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Cinco médicos cubanos deixarão de atender na região de Penápolis​

Após o Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciar, na última quarta-feira, 14, a saída do Programa Mais Médicos, cinco médicos cubanos deixarão de atender a população na microrregião de Penápolis até o fim do ano. Ao todo são três profissionais em Penápolis, um em Braúna e um em Glicério. 

De acordo com o prefeito Célio de Oliveira (sem partido), à medida que retira os médicos irá prejudicar muito o atendimento à população. “Vai prejudicar bastante, pois, já temos dificuldade de contratar médicos. Nós fazemos concursos e não aparece ninguém para concorrer, vai ficar muito difícil”, explica. 

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Em Penápolis, as profissionais atendem na UBS do Jardim Del Rey; no Macro 4 do Jardim Planalto e Pevi; e na Macro 3 da Santa Terezinha. Contudo, após término de contato de três anos, uma das médicas, voltou no último dia 12, para o país caribenho e a troca já será efetuada por médicos brasileiros. 

O governo municipal auxilia os médicos do Programa Mais Médicos, com o pagamento de aluguel de até R$ 1.500,00, bem como, o auxílio alimentação mensal no mesmo valor. A medida foi assinada ainda no governo interino, do vereador Rubinho Bertolini (SD).

BRAÚNA

Em Braúna, o prefeito Flávio Giussani informou que fará muita falta o médico cubano para a cidade. “Com toda certeza fará muita falta este profissional”, lamentou. 

O Blog do Faria procurou também o Secretário de Saúde, Maicon Aparecido Subires Ribeiro, para solicitar informações sobre onde o médico atende, como também, a média de atendimentos realizados por ele e quais seriam os prejuízos para a população com a saída do médico cubano, mas, o secretário informou que não estava trabalhando e que somente na quarta-feira poderia passar as informações, pois, estava em viagem. 

No site da Prefeitura de Braúna, o blog teve acesso ao projeto de lei 17/2017, no qual o prefeito Flávio Giussani, estabeleceu auxílio moradia para o profissional do Mais Médicos no valor de R$ 1.300,00, mais auxílio alimentação de R$ 700,00.

GLICÉRIO

Já em Glicério, o prefeito Ildo de Souza (PSDB), informou ser ruim perder um profissional do Programa Mais Médicos. “Para nós, de cidade pequena, o custo benefício de ter um médico do programa é muito bom. Temos que efetuar apenas o pagamento de auxílio moradia e de alimentação”, explica. 

Mas salienta que o atendimento não será prejudicado, pois, possui ótimos médicos no quadro, além de ter o suporte do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISA). Segundo Ildo, o profissional cubano atende em uma das duas unidades na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. “Ele é um ótimo profissional e a população gosta muito dele”. 

De acordo com o projeto de lei 1.585/2017, a prefeitura concede um auxílio moradia de até R$ 1 mil, e um auxílio alimentação de R$ 650,00.

Alto Alegre

Em Alto Alegre, o município também possui um profissional do Programa Mais Médicos, contudo, como a médica é brasileira, a cidade não será afetada pela medida imposta pelo governo cubano ao brasileiro. 

Entenda a decisão do governo cubano e o funcionamento do Programa Mais Médicos

O governo de Cuba informou, nesta semana, que decidiu sair do programa social Mais Médicos, citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil. O comunicado não diz a data em que os médicos cubanos deixarão de trabalhar no programa.

O país caribenho envia profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde desde 2013, quando o governo da então presidente Dilma Rousseff criou o programa para atender regiões carentes sem cobertura médica.

regras

Pelas regras do Mais Médicos, os médicos brasileiros e estrangeiros formados no Brasil têm prioridade para ingressarem no programa. Depois, são convocados médicos formados fora do Brasil que tenham revalidado o diploma no país, com o exame chamado Revalida.

Na sequência, são chamados médicos brasileiros formados no exterior que não realizaram o Revalida. Depois, a regra prevê que sejam convidados médicos estrangeiros formados no exterior e sem diploma revalidado no Brasil.

Só após todos esses é que governo brasileiro oferecia as vagas aos médicos cubanos. Cuba enviava profissionais ao Brasil desde 2013. No Mais Médicos, pouco mais da metade dos profissionais – 8,47 mil dos mais de 16 mil profissionais – vieram de Cuba. 

Em 2013, segundo balanço do governo federal, apenas 11% das vagas oferecidas no primeiro edital foram preenchidas por médicos brasileiros. (Com informações do G1)