fbpx

PAIZÃO: CÉSAR PAES ESTIMULA FILHA COM SÍNDROME CORNÉLIA DE LANGE

Com extrema vontade de viver, Caroline Ribeiro Paes, hoje tem 12 anos, é uma menina carinhosa com todos, principalmente, com os irmãos
César Paes tem em sua primogênita a expressa exata do carinho; Caroline exala amor em seu belo sorriso
Presente de Deus. Sem dúvida nenhuma isso poderia ser a síntese da história do professor César Paes com sua filha primogênita Caroline Ribeiro Paes, de 12 anos. Ela nasceu em março de 2003, após uma gravidez planejada por ele e sua mulher Eliane Soares Ribeiro Paes. “Planejamos durante três anos. Foi muito aguardada por nós, pelos avôs e também tios. Ela foi a primeira filha, a primeira neta e também primeira sobrinha”, comenta. 
De acordo com César, o inicio da gestação foi bem tranquila, no entanto, na trigésima sétima semana, foi verificado o não crescimento da criança devido à problema cardíaco. 
“Foi necessário fazer a cirurgia algumas semanas antes do previsto inicialmente. Ela nasceu pequena e com baixo peso, mas uma cirurgia cardíaca era imprescindível, mas o recomendado pelos médicos era que ela tivesse pelo menos 6 kg e seis meses, condição que se mostrou impossível”.
Faltando dois dias para completar dois meses, Caroline teve uma parada respiratória, ficando na UTI neonatal da Santa Casa de Araçatuba por sete dias e devido à gravidade, foi encaminhada ao um centro cardiológico de São Paulo, o Instituto Dante Pazzanese. “Mesmo assumindo riscos, Carol foi submetida a uma cirurgia de Tetralogia da Fallot associada a uma comunicação interatrial”. 
A extrema vontade de viver fez com que logo após a cirurgia começou a se desenvolver. “Foi como o desabrochar de uma rosa, a Caroline começou a se desenvolver e a ganhar peso. Realmente começou a viver, e a família também”. lembra ele. 
DESENVOLVIMENTO
César Paes em meio aos seus três filhos – Caroline [12 anos], Bruno César [7 anos] e Camila [3 anos]
César lembra que passou diversas horas de desespero com a Caroline, lembrando dos atrasos em seu desenvolvimento. “Com atrasos no início justificáveis, como demora em firmar a cabeça, sentar, andar e falar, o desenvolvimento sempre foi muito lento. Mas, entre os atrasos que até hoje estão presentes, acredito que a dificuldade de comunicação é o que mais incomoda”.
Embora não existam exames específicos, a família acredita que a Caroline é portadora da Síndrome Cornélia de Lange pois apresenta algumas características especificas, como deficiência intelectual, um polegar empalmado; algumas características faciais peculiares, como cílios longos e curvos, sobrancelhas espessas que se fundem; pequeno nariz arrebitado; lábios superiores delgados com inclinação dos lábios para baixo e excesso de pelos no corpo todo. 
“Com dois anos de idade, foi feito um estudo genético na UNESP de Bauru, onde foi apresentado a possibilidade da Carol ser portadora desta Síndrome. O diagnóstico é complexo pois várias características da síndrome poderiam ser explicada pelo seu histórico, como o problema cardíaco, a parada respiratória, que poderia ocasionar o déficit intelectual e ainda características da família, com muitos pelos pelo corpo herdados do pai, e sombracelha encontradas na mãe. Porém não existem exames que comprovem a síndrome como o Down por exemplo. Com sete anos de idade retornamos a Bauru e a síndrome já era bem mais evidente, mas, isso deixou-a extremamente linda”, lembra. 
Carol é muito inteligente, percebendo tudo que se passa ao seu redor. “Carol é muito observadora, muito atenta a tudo e tem facilidade de entendimento das entrelinhas. Não tem dificuldade de relacionamento com os colegas pois é muito sociável. Ela é muito próximo da família, querendo cuidar dos irmãos e controlar toda a rotina de casa”. 
Ele lembra que para  Carol estar aqui hoje foi um grande presente de Deus, pois, desde pequena foram muitos desafios. “Foi bastante tempo internada numa UTI, antes e depois da cirurgia cardíaca, muitos riscos de perder ela. Como a Carol nos trouxe muitas preocupações, tínhamos medo de ter outros filhos, no entanto, foi muito bom ter os outros dois [Bruno César Ribeiro Paes, de 7 anos e Camila Ribeiro Paes, de 3 anos], pois serviu de estímulo para o desenvolvimento da Carol”, comenta. 
APAE
Carol, desde muito cedo foi estimulada em Terapia Ocupacional, Fisioterapia e principalmente em Fonoaudiologia. Embora, até o início deste ano tenha também estudado em várias outras unidades escolares, como: Fundação Nelly Jorge Colnaghi, Colégio Futuro, Parque Simone e EMEF Armelindo Artiolli, foi no contra turno a Apae de Penápolis fundamental na superação de suas limitações. 
“A Apae foi fundamental desde seu terceiro ano de vida, pois, lá ofereceu suporte pedagógico e terapêuticos, com dedicação integral a todos os alunos pessoas portadoras de deficiências que buscaram apoio e atenção” e completou: “Sem dúvidas que foi com muito esforço e dedicação, que a Apae de Penápolis sempre visou a melhoria da qualidade de vida dos alunos. Todos nós, penapolenses, podemos nos orgulhar do sucesso alcançado desta instituição, sem preconceitos e sempre com muito carinho”. 
Tanto é que ele é lembrado pela Carol todos os dias. “O que mais a Carol gosta de fazer é de ir na Apae. Quer ir até nos finais de semana. Nas férias, ela perguntou: ‘É hoje que vai na Apae’. Todo santo dia. Sempre foi assim”.

UM ANO APÓS CIRURGIA, PEQUENO LÉO ESTÁ CURADO DE PROBLEMA NO CORAÇÃO

Léo está prestes a completar dois anos de vida; atualmente frequenta semanalmente a Apae (Associação de País e Amigos dos Excepcionais) de Penápolis

O dia 4 de agosto de 2014 está marcado na vida de Adriana Alves Marceno, mãe do menino Leonardo Alves Marceno de Pinho, ou simplesmente Léo, que nos encantou com sua história em abril do ano passado aqui no blog.

Ela neste dia teve seu filho operado de DSAVT (Desvio Septo Atrioventricular Total) mais Estenose Pulmonar, no Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo. Mas, a caminhada até chegar à salvadora operação foi bem tortuosa.

Em seu primeiro mês de vida, após Adriana levá-lo no posto de saúde para passar por exames de rotina, a doutora que atendera percebeu que o menino estava cansado e com um pequeno sopro no coração.

Logo o encaminhou ao cardiologista, que após uma bateria de exames, diagnosticou o desvio em seu pequenino coração. Com quase seis meses de vida, foi diagnosticado que sua disfunção cardíaca é por ser portador da Síndrome de Down.

“Quando descobrimos a doença, ali começou a nossa batalha pela vida do meu guerreiro que devido o problema não ganhava peso e era muito cansado. Ele tomava muitos remédios por dia. Sempre tive muita fé, mais não vou negar que sentia muito medo de perdê-lo, pois, meu Léo além da cardiopatia é down e sua imunidade é muito baixa”, comenta.

Adriana lembra que o pequeno Léo tinha que passar por uma cirurgia com seis meses de vida. “Foram momentos difíceis, em todos os sentidos, a cada dia que passava tudo ficava mais difícil, mais como temos um Deus que cuida de nós, pessoas iluminadas foram abraçando a nossa causa e começaram a nos ajudar”, lembra.

Quando Léo completasse seis meses era a hora ideal para realizar a cirurgia, porém não consegui vaga para operá-lo no Hospital de Base em Rio Preto, pois tinham 42 crianças na fila de espera.
“Meu pequeno não podia esperar, entrei em desespero e num desabafo na rede social resolvi pedir ajudar e graças a Deus a ajuda veio através de uma amada mãe, Ione Nadu, que me apresentou à Márcia Adriana da ‘Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações’ de São Paulo. E com um gesto de muito amor conseguiu uma vaga no hospital para operar meu pequeno. E graças a Deus, a Márcia Adriana, doutora Rosangela Belbuche Fitaroni, a doutora Luciana da Fonseca – a médica que operou meu Léo, nosso sonho transformou em realidade. Aquele garotinho magrinho que pesava quatro quilos e meio, cansado, ganhou uma nova vida, um novo coração. Para nossa felicidade hoje meu pequeno pesa mais de 10 quilos, já não toma mais remédios e vive uma vida normal”, salienta.

De acordo com ela, Léo surpreendeu a medicina, pois, uma criança com a doença que ele teve ficaria no mínimo um mês em observação no hospital, mas ele ficou apenas quatro dias da UTI (Unidade de Terapia Intensiva), dois dias na intensiva, dois dias na semi-intensiva e quatro dias no quarto.
NORMALIDADE
Após a cirurgia tudo está voltando ao normal na vida dos dois. Pois, Adriana que na época chegou a largar o emprego de vendedora para dedicar-se exclusivamente ao garoto, hoje trabalha fazendo doces sob encomenda e está voltando a trabalhar com fotografias em estúdio.

Já Léo prestes a completar dois anos de vida está atualmente frequentando semanalmente a Apae (Associação de País e Amigos dos Excepcionais) de Penápolis. “Ele vai começar a frequentar diariamente a unidade e estar em contato direto com outros downs e isso vai ser bom pra ele” e completa: “Meu down lindo, é o meu motivo de sorrir. Quero agradecer a todos por toda ajuda que tivemos, pelas doações, carinho e amor. Não tenho palavras para agradecer ao nosso povo penapolense e a alguns amigos especiais Aline Lopes, Angélica Vaiti, Rodolfo Valadão Ambrósio, Alexandre Gil, Caique Rossi, Aline Candido, Pastor Ezequias, Natalia Pavan, Paula Matiusso, Ale Robertha, Cléo Terra, Nilton Ferracini, Dalva Ramalho, Darci Ramalho, Célio de Oliveira, Ricardo Faria, Renata Gustavo Garcia, Martha Alves Marceno, Elaine, Fausto Santos, Solange Marques, Rosangela Brito, Alessandra Cortez e Abra-te a Restauração, deixo meu abraço de gratidão”.
HISTÒRIA
Na época em que contamos a história do Pequeno Léo, Adriana vivia dentro de hospitais e sabia na pele o valor da saúde no Brasil. Chegou a gastar mais de R$ 5 mil com a saúde de Léo. Precisando vender utensílios domésticos e objetos pessoais para arcar com parte das despesas do tratamento.


