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Santa Casa solicita e médicos suspendem paralisação até a próxima segunda-feira

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Pensando na população penapolense, os médicos do corpo clinico da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis, resolveram na tarde dessa quarta-feira (5) suspender a paralisação até a próxima segunda-feira (10).

A decisão partiu após solicitação da administradora hospital, Renata Cristina Vidal, para relaxar o prazo até a retomada da negociação com objetivo de regularizar a situação dos médicos.

Em nota, os médicos reforçam que a suspensão é em respeito aos pacientes e garantiu que se não houver acordo a paralisação começará na próxima terça-feira (11).

“Pensando na população para que a mesma não fique desguarnecida durante o final de semana, e apenas em respeito a ela, decidimos por aguardar o prazo solicitado reforçando nossa comunicação de paralisação. Que passa a valer a partir de terça-feira pela manhã caso não se chegue em nenhum acordo na próxima segunda”, explica.

Paralisação

Pelo menos 21 médicos havia anunciado nesta terça-feira (4), a paralisação imediata dos atendimentos na Santa Casa de Misericórdia de Penápolis. A medida é em decorrência dos atrasos de salários e da produção médica, além da falta de materiais de trabalho, principalmente medicamentos.

Com isso, as internações ficariam suspensas. Apenas em casos de emergências – quando há o risco de morte, bem como as urgências – sem risco iminente, não deixariam de ser atendidas, sendo que os atendimentos já estão assegurados inicialmente no Pronto Socorro Municipal. Já os pacientes que já se encontram hospitalizados na Santa Casa terão seus tratamentos concluídos, sem prejuízos adicionais.

Em carta aberta direcionada à população de Penápolis e da microrregião e protocolada no Ministério Público, no Conselho Regional de Medicina (CRM) de Araçatuba, na própria Santa Casa e na Secretaria Municipal de Saúde, a categoria informou que, apesar de saberem a dificuldade financeira que o hospital enfrenta ao longo dos anos, “a situação está beirando o insustentável”.

Atrasos

Os médicos ainda explicam que o salário dos profissionais que estão em atraso é composto pelo pagamento dos plantões e repasse da produção médica, referente a todos os procedimentos e internações realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que são pagos à Santa Casa pelo governo federal e repassado aos profissionais.

Salientam ainda que, no último dia 31 de maio, a categoria recebeu 50% dos plantões referente ao mês de fevereiro e a produção médica não é paga desde junho do ano passado.

“Não bastasse o enorme atraso no pagamento de salários, as condições de trabalho são precárias, não sendo possível completar tratamentos por falta de antibióticos, sendo que a quantidade era insuficiente, demandando trocas frequentes de esquemas de tratamento, não sendo possível, às vezes prevenir trombose por falta do medicamento específico, houve dias em que faltaram insumos básicos para o bom funcionamento”.

E completam: “desnecessário dizer que isso coloca em risco o paciente, valor principal de tudo isso, além de colocar em risco os próprios médicos”.

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