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Com criações de brinquedos e jogos Amauri de Menezes se destaca no mundo das invenções

Ricardo Faria

Ricardo Faria

Ricardo Faria, é jornalista e autor do Blog do Faria.

Com influência de seu pai estudou eletrônica e acabou criando um robô para ajudar na premiação de jogos de tiro-ao-alvo usando sistema robotizado
Amauri tem um carinho imenso pelo robô que ele criara para entregar a premiação dos participantes de tiro-ao-alvo de seu antigo parque
Em 1952, o ilustrador Carl Barks criou um dos grandes personagens da história em quadrinhos – Professor Pardal – o galo inventor mais famoso de Patópolis. Hoje, curiosamente é Dia dos Inventores e para comemorar o INTERIOR foi conhecer as histórias do nosso ‘pardal’ penapolense – Amauri de Menezes. 
Ele como o personagem nutre bons sentimentos com todo mundo, mas diferentemente do galo não provoca reações irritadas por causa de seus inventos. 
Por influência de seu pai, cursou mecânica no Senai e estudou um pouco de eletrônica, pois precisara na época de circo para realizar as necessárias manutenções da grande lona. 
Amauri é de família tradicional do circo, mas com o tempo e o advento dos parques de diversões migraram por sobrevivência. Mas foi no parque que despontou suas primeiras invenções, tanto é, que até pouco tempo atrás, o pequeno parque as atrações construídas por ele mesmo, montando desde a parte mecânica até o acabamento.
INVENÇÕES
Ele tem um ‘cantinho’ especial na casa onde mexe com suas invenções
Amauri criou além de brinquedos tradicionais como carrossel, motoquinhas, espaçonaves e aviõezinhos, um barco que simula a navegação, bem como, de um robô e um carrinho que leva o prêmio para o ganhador após ele acertar todos os cinco alvos. 
“Me inspirei no tradicional tiro-ao-alvo com disputa de prêmios, muito utilizados em parques e feiras, pois, analisando o funcionamento desses brinquedos percebi os riscos que eles ofereciam. Com isso criei um sistema que utilizava do laser para funcionar”, explica. 
Começou a trabalhar nesse sistema em meados dos anos 80, onde construiu um mecanismo que quando o jogador acerta com o laser um conjunto de cinco luzes vermelhas enfileiradas, aciona um robô que percorre um trilho e entrega ao ganhador o prêmio. Mas somente nos anos 90, a primeira versão do robô foi lançado, pois, os equipamentos ficara mais baratos. 
Também ajudou a sua filha, Syrilla Morales de Menezes, a montar uma mini usina hidroelétrica que gerava energia nos postes da cidade em maquete. 
“Foi bacana que fui dando dicas a minha filha e suas amigas e o projeto ficou muito bom. Até o professor de física o Milton Peixoto gostou demais”, conta. 
Segundo Amauri atualmente não está criando nada de especial, mas começará nos próximos dias a refazer um caminhão que criou anos atrás que perfazia o percurso da pista montada e ao passar diante do local em que se encontra o jogador despeja sua carga em uma bandeja, retornando ao ponto de partida, pois, pretende repassá-lo a um amigo que pediu a encomenda. 
VIDA 
Amauri de Menezes é casado com Maria Lúcia Morales de Menezes que conheceu em um das vindas para Penápolis. Da primeira vez em diante retornou várias vezes, até que a pediu em casamento. 
Nos primeiros anos de casados, Maria Lúcia percorreu o Brasil junto de seu amado com o ‘Menezes Parque Show’. Mas, após a filha estar prestes a frequentar a escola, preferiu fixar residência na cidade e auxiliar a filha nos ensinos. “Não queria que minha filha sofresse o que eu sofri morando no circo, pois, não tínhamos residência fixa e isso me prejudicou muito”. 
Tanto é que agora está frequentando o CEEJA (Centro Estadual de Educação de Jovens e Alunos), para terminar os estudos. Mas isso não foi um grande empecilho, pois, trabalhou consertando painéis de aviões e atualmente é o eletricista do DAEP (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis). 

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