Ela vivia a árdua dicotomia de tratar o Léo, ora pelo SUS, ora pelo particular. E isso elevou os gastos do tratamento. Na época a comunidade penapolense se mobilizou em torno do caso e ajudou Adriana. O caso tomou notoriedade quando o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da FUNEPE realizou a campanha de arrecadação de donativos para o bebê. Outras ações promovidas por autoridades da cidade foram determinantes no tratamento do menino. Foram disponibilizados ambulância, medicamentos e cestas básicas para a família.

MÙSICO DANIEL DHEMES LANÇA SINGLE ‘SEGREDO DO CÉUS’

O ator e cantor glicerense Daniel Dhemes, 29, radicado há três anos no Rio de Janeiro, lançou nesta semana o single ‘Segredo do Céus’.


Com produção e arranjo de seu primo e parceiro Gledsom Henrique Couto foi gravado no Estúdio Secollo na cidade de Araçatuba e finalização no Estúdio Espaço Ipiranga no Rio de Janeiro. Tanto a música como a letra são de Daniel.

De acordo com Dhemes, a musica foi feita com desejo de ser algo sincero e simples, mas, com qualidade musical. “Acho que conseguimos”, observa ele.

Daniel Dhemes, construiu uma trajetória significativa no teatro brasileiro durante 12 anos, embora tenha conquistado legítima realização nesse campo, quis seu espírito criativo investigar novas formas de linguagem inspirado na tradição musical familiar.

Visceralmente iniciou o processo de compor e pesquisar sonoridades que aliadas a trama poética de suas letras e embaladas por sua voz rascante imprimem à sua produção uma surpreendente e incomparável marca.
BANDA
Daniel Dhemes também vem a frente da Banda “Daniel Dhemes e Sonnora”. Com produção sonora e arranjos de primeira linha do músico, compositor e arranjador Francisco Sartori, que com sua maestria conduz a banda.

“Banda Sonnora” conta com a participação de músicos de altíssimo nível com carreira consolidada no Brasil e exterior. São eles: Francisco Sartori – arranjos e teclados; Robson Riva – bateria; Heitor Nascimento – guitarra e; Eddy Pinheiro – baixo.

Musica e letra: Daniel Dhemes

Arranjo e Direção de Produção : Henrique Couto 

produção e Baixo: Marcelo Secollo
Bateria: Daniel Secollo 
violões: Henrique Couto 
Gravação: Marcelo Secollo | “Estudio Secollo”, cidade Araçatuba”.
Finalização: Daniel Dhemes e Leandro Dias ” Espaço Ipiranga” Rio de Janeiro

CONSELHO MUNICIPAL DE JUVENTUDE ELEGE NOVA DIRETORIA

O Conselho Municipal da Juventude de Penápolis elegeu na tarde de segunda-feira (3), nova diretoria para o biênio 2015/2016. A eleição e posse da mesa diretora aconteceram na Sala Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação.

A diretoria foi eleita por aclamação dos membros presentes e ficou constituída da seguinte forma: Presidente, Ricardo Faria; Vice-presidente, Larissa Gimenes Rodrigues, 1º secretário, Ian Akutsu Gimenez Kulaif e 2º secretário Keoma Ferreira de Goes. Eles estarão à frente do Conselho Municipal da Juventude pelos próximos dois anos.

De acordo com o presidente Ricardo Faria, um dos objetivos do Conselho da Juventude é realizar a 3ª Conferência Municipal de Juventude, no próximo dia 26, a partir das 8h, no CEU das Artes
“Na oportunidade vamos discutir ações que melhore as condições de acesso da população jovem ao esporte, saúde, lazer, cultura e demais atividades”.

De acordo com ele, o Conselho tem bastante representatividade, sendo composto por membros de diversos segmentos, entidades e secretarias, o que favorece a busca por melhorias e garantia dos direitos da juventude penapolense.

As reuniões com os membros do Conselho da Juventude serão realizadas mensalmente, toda primeira segunda-feira do mês, onde são discutidos alguns assuntos previamente pautados.
“Neste primeiro momento, queremos ouvir a juventude para saber quais são as reais demandas da rua, pois, somente assim conseguiremos formalizar as políticas públicas de juventude”.

De acordo com ele, instituições que já fazem parte do COMJUV como: Unidos pela Vida, COPEP (Conselhos de Pastores de Penápolis), Pastoral da Juventude, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Penápolis, Demolay, Interact e Adefipe (Associação dos Deficientes Físicos de Penápolis)
CONFERÊNCIA
No próximo dia 26 de agosto, a partir das 8h, o CEU das Artes sediará a III Conferência Municipal da Juventude de Penápolis. O evento é realizado pelo COMJUV (Conselho Municipal de Juventude), em parceria com a Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude e terá como tema “Juventude em rede para a cidadania”.

A Conferência tem o objetivo de debater temas da cidade, articular e integrar políticas públicas e elencar prioridade e metas a serem implementadas nos próximos anos.
Além disso, o evento pretende eleger cinco membros de 15 a 29 anos da sociedade civil para fazerem parte da próxima gestão do Conselho Municipal de Juventude.

Para o presidente do órgão, essa é mais uma importante oportunidade que o jovem tem para discutir a cidade.“Nós dois últimos anos, vimos os jovens reivindicarem melhores condições nos estágios da prefeitura, vimos também jovens que participam de campeonatos de som automotivos requerem espaços para mostrarem seus equipamentos, sem contar, das 400 pessoas que participaram manifestação em junho do ano passado, com isso, temos certeza que tem uma geração de jovens que desejam mudança na cidade”, comenta.

A conferência é aberta a toda comunidade. Durante o encontro terá apresentações artísticas, bem como, coffee break para os presentes.

Confira programação:
8h – Credenciamento

8h30 – Abertura da 3ª Conferência Municipal da Juventude

9h – Palestra e Apresentação do Conselho Municipal de Juventude

9h30 – Grupos de Trabalhos: Trabalho; Educação; Saúde e Vida Segura; Cultura; Esporte    

11h – Coffee Break  e Apresentação Cultural

11h30 – Plenária: Apresentação das propostas levantadas nos grupos de trabalho; Eleição dos membros para o Conselho Municipal de Juventude e Eleição para 3ª Conferência Estadual de Juventude de São Paulo.


12h30 – Encerramento

HIP HOP RESSURGE E SE CONSOLIDA COMO UM DOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS DA CIDADE

Membros do rap local formaram Arsenal 018 Produções e realizam o ‘Hip Hop contra o Crack’, tornando-se em pouco tempo o maior evento da região
Arsenal 018 Produções em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura é responsável por realizar o ‘Hip Hop contra o Crack’ maior evento da região
Um movimento autoral. O Hip Hop teve seu início na década de 1970 nas áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade de Nova Iorque. Tendo ‘Afrika Bambata’  reconhecido internacionalmente como o criador do movimento e estabelecendo os quatro pilares essenciais na cultura hip hop – o Rap, o DJ, o Break dance e o Graffiti. 

Desde quando surgiu a cultura hip hop vem se espalhando por todo o mundo, principalmente, porque concentrava em sua base os ‘disc jockeys’ que criavam as batidas rítmicas chamadas “loop” [pequenos trechos de música em repetições contínuas] nos famosos sampling.

Logo as batidas foram acompanhada pelo rap [abreviatura de Rhythm and Poetry] com uma técnica vocal diferente para acompanhar os loops dos DJs, bem como, das diversas formas diferentes de danças improvisadas, como a breakdance, o popping e o locking.

Já a relação entre o graffiti e a cultura hip hop surgiu quando novas formas de pintura foram sendo realizadas em áreas onde a prática dos outros três pilares do hip hop eram frequentes, com uma forte sobreposição entre escritores de grafite e de quem praticava os outros elementos.

No Brasil, o berço do hip hop nacional é São Paulo, onde surgiu com força nos anos 1980, dos tradicionais encontros na rua 24 de Maio e no Metrô São Bento, de onde saíram muitos artistas reconhecidos como Thaíde, Racionais MC’s, Rappin Hood, entre outros, sendo que, atualmente, existem diversos grupos que representam a cultura hip hop no país.
PENÁPOLIS
O inicio do movimento na cidade aconteceu em meados de 1997, com os Bboys Juka, Willian e Jé, que se reuniram para batalhar no extinto Clube Coríntias. Logo após surgiram os primeiros grupos de Rap – Sistema Ofensivo com Classe e Ertão, Verdade Violenta e a primeira formação do QOES (Quadrinha Organizada de Execução Sumária).

De acordo com o MC Big G, na época  as portas eram fechadas pro movimento devido ao grande preconceito da sociedade. “Diziam que o movimento era coisa de marginal porque boa parte dos adeptos eram jovens negros da periferia”, e continua: “Foi então que o afropensante  Bylla e Tati do Hip Hop  fundaram a Família 4E que organizavam os primeiros eventos do movimento em nossa cidade”, comenta.

Com isso surgiu mais grupos de Rap como Revolução Urbana, primeiro grupo do Rhato Raps, Revolução Verbal, Mente Engatilhada [o primeiro a lançar CD na cidade], tornando na época sucesso entre os jovens, bem como, chegaram para o movimento os dançarinos de Crews de Breack ou o Breack dance, a turma do Grafite e alguns DJ´s, colocando de vez Penápolis na rota do Rap regional com os Festivais 4E.

Já em 2005 a cena na cidade tinha criado raízes e o movimento estava forte ao ponto de Grafiteiros, Bboys e DJ´s se unirem e fazer eventos ainda maiores. Neste mesmo ano, surgiu o ‘Grupo Poetas da Rua’ primeiro grupo do Big G, além de Relato Urbano, Mensageiras da Poesia , Reflexão Periférica e Cotidiano Racional. “A nova escola do Hip Hop foi se firmando  junto com a velha, e Penápolis era conhecida como a cidade dos festivais de Hip-Hop na região.
ADORMECIDA
QOES lançará seu primeiro álbum oficial em setembro, com um dos seus sucessos – O Pesadelo do Sistema
De acordo com Big G, de 2007 a 2012, chegou o fim da Família 4E e com ele a cena do rap penapolense deu uma adormecida e vários grupos saíram de atividade, vários Bboys pararam de dançar e os DJ´s não tocavam mais e não tinha espaço para grafitar, restando somente os grupos de rap QOES, Sistema Ofensivo, Desatino Otimista, Relato Urbano e Big G e Cotidiano Racional, e o  extinto Crew de Bboys SDR Crew (Sincronismo de rua).

