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Fuhrmann: empresa de pedais genuinamente penapolense projeta mercado exterior

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Com uma produção de 1000 unidades por mês, a empresa pode dobrar a fabricação caso entre em países como Estados Unidos, Chile e China, além da Europa
Jorge Fuhrmann apresenta sua coleção de produtos de pedais analógicos
Com quase nove anos no mercado musical brasileiro, a Fuhrmann, empresa de pedais analógicos para guitarras e baixos, foi constituída na cidade de Penápolis, interior de São Paulo, sendo um típico negócio de família. 
Jorge Fuhrmann apostou na ideia de seu filho Daniel Fuhrmann que desejava produzir alguns pedais para uso próprio, além de vender na internet. E baseado em seus conhecimentos em eletrônica assim o fez em meados de 2006, ano que começou a operar a recém-formada empresa. 
Ambos, com certa experiência em musica, principalmente, de Daniel que é músico, sabiam da dificuldade de importar instrumentos e acessórios resolveram se aventurar percebendo que havia um vasto mercado. 
“Em 2005, o mercado nacional estava carente, na época existiam algumas marcas acabaram fechando por os produtos serem muito ruim. Algumas empresas começaram na época, mas também fecharam. Era praticamente tudo importado e o preço era muito caro”. 
As primeiras produções foram em casa mesmo, mas com o tempo precisou de um novo espaço. Com isso procurou a Incubadora, projeto da Prefeitura de Penápolis que fornecia estrutura física e consultoria inicial, na época em parceria com FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Sebrae para as pequenas empresas e assim dar o poder de alavancar o negócio. 
No segundo semestre de 2006, tiveram a experiência de apresentar os primeiros produtos que foram construídos – Tube Drive um pedal de distorções, Power Drive e o Over Drives que até hoje é sucesso de vendas, na ExpoCristã – maior feira de arte cristã no pais. 
“Tivemos a alegria de apresentar o produto na expo e todos gostarem; lá fizemos contatos com representantes que eram músicos e Davi Barcelos foi um dos que nos ajudou muito a nos inserir no mercado”.  
TECNOLOGIA 
Toda a tecnologia dos produtos é projetada exclusivamente na sede da empresa em Penápolis
De acordo com Jorge Fuhrmann, os primeiros pedais tinham formatos maiores, por que foi pensando na capacidade produtiva, principalmente, depois que decidiram ter o controle de todas as etapas. 
“Tudo que foi desenvolvido aqui, foi por nossa pesquisa, não achamos nenhum modelo pronto que nos dizia você deve fazer isso, até a aplicação do silk screem. Isso nos fez ter controle de toda a etapa do processo, desde a chapa que entra, até o pedal que sai”, comenta. 
Atualmente o único objeto de terceirização é a PCI (Placa de Circuito Impressa), que é confeccionado por outras empresas. “Fazemos os protótipos e todos os testes necessários por aqui mesmo, somente depois é que mandamos fazer porque esse processo envolve produtos químicos e essas empresas têm a tecnologia e os equipamentos para produzir uma ótima placa”. 
No inicio foram produzidos os pedais analógicos que buscavam a sonoridade dos anos 70 e 80, bem como, componentes usados naquela época. Agora a Fuhrmann deseja dar um salto na aplicação de novas tecnologias. 
“Hoje estamos com projetos prontos que usa o DSP (Processador Digital), onde estamos prevendo para o ano que vem uma linha de produtos digitais. Para isso estamos firmando uma importante parceria com uma escola de música de São Paulo”, salienta. 
Além dos digitais, Jorge quer também inserir a Fuhrmann como referência também na fabricação de amplificadores. Para isso já foram realizados diversos protótipos. 
“O nosso interesse como foi feito nos pedais é de dominar todo o processo de fabricação. Para isso, adquirimos máquinas desde pra enrolar transformadores até para contar chapas e fazer os invólucros, com isso teremos capacidade de produção de era pra ser esse ano, amplificadores valvulados e transistorizados”. 
Mas Fuhrmann lembra que para competir neste mercado terá que ter valor agregado. “Se não tiver valor agregado, só pelo simples preço você não consegue competir por exemplo com a China. Tem que se ter novidade e um bom trabalho de marketing”. 
“Estamos o tempo todo criando e prospectando novos produtos, pois buscamos constantemente feedback de nossos usuários, representantes, como filtro para ver a nossa capacidade de fazer, sem contar o processo rigoroso que submetemos para sair um produto da melhor qualidade”, comenta 
COMÉRCIO EXTERIOR
A Fuhrmann controla o processo de produção dos mais variados produtos para guitarra e baixo
Como o plano de negócios, o processo de pesquisa tem de estar constantemente atualizados, pois, somente assim poderão lançar produtos com a aceitação do mercado. 
Com entorno de 50% do mercado nacional, a Fuhrmann começa a traçar o caminho para a abertura do mercado exterior em 2015. “Nós tivemos uma experiência esse ano, onde entramos na Argentina, esperamos que a partir do ano que vem consigamos entrar em outros países”. 
Prestes a participar pela primeira vez da NAMM (National Association of Music Merchants), em Los Angeles nos Estados Unidos, entre os dias 22 e 25 de janeiro, a Fuhrmann estará lá expondo seu mais novo produto para lançar durante a feira. “Estamos produzindo um pedal analógico com assinatura ‘Indoors’ que será apresentado na exposição, está em fase de testes finais, principalmente, da sonoridade que é feita única e exclusivamente pelo ouvido. Esse novo modelo terá um sistema de controle tom ativo e dois canais. Pensamos para um cara que toca heavy metal”.  
Atualmente com uma produção mensal de 1000 unidades, a Fuhrmann já configura uma pequena empresa vislumbra o mercado exterior, porque analisa ainda que o mercado brasileiro estará bem pior nos próximos dois anos. 
“Pelo o que acompanhamos, a perspectiva é de uma melhora somente no último no último ano do governo da presidente Dilma, pois, as bases da economia estão muito fragilizadas, tanto é que as famílias brasileiras estão muito endividadas, com isso, o poder aquisitivo das pessoas é bem menor”. 
Com essa perspectiva de futuro, Jorge pretende abrir mercado outros mercados como os Estados Unidos, Chile e China. “A Anafima (Associação Nacional da Indústria de Música) coloca como meta esses mercados por entenderem que são os maiores de suas regiões e o mundo cada vez globalizado fez com que criássemos coragem de expor nossos produtos, pois, não é atoa que o Brasil é o segundo país mais lembrado do mundo quando fala de música, ficando atrás apenas dos Estados Unidos”, finaliza. 

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