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PENAPOLENSES SE DESTACAM NA LITERATURA DESCREVENDO SENTIMENTOS, ANGÚSTIAS OU MOSTRANDO SUA CONDIÇÃO ALBINA

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Juliana Costa, Roberto Rillo Bíscaro e Marcos Serafim são alguns dos desbravadores que ousaram escrever e transformá-los em livros

O que seria a humanidade sem livro? Ou sem escritor? Será que sem eles teríamos relatos importantíssimos sobre a história da humanidade?  Os escritores sem dúvida alguma tem a capacidade de expressar em palavras os seus sentimentos, as suas angústias, bem como, sua completa falta de habilidade para concordar com o que está posto dentro da sociedade. 
Nos mais longínquos lugares do mundo nós encontraríamos com toda certeza algum escritor. Mas não precisamos rodar o mundo para falar com um deles – temos eles aqui, perto de nós, nesta terra de Maria Chica que acolheu Cora Coralina acolheu também Juliana Costa, Roberto Rillo Bíscaro e Marcos Serafim. 
Eles são alguns dos desbravadores que ousaram escrever e transformá-los em livros o que havia de melhor das suas neuras, das suas angústias ou simplesmente se despir de todas as vaidades e lançar um livro autobiográfico. 
Não é à toa que o poeta paulistano Mário de Andrade resume perfeitamente a arte de escrever. “Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi”. 
A escritora Juliana Costa comenta que escreve desde muito criança. “Adorava inventar histórias e passá-las para o papel. As lembranças mais antigas que tenho escrevendo é com 12 para 13 anos, quando escrevia fanfictions sobre Arquivo X, um seriado que eu era muito fã”. 
Juliana diz que é uma aficionada por livros e sempre tinha, aliás, tem até um livro em sua cabeceira. 
“Sempre li muito, até hoje, é uma grande paixão e sempre fiquei indignada com o fim das histórias, nem sempre serem como eu gostaria que fosse, então acho que isso me induziu a começar a escrever histórias com o fim que eu queria”. 
Ela comenta ainda que com a adolescência vieram os dilemas, as dúvidas e as paixões, descobrindo o mundo dos poemas. “Era a forma que eu tinha de me expressar, desabafar e gritar para o mundo o que eu queria, mas, em metáforas para, ao mesmo tempo, só eu entender. Desde então nunca parei de escrever”. 
No início de 2013, ela resolver lançar um livro pela editora Clube de Autores, publicação por demanda, com poesias escritas de 2007 até 2013. Porém, o valor de R$ 42 inviabilizou o seu sonho e as vendas foram baixíssima.
“Já passaram-se dois anos e recentemente, com novos poemas escritos, decidi relançá-lo com o mesmo título, “Retalhos de Tinta”, com todos os poemas daquele primeiro mais os novos, só que dessa vez com publicação caseira, assim barateou bastante e cada livro sai por R$ 10,00. O lucro é simbólico mas meu objetivo é divulgar mesmo meus escritos”. 
Autobiográfico
Para o professor e blogueiro Roberto Rillo Bíscaro, escrever para ele está totalmente ligado a sua condição de ser albino e o trabalho que ele desenvolve a frente de seu blog “Albino Incoerente”. 
“Na verdade o que eu tenho escrito é minha autobiografia, que foi uma continuação do trabalho do blog, mas também uma necessidade interna e emocional de colocar as coisas e a minha história de vida em perspectiva. Na verdade escrever pra mim foi rearranjar a história pessoal e colocar fatos e procurar uma certa ordem, dentro da minha história pessoal de superação, isso na verdade é o que m motivou a escrever”. 
Ele comenta que o livro “Escolhi ser Albino”, escrito em 2011, demorou pelo menos um ano para ser elaborado. “Eu escrevi uma versão, li e achei uma versão ruim até por ter formação em literatura, então não fiquei nada contente com ela e ai comecei a escrever de novo. Foi um processo bastante bom no sentido emocional, porque foi uma viagem ao passado pessoal e familiar, sendo que cada parte, capa capitulo eu tinha uma viagem interna, lançando novos olhares para fatos que havia acontecido”. 
Poesia 
Já para o poeta Marcos Serafim, a literatura entrou na sua vida aos onze anos, quando ganhou um  caderno de anotações da sua irmã.  “Foi ali que comecei a escrever o que pensava e o que sentia. Eu fui escrevendo um caderno após outro, ainda os tenho guardados. São escritos com coisas minhas e adaptações de coisas que me tocavam, principalmente a música. E em certo ponto percebi que estava escrevendo prosas poéticas”. 
Marcos possui sete livros publicados, mas lembra com carinho do primeiro “Em meu Jardim Secreto…”, lançado em 2010 na biblioteca municipal. “Reuni nele alguns textos escritos, escrevi novos. Já os livros seguintes seriam poemas, não mais prosas poéticas”. 
Para ele escrever independente com que estiver a mão quando a inspiração vem. Segundo ele não é uma escolha escrever, sendo que, qualquer coisa pode desencadear essa vontade.
“Eu materializo algo que não cabe mais na alma, ou no campo nos sentimentos, e precisa ser materializado, posto para fora. É a forma que tenho de expressar mais intimamente, mesmo que metaforicamente, algo que está dentro de mim, e sente a necessidade de não estar mais. Não escrevi por escrever. Tudo o que fiz veio de algo real, algum acontecimento ou sensação vivido. Quando alguma experiência toca a alma, eu coloco isso no papel, ou na tela [do computador]”. 
Marcos Serafim escreveu também “Alma à tona” de 2012, “Mais de mil palavras – a poesia da imagem” de 2012, “Nuvens de Janeiro” de 2013 “Chiaroscuro” de 2014, “Ex-voto” de 2014, “Tempos Inversos” de 2015. 

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