A virada foi quanto os rappers Rhato Rapas, Roberto e outros envolvidos não contentes com a situação do rap local formaram então  Arsenal 018 Produções e também o primeiro ‘Hip Hop contra o Crack’, tornando-se em pouco tempo o maior evento da região e um dos maiores do Brasil. “O evento nos colocou no mapa do rap nacional, trazendo grupos como: Consciência Humana, Realidade Cruel e Nocivo Shomon”.
VIRADA
Segundo Big G a cena não para e esse ano já surgiu um novo grupo de  rap 2´Rs. Já o grupo QOES esta representando nossa cidade onde tocaram no maior festival de rap do Brasil – Gangsta Paradaise.
“Os caras estão com a agenda cheia, devido ao lançamento da produção independente do clipe “O Pesadelo do Sistema”, que é sucesso nas redes  sociais chegando a marca de mais de 12 mil views”.

O próprio MC Big G foi representar Penápolis em  uma batalha de MC´s no estado do Paraná. “Com certeza foi uma experiência e aprendizado pra mim, pois, o rap evoluiu de tal forma que até os jovens  da classe alta estão se arriscando a fazer rap, mas na real tem que ser do gueto pra fazer, se não é apenas uma música gostosa de se ouvir”.
QOES lançará seu primeiro álbum oficial em setembro. Já Big B lançará sua segunda Mix Tape [álbum não oficial] em novembro.

Membros do movimento explicam como o Hip Hop fazem parte de suas vidas 

Big G (a. esq.) salienta que os ouvintes não são obrigados a ouvir uma música fraca sem conteúdo algum
“Nós MC´s somos lideres da tropa, temos a palavra, mas também somos os mais cobrados”, comenta Big G que salienta que a cada letra que escreve, ele coloca 101% dele. “Os ouvintes não são obrigados a ouvir uma música fraca sem conteúdo algum”.

Segundo ele, não consegue fazer som somente pra entretenimento, sendo que até em algumas letras de “rolê”, tem a parada da conscientização. “Ser MC pra mim é um presente de Deus, pois, me sinto honrando em poder subir no palco e tentar abrir os olhos da minha periferia”, salienta dizendo que o Hip Hop salvou sua vida.

Já para Juliano, conhecido no meio como Bboy Juka, ingressou na no movimento em 1997 fazendo parte de várias equipes de Breaking na cidade, entre elas: Force Crew, SDR (Sincronismo de Rua)  e a T3Kingz (The 3 Kingz Crew).

“Sempre levei comigo que o papel do Bboy na cultura hip-hop é transmitir a emoção através da dança, expor a alegria e energia positiva através dos movimentos, passar para o público ou para si próprio o verdadeiro sentido de representar a cultura, que é a Paz, Amor a União e principalmente a Diversão”.

Juka explica que o Hip Hip é a vida dele. “Devo muito a essa ‘escola’ pois nela aprendi a respeitar a si mesmo e ao próximo, a lutar pelos meus ideais e de nossa sociedade, a ter humildade, disciplina, caráter, enfrentar nossos obstáculos e atingir nossos objetivos”.

Em sua visão os Bboying na década de 90 e início dos anos 2000, foi uma época onde batalhava=se mais, pois, as conquistas eram mais árduas. “Tínhamos que ralar mais pra conquistar o nosso espaço, não tínhamos tantos incentivos que temos hoje, porém, aparecíamos mais, brigávamos pelo nosso valor, nos uníamos mais para formar uma gama maior de adeptos para lutarmos com mais expressão em busca de nossos ideais” e continua: “Já nos dias atuais, vejo que a cultura está em alta, as coisas se tornaram mais fáceis e acessíveis a todos, porém, falta a atitude de muitos em valorizar mais a cultura e fazer acontecer, pois, temos poucos que correm atrás e fazem valer os anos de lutas que travamos anos atrás para que a cultura tivesse a cara de hoje”, relembra.

Para o DJ Cleber em uma comunidade carente o hip hop  tem o papel de tirar as pessoas do crime ou evitar que as crianças entrem nesse caminho. “o papel do hip-hop nos guetos é importante, pois, sou uma prova disso”.

Segundo ele, ser DJ  no hip-hop é complicado, tem de enfrentar muitas barreiras. “Pra mim é o mais difícil. Já grafitei e dancei, mas ser DJ é uma responsabilidade muito grande. Somos encarregados dos eventos acontecerem e temos a missão de colocar o pessoal pra dançar e se divertir”.

Cleber comenta que os equipamentos de DJ de hip hop são caros e é raro achar um em boas condições. “As pessoas que estão de fora não dão muito valor pro DJ, mais não faço por reconhecimento e sim por amor. Nós que somos do interior temos que ter muito amor pra fazer arte. E se não for nós quem vai levar a mensagem do hip hop?”, finaliza o DJ Cleber.

NO DIA MUNDIAL DO ROCK PENAPOLENSES RELEMBRAM BREVES HISTÓRIAS

No inicio, as vilas da cidade fervilhavam, onde os metaleiros se reuniam para ouvir death e trash metal, sendo apenas nos anos 90, migrando do metal para o punk

No dia 13 de julho de 1985, Phil Collins em um show no megaevento ‘Live Aid’, [evento que ‘abriu’ os olhos do mundo para a miséria no continente africano], expressou o desejo no palco que aquela data fosse celebrado como Dia Mundial do Rock.

Entretanto e apesar de se chamar “Dia Mundial do Rock”, a data só é comemorada aqui no Brasil. Ela começou a ser celebrada em meados dos anos 90, quando duas rádios paulistanas especializadas em começaram a mencionar a data em sua programação, sendo amplamente aceita pelos ouvintes e, em poucos anos, passou a ser popular em todo o país. Contudo, essa data é completamente ignorada em todo o resto do mundo.

De acordo com o jornalista penapolense Fred Di Giacomo e seu amigo, o baterista André Gubolin, que fizeram um breve relato da história do Rock em Penápolis em seu blog ‘Punk Brega’, a primeira geração de um cenário roqueiro iniciou na segunda metade da década de oitenta.

“Penápolis uma pequena cidade era um deserto roqueiro onde o tédio era o maior combustível  para  as bandas de garagens. Sem muitas opções de lazer não havia outra escolha a não ser se trancar em casa e fazer um som”.

Segundo eles, as vilas da cidade fervilhavam, gangues de metaleiros brigavam entre si e se reuniam para ouvir death e trash metal. “Nessa época surgiu a banda ‘Bárbaros do Metal’, fazendo com que o cenário underground ficasse forte por algum tempo. Foi quando realizou os pequenos festivas nas vilas. Até o Clube Corinthians entrou na onda e dedicava diversas noites ao rock, mas, apesar dessa  euforia inicial e com o fim da única banda, a cena se desfez aos poucos”, comenta.
Anos 90
Fred explica que o rock voltaria apenas no início dos anos 90, saindo um pouco da periferia e migrando do metal para o punk. “Por volta de 1990, surgiram duas bandas fundamentais para a cena local – a N.D.A. e Hëllisch. Sendo que, a Hëllisch surgiu de uma brincadeira entre amigos. Era uma galera que sempre se reunia: roqueiros, fãs de Ramones, adolescentes sem ter o que fazer. Eles se encontravam na escola e ficavam fazendo som com os instrumentos da fanfarra, tudo na brincadeira e sem qualquer noção musical. A Hëllisch foi a primeira, e por muito tempo única, banda de punk rock da cidade. Tocavam basicamente Ramones, mas também Raimundos, Sex Pistols, entre outros.

Na mesma época surgiu o N.D.A. (Nenhuma Das Alternativas), banda de pop/rock formada por  Rodrigo Martins, Wellington Ricardo Vieira de Moraes, Ricardinho Fernandes e Lucas Casella.
“As duas bandas tocaram por muito tempo sozinhas, sempre buscando novos lugares para se apresentar e reunindo cada vez mais roqueiros. Era um tempo de camaradagem e extremo amadorismo, com a turma sempre juntas”.

Um dos líderes da N.D.A, o atual vereador Lucas Casella, comenta que o Rock salvou ele. “Quando eu conheci o Rock, eu era um adolescente e com meus 13 para 14 anos de idade, que tinha perdido o pai [ex-vereador João Casella], mas, lá com meus 17 anos, ainda no terceiro colegial os quatros amigos Rodrigo, Wellington, Ricardo e eu resolvemos criar uma banda. Na época pegávamos instrumentos emprestados”, comenta.

Casella lembra que uma das primeiras oportunidades que tiveram para fazer um show, foi quando o José Antônio Lázari, o Zé Antônio, ex gerente do Supermercado Casa Moreira chamou-os para uma apresentação dentro do mercado.

“Nós tínhamos apenas nove músicas no repertório. Acabamos tocando dentro do mercado, no meio do arroz e o único cachê era uma fardo de latinhas de cerveja”, relembra com carinho.
Com a banda tocou no primeiro grande festival organizado por um grupo de amigos – “VAI TOMÁ NO ROCK”. 
“Não tínhamos aparelhagem suficiente para fazer um show e com isso  juntávamos com outras bandas. Na época começou a criar um ambiente propício para tocar, pois, as rádios começaram a tocar Dire Straits, Legião Urbana, entre outros”, e continua: “Me lembro que na época da faculdade, todas as sextas-feiras, eu levava meu violão no ônibus para cantar e brincar com os amigos e quando eu voltava eu já descia na avenida para fazer o show”, salienta.

A cena roqueira começou a se expandir e a conquistar novos espaços, como bares, escolas e praças. “Valia tudo para tocar ao vivo, o N.D.A, por exemplo, ficou célebre pelos covers de Mamonas Assassinas, incorporando, inclusive, a performance bem-humorada da banda nos palcos, com fantasias e tudo mais”, comenta.

Porém com o fim do N.D.A, Casella formou a Tuna com Sandro, Ivan e Ricardo Barone, sendo que, a banda mandava covers de rock nacional e internacional, alternando um set acústico com rock mais tradicional.
“A Banda Tuna fez o seu primeiro em 1996, mas apenas três anos depois sentimos que o nosso trabalho deu um salto de qualidade com a entrada do Ditinho e do Junior. Na época tocávamos no boliche. Já em 2000, quando realizamos diversos shows na AABB, em vários momentos levávamos mais de 1000 pessoas por dia em nossos shows”, lembra.

