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CARTAS PARA HOLLY

Querida Holly, hoje eu quase esqueço de postar a carta no correio, meu dia foi bem cheio, acordei mal humorada pra piorar. Mas o monte de tarefas mudou meu foco e a tarde fui andar de bicicleta, o que me deixou energizada.Andar de bicicleta tem muitas vantagens, a melhor delas é perceber os lugares, seus detalhes, e hoje fui presenteada com essa imagem. Imagina minha sensação de ter o vento batendo no rosto enquanto eu olhava essa cena?Não tenho mais nada a dizer, essa fotografia diz tudo.
Inspirada por projetos 365, onde consiste em registrar uma foto por dia, todos os dias ano, a designer gráfico Amanda Ribeiro criou o projeto “365 olhares, para 365 dias do ano“.
Desde 1º de janeiro vem registrando o dia-a-dia os seus afazeres, mas também suas angústias, medos e frustrações, do mesmo modo, que suas felicidades, paixões e sorrisos.
Ela ainda publica pequenos “bilhetes” em forma de carta para Holly, personagem da lendária atriz americana Audrey Hepburn, considerada a mulher mais bonita da história de Hollywood.
Como boa observadora, Amanda compartilha a sua paixão de fotografar, por hobbie é certo, mas que não impede segundo ela de treinar o olhar e a criatividade.
Em seu blog ela destaca 5 motivos para começar hoje a realizar um projeto 365. 1) te ensina a observar; 2) desperta admiração; 3) reforça a gratidão; 4) liberta inibições e; 5) documenta o seu crescimento.
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#CULT | WORKSHOP: INVESTIGAÇÕES DO CORPO NO ESPAÇO URBANO

Beth Faustina
Direcionada para artistas e estudantes de teatro, dança e performance, educadores e demais interessados, a Oficina Cultural Sílvio Russo traz para o município de Penápolis, nos próximos dias 6 e 7 de fevereiro, o workshop “Investigações do Corpo no Espaço Urbano”. 
A oficina estimulará a investigação das potencialidades criativas do corpo a partir das percepções e experiências no espaço urbano dos próprios participantes, sendo que ao final do processo criativo resultará numa intervenção performática. 
Ministrado pelas atrizes e performers Georgianna Dantas e Mayra Pimenta, as atividades acontecem na sexta-feira, dia 06, das 19h às 22h. E no sábado, dia 07, das 9h às 12h e das 13h às 19h. 
As inscrições estão abertas e são oferecidas 25 vagas que serão preenchidas por ordem de inscrição para pessoas com idade a partir de 16 anos. 
Georgianna Dantas
Atriz e arte-educadora. Formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto, cursa especialização em Estudos Contemporâneos em Dança na Universidade Federal da Bahia. Integra o Núcleo Anticorpos de Investigações em Dança, em Minas Gerais, que desenvolve pesquisa em dança contemporânea e intervenções performáticas.
Mayra Pimenta
Bailarina clássica, atriz, performer e arte-educadora, é formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto. Integra a Cia. Etra de Dança Contemporânea e o Núcleo Anticorpos de Investigações em Dança.
Serviços 
Casa de Cultura de Penápolis
Rua Manoel Foz, 225 – Vila Aparecida
18 3652 5570

Programa “Existe amor em Penápolis”

Como definimos o amor? Pra mim o amor é uma grande afeição por algo ou alguém. Ela nasce com o tempo e genuinamente gratuita, sem nenhum interesse. É assim na vida! 

Nasci na capital paulista, terra da garoa, com mais de 11 milhões de pessoas, cidade das oportunidades. Dela guardo um profundo respeito. 
Mas foi aqui, no interior [sertão desconhecido] que me criei. Primeiro nas terras de Manoel Alvez de Athaíde, o povoado de São João da Saudade, atualmente Mirandópolis, cidade que recebeu José Datrino – o Profeta Gentileza – autor da celebre frase “Gentileza gera gentileza”. 
No final dos anos de 1990, foi a vez de Penápolis me receber. Não foi amor a primeira vista, mas é hoje um amor profundo, capaz de discernir o que há de belo e o que há de malfeitos. Contudo, prefiro guardar as coisas amorosas que a vida me proporcionou aqui nas terras de Maria Chica, mulher guerreira que lutou bravamente pela sua sobrevivência.  

