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Fábio Ferracini: De depósito de bebidas à construção de uma marca própria de vinhos

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Nada é por acaso. Há 23 anos, Fábio Ferracini com 10 caixas de vasilhames e um freezer inaugurava o depósito de bebidas Ponto Certo, que logo se transformara em Serv Festas. Mas, a sua audácia e principalmente, veia empreendedora o impulsionou a começar um dos maiores projetos de sua vida – a construção de sua própria vinícola.

“Estávamos completando 10 anos e já éramos líder de mercado. Queríamos ampliar nossos horizontes, então somos para São Paulo e de lá conheci o serviço de vinho. Voltei sabendo o que queria fazer, pois, o vinho entrou na corrente sanguínea e não saiu mais”, explica.

Contudo, tinha a vontade mas não a experiência e por isso mesmo foi se especializar. “No início fomos aprender, pois, só vende vinho quem gosta de vinho, quem entra na veia, quem se dedica e vai atrás. Por isso mesmo fizemos um curso de sommelier na Associação Brasileira de Sommelier, numa época que pouco se falava em alto gastronomia no interior e de sommelier muito menos”, lembra.

Com o tempo, Fabinho foi conhecendo mais sobre o mundo do vinho, indo inclusive para outros países da América do Sul, viu ali a oportunidade de abrir sua própria vinícola.
“Tive a oportunidade de ir conhecendo vinícolas de países como Argentina, Chile e Uruguai, até me tornar para além do depósito de bebidas uma importadora de vinhos e foi aí que me deu um ‘clic’ – se eu posso importar, também posso produzir”, comenta.

VINÍCOLA
Fabinho então começa a procurar um lugar que pudesse instalar sua produção de vinhos. Acha no final de 2013, uma área de 2,1 hectares, na Estrada do Mineiro, via de acesso à Rodovia Marechal Rondon. Já em 2014 inicia a construção do empreendimento com mais de 1,6 mil metros de área construída. Ao mesmo tempo, vai atrás de mudas de uvas no Rio Grande do Sul e tempo o apoio de profissionais da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que mantém uma unidade em Jales, especialista em uvas e vinhos.

“Nós tivemos e ainda temos o apoio de diversos profissionais da Embrapa como o Dr. Dimas e de pessoas como o engenheiro agrônomo Ricardo que capacitam nossos profissionais com o manejo da terra e das uvas”, explica.
Tanto é que diversas uvas plantadas na Vinícola Ferracini são de espécies resistentes ao calor. “Precisamos desmistificar a questão de que vinho é somente produzido em regiões frias. É certo que as uvas de adaptam melhor, que a incidência de fungos e menor, que a floração e a brotação assim que acabam o inverno já começam sozinhas a acontecer”.

“Mas, em lugares quentes como a nossa já temos tecnologia suficientes para avisá-las o momento certo de produzir. Não à toa, que temos na região do Vale de São Francisco, duas estações no ano – quente e muito quente, e lá produzem uvas. O segredo é a saber qual uva se adapta”.

Na vinícola entre as espécies que são produzidas são: Carbemet Souvignon, Athaná, Lorena, Moscato Branco. Todavia, todos os vinhos produzidos em Penápolis, ainda não podem ser comercializados por faltarem documento necessária junto a Embrapa. “Esperamos resolver isso o mais breve possível, para podermos colocar Penápolis como produtora de vinhos”, comenta.

PRODUTOS
Atualmente a linha de produtos já está em torno de 13 tipos de vinhos, desde o tradicional ‘La Casa Centenária’ com os suaves e secos, passando pelos vinhos brancos da ‘Rafaelle’, os espumantes Ferracini e em breve com a Cachaça Waldomiro.
“Graças a Deus o La Casa Centenária é líder de mercado na região que compreende Andradina a Penápolis. Já o Rafaelle foi um sucesso de vendas no final do ano e agora vamos expandir nossos produtos para Rio Preto e Bauru”, explica.

Mas, existe um detalhe em cada um dos produtos que está intimamente ligado a família. “A imagem do La Casa Centenária é a frente do depósito de bebidas na época em que meu avô tinha o maquinário para beneficiamento de arroz. Os espumantes Ferracini levam meu sobrenome. Já o Rafaelle leva o nome de meu bisavó da outra parte da família que veio da Itália, tudo tem história”.

Além disso, Fabinho chama a atenção que por trás de todo o glamour que tem o vinho, existe um produtor. “O vinho é feito pelo produtor, aquele que acorda muito cedo, que coloca a mão na massa, que colhe e que planta e que não tem vergonha de mostrar a mão calejada. Portanto, quando você tiver tomado um vinho, lembre-se que tem um produtor por trás”.

FESTAS
Fabinho transformou a Vinícola Ferracini num ponto de turismo, onde as pessoas podem conhecer a plantação das uvas, o processo de fabricação e de armazenamento nos tonéis.

Para isso, irá fazer este ano, pelo menos, cinco grandes eventos. “Nós queremos fazer esses eventos para apresentar a cultura gastronômica de nossa cidade e região. Tanto é que em maio teremos o Chef Rodrigo Alvarez do Grill 187 e em agosto a Festa da Uva”.

A Festa da Uva será realizada nos dois últimos domingos de agosto para aproximadamente 100 pessoas por fim de semana. “Queremos que a pessoa sinta-se com o pé na Itália, na Espanha, podendo pisar nas uvas e provar dos vinhos, sempre com uma banda músicas típicas italianas”, finaliza.

 

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