Em 2001, a Banda Tuna conseguiu gravar seu primeiro CD, porém pouco tempo depois a banda acabou.  “Alguns pessoas começou ficar com graça, outras foram convidadas para tocar em São Paulo e aí foi inevitável. Porém, eu Sandrão e Ivan sempre tocamos juntos e nunca deixamos de tocar. Muitas pessoas vem falar de nossos discos ou até contar que determinado casal deram os primeiros beijos nos shows da Tuna e estão casados até hoje”.
Anos 2000
Nos anos 2000, a dobradinha mais recorrente que se pode ver nos palcos foi Andarilhos/Militantes que tocavam em todos os buracos possíveis, e se apresentaram, inclusive, ao vivo na Rádio Difusora.
Surgiram fanzines, incialmente o Ira! e em 2001 uma série como o “Manifesto Feminista”  e o “Rock Brasil”. Ao lado das bandas um galera sempre comparecia aos shows e mantinha os contatos com o pessoal de fora: Raquel, Bia, Bina, Thaiana, Silvia, Peru e Andrei.

Cena musical foi construída com grandes festivais de Rock

 

No meio da década de 90, o cenário musical já estava consolidado e com eles bandas como a Hëllisch e a N.D.A, que em alguns momentos aparecem depois como Ulisses & Os Guilmarães. Em torno dessas bandas haviam uma galera, entre eles o Gilson “Punk” Moreno.

Hoje com 52 anos, ele é conhecido como “o tio do museu”, [pois trabalha no Museu do Folclore], mas, em sua época foi um dos grandes incentivadores do Rock em Penápolis, principalmente da cena Punk/Rock.
“Eu nasci aqui em Penápolis, mas, muito cedo fui morar em São Paulo e depois em Santos. Por lá a cena Punk era muito forte e quando eu vinha pra cá trazia em fitas K7, o que mais tinha de novidades como Kiss, Deep Purple, entre outros”, comenta.

Ele juntamente com o Overhead e o Cotonete realizaram o primeiro grande festival de Rock – “Vai Tomá no Rock”. O evento foi realizado no Kai-Kan, no dia 11 de outubro de 1995, com apenas três bandas Back Rock de São Paulo e duas bandas da cidade Hëllisch e Ulisses & Os Guilmarães.
“Fomos na raça, alugamos o Kai-Kan, contratamos palco, iluminação, segurança. Estava tudo certo para o show, mas, no mesmo dia teve em Penápolis João Paulo & Daniel e o que era pra ser um sucesso, foi um fracasso de público”, comenta.

Durante o festival que reuniu cerca de 250 pessoas, Gilson relembra momentos interessantes. “A galera que foi lá, com toda certeza era os verdadeiros roqueiros da cidade. Lembro que durante o show do ack Rock, imitando Jimi Hendrix quebrou e botou fogo numa guitarra, tão era nossa preocupação que tínhamos três extintores do lado. Sem dúvida nenhuma esse festival foi um grande sucesso de show e um fracasso de público”, comenta.

Já no inicio dos anos 2000, a cidade voltada a ter festivais de rock, sendo que, o festival que melhor representou essa geração do rock de Penápolis foi o “Urbano Acústico: Concerto de Férias” realizado durante as férias escolares. “Lembro-me que Tuna, Dr. Ratazana, HellFire e Hëllisch [com Cotonete na bateria] subiram no palco e fizeram  a “Avenida”, principal point dos jovens penapolenses, tremer com 5000 watts de potência”.

Entre os festivais destacaram-se “O 1º Massacre da Guitarra Elétrica” e o “2º Karna Rock”, ambos com a presença de Andarilhos (agora com Wilson nos vocais e Marcão do Valle na guitarra), dos Militantes (formados por Junior, Gilvan, Ga, Vandinho e Duardo) e de bandas de fora.

“Os festivais contaram com a presença maciça de público, o que demonstrava a força da nova cena local. Um ônibus cheio de anarcopunks de Araçatuba, ostentando uma bandeira do MST, decorou as ruas da pacata “princesinha da Noroeste””, lembra o jornalista Fred Di Giacomo.

Posterior a isso, teve o festival “Destruindo a Rotina” com oito bandas, entre elas o Dr Ratazana (de volta com a formação original), o Praga de Mãe e os Militantes, as edições dos Festivais Regionais de Rock, o Plis Rock e agora recentemente “Carlão Rock”.

PENAPOLENSE SE DESTACA NO MUNDO DOS JOGOS ONLINE

Laís “Anak” Dias treina cerca de 20 horas em um fim de semana, sendo que, da equipe ‘Ownerd e-Sports’ ganha uma ajuda acessórios para os jogos
Com apenas 22 anos, a penapolense Laís Dias conhecida também pelo seu codinome “Anak”, vem se destacando no mundo dos jogos online, principalmente, no recém-lançado ‘Heroes of the Storm’. 
Ela como outros mulheres, ainda é, um número muito pequeno se comparado com a quantidade de jogadores homens, o que gera muito preconceito.
“Para quem está no mundo dos jogos, existe muito preconceito com a mulher que joga. Por isso que acaba tendo tanto repercussão com menina que joga sério. Porque para eles (homens), acham que mulher jogo para chamar atenção. Mas eu mostrei na minha dedicação e preparo que posso jogar de igual para igual”. 
Tanto é que ela, está jogando a Copa América do jogo contra outras equipes da América Latina, entre eles, do México, Argentina, Uruguai e do próprio país.
Laís é filha do casal Márcia Regagnan Dias e Luis Dias e irmã de Celso e Luís Dias. Na infância, sempre jogou vídeo game com os irmãos. Aos 10 anos, seus pais lhe deram de presente um computador e com ele a possibilidade de conhecer os jogos online.
Entre os jogos que mais investiu foi o famoso League of Legends, que no último ano teve mais de 27 milhões de pessoas jogando diariamente – um recorde para a história dos jogos online.
Mas ela só foi se dedicar diariamente ao jogo, quando acabou o ensino médio e foi estudar Administração na UNESP (Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”) em Tupã.
“Acabei de dedicando mais no ‘League of Legends’ lá em Tupã, porque eu ficava constrangida de jogar em casa. Não que meus país me proibissem não é isso, mas porque eu me incomodava”, comenta.
“Foi neste jogo que ouvi muitas frases preconceituosas como: Já lavou louça hoje? Definitivamente era um bullying chato, com isso o ‘League of Legends’ foi perdendo a graça, além de estar consumindo muito meu tempo, que naquele momento era preciosos pra mim”.
Tanto é que a ‘Chapada Matadora’ codinome usado no antigo jogo, precisou escolher entre o namorado ou o jogo. “Eu terminei com ele porque ele queria que eu parasse com o jogo, afinal, ele queria passar o tempo comigo. Mas quando ele fez a pergunta: “o jogo ou eu?”, não tive dúvidas – o jogo claro!”, comenta dando uma gargalhada.
CORÉIA
No último semestre da faculdade de Administração em Tupã, conseguiu um intercâmbio para estudar Comércio Exterior na Coreia do Sul – ‘Meca’ dos jogos online.
“Durante a faculdade aqui no Brasil, descobri que eu gostaria de me especializar em Comércio Exterior e quando cheguei na Coreia foi a matéria que escolhi fazer”, lembra.
Gostou muito da experiência de morar seis meses do país oriental. “Lá além de ser muito frio, neva boa parte do ano, e o povo coreano fala muito mal o inglês, precisando se comunicar por mímica. Mas é um país totalmente desenvolvido, evoluído, sendo sem dúvida uma grande experiência de vida para mim”.
Na Coreia, em suas horas vagas acompanhou de perto os campeonatos de jogos online. “Eles estão muito na frente de nossos jogadores. Não é atoa que são os melhores do mundo. Aprendi muito com eles”.
VOLTA AO PAÍS
Na volta ao país, em junho do ano passado, Laís começou a se dedicar ao ‘Heroes of the Storm’, que até então era um jogo em versões Alfa e Beta.
Segundo ela, a competitividade era tamanha no jogo que assemelha aos tempos de handebol. “Tive por diversas oportunidades defender as cores da bandeira penapolense nos jogos regionais”.
Tanto é que a disposição e dedicação que era colocava no handebol enquanto adolescente, foi a mesma que o fez ser aceita no time ‘Ownerd e-Sports’ de Brasília.
Ela que está desde o inicio desse ano em Brasília para concluir o estágio em Administração e assim concluir de vez a sua faculdade, vê na Capital Federal uma oportunidade para crescer num mundo extremamente concorrido.
“Aqui em Brasília minha vida é corrida. Faço estágio das 7h às 18h, treino com minha equipe das oito da noite até à 1h da manhã e nos finais de semana 10h no sábado e 10h no domingo”.
A ‘Ownerd e-Sports’ oferece a Laís uma ajuda de custo de cerca de R$ 200, mais acessórios de computador, como teclado, mouse e fones. além das possíveis viagens para etapas mundial caso seu time chegue as finais.
Além dos 5 jogadores – Lais “Anak” Dias, Ericke “Erické” Maciel, Daniel “Rziha”, Thiago “Shark” Donola e Mario “Mariozito” Vicente, existem na equipe o representante externo da equipe – Luciano “Malkan”, o Manager Raphael “Kolisher” Magalhães, o Coach e Analista Técnico Guilherme “Orderon” Oliveira, o Coach e Analista individual Paulo “iRaziel” Reis e o Coach e psicólogo Thiago “Insanix” Carvalho que acompanham todo o trabalho de desemvolvimento da equipe.
De acordo com Laís somente para a primeira temporada do ‘Heroes of the Storm’ teve mais de 200 equipes inscritas, sendo quase 1000 atletas num jogo que foi lançado neste mês.
A premiação será de 25 mil dólares, sendo que as oito melhores equipes participarão da grande final da Copa América que classificará as equipes para o mundial com data a ser definido.
Laís está terminando o estágio, mas pretende ficar em Brasília para desenvolver ainda mais seu jogo, pois, existe a possibilidade do jogo crescer e com ele a criação de centros de treinamentos. “Está crescendo o número de equipe e de jogadores no jogo, com isso a chance de se desenvolver é ainda maior. É 95% de chance para dar certo”, finaliza.

