a irmã Bianca, cinco anos mais nova. Esse era com toda certeza os primeiros sinais de amor, até aquele momento virtual.

Com pouco tempo de bate-papo Vinicius acendeu em Carol a possibilidade de namoro. “Eu via algo diferente na Carol, não sabia explicar. Como nunca tinha namorado antes, sabia que com ela poderia ser diferente. Foi quando falei pra ela que um dia seria minha namorada”.

Mas dessa conversa para o dia 13 de agosto de 2011 foram aproximadamente novo meses. Isso deixava Carol mais aflita e ansiosa. Dois meses antes, perto do Dia dos Namorados, ela ligou para Vinicius e confirmou que iria para Paraguaçu Paulista. “Nós tínhamos um trato de que ele viria primeiro a Penápolis, mas se dependesse dele acho que nunca iríamos namorar”, comenta na gargalhada.

Ele um dia antes de Carol chegar tinha uma prova muito importante na faculdade de agronomia. “Lembro-me que meu humor para recepcionar Carol dependia dessa prova, pois, era a última prova do semestre e eu precisava de muito e isso me deixava preocupado, mas, graças a Deus deu tudo certo”, lembra.

Para Carol as mais de quatro horas para chegar em Paraguaçu Paulista com a amiga foi uma eternidade que foi compensado por um fim de semana maravilhoso. Tanto é que ela voltou chorando “de saudades” de Paraguaçu.

“Na volta conversávamos todos os dias. Mas, depois de uma semana ele me deu um gelo, mas nada de me pedir em namoro”, ele completa: “Eu fiquei com medo. A minha ideia era terminar a faculdade e depois pensar num relacionamento para namorar, noivar e casar”.

Exatamente 40 dias depois, contados um a um por Carol, Vinicius veio para Penápolis, mas nada de pedir ela em namoro. “Nós tínhamos tanto carinho um pelo outro que decidi por ele na ‘parede’. Então decide logo se vai namorar comigo, pois, eu não quero empatar sua vida e nem deixar você empatar a minha!”. Assim o namoro foi confirmado. Precisando ser reconfirmado 20 dias depois com o sogro. “Para mim, era uma ansiedade fora do comum, sentar frente a frente com meu sogro. Ele me perguntou: Quer cerveja? Eu logo respondi que não. Mas a Carol me entregou: ‘Na vez que fui para Paraguaçu ele bebeu todas pai’, não sabia o que fazer”. Hoje Vinicius e Carol tem o sogro e a sogra como os seus segundos pais.

Depois de quatro anos, o casal percebe o quanto os aplicativos online ajudou no relacionamento. “Namorar a distância é o menor dos problemas. Nós temos defeitos como todo casal tem. Mas confiança é a base para esse tipo de relacionamento. Além do mais, logo de início sentimos se iria dar certo ou não. Pois, eu tive que dormir na casa dele e ele aqui na minha. Se não déssemos certo com a família um do outro, seria impossível continuar um relacionamento a distância”.

Carol devota de São Antônio acredita em ‘alma gêmea’. “Minha ‘alma gêmea’ podia estar no Japão que Deus iria trazer ele a mim. Mas graças a ele, estava aqui pertinho”. Atualmente estão noivos e empolgados com os preparativos do casório que acontecerá em Assis no dia 13 de agosto de 2016, exatamente cinco anos após o início de namoro.
LUANA E JOÃO
Embalados pela música ‘Logo eu’ de Jorge e Mateus, a penapolense Luana Modesto, 29 anos, conta que quando olhou uma foto de um amigo, viu o ‘gordinho’ no canto – era João Henrique Dias Pedro. A música tocou mais alta: “Eu te vi e já te quis/ Me vi tão feliz/ Um amor que pra mim era sonho”.

De acordo com os amigos João era um dos mais tímidos da turma. “É esse mesmo que era quero, pelo menos não é sem vergonha”. Logo aceitaram-se numa rede social, mas, a Luana persistente mandava um “oi, bom dia” e ele nada de responder. Ou respondia seco em apenas uma palavra “Bom dia”.

Luana trabalhava para uma empresa de Pontal, região de Ribeirão Preto, no qual João era o advogado. “Após trabalhar o dinheiro inteiro, meu ex-chefe melhor amigo de João o chamou na empresa para resolver um probleminha, mas, que na verdade era para me apresentar a Luana”.

No mesmo dia improvisaram um jantar – cachorro quente – e ali conversaram. Mas Luana tinha de ir para Sertãozinho para ficar no hotel. “Lembro que não conversamos numa viagem de 15 km. Ele estava todo tímido no primeiro dia”, comenta.

No segundo dia, João mais tranquilo já foi cavalheiro abrindo a porta do carro, puxou a cadeira na pizzaria. Depois do jantar foi quando rolou o primeiro beijo.
Logo voltou para Penápolis e a distância de 300 km bateu a saudade. “Naquela época não tinha “Whatsapp” e falar no telefone era caro, falávamos direto no Facebook, sendo que o pedido de namoro foi via internet”, lembra com carinho.

Tempos depois a empresa abriu falência e a distância ficou maior, pois, Luana conseguiu emprego na mesma área com sede em Sertãozinho, mas foi trabalhar na filial de Andradina.
“O salário era muito bom, mas a distância tinha aumento. Era bom pra mim, porque morava em Penápolis, mas era difícil para vê-lo. Então resolvi dispensar o emprego e ir morar em Pontal com meu filho. Foi quando nos casamos em março desse ano”.


Luana que foi mãe solteira, tem hoje no João Henrique um exemplo para o Lucas seu filho. “Meu filho, chama ele de pai e ele realmente é um paizão. é muito bom ver o carinho um pelo outro.

