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GRUPO DE MAMÃES SE UNE PARA FAZER O BEM ÀS FAMÍLIAS DE PENÁPOLIS

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Disponíveis para o bem, elas arrecadam alimentos e roupas para aos mais necessitados fazendo a alegria de muita gente

Grazielli brinca com uma das crianças durante entrega de presente do natal organizado pela associação

Em outubro do ano passado, Danielle de Menezes, 35 anos, querendo ajudar algumas famílias do município, resolveu fazer uma chamada pública na rede social Facebook para ver se existiam outras mães interessadas em também colaborar. Pois bem, horas depois apareceu Grazielli Grupo Leite, 29, que ela denomina: “a benção que chegou na minha vida”.

Danielle e Grazielli que até então não se conheciam, encontraram na ação das “Mamães do Bem” um estilo de vida. Atualmente, elas não trabalham fora, dedicando exclusivamente ao lar e as funções da associação. À noite Danielle trabalha na lanchonete de seu marido. Já Grazielli se diz formada em ser mãe e atua nos finais de semana como professora na escolinha dominical da Igreja Assembleia de Deus – Ministério de Penápolis.

Elas se juntaram a outras onze ‘meninas’ (Karine Ortiz, Suzana Rebesco, Cristiane Figueiredo, Gabriela Gaspar Gimenes, Bia Moura, Poliana Teixeira Patricia Lima, Roanita Domingues, Graziele Munhoz, Viviane Farias, Biah Aniceto e Nanccy Rocha), que entraram posteriormente e formaram a Associação Mamãe do Bem – grupo de mães ‘super poderosas’ que dão assistência a outras famílias do município de Penápolis.

“Eu fiz o convite em outubro e em novembro nós começamos os trabalhos. A primeira grande ação foi arrecadar presentes para doar no natal a crianças dos bairros Gualter Monteiro e Silvia Covas, nós tínhamos cerca de 100 presentes e não deu pra quem queria. Mas o que mais nos marcou foi que a maioria de nossos brinquedos era de meninas e quando acabou os de meninos, os próprios queriam receber os de menina só para dizer que ganharam um presente”, lembra.

Durante o natal, além dos brinquedos elas também entregaram cestas básicas às famílias que comprovadamente necessitavam. “Fomos recolhendo todos os alimentos que precisávamos, até que um senhor veio e nos doou várias outras cestas. Ele nos disse para irmos ao supermercado e comprar tudo o que precisávamos. E nós fomos e compramos quase R$ 400 em produtos, com isso, pode ter a certeza que ganhamos mais um parceiro para o projeto e que em outro momento ele vai ajudar novamente por saber que o trabalho é sério”.

PROPOSTA
Mas a ideia principal das “Mamães do Bem” é de ajudar a família como um todo, dando assistência no for necessário. “Nós já tivemos casos da mulher chegar aqui grávida de oito meses e não ter sequer uma roupinha, e nós com muito empenho conseguimos um enxoval inteiro”, comenta Grazielli.

“Buscamos aquelas mães que tiveram um filho recentemente e que não pretendem ter outro tão logo e que possam nos disponibilizar separando as roupinhas para doação”, completa Danielle.
Sem ideia, pelo menos inicial de não se formalizarem, a Associação Mamães do Bem entende que para ajudar cada dia mais famílias não precisaria da formalização de uma organização não governamental. “Nós sentimos muito o que as pessoas estão passando agora. Fome não espera né? E a burocracia que existe hoje limitaria nossas ações, então preferíamos ficarmos do jeito que está. Se lá na frente tornar um negócio maior do que nós, iremos registrá-lo”, comenta.

Todos os meses, as mamães fecham a lista dos ingredientes que compõem as cestas básicas e a partir de então vão captar as doações. “Nós desejamos encontrar parceiros que nos ajudassem mensalmente com uma cesta básica”.

Segundo elas, uma das maiores dificuldades é a incredulidade de algumas pessoas. “Já encontramos aqueles que nos perguntaram se não ficamos com as roupas que foram doadas. Daí nós as convidamos a vir com a gente em algumas das casas que frequentamos para verem a real situação daqueles que ajudamos, mas, geralmente elas não vão”, comenta Danielle.