MOSTRA DE FOTOGRAFIAS DE CELULAR INICIARÁ NO PRÓXIMO DIA 30

Foto: Mônika Norte
Os trabalhos dos fotógrafos que participaram do Concurso e Mostra de Fotografias de Celular “Existe amor em Penápolis”, promovido pelo Blog do Faria, poderão ser apreciados a partir do próximo dia 30 de junho, às 20h, no Museu Histórico e Pedagógico “Memorialista Glaucia Maria de Castilho Muçouçah Brandão”, na Praça 9 de julho, quando haverá o lançamento da Mostra de Fotografias de Celular. As fotografias passaram por duas etapas desde o seu inicio. 
Na primeira, as fotos foram submetidas ao júri técnico composto por cinco fotógrafos da nova geração: Belle Guimarães, Eduardo Simão, Everton Campanhã, Karen Scudeller e Luan Ferreira.
“Eles avaliaram conforme os critérios estabelecidos pela organização – Coerência com o tema, Originalidade, Criatividade, Qualidade das Fotografias e Emoção captada pela foto”, comenta o jornalista Ricardo Faria. 
Na segunda etapa, as fotografias foram publicadas na página do blog no Facebook, podendo receber ‘curtidas’. O conjunto de fotografias com mais ‘curtidas’ foi vencedora do júri popular. 
Todos os concorrentes ganharão certificado de participação, além de terem suas fotografias inseridas no acervo permanente do Museu Histórico. 
Já o ganhador do júri técnico levará para a casa, uma máquina fotográfica oferecida pelo PS! Presentes. E para o vencedor do júri popular, um par de óculos escuros da Objetiva Ótica e Foto. 
O evento é promovido em parceria com o Museu Histórico e Pedagógico “Memorialista Gláucia Maria de Castilho Muçouçah Brandão”, através da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura de Penápolis. 
“A ideia de montar a exposição e percorrer diversos pontos do município para mostrar o trabalho desses fotógrafos que mesmo armadores têm um olhar interessante sobre a cidade, afinal, queremos proporcionar ao participante a oportunidade de reflexão sobre a cidade – Como que você vê o município? O que mais te chama atenção? Existe gentileza em Penápolis? E beleza também existe?
CONCURSO
O Concurso e Mostra de Fotografias de Celular “Existe Amor em Penápolis”, teve como objetivo retratar o patrimônio material e imaterial (histórico, arquitetônico, natural, artístico, religioso, folclórico) da cidade de Penápolis.  
De acordo com o Faria, o concurso foi aberto a qualquer interessado, tendo de ser obrigatoriamente morador do município de Penápolis.
EXISTE AMOR EM PENÁPOLIS
O Concurso e Mostra de Fotografias de Celular “Existe Amor em Penápolis”, faz parte de um projeto maior que o blog desenvolverá em 2015, intitulado “Existe amor em Penápolis”. 
Parafraseando Criolo, um dos maiores rappers da atualidade, onde ele diz: “Não existe amor em SP”, o Blog do Faria criou o projeto. Iniciativa que norteará todas as ações pelo ano inteiro, onde se comemora cinco anos do blog. 
De acordo com Ricardo, o projeto consiste em sete atividades que irá propor para a sociedade penapolense momentos de reflexão sobre a própria cidade trazendo a tona novos modos de pensar, de construir e de ocupar os espaços que lhes são devidos, afim de, garantir direitos fundamentais à cidade e a cidadania.
Para conhecer o projeto basta acessar o blog na internet www.ricardofaria.com.br e a página no facebook – fb.com/blogdofaria.

OS BASTIDORES DO PODER

Alguns fatos que estão pela superfície…

Há mais de 15 dias, nós jornalistas, fomos surpreendidos por volta das 16h, de uma sexta-feira, 29 de maio, com a informação de que a Santa Casa iria suspender novas internações hospitalares. Corremos ao Fórum de Penápolis, pois, os irmãos remidos e os diretores, capitaneados pelo vice-prefeito de Penápolis, Ricardo Castilho, iriam protocolar o comunicado junto ao juiz de direito, Dr. Heber Gualberto Mendonça, da 4ª Vara.
No sábado, 30, a Prefeitura realizou a 6ª Conferência Municipal de Saúde, na Funepe (Fundação Educacional de Penápolis) e, tanto o prefeito Célio de Oliveira e o promotor de justiça, Fernando Cesar Burghetti falaram sobre o assunto, sendo o promotor o mais incisivo.
“Quero deixar um recado para as autoridades que fazem saúde pública nesta cidade. Não se esqueçam da população, o povo, parem de politicagem pelo amor de Deus”.
Na segunda-feira, 1 de junho, o promotor de justiça, usando de suas atribuições com muita agilidade, instaurou um Inquérito Civil para averiguar a suspensão, bem como, solicitou ao juiz de direito Dr. Heber, a abertura de uma Ação Civil Pública contra a Irmandade da Santa Casa, que no mesmo dia foi indeferido.
O juiz entendeu que suspensão dos atendimentos feita pela a Irmandade foi correta devido a entidade ser de cunho filantrópico e, portanto, dependente de ajuda alheia, principalmente, de verbas públicas.
Outra atitude do promotor foi enviar um ofício ao prefeito Célio de Oliveira, recomendando que adotasse as providências possíveis no sentido de manter o atendimento à população, quiçá com a intervenção¹ na Santa Casa de Penápolis.
Pois bem, prefeito Célio de Oliveira sem tomar conhecimento da decisão do juiz, preferiu intervir na Santa Casa de Misericórdia, destituindo a direção e o Conselho Gestor dos Irmãos Remidos, entre eles, o superintendente Antônio Crozatti e o Administrador Hospital Roberto Bastos.
No decreto, o prefeito Célio de Oliveira declarou Estado de Calamidade Pública no setor hospital, onde deu-lhes poder de comprar qualquer tipo de medicamentos, produtos ou serviços sem a necessidade de licitação, além disso, nos próximos 18 meses de intervenção, ficou facultado ao gestor-presidente a possibilidade de contrair empréstimos ou financiamento em qualquer instituição financeira em nome da Irmandade.
Nossa que bacana né!? Agora o prefeito Célio de Oliveira é o nosso Sassá Mutema? o nosso Salvador da Pátria? Definitivamente não é!
Outros fatos que estão nas profundezas…
Fazendo meu papel de repórter em poucos minutos podíamos perceber que aquela suspensão não era meramente uma simples suspensão por falta de medicamentos. Era sim, uma decisão política, visto que, dois dias antes a Santa Casa de Misericórdia figurava nas manchetes dos jornais da cidade e da região – ‘Auditoria na Santa Casa’ e ‘Transparência na Santa Casa’.
A Irmandade era o único reduto que o vice-prefeito Ricardo Castilho [o mesmo que não renunciou], tinha para continuar na vida política da cidade, principalmente, para manter contato com antigos aliados através do ex-administrador hospitalar, Roberto Bastos, atual tesoureiro do Partido dos Trabalhadores.
Desde 2013, o prefeito Célio de Oliveira desejava indicar alguém de sua confiança para o gerenciamento do hospital, entretanto, nunca fora atendido. Esse ressentimento o fez dar xeque-mate em seu vice.
Essa briga política vem desde meados da campanha eleitoral de 2012, quando os dois antes mesmo de assumirem o mandato já haviam rompido relações.
Tanto é que após a intervenção, o prefeito foi ao rádio usando de sua habilidade comunicacional para “pedir” ajuda à Santa Casa de Misericórdia, no projeto ‘Santa Casa Viva’. A pergunta fica: Por que não ajudou antes?
O que fica nas entrelinhas é que Célio de Oliveira quer a muito tempo colocar a Santa Casa nas mãos de uma OSs (Organização Sociais de Saúde). Porém, vira é mexe essas organizações são alvos de denúncias de corrupção em contratos com o governo do Estado de São Paulo. O que pode acontecer nos próximos 18 meses!
Além disso, a atual gestão terá todos os poderes para contrair empréstimos e financiamentos em nome da Irmandade. Isto é, poderá fazê-lo com valores astronômicos, consertando problemas crônicos como as compras de transformadores e geradores novos, a colocação de ares condicionado em toda a ala SUS, bem como, a reforma e pintura do prédio.
Porém, após os 18 meses quem vai pagar a conta dos empréstimos? Pois, se feitos serão em nome da Irmandade. Não tenho dúvidas que essa conta serão pagos por todos nós!
Enquanto isso…
Como fizera com a Casa de Apoio de Penápolis em Barretos, o prefeito Célio de Oliveira tentará usar a Santa Casa de Misericórdia para garantir a sua reeleição em 2016.

Por fim, quero deixar claro que a ideia desse texto é relatar os bastidores do poder – simplesmente os bastidores, sem fazer juízo de valor quanto ao fechamento do hospital para novas internações. 

[1]Pelo histórico ditatorial que a palavra Intervenção carrega, ela deveria ser banida do nosso dicionário. 


AINDA PODEMOS ACREDITAR NO BOM SENSO!

Mais uma vez os vereadores do PSDB – Francisco José Mendes, Luiz Antônio Alves de Oliveira e Fábio Pereira da Silva, mostraram de que lado eles estão. É lógico, contra o povo.
Eles tentaram de todas as formas aprovar um projeto que censura os cidadãos penapolenses de usar a tribuna mais de uma vez dentro de um mês.
Mas, o bom senso dos vereadores – eleitos pelo povo – falou mais alto. É inadmissível que tal descalabro acontecesse. Não podemos pagar a conta por causa de um ‘caboclo’ que usa demasiadamente o espaço para jogar loas ao prefeito.
Aos vereadores que prenunciaram contra esse projeto – Caíque Rossi (PSD), Rogério Pardim (Sem Partido), Lucas Casella, Rodolfo Valadão Ambrósio (PROS) e José Santino (PT), nossos sinceros agradecimentos, lembrando-os que nossa batalha ainda não terminou, pois, esse infortúnio só foi adiado por tempo indeterminado.
PS: O presidente da Câmara, Alexandre Gil de Melo (PT), com o voto de minerva podendo colocar o projeto em pauta e fulminá-lo de vez, decidiu pelo adiamento, protelando ainda mais esse assunto.

PS 1: Os parlamentares que não citei aqui é porque não sei qual era a opinião sobre o projeto.  

Não vão nos calar tão facilmente! 

QUEREM NOS CALAR!

Na noite de hoje (15), a Câmara de Vereadores de Penápolis, projeto de resolução, do vereador Francisco José Mendes, o Tiquinho (PSDB), que suprime o direito do munícipe de voltar a tribuna livre dentro de 30 dias, caso não tenha o número máximo de dois oradores.Isto é querem nos calar!
De acordo com o Regimento Interno, a tribuna livre é o espaço democrático existente nas sessões ordinárias da Câmara, franqueado aos munícipes que, através dela, queiram manifestar-se sobre assunto relevante de interesse coletivo, expondo suas opiniões pessoais.
Atualmente o regimento diz no art. 146 que: “O munícipe que usar da palavra na Tribuna Livre não poderá voltar a fazê-lo dentro dos trinta dias subsequentes”.
Porém do parágrafo único  do artigo existe um dispositivo que permite o munícipe voltar. “Não se aplica o disposto neste artigo se o munícipe, dentro dos trinta dias, inscrever-se para usar da palavra quando não houver o número máximo de dois oradores”.
Isso é: Atualmente, se um munícipe usar a tribuna em uma semana, ele pode voltar na semana seguinte, caso o número de inscritos para usar a tribuna livre não seja maior que duas pessoas.
Agora, caso o projeto de resolução seja aprovada, a oportunidade do munícipe voltar a tribuna livre dentro dos 30 dias será retirada e assim com ela a chance de construir uma cidade melhor.
Para você ter uma ideia, atualmente, o tempo máximo é de 12 minutos para ser divididos em até quatro pessoas. Entretanto, mesmo que haja uma única pessoa, ela terá o tempo máximo de três minutos. Agora, quando a convidados especiais esse tempo diminui para 8 minutos apenas.
Agora você imagina ter que aguardar um mês para expor os problemas da sua cidade? É justamente isso que o Tiquinho quer!
O que você acha disso?