ADOÇÃO: ESCOLHA AMOROSA QUE TRANSFORMA VIDA DE PAIS E FILHOS

Exemplo de pessoas que desejam expressar o amor através da adoção; Em Penápolis, existem uma criança para cada três pretendentes 
Em mais uma das noite, Elmo ao colocar sua filha Juliana para dormir começou a lhe contar uma história – “Era uma vez, uma família que tinha uma criança. Essa criança não tinha nascido da barriga da mamãe, mas o amor era o mesmo”, logo ele foi interrompido e a voz doce e suave de “Ju” disse: “Sou eu papai?”.  
Essa é história da hoje mulher Juliana Soares de Oliveira Sorroche, 26, que fora adotada pelo casal Lúcia de Fátima Soares de Oliveira e Elmo José Paes de Oliveira. 
Há 26 anos, o casal teve a sorte de adotar Juliana com alguns dias de nascimento e pode compartilhar das alegrias que a pequena menina trouxe a casa. 
“Foi uma alegria só, alguns meses antes descobri que não poderia ter filhos e a vinda da Juliana foi o que eu precisava. Eu tive a benção de ter uma prima com um filho da mesma idade e ela me passava um pouco do seu leite materno, mas com o tempo o fato de ser mãe me fez produzir leite, mas não pude amamentá-la”, comenta. 
Lúcia e Elmo sofreram certa pressão de seus familiares para que não comentassem com a menina que ela seria adotada. “Não tinha o porque não contar, pra gente era natural contar isso a ela, não precisava esconder. Todos achavam que ela era minha filha, mas na verdade quando nasceu a criança, nasceu a mãe dentro de mim”. 
Mesmo após contar sobre a adoção a Juliana e principalmente quando ela chegasse a adolescência, o casal esperava uma reação esperava em casais que adotam crianças – a revolta. “A Juliana tem uma personalidade diferente da minha, mas isso, não impediu de termos uma convivência harmoniosa dentro de casa”, disse Lúcia. Já Elmo lembra que em certo momento, perguntou a menina se poderia adotar outra criança. “Surpreendentemente ela disse não, pois, teria que dividir tudo com ela”, lembra. 
Há cinco anos, outra reviravolta. Juliana estava num salão de beleza e conversando com outra cliente descobriu que era prima de um irmão sanguíneo que ela nunca conhecera. 
Atualmente, Juliana conhece e convive com seus pais biológicos e seus sete irmãos – Paula, Elker, Flávio, Alan, Aline, Anderson  e Paulo. “O primeiro contato foi no Forféia e de lá pra cá não nos desgrudamos mais. Hoje eles fazem parte da minha vida. Há um ano eu casei e todos eles vieram para meu casamento e alguns deles padrinhos”. 
Juliana é casada com o mecânico Fernando César Sorroche Pavan e está grávida de seis meses de Alícia, a primeira filha do casal. 
REALIDADE
Mas essa não é a realidade de muitos brasileirinhos, pois, para cada criança esperando ser adotada, existem seis pretendentes procurando um filho ou uma filha. Ainda assim, cerca de 5,6 mil crianças e adolescentes ainda esperam em abrigos para serem adotados. 
Questões, como a demora nos processos judiciais e as restrições feitas pelos candidatos a pais, ajudam a explicar o porquê dessa realidade discrepante. 
Muitas das vezes é difícil encontrar uma criança que se encaixe nos padrões desejados pelos futuros pais, pois há uma alta exigência dos que querem adotar – a preferência é por meninas brancas de até três anos de idade. No entanto, para essas crianças cada dia a mais longe de um lar é determinante nas suas vidas.
Em Penápolis, por exemplo, existem nove crianças e adolescentes no Cadastro Nacional de Adoção aptas para serem adotadas. Sendo que, quatro da cor branca, três negras e duas pardas, com idade entre 6 anos e acima de 15 anos. Ao passo que existem 21 casais cadastrados na comarca. 
Esse dado é alarmante, pois, a reportagem do INTERIOR pesquisou outras comarcas da região e constatou que nenhuma tem tantas crianças na fila de adoção. Em Araçatuba e Lins, 5 crianças estão na lista. Andradina, Birigui e Rio Preto registram 0, 1, 2 casos respectivamente. 
PROCESSO ADOTIVO
Para que a criança se torne apta à adoção é necessário que um juiz destitua o poder familiar dos pais e isso só ocorre após um processo de avaliação. 
A destituição só ocorre em casos em que existe o abandono completo por parte da família, a reiteração da prática da negligência ou casos de violência grave, como abuso sexual, tortura e maus-tratos. 
Com isso, geralmente, as crianças vão para o acolhimento institucional após a suspensão do poder familiar por negligência ou abuso cometido pelos responsáveis. Durante o tempo no abrigo, elas devem ser avaliadas junto com suas famílias e acompanhadas por psicólogos, assistentes sociais e outros agentes para garantir a reinserção no núcleo familiar. 
Mas a complexidade que carrega o processo de destituição do poder familiar tende a ser longo, os processos de destituição familiar pode impactar profundamente a trajetória das crianças e adolescentes. 
Na outra ponta, futuros pais passam por diversas etapas para serem habitados e assim ingressar na lista de pretendentes do Cadastro Nacional de Adoção. 
É o caso do casal Alessiane Ferreira dos Santos e Silnomar Alves de Almeida que completou dois anos e meio e ainda não foram habilitados pela justiça. 
“Eu já estou casada há quatro anos, meu desejo sempre o foi de ter um filho adotivo, por isso mesmo que pretendermos entrar na lista de habilitados do Cadastro Nacional de Adoção”, salienta Alessiane. 
Ela comenta ainda que a primeira etapa foi preencher a ficha de inscrição, onde se coloca as informações pessoais, as preferências da possível criança a ser adotada, além de fotografar toda a casa. “Após fazer todo esse processo a assistente social faz uma visita para conhecer a nossa casa e nos libera para a segunda etapa que são testes – cardiológicos e neurológicos”. 
Na terceira etapa é realizada o curso preparatório e depois uma avaliação com a psicóloga no poder judiciário. Entre os pré requisitos para adotar uma criança são determinados pela família. “Nós escolhemos uma menina ou um menino, de idade entre 0 a 5 anos e de cor branca e que poderão vir de qualquer um dos oito estados do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Goiás  e Minas Gerais”, finaliza. 