Outra dificuldade é buscar todas as doações que chegam via grupos do Whatsapp e Facebook. “O difícil é buscar, pois, por ser um trabalho voluntário às vezes o combustível termina, mas, mesmo assim o nosso trabalho é tão gratificante porque vemos os sorrisos das crianças e da família no rosto, entretanto, se tiver alguém que quiser ajudar será super bem vinda”, salienta.

Os donativos são acondicionados numa das salas da casa de Danielle, que preparou o lugar para servir de estoque e atendimento.

IDENTIFICAÇÃO
Para facilitar a identificação, as “Mamães do Bem” confeccionaram uma camiseta que tem a menção das mulheres poderosas que são. “No nosso grupo além de mobilizar as meninas a participarem das ações solidárias, como as próprias coletas e doações, nós também ajudamos uma as outras dando conselho sobre muita coisa que acontecem em nossas vidas foram das Mamães do Bem”.

Para conhecer o trabalho desenvolvido pelo grupo e até mesmo colaborar, é disponibiliza uma página no Facebook onde se divulga a iniciativa de ser solidário e entrar na corrente do bem.
O endereço eletrônico é https://www.facebook.com/mamaesdobem.
Além disso podem entrar em contato pelos telefones 18 9 9806 6194 (Danielle), 18 9 9106 2881 (Grazielli), ou pelo endereço R. Jose Borges de Camargo 143, no Jardim Ipê.

DOAÇÃO FAZ CONHECER A DOR E REALIDADE

Danielle com uma das famílias beneficiadas pelas Mamães do Bem

Ao se solidarizar com as pessoas, inevitavelmente se acabará conhecendo melhor a sua realidade, sua dor, e se envolvendo e se emocionando com os dramas vividos. Aí se dá conta de que há pessoas em situações piores que a sua, e você só reclama.
Com o grupo “Mamães do Bem” não é diferente, e já se tem casos a relatar. Danielle de Menezes que encabeçou via redes sociais a mobilização de voluntárias para a causa social, até se emociona quando testemunha os vários problemas
“Nós temos histórias que nos emocionam completamente”, essa é uma das frases de Danielle que relata com os olhos marejados, por exemplo, a história de ‘Seu Sebastião’, que após sofrer um acidente, hoje vive com múltiplas convulsões. Ele e a mulher Dona Cida cuidam de seus netos e no dia que o grupo das mamães foi à sua casa aconteceu o seguinte diálogo:
“-Seu Sebastião já jantou?
Ele: -Nem jantei e nem almocei, porque se eu comer, meus netos ficam sem comida.”
Ao ver os alimentos que as voluntárias levaram, Sebastião chorou.

Um outro caso é de um garoto chamado Bruno, atualmente com quatros anos, designado pelos médicos por ter fibrose cística, uma doença hereditária comum, que afeta todo o organismo, causando deficiências progressivas com característica cicatrizante de formação de cistos no interior do pâncreas e, frequentemente, levando à morte prematura.

Ele recebia ajuda das ‘mamães’, quando sua mãe agradeceu-o dizendo que não precisaria mais, pois, Bruninho tinha conseguido aposentar. Danielle quis mostrar que há pessoas que quando conseguem um outro tipo de ajuda, libera para que outros necessitados também sejam socorridos.

BOMBOM
O primeiro caso das ‘Mamães do Bem’ foi a história de Davi, que em época de Natal foi perguntado o que queria de presente e surpreendentemente pediu bombons.  “Na hora pedi pro meu marido buscar um bombom e quando ele trouxe uma caixa, ele não acreditava que aquilo tudo era seu, fazendo que pulasse de alegrias. Não esquecendo-se de sua mãe, lhe ofereceu também não resistindo e saboreando com o filho” – relata.

“Essa atitude fez com que o menino acabasse com a lombriga. Eu fico imaginando, nós temos tanta coisa em casa com muita fartura, nem que seja um pacote de bolacha, isso ou outras coisas que temos condições de comprar. Em minha casa haviam coisas que acabavam estragando porque não se consumia. Hoje aprendemos a dar valor e a compartilhar”, testemunha Danielle.

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