SILVANIO REIS MOSTRA SEU TALENTO EM PALCOS NO BRASIL E EXTERIOR

Radicado há 10 anos nos Estados Unidos, Reis estuda Piano Performance na Temple University e música barroca, cravo e forte-piano
Silvanio Reis recebeu o título “Who’s who among students in American Universities and Colleges”

Só mesmo Heitor Villa Lobos, o maior ícone da música clássica brasileira, que no auge de sua carreira, teve a ímpeto de desbravar o interior do país, saindo do eixo ‘Rio São Paulo’, para encontrar nos rincões os ritmos brasileiros. Ou do alemão Beethoven que compôs uma das obras mais libertárias de seu tempo – Sinfonia nº 9. Como também a virtuosidade do compositor e pianista húngaro Franz Liszt, que inventou o poema sinfônico – composição baseada num texto ou poema literário, podem explicar, guardadas as devidas proporções, um talento quase autodidata do pianista penapolense Silvanio Reis.

Silvanio assim como Beethoven começou muito cedo na música, sendo que, aos nove anos já se apresentavam na escola as suas primeiras músicas tiradas de ouvido. Mas, bem antes, com a vaga lembrança de seus quatros anos teve a percepção musical pela primeira vez.

Seus avôs paterno Joaquim dos Reis e materno Pedro Inocêncio, participavam dos tradicionais grupos de Folia de Reis – que tocam e cantam canções aos “Santos Reis” e ao nascimento de Cristo. Tradição essa que perduram até os dias de hoje com seu pai.

“Fui criado num ambiente de muito ritmo, muita música, alegria, amor e carinho e foi assim que fui desenvolvendo a minha curiosidade de combinar sons e de fazer música. Foi um processo natural nada forçado, onde eu queria descobrir melodias e ouvia rádios, cantigas de ninar e sentava no teclado e começava a tocar”.

Já na escola Marcos Trench, foi descoberto por sua professora – que logo reconheceu seu talento e incentivou a mãe de Silvanio a colocá-lo em um conservatório de música.
“Naquela época, nós não tínhamos condições financeira, pois, é uma mão de obra muito especializada e até hoje fazer aula de piano é muito caro, principalmente, por ser um ensino individualizado”.

Finalmente em 1993, prestes a completar 11 anos, a professora Rosali conseguiu inscrever o menino no IMAP (Instituto de Música e Artes de Penápolis), que pertence ao Museu do Sol. Por consecutivos cinco anos Silvanio frequentou as aulas de piano.

“Foi uma experiência maravilhosa. Tive três professoras – Roberta Faria, Regina Marques e Rosana Bertan – extremamente dedicadas, além da diretora Elizabeth Bergner que sempre me proporcionaram o melhor para que me desse excelente educação musical no estudo de piano”.

Reis foi bolsista no instituto de 1993 a 1997 quando se formou.  Após termino de seus estudos foi convidado a fazer parte do corpo docente da instituição. “Tive a oportunidade de aprender  bem cedo a colocar em prática a educação que recebi e transferi-la aos meus alunos. A experiência profissional nos ensina de uma forma prática o que só aprendemos em teoria” e acrescenta: “Sinto-me privilegiado e grato por ter crescido dentro do IMAP, que na época fazia parte das instalações do Museu do Sol. Sempre foi um ambiente muito inspirador. Repleto de fundamentos artísticos em diferente formas – artes visuais, oficinas e recitais realizados no Museu”.

Durante sua estadia no IMAP como aluno e posteriormente como professor participou de inúmeros concursos nacionais de piano. “Participei de concursos nacionais de piano que foram realizados em Araçatuba, Três Lagoas, Mairinque. sendo obtendo os três primeiros lugares e menções honrosas, como o prêmio de melhor interprete de musica brasileira”.
EUA
Somente em 2002, conheceu através da penapolense Iolanda Roxo Nobre, o músico penapolense e filho de Nocolau Abramides, Tato Fischer, que ao escutar o jovem prodígio incentivou-o a participar de uma masterclass com o professor Dr. Mauricy Martin – professor da Unicamp – na época ele estava julgando um concurso de piano em Araçatuba.

“Mauricy estendeu sua mão e passei a ter aulas particulares com ele periodicamente um ano. Através dele conheci o professor Dr. Sergio Gallo, que leciona aqui nos EUA”.
Em 2004, Gallo foi o responsável por levar Silvanio a desbravar os Estados Unidos da América após receber uma bolsa para estudar mestrado em Piano Performance na Universidade de Dakota do Norte.
“Estou morando no Estado da Pennsylvania para cursar doutorado em Piano performance através da Temple University. As aulas  e as demandas são de altíssimos níveis. Sou orientado por Dr. Charles Abramovic, mas tenho a oportunidade de aprendizado com professores do mundo inteiro. Além de aulas praticas de piano, tenho aulas de composição, teoria, história da música e música de câmara.

Silvanio dedicasse também a estudar música barroca, órgão barroco, cravo e forte-piano orientado por Dr. Joyce Lindorff. Além disso, ministra aulas de piano e piano em grupo na Temple University. “Leciono também na Escola Darlington Arts Center e sou diretor musical de Conventry Church of the Brethren e trabalho como Assistente no Taubman Seminar, realizado na Temple Univeristy”.
PRÊMIO
Neste ano, Silvanio Reis recebeu o título “Who’s who among students in American Universities and Colleges”. Esta indicação e dada a alunos que destacam pela qualidade da nota final comparado aos demais estudantes. E um reconhecimento a nível nacional. Reis recebeu esse título pela primeira vez em 2009.

Foi também indicado por seu professor Dr. Charles Abramovic e chefe do departamento de piano da Temple University ao prêmio “Olga Gagliardi Guetto”. Este prêmio e dedicado ao estudante por seu grande desenvolvimento e desempenho como pianista durante o ano letivo de 2015.
No Brasil, Silvanio Reis apresenta em Piracicaba
No evento Silvanio dará um recital de cravo/piano e fará uma palestra sobre histórico pratica da música barroca
No final do mês, o penapolense Silvanio Reis, estará no país para uma série de apresentações no II Encontro Internacional de Pianistas em Piracicaba. O evento será entre os dias 1 a 8 de julho, na Escola de Música de Piracicaba “Maestro Ernst Mahle”. O encontro tem o intuito de trazer ao Brasil pianistas e pedagogos de renome internacional, para o intercambio artístico e pedagógico.

O evento e destinados para estudantes de todas as faixas etárias, professores e pianistas. Além dos convidados, o evento terá recitais, masterclasses, workshops, lecture recitals, palestras e mesa redonda.

As áreas de atuação do encontro serão focadas em Piano Performance, Piano Pedagogia, Piano Wellness Taubman Technique, Piano Collaborative, Opera & Vocal Coaching, Historical Performance Practice Cravo. No evento Silvanio dará um recital de cravo/piano e fará uma palestra sobre histórico pratica da música barroca.

DIOGO PORTUGAL APRESENTA STAND UP EM PENÁPOLIS NO DIA 17

O multifacetado Diogo Portugal apresenta seu mais novo stand-up comedy em Penápolis na próxima terça-feira (17). A apresentação acontece às 20h30 no Clube Penapolense e promete interatividade com o público. 
O stand up “Partiu Portugal” traz observações sobre temas como relacionamento, religiosidade e paternidade, além de piadas curtas sobre assuntos do cotidiano. O comediante adiciona também toques regionais ao texto.
De acordo com o produtor local Eduardo de Jesus Almeida, o humorista inova e testa piadas com o público, diverte a plateia com suas sacadas bem humoradas do dia e fatos atuais, mostrando porque é um dos grandes nomes do humorismo no país, escrevendo, dirigindo e atuando.
O humorista já passou por programas como Zorra Total, onde interpretou Elvisley, o “office boy”, além de ter participado de um concurso de humoristas no programa “Fantástico”, da TV Globo. 
Segundo Almeida, o público que já conhece o humorista pelos seus outros espetáculos Acusticozinho, Hã?!, Senta Pra Rir e Portugal É Aqui; ou pelo programa Fritada (Multishow); sabe que a risada é garantida, pois ele não poupa sagacidade na hora de fazer rir, abordando temas como relacionamento, religiosidade, paternidade, entre outros.
Diogo Portugal também é sucesso na Internet, é um dos humoristas mais vistos na web, com mais de 20 milhões de acesso no site YouTube. Além de suas criações e apresentações, ele também procura e incentiva novos comediantes, sendo o organizador do maior festival de humor da América do Sul, o Risorama, de Curitiba, que terá sua 10º edição este ano. Atualmente na televisão, Diogo apresenta o Fritada no canal Multishow.
Diogo Portugal 
Local: Clube Penapolense
Data: 17/06/2015
Horário: 20:30
Valores: a partir de R$ 40,00
Ingressos à venda na Top vistoria e site www.plisticket.com.br
Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 12 anos

INTERNET TORNA-SE GRANDE ALIADA PARA ENCONTRAR A ‘ALMA GÊMEA’

Há três semanas, relatávamos aqui o quão importante e indispensável a internet tornou-se na vida das pessoas. Pois bem, a menos de uma semana para o Dia dos Namorados, conversamos com dois casais que interpretam perfeitamente o amor nos tempos modernos.

A administradora Carolina Zacheu, de 25 anos, é uma dessas histórias – ela estava terminando um relacionamento quando sua amiga, empolgada para mostrar as fotografias de seu namorado com os amigos em Paraguaçu Paulista, região de Presidente Prudente, um nome chamou-lhe a atenção: ‘Vinicius’.

Com o tempo, os dois adicionaram um ao outro na antiga rede social ‘Orkut’ e trocavam mensagens pelo MSN Messenger, segundo programa no mundo de mensagens instantâneas. Mas ela com vergonha de dar um ‘oi’ para Vinicius Tarcio Guedes, 23, pedia para a irmã Bianca, cinco anos mais nova. Esse era com toda certeza os primeiros sinais de amor, até aquele momento virtual.

