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PITACOS #36 – CANCELAMENTO DE CARNAVAL E AS POLÍTICAS CULTURAIS

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Carnaval
Não foi novidade! Como anunciado anteriormente pelo INTERIOR e depois confirmado pelo prefeito Célio de Oliveira [PSDB] em coletiva de imprensa – o Carnaval Popular foi cancelado. Os motivos foram questões econômicas que segundo ele, fez a administração municipal priorizar outras ações mais urgentes. Entre eles, o repasse de R$ 60 mil para a compra de medicamentos na Santa Casa de Misericórdia.

Carnaval II
Durante a coletiva, Célio de Oliveira comentou que na última vez que a prefeitura de Penápolis realizou o Carnaval Popular [2014] investiu algo em torno de R$ 200 mil e que o formato que vinham realizando não lhe agradava. Pois bem, para nós que militamos na área cultural também não nos agradava. O valor gasto neste evento comprometia todo o orçamento do ano. Tanto é que por inúmeras vezes foi discutido o assunto em conferências municipais de cultura e nada e nenhum governo mudou isso.

Carnaval III
Nestas discussões tinham os radicais que achavam que teriam que extinguir o Carnaval Popular para investir o dinheiro [público] em ações de formação cultural. Outros achavam que deveria ter, mas, resgatando os tradicionais carnavais de marchinhas e outros trazendo o formato baiano [com muito axé e um trio elétrico]. De certo é que nós paulistas já somos conhecidos como “gringos” por não sabermos sambar [o que não é verdade], mas, podemos reconhecer que não temos um formato próprio de carnaval.

Carnaval IV
Entendo que o Carnaval Popular deva ser feito, mas, pensando outro formato bem mais barato do que os últimos anos. Creio que esse novo cancelamento, deveria constar na pauta do Conselho Municipal de Cultura, para que possa em conjunto da Secretaria Municipal de Cultura decidir um formato viável para a maior festa popular do país. Para isso, seria interessante ouvir a comunidade em uma ampla consulta pública.

Carnaval V
Esse cancelamento levou discussões “prós” e “contras” também na internet. Muitos apoiaram o prefeito Célio de Oliveira na sua decisão de cancelar o carnaval e investir dinheiro na Santa Casa. Outros defendiam que são pagadores de impostos e que teriam por direito um espaço para se divertir neste carnaval. Uma empresária da cidade comentou que não fica feliz que uma festa popular seja cancelada, pois, muitos que podem e gostam vão arrumar um jeito para se divertir, mas, e o que não podem? Salientando ainda que a arte, a cultura e as festas populares são bem importantes para uma sociedade mais saudável. Em outro momento, um professor fez uma afirmação: Quem ganhará com o cancelamento serão os clubes privados e sacramentou: “[…] Espero que a suposta economia seja investida durante o ano todo em oficinas culturais e festivais, tais como folclore, teatro e literário. Fica a dica”.

Investimentos
O prefeito Célio de Oliveira comentou ainda durante a coletiva de imprensa que vai priorizar para este ano o término do Teatro Municipal “Maria Tereza Alves Viana”. Uma obra que começou no governo do ex-prefeito João Luís e que completará sete anos sem ser concluída. Uma obra de meio milhão teve diversos capítulos – entre eles, a falência da construtora, a renegociação com a Caixa, Emurpe assumindo a obra e agora novo prazo para término da obra [27 de março de 2016] no Dia Mundial do Teatro. Será!?

Política Cultural
Quem milita na cultura sabe, que após a saída do prefeito João Luís e a entrada do prefeito Célio de Oliveira teríamos um “fôlego” novo na área cultural. Muito porque o prefeito teria o vereador Lucas Casella [PROS] como ponte para as questões culturais. Tanto é que ele [Lucas] teve o poder de indicar Maurílio Galoppi para a Secretaria de Cultura. Nos dois primeiros anos, algumas questões saíram do papel – como a regulamentação do Sistema Municipal de Cultura e a reabertura do Museu do Sol.

Política Cultural II
Depois da morte de Maurílio, entrou em seu lugar o “óbvio” – Luiz Colevatti que na época era Chefe de Serviço e funcionário de carreira. Porém de lá pra cá, o Lucas Casella [aos nossos olhos] “sumiu” da cultura e foi cuidar da política animal. Com isso, a Secretaria de Cultura perdeu prestigio na administração municipal e consequentemente os cortes mais pesados durante a crise do ano passado e início desse ano. Ao todo foram dois carnavais, um Festival de Teatro, um Festival de Dança e um Festival de Hip Hop.

Política Cultural III
Da política de formação cultural a única novidade foi a reativação do Núcleo Municipal de Dança. Uma demanda antiga e que certamente atende mais de 100 crianças atualmente. Entretanto, outras áreas estão esquecidas, vide os Museus do Folclore e Histórico, que há muito tempo não tem um trabalho educacional-histórico-folclórico, realizando exposições pontuais como dos presépios [em época de natal]. Ao contrário do Museu do Sol que tem na coordenação a Beth Bergner e funcionários Beto Fernandes e Célia Muçouçah. Eles realizaram diversas exposições, entre elas, de artistas penapolenses como Altamira Borges, Celinha Trindade, Celina Passafaro e Ano Franco.

Hashtag
Na semana passada, o Hashtag | Hiperligando Ideias colocou no ar a página do financiamento coletivo. Nele pedimos uma ajuda para realizarmos o evento no próximo dia 5 de março. O custo é de R$ 12 mil e a ajuda varia de R$ 20 a R$500. Todas elas com recompensas super maneiras. Ajude-nos a construir um grande evento de compartilhamento de ideias. Acesse o site: https://www.kickante.com.br/campanhas/hashtag-hiperligando-ideias-0. Contamos com você!

Alguma sugestão, crítica ou elogio mande para ricardo@ricardofaria.com.br. E acesse: www.ricardofaria.com.br

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