fbpx

Pagamento via pix

POR CHAVE ALETÓRIA: 

322bd22c-bba9-4447-beff-bd9d13faed44

PENÁPOLIS RECEBE A ESCRITORA BRUNA BEBER

Ricardo Faria

Ricardo Faria

Ricardo Faria, é jornalista e autor do Blog do Faria.

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on linkedin

Os penapolenses apaixonados por literatura terão a oportunidade de participar amanhã (23), a partir das 15h, na Biblioteca “Fausto Ribeiro de Barros”, de um bate-papo com uma das escritoras que foi sensação da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) de 2013. Com o livro “Rua da Padaria”, a escritora Bruna Beber, faz dos poemas veículos para um retorno a infância e da adolescência vividas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Não é à toa que o crítico literário Luciano Trigo classifica-os como: “versos marcados pela ironia e pelo ceticismo, mas também por uma nostalgia sentimental e quase alegre, algo como aquilo que a gente sente quando folheia um álbum de fotografias de família”, e completa: “O que importa não são os fatos, aliás, banais, mas a vida interior que eles ajudaram a construir e formatar – o registro de histórias ouvidas, de frases soltas, das brincadeiras na rua, filtradas pela memória e pela imaginação”. 

Beber é também autora de “Rapapés e Apupos”, “A fila sem fim dos demônios descontentes” e “Balés”. O Blog do Faria entrevistou a poetisa por e-mail e ela falou um pouquinho do processo criativo e da expectativa de conhecer as cidades do interior de São Paulo através do programa Viagem Literária, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
FARIA: Você sempre foi incentivada a escrever desde pequena? Lembra quando foi a primeira vez que sentiu que poderia escrever? Como foi pra você?
Bruna: Sim, sempre, comecei participando de concursos de poesia na escola. A primeira vez foi assim, lembro-me da sensação até hoje, parecia tão natural.
F: Você é daquelas pessoas que vê poesia em todo lugar?
B: Na maioria das vezes, sim, e quando não, procuro.
F: Em outras entrevistas você comentou que no livro a “Rua da Padaria” você demorou quatros anos para escrevê-lo. Como foi esse processo? Testou bastante?
B: Sim, escrevi e reescrevi. Gravei os poemas, ouvi várias vezes. Espalhei os poemas que ainda precisavam de resolução em cantos estratégicos da casa para conviver com eles.

F: A memória está muito presente na Rua da Padaria. Qual é a importância que ela tem no livro?
B: Em certo sentido, sim, da primeira infância, grandiosas e primeiras memórias, as construídas/reais, tudo se mistura muito.
F: Como é pra você ser comparada com Leminski? “Leminski de saias”.
B: Foi uma brincadeira que fizeram porque meu livro vendeu muito na FLIP, um dos mais vendidos em 2013, e na época essa discussão de “poesia vende/ poesia não vende” estava bastante comum porque a poesia completa do Leminski tinha batido várias reimpressões em pouco tempo.

F: Qual a sua expectativa em participar do Programa Viagem Literária?
B: Estou muito ansiosa, sempre quis participar do programa. Este ano ainda bem me chamaram. Gosto de viajar para as cidades mais afastadas das capitais, interiores, estados pouco visitados. O público tem um interesse diferente no nosso trabalho e isso é muito gratificante. E o fato de ser nas bibliotecas públicas me instiga mais ainda, eu sempre fui rata de biblioteca.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on linkedin

ARQUIVADO EM:

Deixe a sua opinião sobre o assunto...

Pagamento via pix

POR CHAVE ALETÓRIA: 

322bd22c-bba9-4447-beff-bd9d13faed44