Com pouco tempo de bate-papo Vinicius acendeu em Carol a possibilidade de namoro. “Eu via algo diferente na Carol, não sabia explicar. Como nunca tinha namorado antes, sabia que com ela poderia ser diferente. Foi quando falei pra ela que um dia seria minha namorada”.

Mas dessa conversa para o dia 13 de agosto de 2011 foram aproximadamente novo meses. Isso deixava Carol mais aflita e ansiosa. Dois meses antes, perto do Dia dos Namorados, ela ligou para Vinicius e confirmou que iria para Paraguaçu Paulista. “Nós tínhamos um trato de que ele viria primeiro a Penápolis, mas se dependesse dele acho que nunca iríamos namorar”, comenta na gargalhada.

Ele um dia antes de Carol chegar tinha uma prova muito importante na faculdade de agronomia. “Lembro-me que meu humor para recepcionar Carol dependia dessa prova, pois, era a última prova do semestre e eu precisava de muito e isso me deixava preocupado, mas, graças a Deus deu tudo certo”, lembra.

Para Carol as mais de quatro horas para chegar em Paraguaçu Paulista com a amiga foi uma eternidade que foi compensado por um fim de semana maravilhoso. Tanto é que ela voltou chorando “de saudades” de Paraguaçu.

“Na volta conversávamos todos os dias. Mas, depois de uma semana ele me deu um gelo, mas nada de me pedir em namoro”, ele completa: “Eu fiquei com medo. A minha ideia era terminar a faculdade e depois pensar num relacionamento para namorar, noivar e casar”.

Exatamente 40 dias depois, contados um a um por Carol, Vinicius veio para Penápolis, mas nada de pedir ela em namoro. “Nós tínhamos tanto carinho um pelo outro que decidi por ele na ‘parede’. Então decide logo se vai namorar comigo, pois, eu não quero empatar sua vida e nem deixar você empatar a minha!”. Assim o namoro foi confirmado. Precisando ser reconfirmado 20 dias depois com o sogro. “Para mim, era uma ansiedade fora do comum, sentar frente a frente com meu sogro. Ele me perguntou: Quer cerveja? Eu logo respondi que não. Mas a Carol me entregou: ‘Na vez que fui para Paraguaçu ele bebeu todas pai’, não sabia o que fazer”. Hoje Vinicius e Carol tem o sogro e a sogra como os seus segundos pais.

Depois de quatro anos, o casal percebe o quanto os aplicativos online ajudou no relacionamento. “Namorar a distância é o menor dos problemas. Nós temos defeitos como todo casal tem. Mas confiança é a base para esse tipo de relacionamento. Além do mais, logo de início sentimos se iria dar certo ou não. Pois, eu tive que dormir na casa dele e ele aqui na minha. Se não déssemos certo com a família um do outro, seria impossível continuar um relacionamento a distância”.

Carol devota de São Antônio acredita em ‘alma gêmea’. “Minha ‘alma gêmea’ podia estar no Japão que Deus iria trazer ele a mim. Mas graças a ele, estava aqui pertinho”. Atualmente estão noivos e empolgados com os preparativos do casório que acontecerá em Assis no dia 13 de agosto de 2016, exatamente cinco anos após o início de namoro.
LUANA E JOÃO
Embalados pela música ‘Logo eu’ de Jorge e Mateus, a penapolense Luana Modesto, 29 anos, conta que quando olhou uma foto de um amigo, viu o ‘gordinho’ no canto – era João Henrique Dias Pedro. A música tocou mais alta: “Eu te vi e já te quis/ Me vi tão feliz/ Um amor que pra mim era sonho”.

De acordo com os amigos João era um dos mais tímidos da turma. “É esse mesmo que era quero, pelo menos não é sem vergonha”. Logo aceitaram-se numa rede social, mas, a Luana persistente mandava um “oi, bom dia” e ele nada de responder. Ou respondia seco em apenas uma palavra “Bom dia”.

Luana trabalhava para uma empresa de Pontal, região de Ribeirão Preto, no qual João era o advogado. “Após trabalhar o dinheiro inteiro, meu ex-chefe melhor amigo de João o chamou na empresa para resolver um probleminha, mas, que na verdade era para me apresentar a Luana”.

No mesmo dia improvisaram um jantar – cachorro quente – e ali conversaram. Mas Luana tinha de ir para Sertãozinho para ficar no hotel. “Lembro que não conversamos numa viagem de 15 km. Ele estava todo tímido no primeiro dia”, comenta.

No segundo dia, João mais tranquilo já foi cavalheiro abrindo a porta do carro, puxou a cadeira na pizzaria. Depois do jantar foi quando rolou o primeiro beijo.
Logo voltou para Penápolis e a distância de 300 km bateu a saudade. “Naquela época não tinha “Whatsapp” e falar no telefone era caro, falávamos direto no Facebook, sendo que o pedido de namoro foi via internet”, lembra com carinho.

Tempos depois a empresa abriu falência e a distância ficou maior, pois, Luana conseguiu emprego na mesma área com sede em Sertãozinho, mas foi trabalhar na filial de Andradina.
“O salário era muito bom, mas a distância tinha aumento. Era bom pra mim, porque morava em Penápolis, mas era difícil para vê-lo. Então resolvi dispensar o emprego e ir morar em Pontal com meu filho. Foi quando nos casamos em março desse ano”.


Luana que foi mãe solteira, tem hoje no João Henrique um exemplo para o Lucas seu filho. “Meu filho, chama ele de pai e ele realmente é um paizão. é muito bom ver o carinho um pelo outro.

ADOÇÃO: ESCOLHA AMOROSA QUE TRANSFORMA VIDA DE PAIS E FILHOS

Exemplo de pessoas que desejam expressar o amor através da adoção; Em Penápolis, existem uma criança para cada três pretendentes 
Em mais uma das noite, Elmo ao colocar sua filha Juliana para dormir começou a lhe contar uma história – “Era uma vez, uma família que tinha uma criança. Essa criança não tinha nascido da barriga da mamãe, mas o amor era o mesmo”, logo ele foi interrompido e a voz doce e suave de “Ju” disse: “Sou eu papai?”.  
Essa é história da hoje mulher Juliana Soares de Oliveira Sorroche, 26, que fora adotada pelo casal Lúcia de Fátima Soares de Oliveira e Elmo José Paes de Oliveira. 
Há 26 anos, o casal teve a sorte de adotar Juliana com alguns dias de nascimento e pode compartilhar das alegrias que a pequena menina trouxe a casa. 
“Foi uma alegria só, alguns meses antes descobri que não poderia ter filhos e a vinda da Juliana foi o que eu precisava. Eu tive a benção de ter uma prima com um filho da mesma idade e ela me passava um pouco do seu leite materno, mas com o tempo o fato de ser mãe me fez produzir leite, mas não pude amamentá-la”, comenta. 
Lúcia e Elmo sofreram certa pressão de seus familiares para que não comentassem com a menina que ela seria adotada. “Não tinha o porque não contar, pra gente era natural contar isso a ela, não precisava esconder. Todos achavam que ela era minha filha, mas na verdade quando nasceu a criança, nasceu a mãe dentro de mim”. 
Mesmo após contar sobre a adoção a Juliana e principalmente quando ela chegasse a adolescência, o casal esperava uma reação esperava em casais que adotam crianças – a revolta. “A Juliana tem uma personalidade diferente da minha, mas isso, não impediu de termos uma convivência harmoniosa dentro de casa”, disse Lúcia. Já Elmo lembra que em certo momento, perguntou a menina se poderia adotar outra criança. “Surpreendentemente ela disse não, pois, teria que dividir tudo com ela”, lembra. 
Há cinco anos, outra reviravolta. Juliana estava num salão de beleza e conversando com outra cliente descobriu que era prima de um irmão sanguíneo que ela nunca conhecera. 
Atualmente, Juliana conhece e convive com seus pais biológicos e seus sete irmãos – Paula, Elker, Flávio, Alan, Aline, Anderson  e Paulo. “O primeiro contato foi no Forféia e de lá pra cá não nos desgrudamos mais. Hoje eles fazem parte da minha vida. Há um ano eu casei e todos eles vieram para meu casamento e alguns deles padrinhos”. 
Juliana é casada com o mecânico Fernando César Sorroche Pavan e está grávida de seis meses de Alícia, a primeira filha do casal. 
REALIDADE
Mas essa não é a realidade de muitos brasileirinhos, pois, para cada criança esperando ser adotada, existem seis pretendentes procurando um filho ou uma filha. Ainda assim, cerca de 5,6 mil crianças e adolescentes ainda esperam em abrigos para serem adotados. 
Questões, como a demora nos processos judiciais e as restrições feitas pelos candidatos a pais, ajudam a explicar o porquê dessa realidade discrepante. 
Muitas das vezes é difícil encontrar uma criança que se encaixe nos padrões desejados pelos futuros pais, pois há uma alta exigência dos que querem adotar – a preferência é por meninas brancas de até três anos de idade. No entanto, para essas crianças cada dia a mais longe de um lar é determinante nas suas vidas.
Em Penápolis, por exemplo, existem nove crianças e adolescentes no Cadastro Nacional de Adoção aptas para serem adotadas. Sendo que, quatro da cor branca, três negras e duas pardas, com idade entre 6 anos e acima de 15 anos. Ao passo que existem 21 casais cadastrados na comarca. 
Esse dado é alarmante, pois, a reportagem do INTERIOR pesquisou outras comarcas da região e constatou que nenhuma tem tantas crianças na fila de adoção. Em Araçatuba e Lins, 5 crianças estão na lista. Andradina, Birigui e Rio Preto registram 0, 1, 2 casos respectivamente. 
PROCESSO ADOTIVO
Para que a criança se torne apta à adoção é necessário que um juiz destitua o poder familiar dos pais e isso só ocorre após um processo de avaliação. 
A destituição só ocorre em casos em que existe o abandono completo por parte da família, a reiteração da prática da negligência ou casos de violência grave, como abuso sexual, tortura e maus-tratos. 
Com isso, geralmente, as crianças vão para o acolhimento institucional após a suspensão do poder familiar por negligência ou abuso cometido pelos responsáveis. Durante o tempo no abrigo, elas devem ser avaliadas junto com suas famílias e acompanhadas por psicólogos, assistentes sociais e outros agentes para garantir a reinserção no núcleo familiar. 
Mas a complexidade que carrega o processo de destituição do poder familiar tende a ser longo, os processos de destituição familiar pode impactar profundamente a trajetória das crianças e adolescentes. 
Na outra ponta, futuros pais passam por diversas etapas para serem habitados e assim ingressar na lista de pretendentes do Cadastro Nacional de Adoção. 
É o caso do casal Alessiane Ferreira dos Santos e Silnomar Alves de Almeida que completou dois anos e meio e ainda não foram habilitados pela justiça. 
“Eu já estou casada há quatro anos, meu desejo sempre o foi de ter um filho adotivo, por isso mesmo que pretendermos entrar na lista de habilitados do Cadastro Nacional de Adoção”, salienta Alessiane. 
Ela comenta ainda que a primeira etapa foi preencher a ficha de inscrição, onde se coloca as informações pessoais, as preferências da possível criança a ser adotada, além de fotografar toda a casa. “Após fazer todo esse processo a assistente social faz uma visita para conhecer a nossa casa e nos libera para a segunda etapa que são testes – cardiológicos e neurológicos”. 
Na terceira etapa é realizada o curso preparatório e depois uma avaliação com a psicóloga no poder judiciário. Entre os pré requisitos para adotar uma criança são determinados pela família. “Nós escolhemos uma menina ou um menino, de idade entre 0 a 5 anos e de cor branca e que poderão vir de qualquer um dos oito estados do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Goiás  e Minas Gerais”, finaliza. 

