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Deputado Paulo Fiorilo diz que projeto aprovado irá criar ‘camarote da vacina’

Ricardo Faria

Ricardo Faria

Ricardo Faria, é jornalista e autor do Blog do Faria.

O deputado estadual, Paulo Fiorilo (PT), afirmou durante o seu discurso na sessão extraordinária dessa terça-feira (6), que o projeto de lei 108/2021 de sua autoria foi descaracterizado.

“No projeto que apresentei tinha três artigos. A possibilidade da compra pelo Estado de vacinas autorizadas pela Anvisa e em caso de demora, o Estado poderia comprar de outros laboratórios, desde que aprovados pelas agências internacionais e autorizava os créditos adicionais para adquirir com os recursos do Estado”, explica o parlamentar.

Fiorilo salienta que os estados e municípios estão comprando vacinas para aumentar os números de vacinados, mas, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo está propondo criar o ‘camarote da vacina’.

“Ao contrário de incentivar que o Governo de São Paulo gaste esse recurso comprando outras vacinas, além do que produz aqui, não, a gente vai propor criar o camarote da vacina, com o argumento de que vai vacinar os trabalhadores. Para com isso, se é para vacinar os trabalhadores, propõe então que os empresários comprarem vacinas para que o SUS o faça. Quem é que tem uma estrutura como essa para vacinar os trabalhadores?”, argumenta o deputado.

Para ele, o projeto aprovado nesta quarta-feira (7), propõe uma ruptura com o sistema de vacinação brasileira, exemplar para o mundo. “Nós precisamos estabelecer um critério. Que nós vamos comprar sim, mas, vamos comprar para o Plano Nacional. Vamos comprar para o Estado, porque daí é possível”.

DESCONTADAS

O deputado salienta ainda a importância de haver a discussão de compras de doses das vacinas pelos municípios. “Há uma discussão feita no município, de que se o município comprar, ele pode negociar com o Estado para ele ficar com as doses e elas serem descontadas no final do plano, então, os municípios deixam de receber as doses do Plano Nacional, compra uma cota maior e depois vai sendo descontados de forma gradual até o final do plano. Acho que essas coisas são importantes, necessárias, o Estado tem recursos, poderiam comprar as vacinas e elas serem aplicadas naqueles que são prioritários e naqueles que são essenciais.”

E completa: “A gente tem muita gente trabalhando, que precisam ser imunizadas e se continuar neste plano, nesta vagareza, não vamos fazer o que absolutamente é preciso neste momento de guerra. Eu concordo. É momento de guerra e estamos perdendo muita gente. Amigos, parentes, políticos, médicos, enfermeiros, perdendo gente, pessoas fundamentais na nossa vida. Então deixo a minha preocupação para que a gente evite entrar num grande equívoco essa compra pela iniciativa privada”, conclui.

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