Cadastro Nacional de Adoção cruza informações dos estados

Para celebrar o Dia Nacional da Adoção que acontece amanhã (25), a Corregedoria Nacional de Justiça, lançou no último dia 12, o novo Cadastro Nacional de Adoção que tem por objetivo agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas. O cadastro irá possibilitar ainda a implantação de políticas públicas na área.
As  mudanças têm a intenção de tornar o cadastro mais  moderno, simplificado  e proativo, facilitando-se o preenchimento pelo juiz e o cruzamento de dados entre os pretendentes e as crianças de  todo o Brasil. 
Atualmente, o Cadastro Nacional de Adoção contabiliza em seus registros  33,6 mil pretendentes e cerca de 5,7 mil crianças em busca de uma nova família, afinal, acreditam que de uma hora para a outra vai aparecer a mãe, o pai ou a família dos seus sonhos. 
A nova tecnologia permitirá que o juiz seja informado, assim que preencher o cadastro de uma criança, sobre a existência de pretendentes na fila de adoção em busca daquele tipo de perfil. O mesmo ocorrerá quando o magistrado cadastrar novo pretendente, recebendo imediatamente a notificação da existência de crianças com as características desejadas.
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, a inovação funcionará, inclusive, nos casos de crianças e pretendentes cujos processos estejam tramitando em varas de comarcas diferentes. Nessas situações, sempre respeitando a precedência na fila de adoção, os juízes responsáveis serão notificados eletronicamente para que entrem em contato um com o outro e, assim, deem prosseguimento à adoção.

INTERNET É CELEBRADA E LEMBRADA COMO ALGO INDISPENSÁVEL NOS TEMPOS ATUAIS

Uma das principais invenções da humanidade, a internet é comemorado hoje fazendo alusão  ao poder de comunicação que ela proporciona 
Você vive sem internet hoje? Você lembra como era sua vida sem a internet? Ou você é da faixa dos 30 anos que já nasceu com o advento na internet, mas, que presenciou a transição do analógico para o digital? Essas questões nós faz refletir todos os dias. 
Muito provavelmente essa matéria não seria realizada com a rapidez e a praticidade que ela [a internet] nos proporciona. Todos os entrevistados dessa reportagem – a blogueira Mirela Ortega, o web designer David Willian, o economista Lucas Sablewski e o psicólogo Júlio Ribeiro foram “ouvidos” via internet. 
Mas você sabe o que é a internet? A Internet é um sistema global de redes de computadores interligadas que utilizam o conjunto de protocolos padrão da internet que serve vários bilhões de usuários pelo mundo afora.
Ela é uma rede de várias outras redes, que consiste de milhões de empresas privadas, públicas, acadêmicas e de governo, com alcance local e global e que está ligada por uma ampla variedade de tecnologias de rede eletrônica, sem fio e ópticas. 
Entre os estudiosos da internet não há um consenso sobre a data exata em que ela surgiu, mas foi em algum momento em meados da década de 1980, mas a sua comercialização se deu na década seguinte, incorporando a rede internacional em praticamente todos os aspectos da nossa vida. 
A internet permitiu e acelerou a criação de novas formas de interações humanas através de mensagens instantâneas, fóruns de discussão e redes sociais, fazendo com que a maioria das comunicações tradicionais como – telefone, música, cinema e televisão, mas também, jornais, livros e outras publicações impressas sejam redefinidas pela internet. 
Não é a toa que em junho de 2012, mais de 2,4 bilhões de pessoas – pouco mais de um terço da população mundial — usaram os serviços da internet; cerca de 100 vezes mais pessoas do que em 1995. 
Para o web designer David Willian, de 22 anos, um aficionado pela internet é um dos bilhões de pessoas que usam dela como a principalmente ferramenta de seu trabalho, aliás, sem ela tal função nem existiria. 
“Os meus primeiros passos na internet foi nos computadores da biblioteca municipal. Na época eu tinha 11 para 12 anos e como não podia usar sozinho, minha avó fez o cadastro e eu acessava na companhia dela”.  
Hoje David não se vê sem a internet, pois, o que mais lhe chama a atenção é o desenvolvimento comunicacional que internet proporcionou a todos. 
“Não muito distante, as principais ferramentas de contato era a carta e o telefone. A carta, por exemplo, foi substituído pelo e-mail. Já o telefone existem diversos aplicativos de voz que substitui uma ligação”. 
Da curiosidade surgiu o trabalho, pois, foi em fóruns de jogos a primeira oportunidade de emprego. “Trabalhava moderando um fórum. Na época era a realização de um sonho ganhar dinheiro e ainda poder ganhar status no jogo. Hoje eu vejo aquilo como diversão”. 
De lá pra cá, depois dos interesses por imagens começou a trabalhar com web designer fazendo layouts, imagens para sites de empresas da cidade. Perguntando se viveria sem internet David respondeu: Viveria sim, mas não pretendo. 
É o mesmo caso da blogueira Mirela Ortega, que acha que viveria sim, pois, a internet é apenas uma ferramenta para agregar. “Só acho que se não tivesse ela o ser humano iria inventar outro tipo de inovação”. 
Para ela, a internet como tudo na vida tem o lado bom e ruim. Segundo ela, a rede mudou sua vida tanto na praticidade do dia a dia quanto no trabalho. 
“Pelo fato de trabalhar com a internet conheci diversas pessoas, de longe, de perto, conheci várias empresas e tive a oportunidade de ganhar dinheiro com ações publicitárias” e continua: “Sou da época em que não se tinha internet e consigo perceber como facilitou nossa vida. Temos acesso rápido a qualquer assunto que fizermos e conseguimos de fato resolver nossa vida pela simples tela de nosso celular e essa tal de internet”. 


E-COMMERCE
Segundo o economista Lucas Sablewski, que trabalha na área desde 2009, o e-commerce é um negócio como outro qualquer, mas que tem as diferenças de uma empresa convencional.  
“Esses tipos de lojas requer mão de obra qualificada e estrutura diferente de uma loja física. O contato do cliente com o produto é apenas visual, mas ter um a boa conduta e reputação e essencial, pois, é um seguimento q cresce acima da média da economia”. 
Para ele este mercado esta em crescimento. “Estamos otimista com o futuro. Tenho loja virtual de informática e vestuário. No setor de informática, por exemplo, já está bem enraizado na cidade e região”. 
Lucas salienta ainda que é difícil encontrar alguém que ainda não tenha comprado pela internet. “Já existem em Penápolis empresa de alimentação que aceita o pedido pelas redes sociais, sendo um comércio destinado apenas para o público local. 
O segmento de vendas pela internet apresenta um crescimento acima de 25% ano após ano no Brasil. E apesar do cenário de crise no País, o e-commerce deverá crescer mais de 20%.