Cadastro Nacional de Adoção cruza informações dos estados

Para celebrar o Dia Nacional da Adoção que acontece amanhã (25), a Corregedoria Nacional de Justiça, lançou no último dia 12, o novo Cadastro Nacional de Adoção que tem por objetivo agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas. O cadastro irá possibilitar ainda a implantação de políticas públicas na área.
As  mudanças têm a intenção de tornar o cadastro mais  moderno, simplificado  e proativo, facilitando-se o preenchimento pelo juiz e o cruzamento de dados entre os pretendentes e as crianças de  todo o Brasil. 
Atualmente, o Cadastro Nacional de Adoção contabiliza em seus registros  33,6 mil pretendentes e cerca de 5,7 mil crianças em busca de uma nova família, afinal, acreditam que de uma hora para a outra vai aparecer a mãe, o pai ou a família dos seus sonhos. 
A nova tecnologia permitirá que o juiz seja informado, assim que preencher o cadastro de uma criança, sobre a existência de pretendentes na fila de adoção em busca daquele tipo de perfil. O mesmo ocorrerá quando o magistrado cadastrar novo pretendente, recebendo imediatamente a notificação da existência de crianças com as características desejadas.
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, a inovação funcionará, inclusive, nos casos de crianças e pretendentes cujos processos estejam tramitando em varas de comarcas diferentes. Nessas situações, sempre respeitando a precedência na fila de adoção, os juízes responsáveis serão notificados eletronicamente para que entrem em contato um com o outro e, assim, deem prosseguimento à adoção.

INTERNET É CELEBRADA E LEMBRADA COMO ALGO INDISPENSÁVEL NOS TEMPOS ATUAIS

Uma das principais invenções da humanidade, a internet é comemorado hoje fazendo alusão  ao poder de comunicação que ela proporciona 
Você vive sem internet hoje? Você lembra como era sua vida sem a internet? Ou você é da faixa dos 30 anos que já nasceu com o advento na internet, mas, que presenciou a transição do analógico para o digital? Essas questões nós faz refletir todos os dias. 
Muito provavelmente essa matéria não seria realizada com a rapidez e a praticidade que ela [a internet] nos proporciona. Todos os entrevistados dessa reportagem – a blogueira Mirela Ortega, o web designer David Willian, o economista Lucas Sablewski e o psicólogo Júlio Ribeiro foram “ouvidos” via internet. 
Mas você sabe o que é a internet? A Internet é um sistema global de redes de computadores interligadas que utilizam o conjunto de protocolos padrão da internet que serve vários bilhões de usuários pelo mundo afora.
Ela é uma rede de várias outras redes, que consiste de milhões de empresas privadas, públicas, acadêmicas e de governo, com alcance local e global e que está ligada por uma ampla variedade de tecnologias de rede eletrônica, sem fio e ópticas. 
Entre os estudiosos da internet não há um consenso sobre a data exata em que ela surgiu, mas foi em algum momento em meados da década de 1980, mas a sua comercialização se deu na década seguinte, incorporando a rede internacional em praticamente todos os aspectos da nossa vida. 
A internet permitiu e acelerou a criação de novas formas de interações humanas através de mensagens instantâneas, fóruns de discussão e redes sociais, fazendo com que a maioria das comunicações tradicionais como – telefone, música, cinema e televisão, mas também, jornais, livros e outras publicações impressas sejam redefinidas pela internet. 
Não é a toa que em junho de 2012, mais de 2,4 bilhões de pessoas – pouco mais de um terço da população mundial — usaram os serviços da internet; cerca de 100 vezes mais pessoas do que em 1995. 
Para o web designer David Willian, de 22 anos, um aficionado pela internet é um dos bilhões de pessoas que usam dela como a principalmente ferramenta de seu trabalho, aliás, sem ela tal função nem existiria. 
“Os meus primeiros passos na internet foi nos computadores da biblioteca municipal. Na época eu tinha 11 para 12 anos e como não podia usar sozinho, minha avó fez o cadastro e eu acessava na companhia dela”.  
Hoje David não se vê sem a internet, pois, o que mais lhe chama a atenção é o desenvolvimento comunicacional que internet proporcionou a todos. 
“Não muito distante, as principais ferramentas de contato era a carta e o telefone. A carta, por exemplo, foi substituído pelo e-mail. Já o telefone existem diversos aplicativos de voz que substitui uma ligação”. 
Da curiosidade surgiu o trabalho, pois, foi em fóruns de jogos a primeira oportunidade de emprego. “Trabalhava moderando um fórum. Na época era a realização de um sonho ganhar dinheiro e ainda poder ganhar status no jogo. Hoje eu vejo aquilo como diversão”. 
De lá pra cá, depois dos interesses por imagens começou a trabalhar com web designer fazendo layouts, imagens para sites de empresas da cidade. Perguntando se viveria sem internet David respondeu: Viveria sim, mas não pretendo. 
É o mesmo caso da blogueira Mirela Ortega, que acha que viveria sim, pois, a internet é apenas uma ferramenta para agregar. “Só acho que se não tivesse ela o ser humano iria inventar outro tipo de inovação”. 
Para ela, a internet como tudo na vida tem o lado bom e ruim. Segundo ela, a rede mudou sua vida tanto na praticidade do dia a dia quanto no trabalho. 
“Pelo fato de trabalhar com a internet conheci diversas pessoas, de longe, de perto, conheci várias empresas e tive a oportunidade de ganhar dinheiro com ações publicitárias” e continua: “Sou da época em que não se tinha internet e consigo perceber como facilitou nossa vida. Temos acesso rápido a qualquer assunto que fizermos e conseguimos de fato resolver nossa vida pela simples tela de nosso celular e essa tal de internet”. 


E-COMMERCE
Segundo o economista Lucas Sablewski, que trabalha na área desde 2009, o e-commerce é um negócio como outro qualquer, mas que tem as diferenças de uma empresa convencional.  
“Esses tipos de lojas requer mão de obra qualificada e estrutura diferente de uma loja física. O contato do cliente com o produto é apenas visual, mas ter um a boa conduta e reputação e essencial, pois, é um seguimento q cresce acima da média da economia”. 
Para ele este mercado esta em crescimento. “Estamos otimista com o futuro. Tenho loja virtual de informática e vestuário. No setor de informática, por exemplo, já está bem enraizado na cidade e região”. 
Lucas salienta ainda que é difícil encontrar alguém que ainda não tenha comprado pela internet. “Já existem em Penápolis empresa de alimentação que aceita o pedido pelas redes sociais, sendo um comércio destinado apenas para o público local. 
O segmento de vendas pela internet apresenta um crescimento acima de 25% ano após ano no Brasil. E apesar do cenário de crise no País, o e-commerce deverá crescer mais de 20%.

Psicólogo alerta sobre o uso de internet principalmente para crianças e adolescentes

É Indiscutivelmente que a internet é uma ferramenta que agrega em si inúmeras vantagens para a convivência entre as pessoas por mais distantes que estas estejam. Poder conversar em tempo real com um parente em outro país, realizar pesquisas em grandes bibliotecas virtuais, poder comprar as mais diversas mercadorias sem sair de casa são apenas alguns dos benefícios que a internet trouxe à vida moderna.
Por outro lado, o mau uso desta importante ferramenta pode trazer prejuízos ao desenvolvimento humano principalmente em crianças e adolescentes. 
Para o o psicólogo clínico e aluno do programa de mestrado em Psicobiologia da USP – Ribeirão Preto, Julio Ribeiro o uso errado pode ser prejudicial. 
“O uso da internet, como o de qualquer outra tecnologia, pode se tornar prejudicial quando não há limite do tempo que se dispõe a ela.”, explica 
Para Julio, existem três importantes cuidados que se deve tomar com crianças e adolescentes que utilizam frequentemente a internet:
O vício na internet: “Na literatura, há diversos estudos que relacionam a dependência da internet como o da dependência química, pois em ambos os casos são estimuladas as mesmas áreas cerebrais mudando apenas o estímulo desencadeador da dependência.”, comenta o psicólogo que estuda a relação dos processos mentais com o comportamento humano. 
Os perigos do anonimato: “Com o advento da internet, vários casos de pedofilia e cyberbullying (bullying pela internet) foram e são cada vez mais notificados. O anonimato nas redes sociais através de um perfil falsos, por exemplo, provavelmente contribui para a facilidade do ato de se denegrir a imagem de alguém ou o compartilhamento de material impróprio.”.
A falsa socialização: “Muitos adolescentes acreditam que uma rede social com centenas, milhares de ‘amigos’ é sinônimo de socialização ou até mesmo de status. Apesar de acreditar que hoje não existe mais distinção de vida real e vida virtual, ainda vejo como imprescindível para um desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes a vivência, as experiências corpóreas e sinestésicas que são incapazes de serem experimentadas através de um monitor.”.
Para ele é difícil imaginar como seria a vida hoje sem as facilidades proporcionadas pela internet. Seja para o entretenimento através de jogos ou passatempos até para a conversação e troca de informações no momento em que elas ocorrem.
“Sem dúvida que as redes sociais trouxeram novas formas de se relacionar e de unir ou desunir pessoas. A própria psicologia, com as devidas precauções, pode usar do Skype para realização de atendimentos de orientação psicológica entre psicólogo-paciente que se encontram distantes. Algo que aconteceu com seleção brasileira de futebol durante a Copa das Confederações em 2013″. E completa: “Com os devidos cuidados apontados, é possível que crianças e adolescentes possam usufruir de forma sadia os seus benefícios e ter tempos agradáveis frente monitores, telas ou smartphones”, finaliza. 

apoie o jornalismo independente