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PITACOS #38 – DE OLHOS BEM ABERTOS E O FUTURO DO JORNALISMO

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Corrida
Não é novidade para ninguém que em ano eleitoral, os políticos transformam-se em os melhores e mais bem intencionados agentes transformadores da sociedade. Entretanto, muitos deles passam quatro anos de mandato como verdadeiros parasitas, fingindo que trabalham e nós ‘o povo’ fingindo que não estamos de olho.

Municipal
O engraçado é que os políticos penapolenses, principalmente, do legislativo, acreditam veementemente que estão numa ilha. Isto porque adoram usar como exemplos políticos em esferas estaduais e federal para falar de corrupção. Mas, e o fato de sequer averiguar os fatos contundentes contra um vereador, o mesmo sendo arquivado sem a devida atenção, simplesmente, porque seu partido é uma das maiores bancada do legislativo?

Prova
Chegou-nos a informação, que o vereador em sua defesa para o Ministério Público do Estado de São Paulo, alegou ter banco de horas na prefeitura e o mesmo utiliza para realizar suas viagens pela Câmara Municipal. Mas, sabemos que na Prefeitura de Penápolis não é instituído o banco de horas. Então como o vereador se utiliza de uma prática ilegal?

Servidores
Não é à toa que muitos desses políticos que sequer sabem onde fica ou pelo menos fingem que não sabe, tornam-se os grandes defensores dos servidores públicos municipais. Em época de reajuste salarial todos querem aparecer ‘bem na foto’. Mas, a verdade é, o prefeito Célio de Oliveira [PSDB] é impedido por lei de conceder aumento real e nem acima do repasse inflacionário que este deverá ser de 11,27%. Mesmo assim tem vereador pedindo em tribuna aumento real. É uma falta de conhecimento das leis que regem esse país, viu!?

Santa Casa
Para capitanear politicamente, o vereador e presidente da Câmara de Penápolis, Alexandre Gil de Mello [PT], ao utilizar o pequeno expediente falou sobre o possível fechamento da maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis, o que não é verdade. Pois, no dia seguinte conversei com a administradora do hospital, Renata Vidal e ela me explicou que houve um curto circuito na ala e agora estão fazendo os reparos. Já as mamães foram todas para a ala particular. Somente de junho a dezembro do ano passado foram 421 bebês que nasceram na Santa Casa.

Cargos
Há uma grande falta de entendimento por parte da população quanto a regularização dos cargos de Presidente do Daep (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis); Presidente da Emurpe (Empresa Municipal de Urbanização de Penápolis) e; a Criação da Secretaria de Negócios Jurídicos, pois, os dois primeiros não foram extintos pela justiça e sim que a prefeitura regularizassem as atribuições de cada função.

Secretaria
Já a secretaria, guardadas as devidas proporções, é o Ministério da Justiça, enquanto que os procuradores concursados seria a Advocacia Geral do Município. Isso é são bem parecidos, mas, o primeiro tem a função mais política e a segunda puramente técnica das prerrogativas do direito.

Itinerante
A ideia do projeto “Câmara Itinerante” é interessante pelo fato de descentralizar as ações do legislativo. Mas, colocar na justificativa que o acesso da população é um dos principais objetivos do projeto é um tanto incoerente. Visto que, por mais que a cidade ‘cresça em passos largos’ ainda tem como vir ao centro da cidade. Como um amigo me disse: “A distante da população com a ‘casa do povo’ não é física, é moral”. Afinal de contas, quem sente-se representado numa câmara que arquiva denúncias contra um de seus pares?

Jornalismo
Com o apoio do meu querido amigo, Gilson Ramos, estou desde ontem em São Paulo para participar do Encontro Folha de Jornalismo, promovido pela Folha de São Paulo em celebração aos 95 anos de fundação de um dos principais jornais do país. Aqui tive a oportunidade de escutar em diversas mesas redondas, ícone como Eugênio Bucci, Clóvis Rossi, Lúcio Flávio Pinto, Fernanda Torres, Luís Fernando Veríssimo e Ruy Castro e sensacional.

Jornalismo II
E o que mais se falou foi a reinvenção do jornalismo impresso, principalmente, em meio a essa avalanche de informação que é a internet, onde o que é factual agora torna-se obsoleto daqui duas horas. E o impresso trabalha sempre com o que eles disseram ‘informação 0’ – algo que estamos dizendo, mas, que todo mundo [por causa] da internet já sabem. Infelizmente o jornalismo impresso não corre mais riscos, pelo simples fato de querer acertar. Não é à toa que vimos nos jornais de circulação nacional, mas, também nos locais [como o nosso] praticamente a mesma manchete. O jornalista Leão Serva explica que nós temos que correr o risco e levar aos nossos leitores, mais do que uma notícia factual e sim algo relevante e que agrega informação. Na próxima coluna [daqui quinze dias] falarei mais sobre o encontro.

Alguma sugestão, crítica ou elogio mande para ricardo@ricardofaria.com.br. E acesse: www.ricardofaria.com.br

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