Psicólogo alerta sobre o uso de internet principalmente para crianças e adolescentes

É Indiscutivelmente que a internet é uma ferramenta que agrega em si inúmeras vantagens para a convivência entre as pessoas por mais distantes que estas estejam. Poder conversar em tempo real com um parente em outro país, realizar pesquisas em grandes bibliotecas virtuais, poder comprar as mais diversas mercadorias sem sair de casa são apenas alguns dos benefícios que a internet trouxe à vida moderna.
Por outro lado, o mau uso desta importante ferramenta pode trazer prejuízos ao desenvolvimento humano principalmente em crianças e adolescentes. 
Para o o psicólogo clínico e aluno do programa de mestrado em Psicobiologia da USP – Ribeirão Preto, Julio Ribeiro o uso errado pode ser prejudicial. 
“O uso da internet, como o de qualquer outra tecnologia, pode se tornar prejudicial quando não há limite do tempo que se dispõe a ela.”, explica 
Para Julio, existem três importantes cuidados que se deve tomar com crianças e adolescentes que utilizam frequentemente a internet:
O vício na internet: “Na literatura, há diversos estudos que relacionam a dependência da internet como o da dependência química, pois em ambos os casos são estimuladas as mesmas áreas cerebrais mudando apenas o estímulo desencadeador da dependência.”, comenta o psicólogo que estuda a relação dos processos mentais com o comportamento humano. 
Os perigos do anonimato: “Com o advento da internet, vários casos de pedofilia e cyberbullying (bullying pela internet) foram e são cada vez mais notificados. O anonimato nas redes sociais através de um perfil falsos, por exemplo, provavelmente contribui para a facilidade do ato de se denegrir a imagem de alguém ou o compartilhamento de material impróprio.”.
A falsa socialização: “Muitos adolescentes acreditam que uma rede social com centenas, milhares de ‘amigos’ é sinônimo de socialização ou até mesmo de status. Apesar de acreditar que hoje não existe mais distinção de vida real e vida virtual, ainda vejo como imprescindível para um desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes a vivência, as experiências corpóreas e sinestésicas que são incapazes de serem experimentadas através de um monitor.”.
Para ele é difícil imaginar como seria a vida hoje sem as facilidades proporcionadas pela internet. Seja para o entretenimento através de jogos ou passatempos até para a conversação e troca de informações no momento em que elas ocorrem.
“Sem dúvida que as redes sociais trouxeram novas formas de se relacionar e de unir ou desunir pessoas. A própria psicologia, com as devidas precauções, pode usar do Skype para realização de atendimentos de orientação psicológica entre psicólogo-paciente que se encontram distantes. Algo que aconteceu com seleção brasileira de futebol durante a Copa das Confederações em 2013″. E completa: “Com os devidos cuidados apontados, é possível que crianças e adolescentes possam usufruir de forma sadia os seus benefícios e ter tempos agradáveis frente monitores, telas ou smartphones”, finaliza. 

PENÁPOLIS REGISTRA PRIMEIRO CASO DE MENINGITE BACTERIANA

A Prefeitura de Penápolis através de sua assessoria de comunicação enviou nota a imprensa informando o aumento no número dos casos de meningite no município. De acordo com Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio do SVE (Serviço de Vigilância Epidemiológica), há 12 casos confirmados, sendo que, a maioria é compatível com o diagnóstico de meningite viral. 
Entretanto, foi confirmado o primeiro caso de meningite bacteriana, sendo que o paciente segue internado e com boa evolução. Ainda existem cinco pacientes aguardando resultados de exames, que estão sendo feitos no Laboratório Adolpho Lutz, em Araçatuba. 
BACTERIANA 
A assessoria informa que no primeiro caso de meningite bacteriana foi descartada a meningite meningocócica, que é o tipo mais grave da doença. E por se tratar de meningite por meningococo, não há necessidade de bloqueio e ou interdição de ambientes como as escolas, conforme prevê protocolos da Secretaria de Estado da saúde. Segundo o SVE a maioria dos pacientes já teve alta e voltou a exercer suas atividades normalmente. 
SINTOMAS
Os sinais e sintomas de meningite podem surgir repentinamente: febre, dor da cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos. Mudanças de comportamento como confusão, sonolência e dificuldade para acordar podem ser sintomas importantes. Em bebês, os sintomas podem ser febre, irritação, cansaço e falta de apetite. Sempre que alguém apresentar esses sintomas, deve procurar imediatamente uma unidade de saúde e iniciar o tratamento o mais rápido possível.
PREVENÇÃO
O Serviço de Vigilância Epidemiológica orienta que as medidas de prevenção são baseadas principalmente em higiene e limpeza, além da importância de manter ambientes arejados. São medidas preventivas:
  • Higiene pessoal: lavar as mãos por diversas vezes (antes de se alimentar, após usar o banheiro, depois de espirrar e tossir); utilizar preferencialmente toalhas descartáveis para enxugar as mãos;
  • Higiene Ambiental: manter os ambientes limpos e arejados, lavar banheiros com solução clorada duas vezes ao dia, evitar o uso de ar condicionado;
  • Higiene dos alimentos: lavar e desinfetar alimentos como frutas e verduras;
  • Higiene de utensílios e equipamentos: evitar o uso de bebedouro coletivo à pressão, utilizar copos descartáveis, desinfetar filtros e bebedouros com solução clorada, utensílios de uso individual como escovas, chupetas, mamadeira e mordedores devem ser separados.