E por sobrevivência continuo lutando para que essa terra continue gerando gentis oportunidades. Para isso, parafraseei Criolo, um dos maiores rappers da atualidade, onde ele diz: “Não existe amor em SP”, e criamos no Blog do Faria o projeto “Existe Amor em Penápolis”. Essa iniciativa norteará todas as nossas ações pelo ano inteiro, afinal, comemoramos cinco anos. 
O projeto consiste em sete atividades que irá propor para a sociedade penapolense momentos de reflexão sobre a própria cidade trazendo a tona novos modos de pensar, de construir e de ocupar os espaços que lhes são devidos, afim de,garantir direitos fundamentais à cidade e a cidadania. 
OLHARES
Em março, lançaremos o Concurso Fotográfico “Existe Amor em Penápolis”, a primeira de nossas sete atividades. Nele buscaremos olhares diferentes sobre o município. Como que você vê a cidade? O que mais te chama atenção? Existe gentileza em Penápolis? E beleza também existe? 
DIÁLOGOS
Em 2013, de forma bem experimental realizamos o Hashtag – Hiperligando Ideias, uma conferência estilo TEDx que estimula a disseminação de boas ideias. A proposta é trazer penapolenses espalhamos pelo país afora e que estão fazendo a diferença por onde passam, mostrando que existe amor nos penapolenses!
SARAU
A celebração faz parte da vida do ser humano. E existe amor maior do que celebrar a vida através da arte? Pois bem, pretendemos convergir e fundir o que há de melhor na música, na dança, na pintura, na escultura, no teatro, na literatura, no cinema, na fotografia, nas histórias em quadrinhos, nos jogos eletrônicos e na arte digital, mostrando que há sim trabalhos autorais. 
SOLIDÁRIO
No fim do ano passado, o Blog do Faria teve uma experiência bem bacana que foi a campanha “Doe um chinelo de dedo” que entregamos para as crianças da ‘Casa Abrigo’ – casa mantida pela Apae de Penápolis. Neste ano, não será diferente e acamparemos outras campanhas em prol das entidades do nosso município. E com toda certeza contaremos com você! 
KOMUM
O Komum será um trabalho de mini documentários que tem por objetivos contar histórias de ideias inovadores e inspiradoras de penapolenses e ou de organizações não governamentais que transformam as vidas de muita gente. Tem alguma dica aí?
PARTICIPAÇÃO
Todo ano a Prefeitura de Penápolis realiza o Orçamento Participativo. Espaço onde o governo exerce o processo de escuta das demandas da sociedade, que posteriormente será processada como política pública a ser executada no orçamento subsequente. Isto é, tudo o que foi proposto para ser realizado neste ano, foi pensado em 2014 e tudo que será realizado em 2016, será proposto agora. 
Para isso faremos dois trabalhos: 
De fiscalizar o encaminhamento e a execução do que foi proposto para esse ano e;

De acompanhar todos os encontros do Orçamento Participativo de 2015, afim de, documentar e estabelecer e garantir mecanismos de participação de todos os cidadãos. Então bora participar?
DIVERSÃO
Em novembro, o Blog do Faria completa cinco anos. E nesta nova etapa nada mais justo do comemorar com os amigos né!? Mas até agora não imaginei o que poderíamos fazer juntos! Tem uma ideia?

