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PENÁPOLIS RECEBE A ESCRITORA BRUNA BEBER

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Os penapolenses apaixonados por literatura terão a oportunidade de participar amanhã (23), a partir das 15h, na Biblioteca “Fausto Ribeiro de Barros”, de um bate-papo com uma das escritoras que foi sensação da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) de 2013. Com o livro “Rua da Padaria”, a escritora Bruna Beber, faz dos poemas veículos para um retorno a infância e da adolescência vividas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Não é à toa que o crítico literário Luciano Trigo classifica-os como: “versos marcados pela ironia e pelo ceticismo, mas também por uma nostalgia sentimental e quase alegre, algo como aquilo que a gente sente quando folheia um álbum de fotografias de família”, e completa: “O que importa não são os fatos, aliás, banais, mas a vida interior que eles ajudaram a construir e formatar – o registro de histórias ouvidas, de frases soltas, das brincadeiras na rua, filtradas pela memória e pela imaginação”. 

Beber é também autora de “Rapapés e Apupos”, “A fila sem fim dos demônios descontentes” e “Balés”. O Blog do Faria entrevistou a poetisa por e-mail e ela falou um pouquinho do processo criativo e da expectativa de conhecer as cidades do interior de São Paulo através do programa Viagem Literária, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
FARIA: Você sempre foi incentivada a escrever desde pequena? Lembra quando foi a primeira vez que sentiu que poderia escrever? Como foi pra você?
Bruna: Sim, sempre, comecei participando de concursos de poesia na escola. A primeira vez foi assim, lembro-me da sensação até hoje, parecia tão natural.
F: Você é daquelas pessoas que vê poesia em todo lugar?
B: Na maioria das vezes, sim, e quando não, procuro.
F: Em outras entrevistas você comentou que no livro a “Rua da Padaria” você demorou quatros anos para escrevê-lo. Como foi esse processo? Testou bastante?
B: Sim, escrevi e reescrevi. Gravei os poemas, ouvi várias vezes. Espalhei os poemas que ainda precisavam de resolução em cantos estratégicos da casa para conviver com eles.

F: A memória está muito presente na Rua da Padaria. Qual é a importância que ela tem no livro?
B: Em certo sentido, sim, da primeira infância, grandiosas e primeiras memórias, as construídas/reais, tudo se mistura muito.
F: Como é pra você ser comparada com Leminski? “Leminski de saias”.
B: Foi uma brincadeira que fizeram porque meu livro vendeu muito na FLIP, um dos mais vendidos em 2013, e na época essa discussão de “poesia vende/ poesia não vende” estava bastante comum porque a poesia completa do Leminski tinha batido várias reimpressões em pouco tempo.

F: Qual a sua expectativa em participar do Programa Viagem Literária?
B: Estou muito ansiosa, sempre quis participar do programa. Este ano ainda bem me chamaram. Gosto de viajar para as cidades mais afastadas das capitais, interiores, estados pouco visitados. O público tem um interesse diferente no nosso trabalho e isso é muito gratificante. E o fato de ser nas bibliotecas públicas me instiga mais ainda, eu sempre fui rata de biblioteca.

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