SURTO DE MENINGITE VIRAL EM PENÁPOLIS

Como já não bastasse os mais de 3.500 casos de dengue (isto é os dados divulgados pela Prefeitura de Penápolis), a Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio do Serviço de Vigilância Epidemiológica, divulgou na tarde de hoje o aumento no número de casos de meningite viral. 
De acordo com a assessoria de comunicação da administração municipal, desde o início deste ano, foram registrados 11 casos de meningite viral, sendo um caso no mês de janeiro e 10 casos no último mês, dos quais são crianças com idade entre dois a 11 anos. O que classifica até o momento como um surto de meningite viral. 
A nota explica ainda que até o momento estes casos foram diagnosticados como meningite viral que tende a ter cura na maioria dos casos. Sendo menos grave do que a meningite bacteriana.
A meningite viral é uma infecção causada por vírus que atinge a membrana que envolve a medula espinhal e o cérebro. É causada pelo enterovírus que se encontram na garganta e fezes das pessoas infectadas. O período decorrido entre a exposição ao enterovírus e o aparecimento dos sintomas é de 7 a 14 dias em média.
A meningite tem como sintomas: febre de início repentino, dor de cabeça, vômitos, rigidez de nuca ou dor no pescoço, sonolência importante e ou irritação, confusão. Em recém-nascidos e lactentes, os únicos sinais e sintomas de meningite podem ser febre, irritação, cansaço e falta de apetite. 
Conheça as principais medidas de prevenção da meningite
  • Limpeza e higiene são os fatores principais para a prevenção da doença;
  • Lavar as mãos com água e sabão. Para uso coletivo o sabão deve ser preferencialmente líquido. Ao secar as mãos, prefira toalhas descartáveis a toalhas de tecido;
  • Manter os ambientes sempre limpos e arejados e evitar o uso de ar condicionado;
  • Lavar os banheiros no mínimo 2x por dia, com solução clorada;
  • Lavar e desinfetar os alimentos, como frutas e verduras, com solução clorada;
  • Evitar o uso de bebedouros coletivos à pressão.

Com informações da Secretaria de 
Comunicação da Prefeitura de Penápolis

CADEIRANTE É EXEMPLO DE SUPERAÇÃO, DEDICAÇÃO E AMOR AO PRÓXIMO

Cristiane Barbosa França, 40 anos, é uma entusiasta da vida, soube fazer de seu sofrimento trampolim para conquistar satisfação pessoal
Com performance exemplar do interprete Ivo Pessoa, a música ‘Uma vez mais” embalou os corações apaixonados de uma geração. Essa mesma canção marca o ressurgimento de um dos sonhos de Cristiane Barbosa França, ou simplesmente, ‘Cris’ – a dança. 
Foi na Rede de Reabilitação Lucy Montoro em São José do Rio Preto que conheceu o poder transformador da dança. Ela que dois anos antes, sofrera uma grave queda fraturando entre a bacia e a coluna e afetando órgão vitais como o intestino e a bexiga. 
“Quando eu me machuquei escorregando em um banco da cidade, foi pela junção de vários fatores como a paralisia, a fraqueza nas pernas e porque eu tinha andado demais naquele dia. Mas, a princípio, nada tinha acontecido comigo, pois, eu levantei e fui pra casa normalmente. Entretanto, no outro dia não levantei mais. Eu fui pro hospital, pro Pronto Socorro e não achava o que era a minha dor, onde fiz um Raio X e deu a fratura. Fui encaminhada para o Lucy e lá cheguei de fraldas. Aos poucos foram me reabilitando conseguindo chegar no medicamento ideia pra mim – a morfina”, lembra.  
Foi através do fisioterapeuta e professor de dança Guto Rodrigues que Cris pode realizar uma aula de dança. “Foi amor a primeira vista, fiz a primeira aula e me apaixonei”. A sua dedicação, fez com que a administração do hospital liberasse a entrada de seu filho Otávio, de nove anos, para que fizesse o trabalho de dança junto com ela. 
“Para irmos a Rio Preto fazemos docinhos de doce de coco e vendemos a R$ 0,70 ou 0,80 o saquinho. Esse dinheiro vai para o cofrinho da viagem e assim ajudar nos custos”. 
A recompensa de tantos ensaios fez com que dançassem lindamente a música “Uma vez mais” no aniversário de Rio Preto. “Meu sonho é ter por aqui uma sala pra dança específica e com professor habilitado”. 
O COMEÇO 
A consciência crítica de Cristiane hoje é fruto de muito sofrimento do passado. E a preocupação de mãe fez que resolvesse um problema de forma inusitada, inclusive para a diretora da escola Marilena Cipriano. 
Um dia seu filho chegara em casa chorando e lhe contou que fora ameaçado de apanhar por ela ser cadeirante. “Na hora liguei para Alessandra, um amor de pessoa, que prontamente abriu a escola para que o psicólogo Júlio Ribeiro, o presidente da Adefipe Antônio Carlos Rosendo e eu fizesse um trabalho na escolas. Mostramos que ser deficiente é igual a qualquer pessoa, mostrei fotos da dança. Hoje eu sou conhecida como mãe do Otávio”, conta com sozinho no rosto. E complementa: “Otávio a partir daquele momento é tratado muito bem. Os meninos que queria bater nele, hoje o defendem”. 
Esse trabalho teve tamanha repercussão que foi reproduzido nas escolas do bairro do Pereirinha e na Mário Sabino onde estudara. “A escola Mário Sabino com certeza mexe muito comigo porque eu sofri todas as atrocidades que uma criança não podia sofrer. Com 11 anos eu comecei a estudar e os professores tentavam me proteger ao máximo, mas quatro crianças me machucavam muito, fazendo eu parar na quarta série”. 
INFÂNCIA 
Cristiane com quatro meses teve a poliomielite e aos sete anos engatinhava como um bebê. “Até aos três meses de vida eu era uma criança perfeita, mas quando me aplicaram o remédio ele não foi eficaz, mas paralisou o avanço da doença”.  
Desde os 4 meses de idade, através do aconselhamento médico de João D´elia, Cristiane operou muitas vez as pernas do joelho pra baixo. “Atualmente a diferença é muito pouco, mas graças as intervenções cirúrgicas. Hoje meu pé é certinho e minha perna tem pouca diferença”. 
Para custear o tratamento a mãe de Cris dependia de ajuda, muitas vezes da antiga transportadora Pirani, que as levavam a São Paulo, mais precisamente no Largo do Arouche, ou dependia de parentes.”Minha mãe me tratou sozinha, meu pai era alcoólatra e me sentia impotente, pois, via minha mãe apanhar do pai e não podia fazer nada”. 
Aos 17 anos começou a trabalhar no Centro Cirúrgico da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis mas não pode ficar por muito tempo por não ter oitava série completos. E hoje com 40 anos voltou a estudar no CEEJA para se dedicar a fazer o que mais gosta – atender as pessoas. É secretária da Adefipe (Associação dos Deficientes Físicos de Penápolis). Ela também é mãe de Beatriz e avó de Maria Eduarda. 

