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Manifestantes do Movimento Sem Teto pressionam Prefeito Célio de Oliveira

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Com gritos de guerra, entre eles “Célio cadê você eu vim aqui só pra te ver”, cerca de 300 pessoas do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto estiveram na tarde de ontem, 3, na prefeitura de Penápolis atrás do prefeito Célio de Oliveira para reivindicar respostas quanto da entrega de possíveis áreas ociosas que a administração possui no município para realizar os lotes urbanizados.
No local, o movimento foi informado pelo secretário de governo Coronel Daniel Rodrigueiro e o procurador jurídico Luís Henrique Leite, de que o prefeito não estaria na cidade. De acordo com Rodrigueiro, ele foi avisado somente na noite de domingo (2), que o prefeito Célio de Oliveira iria para São Paulo em audiência na Secretaria de Governo, bem como, na Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo para tratar justamente sobre os assuntos dos lotes. 
Entretanto, um dos líderes do movimento, Edi Carlos Bondezan Campeol, tem outra versão. Segundo ele, o grupo ligou para o prefeito antes da última reunião realizada na noite da última quinta-feira e o mesmo disse que a reunião com o secretário de habitação seria no próximo dia 12 de novembro em São Paulo. 
“Nós ligamos para ele e o mesmo se comprometeu em levar integrantes do grupo para a audiência em São Paulo. Sem contar que ele disse que viajaria entre quarta ou quinta-feira e o mesmo ou o chefe de gabinete ligaria para avisar caso ele viajasse antes e isso não aconteceu”, comenta.
As reivindicações do movimento é que a prefeitura ofereça ao governo do Estado do São Paulo terrenos, entre eles, uma área de cinco alqueires no bairro Tropical, para que possa incluído no programa de lotes urbanizados, onde entram com R$ 17 mil para cada morador construir a sua própria casa, além disso, o Movimento dos Sem Terra que estão alojados no acampamento Nalson Mandela na Fazenda São José, pedem atendimento básico de saúde, água potável e banheiros químicos, que de acordo com ele não foram atendidos pelo prefeito Célio de Oliveira.
POSICIONAMENTO

Quanto aos terrenos para os lotes urbanizados, o secretário de governo comentou com Eduardo Cunha, assessor parlamentar do Deputado Estadual Carlos Neder (PT) e um dos líderes do movimento de que deveria seguir o posicionamento da procuradoria jurídica da administração municipal.

“Temos que cumprir o direito da isonomia. O movimento é justo, mas não podemos dispensar ao movimento de vocês um tratamento diferenciado daquilo que já estamos fazendo com os demais munícipes cadastrados nos programas”, em outro momento, “Nós não podemos dispensar áreas para vocês sendo que temos pessoas cadastradas nos programas da CDHU e da Minha Casa Minha Vida” e completou “Se você me der a relação de pessoas cadastradas nós vamos confrontar com a relação existem na Emurpe – Empresa Municipal de Urbanização de Penápolis”.
Edi Carlos salientou que é impossível realizar esse cadastro e pediu que a prefeitura enviasse as assistentes sociais para realiza-los na reunião semanal do movimento.
Já Eduardo Cunha salientou que o movimento é quem está levantando a pauta (dos lotes urbanizados), bem como, as áreas no município e se o movimento não conseguir construir a relação com o governo iria ocupar essas áreas.
“Nós estamos querendo fazer diálogo, mas estamos entendendo que isso não está acontecendo e se continuar dessa forma, o movimento tem um caminho, então hoje estamos com 500 pessoas cadastradas e num horário desses de trabalho, estamos com 300 pessoas aqui no paço, ou seja, essa reivindicação é uma reivindicação pesada, então nós estamos querendo dialogar no sentido que nós saiamos daqui com a pauta construída e definida”.

O movimento comenta ainda que já sentou com o prefeito há 30 dias e já houve outros diálogos por diversas vezes neste período, mas o assunto não encaminhou, postergando o sonho da casa própria de centenas de família.
O prefeito disse pra mim e pra o movimento que a prefeitura iria vender essas áreas para irrigar as caixas da prefeitura e que estaria trocando 10 terrenos no jardim do lago em troca de um na esquina da prefeitura para fazer estacionamento que não aguentava mais pagar aluguel, comenta Edi Carlos.
Ele disse ainda que se necessário fosse o movimento esperaria na sede da Prefeitura de Penápolis. “O movimento é sério e direito, nós só queremos resolver as tratativas e nós não vamos sair daqui enquanto não falarmos com ele”.
Já Cunha disse que não teria problema do prefeito estar em São Paulo, entretanto, iriam permanecer até ele chegar. “Os colchões estão encostando, fogão e se precisar mobilizar em infraestrutura mínima vão mobilizar”, disse.
Contudo Rodrigueiro comentou que o processo de negociação não é feito com todo mundo gritando e que não se nega de conversar. “É difícil negociar com uma organização que não tem estatuto e uma personalidade jurídica, porque não tem um líder, mas existe sim uma estratégia para negociar com ele”.
Após a assembleia realizada no saguão da Prefeitura de Penápolis ficou acertado que o movimento não acamparia no paço municipal, mas iriam à noite de ontem, na Câmara Municipal. E na próxima sexta-feira, 7, às 15h irão se reunir com o prefeito Célio de Oliveira onde espera um pronunciamento oficial do chefe do executivo. 

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