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Penapolenses participaram da missão de paz no Haiti durante oito meses

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Soldados trazem na bagagem a felicidade do povo haitiano e os desprazeres da guerra civil e das catástrofes naturais que assolou o país
Penápolis é lembrada pelos soldados durante a missão de paz no país caribenho
No início do mês, a participação de tropas brasileiras na missão de paz do Haiti completou 10 anos de operação militar, após um período de inúmeras crises políticas e de catástrofes naturais que assolou o país.  
O ótimo trabalho que os soldados brasileiros têm realizado no país caribenho só aumenta ainda mais a importância do Brasil no cenário internacional.
Mas, a ONU (Organizações das Nações Unidas) apresentou um relatório com cinco alternativas para acabar gradativamente com a presença da organização no país. 
A diminuição do contingente de tropas e policiais internacionais é uma das ações que vem sendo realizada. Há duas semanas, chegou ao país um contingente de soldados que prestaram serviços no país do Caribe. 
Entre eles, os penapolenses Jonas Galdino Lobo e Renan Queiróz, que estiveram na missão de paz nos últimos oito meses realizando diversas atividades, entre eles: escoltas, patrulhas e serviços. 
“Nós tínhamos três funções básicas no país; escoltar autoridades internacionais que visitavam o Haiti, bem como, acompanhar o transporte de água e comida. O patrulhamento ostensivo para coibir qualquer tipo de violência nas cidades e o terceiro era o serviço de guarda, onde saíamos a campo para promover recreação junto às crianças, bem como, auxílio e assistência aos familiares. Assim ganhávamos a confiança de toda comunidade”, lembra Queiróz. 
Após quase um ano de treinamento desde o processo seletivo e o envio para a base no Haiti, os soldados sofreram o impacto de chegar num país destruído por um terremoto em 2010. “A miséria saltou aos nossos olhos”, relembra Lobo. 
Segundo eles, a cidade é monocromática, sendo o cinza dos escombros de concretos a única cor visível no país. 
Mas, isso não abalou a identificação do povo haitiano com sua cultura. “O povo haitiano adora um carnaval que chega durar mais de um mês”, disse Lobo. 
A valorização da educação é outra marca do país, que os soldados penapolenses trouxeram na bagagem. 
“A maioria das famílias passam por diversas dificuldades, mas as crianças haitianas estão todas nas escolas. O que mais me chamou a atenção foi ver os uniformes dos estudantes branquinhos, num país que venta muita terra”, comenta Queiróz. 
Para Lobo uma das experiências mais marcantes durante a estadia no Haiti, foi ver vários partos serem feitos na rua. “No país não tem hospital, e as mulheres acabam fazendo seus partos normais na rua mesmo”, disse. 
Os “bombagays” ou gente boa, como são chamados no Haiti, relata que o país vive na escuridão, pois não existe energia elétrica, sendo que os serviços essenciais são a base de gerador.
O trânsito é um verdadeiro caos sem legislação específica, sendo os tap-taps um dos meios de transportes coletivos mais usados no país. Os veículos se diferenciam pelas cores vivas e muitas frases de cunho religioso. 

MISSÃO

Soldados penapolenses durante patrulha ostensiva na capital Porto Príncipe 
Os soldados viveram os meses de missão carregando em seu corpo diariamente mais de 24 kg de equipamentos num sol escaldante chegando à casa dos 43 graus. 
Para os penapolenses ficou a experiência e a gratificação de representar a cidade e principalmente o país nesta importante missão. 
“Volto outro homem dando muito valor a minha vida e de meus amigos, prestando atenção em detalhes como o desperdício de água, pois lá, a escassez de água é enorme”, diz Lobo. 
“Estar por lá em missão foi muito gratificante, ficando a saudade e o desejo de voltar e ajudar ainda mais aquele povo sofrido, mas feliz”, comenta Queiróz. 
Ao chegar ao Brasil, os penapolenses passaram por quatro dias de exames na base do Exército Brasileiro em Campinas. Na próxima semana, estarão em São Paulo, para trabalhar durante a Copa do Mundo do Brasil. 
Após a Copa, o soldado Renan Queiróz, fará parte do efetivo que trabalhará no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro já pensando nas Olimpíadas de 2016, na capital carioca. 

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