Carta à Cristiane

O que falar sobre a Cristiane… Ou, como carinhosamente é mais conhecida, “Cris”?!
Hmmm… acho melhor então, falar sobre o que a Cris NÃO é…
A Cris não é gananciosa e nem ociosa. Não é individualista ou amargurada (nem como ser humano tampouco por ser cadeirante).
A Cris não é supérflua. Não é mesquinha. Não é invejosa ou de querer mal a alguém…
A Cris é um exemplo de superação!
A Cris é uma pessoa cujas limitações a própria desconhece e que surpreende cada vez mais aqueles ao seu redor!
Cristiane: menina no sorriso e mulher na desenvoltura.
Cristiane: pessoa nascida meio uma deficiência que a retirou a possibilidade do livre-caminhar… Entretanto, “livre-caminhar” não significa “não-andar”…
A Cris aprendeu desde cedo a ponderar os movimentos do próprio corpo. 
Em função não ter tomado quando criança a vacina contra paralisia infantil, adquiriu uma doença que a prejudica até hoje, 40 anos depois, sua locomoção e o equilíbrio corporal. Por tal motivo, Cris precisa da cadeira de rodas para se locomover e se fazer andante.
Não obstante o próprio desconforto físico em tenra idade, Cris, que já se deparava com as mazelas da falta do controle do próprio corpo, conheceu também as horrendas mazelas que permeiam o próprio ser humano: intolerância, desrespeito, preconceito, discriminação…
Cris sofreu por muito tempo bullying na escola (penapolense) onde frequentava o antigo primário, ainda com apenas 8 anos…
Levou tapas, socos, pontapés, era empurrada para cair e não ter forças para se levantar, literalmente, rastejando-se para se esconder de tamanha vergonha… Detalhe: sempre aos olhos e gargalhadas de outras crianças que achavam aquilo tudo uma enorme brincadeira, uma grande festa cuja protagonista era um ser humano já em condição de sofrimento interno…
Enfim…
Na literatura, são comuns casos de vítimas de bullying escolar acometerem-se ao crime, à violência, às drogas ou, no intuito de acabar com o sofrimento que vivenciaram (e vivenciam em suas memórias, como prisioneiros de uma infância conturbada), dar fim a própria vivência…
Todavia, estamos falando da Cristiane! “Menina no sorriso e mulher na desenvoltura”!
Cristiane se afastou da escola. Não suportou as violências físicas e psicológicas que sofria naquele ambiente (bem como a falta de interesse dos gestores da escola solucionar efetivamente a situação) e “optou” por abandonar os estudos mesmo mal sabendo a ler e escrever…
Pessoa com deficiência (e não “deficiente”), marginalizada, com infância sem boas lembranças significativas e praticamente analfabeta… Pouco o futuro poderia reservar para esse sujeito…
Cristiane! 
Derivado do nome “Cristina” e que em latim (segundo a “mãe” internet e o “pai” google) significa “ungida pelo Senhor”! Mulher menina forte e centrada! Determinada e ávida por disseminar bons valores!
Verdade ou não, o termo “ungida pelo Senhor” vem bem de encontro com a vida da nossa Cristiane!
Apesar de ter sofrido por sua condição de pessoa com deficiência durante a infância e adolescência (ou acharam mesmo que o bullying acontece apenas nas escolas???), Cris buscou formas de ressignificar sua condição (cadeirante) e tentar, aquilo que dizem, “ser normal”…
Ser normal…
O que vem a “ser normal” em um mundo cada vez mais dinâmico e com novos conceitos/facetas surgindo a cada dia? O que vem a ser normalidade num universo de quase 8 bilhões de singularidades, pensamentos diferentes???
Enfim…
Seja lá qual for o ideal de normalidade internalizado por Cris, a mesma buscou, através do esporte (mais precisamente na natação) uma forma de (re)conquistar a autoestima que muitos lhe tiraram nas brincadeiras sem graça ou nas violências a que Cris foi submetida durante grande parte de sua vida.
Cris passou a nadar. Viu o corpo mudar e a se sentir bem consigo mesma.
Apesar da falta de coordenação motora com as pernas, sentia-se mais segura de sair em público, de se relacionar com outras pessoas, de se olhar no espelho e ver alguém de direitos e socialmente inserido.
O esporte, que entrou na vida de Cris como um meio para que a mesma pudesse dar sentido a própria vida, acabou sendo (talvez o maior de todos) um grande amigo e companheiro. 
Um verdadeiro norteador de planos cada vez mais ousados…
Ousadia…
Como definir ousadia em um mundo cada vez mais ousado e robusto? Num sistema de ser e agir que privilegia o “ativo” e patologiza o “passivo”? Em um modo de se viver onde a felicidade é endeusada e a tristeza vista como fraqueza…?! 
Enfim…
Seja como for, Cris ousou e ousou mais uma vez: começou a dançar!
Por mais distante que possa parecer os termos “pessoa com deficiência” e “dançar”, Cris uniu esses “opostos” e se tornou bailarina em uma tríplice relação entre bailarina, bailarino e cadeira de rodas!
Cris não nega sua condição.
Começou a fazer dança como atividade terapêutica em Rio Preto no Hospital Lucy Montoro (referência nacional no lidar a reabilitação de pessoas com deficiência). 
Porém, por ser a “ungida pelo Senhor”, não se conteve e foi além: passou a praticar mais e mais, cobrar do próprio corpo já surrado e cansado pelo tempo e almejou por limites ainda desconhecidos.