Contradições carnavalescas

No final de 2014, já de férias li uma matéria na Folha da Região, escrita pelo meu amigo Ivan Ambrósio de que dizia que a Prefeitura de Penápolis proibia o estacionamento das 22h às 5h da manhã, na avenida João Antônio de Castilho ou o Parque Santa Leonor. 
Na época compartilhei a reportagem e emiti em breve palavras minha humilde opinião: 
Tento compreender os moradores que vivem aos arredores da avenida João Antônio de Castilho, mas a via é hoje um importante corredor de empresas e principalmente de bares e restaurantes, limitar o acesso e o estacionamento é uma afronta a liberdade de ir e vir de cada cidadão. Além do mais, nós nunca tivemos uma faixa tão grande de jovens de 15 a 29 anos, que necessariamente, precisam de espaços de lazer e lá com certeza é uma delas. Não podemos permitir tal descalabro quietos!
Pois bem, essa semana a Prefeitura de Penápolis divulgou através de sua assessoria de imprensa matéria dizendo que a Secretaria de Cultura irá realizar a maior festa popular do Brasil – o CARNAVAL lá! Acreditam!? Para um lugar que não pode receber barulhos de carros e som alto, vai receber o grande festejo pagão, palco da derrisão e apoteose?
Se a regra vale pra um, não deve valer para outro? O porque então a prefeitura pode fazer lá? Dá mesma forma qu deram os ouvidos para os reclames dos moradores, desta vez, consultou-os? 
Creio que desta vez a Prefeitura de Penápolis pouco menos de um mês após a sua proibição (in)felizmente caiu em contradição! 
E o que você achou do carnaval do Parque Santa Leonor! Pode ou não pode? 

Santa Casa de Misericórdia adere ao programa PRÓ-SUS do governo federal

Com a retenção no Pró-SUS Santa Casa poderá entrar em outros programas estaduais e federais
Foram mais de R$ 18 milhões retidos em moratória; Para cada R$ 1 recolhidos em pagamento de novos tributos, o mesmo valor será quitado
Após o Ministério da Fazenda através da Receita Federal e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional emitir uma certidão positiva com efeitos de negativa de débitos relativos aos tributos federais e a dívida ativa da união, a Santa Casa de Misericórdia de Penápolis assinou no final de 2014, o PRÓ-SUS – Programa do Governo Federal que promove a recuperação de créditos tributários e não tributários devidos à União.
De acordo com o superintendente do Conselho Diretor da Irmandade, Antônio Crosatti, essa era a oportunidade para que a Santa Casa pudesse colocar em dia as dívidas que chegam a R$ 23 milhões.
“Nós conseguimos que o governo retivesse o montante de mais de R$ 18 milhões do tal da dívida. Sendo que, a partir da data da assinatura, para cada R$ 1 recolhido, será quitado o mesmo valor da moratória”, comenta.
Segundo Crosatti, esses problemas com os débitos trabalhistas, previdenciários e tributários começou ocorrer após a entidade sofrer intervenção municipal, do então prefeito Sinoel Batista, que posteriormente foi declarado inconstitucional pela justiça.
“Desde a época que foi feito um contrato particular transferindo a gestão administrativa e financeira à Prefeitura de Penápolis, sofrendo anos após anos novos termos aditivos, até que entre 2008 e 2009 foi feito na gestão do ex-prefeito João Luís dos Santos o termo de distrato parcial, com a devolução administrativa à Irmandade com todos os passivos quitados, além de arcar com todas as despesas geradas antes de janeiro de 2008”.
Agora com todo o passivo retido no PRÓ-SUS, a Santa Casa de Misericórdia comemora, pois, encontra-se atualmente com as obrigações fiscais no estado e no município, incluindo a certidões trabalhistas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
Crosatti explica ainda que num breve espaço de tempo, o SUS (Sistema Único de Saúde) reterá o valor da PLENA (repasse mensal que o Ministério da Saúde faz aos municípios brasileiros), remetendo diretamente a receita federal, podendo essa atitude deliberada prejudicar a manutenção da moratória. Para isso, os diretores da Irmandade e do Hospital estiveram na prefeitura na última segunda-feira, 12, para conversar com o prefeito Célio de Oliveira.
“Conversamos com ele e explicamos que a partir da obtenção do PRÓ-SUS nós teremos por obrigação acertar em dia as obrigações tributárias a partir de agora. Com isso, estimamos que aproximadamente R$ 120 mil mensais será deduzido junto ao SUS, mas atualmente a prefeitura repassa R$ 50 mil que jogaremos para o pagamento dos tributos atuais, mas ainda faltarão R$ 70 mil”, explica.
Esse valor é referente à dívida tributária, que a prefeitura continuará a repassar os R$ 50 mil. De acordo com Crosatti, a Irmandade entende que o governo não tem recursos para arcar com os outros R$ 70 mil que sairá dos cofres da entidade nos próximos meses.

