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Nerds, geeks e cosplayers deixam anonimato e ganham mais adeptos

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Nerds e geeks gostam de seriados, filmes, jogos, videogames, ficção científica, HQs, mangás, animes, programação e muita tecnologia
João Victor, 23, um aficionado por cosplay, mangás, animes e jogos
Você se considera um nerd ou um geek? Hoje em dia, virou moda todo mundo usar as duas expressões, ainda mais com os avanços da internet e a instituição do Dia do Orgulho Nerd, comemorado mundialmente no dia 25 de maio. 
O dia é comemorado por causa da estreia mundial do primeiro filme da saga Star Wars nos cinemas, no dia 25 de maio de 1977, mas também pela lendária ‘trilogia de cinco livros’ do “O guia dos mochileiros das galáxias”. 
Mas, ambos os grupos são confundidos constantemente, e muitas pessoas até acham que os dois são as mesmas coisas, talvez pela aparência ou gostos pessoais, que são semelhantes. Entretanto, nerds e geeks, na teoria, não são as mesmas coisas. 
O termo “nerd” foi concebido em 1954 por Theodor Seuss, escritor, poeta e cartunista americano, mais conhecido como Dr. Seuss, que fez uma associação entre a lerdeza e as peças de roupa listradas, usadas por pessoas magras. Tornando-se basicamente, o nerd num personagem cômico e com alguns problemas cognitivos. 
Já os geeks, tiveram seu primeiro registro em 1976, como sinônimo de bobo, ganhando definições positivas somente na década de 1990, quando a tecnologia ganhou status de poder libertador. Hoje em dia, o termo é mais específico: geeks são aqueles que se atraem por tudo aquilo que é novidade, principalmente quando o assunto são computadores.
Ambos têm alguns gostos parecidos. Divertem-se com seriados, filmes, jogos (principalmente de RPG), videogames, ficção científica, HQs, mangás, animes, programação e muita tecnologia. Além disso, costumam usar camisetas com seus personagens favoritos. 
Em Penápolis não é diferente. Existem os aficionados por todos os gostos descritos acima. João Victor Santos Ribeiro, de 23 anos, por exemplo, é um desses apaixonados, principalmente, por cultura japonesa, transportando os personagens de seus mangás preferidos em realidade. 
A isso se dá o nome de Cosplay, que vem das expressões costume (Fantasia/Traje) e play (brincar/interpretar), tratando-se de um hobby em que as pessoas se fantasiam de um personagem de filme, animações japonesas, videogame, quadrinhos e series de TV. 
João se diz um apreciador do Cosplay desde os 14 anos, mas só pode comprar recentemente a fantasia do personagem Kirito, do anime Sword Art Online. “Os cosplayer é a representação exata da personalidade, da postura, das falas e das poses, dos nossos personagens”, disse. 
Ele que participa em julho do evento Anime Friends, em São Paulo, diz que para usar o figurino tem que ir para outras cidades. “Aqui em Penápolis, somos em uns 10 cosplayers, mas nós temos que ir para encontros em outras cidades como Araçatuba, Ribeirão Preto e São Paulo”, comenta. 
Um dos problemas que os cosplayers enfrentam o preconceito. “Os meus pais entendem os propósitos dos Cosplays, mas a pessoas que não convivem com esse mundo acabam nos ‘zuando’ e nos chamando de tudo quanto é nome”, disse. 
Mas João também passa um bom tempo de seu dia jogando videogame, sendo seus jogos favoritos Guild Wars 2, World of Warcraft, Grand Chase e Silkroad Online. “Passo altas horas na frente do computador jogando, durante a semana fico umas duas horas, já no final de semana fico de cinco a sete horas diretos”, comenta. 

COMPORTAMENTO

Psicóloga Mariana alerta pais para que acompanhe o uso do computador de seus filhos
Segundo a psicóloga clinica, Mariana Nogueira, 24, existem jogos que estimulam o raciocínio lógico e a coordenação motora, mas alerta os pais para que acompanhem as evoluções dos filhos. “A partir do momento que começa interferir no cotidiano da pessoa, isso pode virar uma patologia”, alerta. 
Casos de crianças e jovens que ficam horas na frente do computador chegam ser alarmante. “Conheço casos em que a mãe para não deixarem os filhos sem comer, prefere dar o prato na mão, para que eles façam a refeição junto ao computador, sem que saiam um minuto da frente da tela. Isso é altamente prejudicial”, comenta. 
No caso dos cosplayer ela lembra que essa representação pode ser a expressão da vontade do ser. “O fato de querer interpretar um personagem pode ser pelo simples querer de ser ou ter algum traço especifico daquela figura. Não tem nada de erro nisso”, finaliza.  
Texto originalmente publicado no Jornal Interior

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