Como um dos resultados, Cris passou a compor uma companhia de dança profissional naquela cidade que se dedicada a todo tipo de “gente às margens” (pessoas com deficiência, idosos, pessoas acima do peso, entre outros). 
Em Penápolis, Cris ainda se deu ao luxo de dançar e mostrar um pouco do seu trabalho na dança de salão com um dos maiores professores deste tipo de dança de todo estado, o sempre elegante, Sandro Frabeti.
Está bem para você?!?!
Mas não para a Cris!!!
Em um recente episódio lamentável na escola onde o seu filho estuda (hããã??? Filho??? Como assim??? Sim! F-I-L-H-O! Relação sexual consentida! Prazer! Orgasmo! Deitar em uma cama e se entregar para um homem! Sim! Pessoas com deficiência também podem!!!), a criança, que é negra, sofreu bullying escolar… (
Algo que nos remete a pensar o que vem sendo feito para coibir esse tipo de violência nas escolas do município… (já que algo igual,  que aconteceu três décadas atrás, voltou a se repetir nos últimos meses em pleno século XXI…).
O “engraçado” (que de graça só leva no nome) é que o “normal”, o “comportamento padrão”, remeteria a ideia de “criança negra = bullying racial”. 
Até ai, “tudo bem”… “aceitável”…
Pasmem: o filho da Cris, com 11 anos idade, sofreu bullying escolar (tendo inclusive que correr para o banheiro feminino para não ser espancado por um grupo de crianças que queriam pegá-lo) meramente, simplesmente, pelo fato de Cris ser pessoa com deficiência… (…)
Ou seja, olha “a Cris” sofrendo bullying novamente…
Como tudo nessa vida que evolui, o bullying, infelizmente, evoluiu junto…
Não basta você ser de uma condição “aceitável” pelos agressores (branco, magro, sem óculos, sexo masculino, hetero, etc). 
Caso você tenha algum parente ou amigo com características “bullynescas” (negro, acima do peso, comportamentos introvertidos, entre outros) também será passivo de sofrer violências físicas e-ou psicológicas numa relação desigual de poder.
E viva a democratização do bullying! Tem violência para todo mundo!
Um problema social que ainda é visto como individual e, ao contrário das políticas públicas para enfrentamento do tema, avança ao ponto de “se modernizar” e atingir as redes sociais (vulgo, “facebook”) através do conhecido por cyberbullying!
Enfim…
Mas Cris é a Cristiane. A “ungida pelo Senhor”…
Lamentar? Chorar? Tirar o filho da escola e deixá-lo numa situação de analfabetismo funcional como a própria mãe ficou? Falar com a diretora da escola para esta chamar os pais dos alunos agressores para que elas batam nos filhos tentando corrigir esse comportamento? 
Não… Definitivamente esse não é modo de agir de Cristiane perante as mazelas da vida…
E foi a Cris fazer limonada com os limões que lhe deram…
Num gesto… no mínimo de extrema sensibilidade, Cris pediu espaço para a diretora da escola onde seu filho estuda para conversar com todos os alunos daquela instituição de ensino sobre a questão do bullying escolar sendo ela mesma, exemplo dos prejuízos que tal atitude poderia trazer na vida de uma pessoa mesmo quando ela se encontrasse adulta.
Sem citar nomes ou apontar culpados (até porque quem cometeu as agressões contra o seu filho saberia que aquelas palavras era para ele), Cris dialogou, com linguagem simples e sincera, sobre esse assunto com um grande número de crianças.
Não por menos, a própria se emocionou, chorou ao falar do tempo em que ela mesma apanhava e precisava se esconder nos banheiros para não apanhar ainda mais (algo que naquele momento estava ocorrendo com o seu filho…).
Em empatia, solidariedade, amor talvez, muitos alunos daquela escola, com faixa etária entre 7 e 11 anos, acompanharam Cris em seu lamento e lacrimejar buscando se imaginar naquele sofrimento que Cristiane recordava.
O encontro terminou… A conversa se encerrou… Cris passou sua mensagem…
Formou-se logo em seguida ao seu “obrigado” uma enorme fila de crianças querendo abraçá-la, confortá-la em sua dor e mostrar um pouco de compaixão por sua vivência.
Depois de muitas selfs, fotos, agradecimentos e até autógrafos, Cris foi embora daquela escola com a certeza de que conseguiu atingir mais um objetivo em sua vida: mostrar que violência e agressão não educam, não formam pessoas, não determinam caráter…
De tão relevante foi esse seu primeiro encontro com as crianças desta instituição de ensino, Cris iniciou um projeto próprio, sem apoio de nenhum órgão público ou partido político, e passou à ser CONVIDADA por outras escolas municipais para conversar com os seus alunos, crianças em fase de desenvolvimento biopsicossocial, com o intuito de ser exemplo vivo dos malefícios que a prática do bullying escolar pode acarretar na formação de um ser humano.
Ah… Cris também voltou a estudar! Hoje cursa o CEEJA de Penápolis e almeja concursos públicos para ter e dar ao filho uma melhor qualidade de vida!
E, claro, por ser “a Cris” (!), arrumou uma paixão e hoje se encontra amando e namorando uma pessoa que a aceita, a compreende, a entende e aprende com sua parceira!
O que falar sobre a Cris? Bem. Vou pensar e voltarei para te contar…

