Servidores discutem reajustes com a administração municipal

Ricardo Faria

Ricardo Faria

Ricardo Faria, é jornalista e autor do Blog do Faria.

No inicio da noite de ontem, 13, foi realizada no Teatro Lúmine, a Assembléia Geral Extraordinária do Sindicato dos Servidores Municipais de Penápolis. O encontro foi presidido pelo seu presidente Anderson Leoni, o popular Batata e contou com a presença do prefeito Célio de Oliveira. 
Na oportunidade, o mandatário fez um relato do processo que culminou com a proposta que ele e sua equipe de governo apresentaria naquela noite. Lembrou dos acordos com os funcionários em 2013. Ano que ele instituiu um cartão de alimentação no valor de R$60,00, que valeria por apenas três meses, até uma nova assembléia dos servidores, chegando posteriormente a R$90,00. 
Segundo Célio de Oliveira, só foi possível fazer uma proposta graças a dois fatores: o aumento das receitas do município e a diminuição das despesas. A proposta apresentada fora de 5,6% de reajuste inflacionário, mais R$60,00 no cartão alimentação e o compromisso de repassar os índices inflacionários nos próximos dois anos. 
O presidente Anderson Leoni, fez uma contraproposta para a administração municipal, pedindo-lhes que transforme em lei o reajuste dos anos de 2015 e 2016. E solicitou que em nome dos mais de 1000 servidores que assinou o baixo assinado, que ele pudesse manter o vale alimentação de R$90,00. 
Em reposta, Célio desconversou quanto ao projeto de lei, limitando-lhe em dizer que estava pedindo aos servidores mais um voto de confiança, pois, ele manteria a palavra. Já para manter o vale no valor de R$90,00, o prefeito disse que não daria para fazer dessa forma. 
A proposta final e que foi aclamada pela maioria dos servidores municipais foi de 5,6% do reajuste inflacionário, mais R$65,00 de vale alimentação. Sendo que esses R$5,00 segundo o prefeito Célio de Oliveira foi o reajuste de 5.6% em cima dos R$60,00. 
Ato Político 
No inicio da assembleia, o presidente Anderson Leoni, lembrou e pediu aos presentes que se ativessem de atos políticos limitando exclusivamente na discussão do reajuste inflacionário. Porém, o próprio prefeito Célio de Oliveira entrou no discurso político ao citar de que necessário o reajuste da planta genérica do município. 
Sendo que na mesma hora foi duramente rechaçado, criando um “burburinho” entres os presentes. Para o enfermeiro Alexandre Almeida, é impossível uma discussão dessa pois além de servidor é morador da cidade. “Como que eu vou pagar algo em torno de 50% a mais de IPTU e eu tenho que implorar por 5,6%? “. Salientou. 
Almeida ainda conclamou os vereadores para que ficassem atentos na hora de votar o orçamento de 2015, para se a prefeitura esta fazendo a revisão geral anual. 
Reajuste 
Outra reivindicação do sindicato foi quanto a perda inflacionário 6.4% de 2013. Para o governo, a proposta seria de dividir nos próximos dois anos no cartão do vale alimentação. A maioria dos servidores desejam que essa perda seja incorporado ao salário. A justificativa é que se ele valor for pro vale, a qualquer momento ele pode ser extinguido e perderia a porcentagem. 
O prefeito Célio de Oliveira, entende que esse índice de 6.4%, na verdade seria de 4.4%, pois, esses 2% transformou-se no vale alimentação. Sendo assim, os outros 4.4% seriam distribuídos nos dois próximos anos também no cartão alimentação. Entretanto, os servidores desejam que esse repasse seja incorporados nos salários, coisa que segundo o governo caso seja feito, eles perderiam o vale. 

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