Julio Ribeiro | Psicólogo

FERNANDA SOUZA É CAMPEÃ PAULISTA ESTREANTE DE FISICULTURISMO

Com o título em Osasco a penapolense garante vaga no paulistão da modalidade na categoria Figure 2, que ocorre no mês de maio em São Paulo
Fernanda após a ganhar as duas competições entre o técnico e marido Zé Paulo (a esq.) e seu preparador Daniel Montalvão (a. dir)
Com o número 59, a atleta gliceriense mas radicada há 9 anos em Penápolis Fernanda Souza, 31, sagrou-se campeã no Campeonato Paulista Estreante da Nabba (National Association Bodybuilding Amador) de Fisiculturismo na categoria Figure 2, para mulher com até 1,63 m. O evento ocorreu no último dia 15 de março, na cidade de Osasco. 
Mas para chegar bem na competição que a classificou para o Campeonato Paulista de Fisiculturismo – o Paulistão – que acontecerá em São Paulo no dia 9 de maio, Fernanda vem se preparando a pelo menos um semestre. 
Em junho do ano passado, Fernanda decidiu procurar o preparador físico e o nutricionista Daniel Montalvão de São José do Rio Preto para orientá-la numa dieta. O resultado foi surpreendente, pois, em 40 dias o corpo de Fernanda começou a dar grandes rendimentos. 
Com isso veio o convite de Daniel para competir nos campeonatos de fisiculturismos que viria pela frente. Foram sete meses de incansáveis preparação. 
Nos últimos dois meses por exemplo (momento onde começa a definir o corpo para a competição), Fernanda teve uma alimentação regrada apenas por arroz e batata doce. 
Durante o competição ela participou em três momentos – a prévia – instante onde os jurados analisam quem realmente está mais preparada. A coreografia (sequência de poses apresentada com uma música de fundo), onde teve a participação de dois dançarinos  penapolenses – Pablo Guedes e Ana Claudia Augusti, da academia de dança Sandro Fabretti. E o combate última apresentação antes do resultado final. 
De acordo com o treinador e marido José Paulo da Silva do Valle, Fernanda teve 1 minuto para apresentar diversas poses para que os jurados pudessem analisar. “Nesta categoria os jurados analisaram volume muscular, definição, assimetria e proporção”, comenta. 
Após ganhar a categoria Figure 2, ela consagrou-se campeã da noite (overall) quando concorreu com a campeã da Figure 1, acima de 1,64 m. 
PREPARAÇÃO 
Nas competições de fisiculturismo existe dois momentos importantes – o período ‘Off Season’ – fora de época de competição onde o atleta ganha massa muscular e tem gordura e água pelo corpo. 
O período ‘Pré Contest’ – momento antes das competição que a atleta segura e começa tirar a gordura e a água do corpo para tê-lo definido. Para se ter uma ideia Fernanda chegou com 2% de gordura no corpo durante a competição do paulista estreante. A título de comparação uma não atleta chega ter acima de 6% de gordura no corpo. 
Na competição a preparação prevê também que ela tome vinho tinto seco para dilatar as veias – pois isso mostra que entre a pele e o músculo existe uma ‘película mínima’ de gordura e água. 
Zé Paulo salienta que praticar o fisiculturismo é viver o esporte 24 horas por dia, pois, o seu corpo é o instrumento. Para se ter uma ideia existe uma estimativa de que apenas 0,3% são fisiculturistas no mundo. 
Há alguns anos a dupla vem se preparando, pois, o Zé Paulo se especializou em fisiculturismo com o professor Valdemar Guimarães – um dos melhores profissionais no Brasil. 
“Principalmente para o fisiculturismo feminino pois a mulher não tem testosterona para definir os músculos, o que o torna um trabalho diferenciado” comenta. 
Para Zé Paulo uma junção de fatores fez da Fernanda Souza uma atleta diferenciada. “Para chegar no corpo que a Fernanda tem hoje precisou de 100% de dedicação, tanto, nos exercícios, na alimentação e também no descanso, afinal você é o que você repetidamente faz” e completa: “Ela faz 1 hora e 30 minutos de treino por dia, em dois período de 45 minutos”. 
Depois da competição ela teve uma semana livre para repor o que ela estava perdendo nas últimas semanas ajudando a recuperar a musculatura. “Nossa pra mim foi um alívio, pois, puder comer bastante chocolate que eu amo”, comenta toda alegre. 
A MULHER 
Há nove anos, Fernanda Souza começou a frequentar as academias quando ainda morava em Glicério. “Eu ia todo dia para Birigui fazer academia”, foi quando surgiu a oportunidade de trabalhar como auxiliar de contabilidade no Posto Caneco de Ouro. “Resolvi então mudar de academia e praticar aqui em Penápolis, foi quando conheci a Body World e o Zé Paulo”. 
Fernanda tem uma rotina como de todas as outras mulheres, arruma a casa, faz comida para o marido e ainda dá atenção para seu filho de 14 anos. Entretanto, o choque cultural de ver uma mulher de corpo totalmente definido faz com que muitas pessoas a parem na rua e perguntarem se sente-se feminina. “Toda vez que me perguntam isso eu respondo com uma frase da Cinara Polido – ‘Músculos não tiram a feminidade. Ser feminina é questão de atitude ou você tem ou você não tem'”, salienta. 
Porém, parte da família de Fernanda não aceita seu novo estilo de vida. “O estilo de vida que escolhi para mim choca e muito minha família, eles fazem parte das famílias tradicionais que curtem um bom churrasco ou uma feijoada, mas no momento estou focada nas competições, então evito de ir para Glicério para não criar mal estar”. 
O que a alimenta de esperança para se sair bem nas próximos competições é o incentivo dos amigos e de alguns familiares. “A cada competição recebo mensagens de incentivo e isso me motiva demais para continuar. Para se ter uma ideia, uma galera fechou uma van para ir me ver competir. Isso é maravilhoso”, finaliza. 

Atleta se prepara para os próximos desafios 

Fernanda Souza se prepara para os próximos desafios junto de seu técnico e marido José Paulo da Silva do Valle
Focada no paulistão, agora Fernanda Souza afirma que irá se preparar ainda mais até poucos dias antes a data da disputa e vai procurar retornar com um resultado positivo. 
“Estou com uma expectativa muito boa para o paulistão. Vou continuar com minhas atividades na academia para manter o físico que se encaixe nos padrões da competição. Mesmo mantendo o corpo em dias com a preparação, sei que não é fácil, mas vou tentar deixar tudo certo com relação a dieta e treinos. Estou com foco total para o Paulistão, o campeonato fica a cada vez mais difícil e acirrado, mas a cada competição fico mais experiente – disse.
Essa é a primeira vez que a atleta participou da categoria Figure 2 da NABBA, que é uma das mais suaves e não requer muitas definições e marcações nos músculos mantendo a feminilidade maior das mulheres.

IDOSA DE 90 ANOS É A 7ª VÍTIMA DA DENGUE EM PENÁPOLIS

Uma idosa de 90 anos morreu na madrugada de hoje (24), na Santa Casa de Misericórdia de Penápolis vítima de dengue. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde. 
A doença teve sorologia confirmada após realizados exames durante a internação. por exames realizados durante a internação. De acordo com a nota da assessoria de imprensa é de que a paciente estava sendo monitorada desde sua internação na Santa Casa ocorrida em 12 de março. 
Neste período houve uma transferência para a cidade de Araçatuba, quando ficou internada por 10 dias na UTI daquele município, retornando à Santa Casa de Misericórdia, onde faleceu na madrugada deste dia 24 de março.Desta forma, a cidade passa a contar com 07 mortes confirmadas por dengue em 2015.
DADOS 
A Serviço de Vigilância Epidemiológica, divulgou os dados atualizados referentes à situação da dengue no município. De acordo com o serviço, até hoje (24), foram notificados 2.962 casos, sendo 1.997 casos positivos. Outros 700 pacientes aguardam o resultado de exames. 

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