CAMPANHA
Crosatti salientou que nos próximos dias irá se reunir com a diretora-presidente do DAEP (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis), Silvia Shinkai, para acordar nova investida na campanha da água.

Superintendente Antônio Crosatti, a secretária Lúcia Helena Lopes e o Diretor Hospitalar Roberto Bastos trabalham na obtenção das certidões
“Nós chegamos receber dessa campanha mais de R$ 18 mil, atualmente arrecadamos em torno de R$ 7 mil por mês. São muitas pessoas que doa R$0,50 e R$ 1 e que podem doar um pouco mais”, comenta.
Além dessa campanha o prefeito Célio de Oliveira se comprometeu em buscar novos recursos para a Irmandade em suas viagens em São Paulo e Brasília.

CUSTOS
No final do ano passado, a Prefeitura de Penápolis enviou para a Câmara Municipal projeto que aumentou o valor de repasse de custeio para pouco mais de R$238 mil referentes a serviços que a Santa Casa de Misericórdia presta para o município.

Segundo o projeto dos valores repassados R$ 185, 5 mil é para custeio propriamente dito, além de R$ 3,7 mil de prestação de serviços de fornecimento de material cirúrgicos, de R$ 19,4 mil de contrapartida do município no Pró Santa Casa, além de R$ 30 mil de prestação de serviços de esterilização.

SUSTENTÁVEIS
Com a obtenção de todas as certidões, a Irmandade também entrou no programa do governo do Estado de São Paulo – Santas Casas Sustentáveis, que viabilizará novos recursos para a manutenção da entidade.

“Com toda certeza todas essas ações reduzirá sensivelmente o passivado a prefeitura, mas que acaba sendo administrado por nós. Neste período teremos muito cuidado, pois tivemos ajuda de todo o corpo administrativo, técnico e de serviços nos ajudando a obtenção dessas certidões”, finaliza.

Grupo de Escoteiros torna-se exemplo de ética e amor a pátria a crianças e jovens

Mais de 30 adolescentes participando nas atividades na sede dos escoteiros, que aprendem desde a medição de rio, como, produzir fogo em meio a emergência
Um dos chefes Leandro Rodrigues (abaixo) ao lado dos escoteiros e das escoteiras onde desenvolve atividades de utilidade para os jovens
Criado em 1997, o Grupo de Escoteiros São Francisco de Assis foi criado em meio ao ECC – Encontro de Casais com Cristo da Igreja Católica. Daí então a homenagem ao padroeiro penapolense.

De acordo com João Paulo Beneciuti, um dos chefes dos escoteiros de Penápolis explica que mesmo o grupo tendo um nome com uma figura símbolo de uma religião, não faz distinção.
“Embora tenhamos um nome de santo, não fazemos distinção de religião, podemos ser católicas, evangélicos ou espíritas nós aceitaremos e a respeitaremos dentro do grupo”. 
Atualmente com 30 escoteiros na tropa, a intenção é divulgar as ações do grupo nas escolas públicas e particulares do município para que possam ser criados novas tropas. 
“Estamos com sede nova e isso nos motiva a criar novas tropas, atendendo novas crianças e podendo passar os valores que os escoteiros possuem”, explica o presidente Leandro Rodrigues. 
O Escotismo foi fundado pelo britânico Baden Powell, em 1907, e hoje é um movimento mundial, que trabalha a educação, o voluntariado, é apartidário e sem fins lucrativos. 
A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na promessa e na lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina. 
Todo sábado, das 14h30 às 17h, na sede do antigo Semeando, o grupo se reúne para ensinar valores as crianças, adolescentes e jovens de idade entre 6 anos e meios a 14 anos que são divididos por equipes. 
A tropa dos Escoteiros fazendo atividades como rapel que estimula o exercício físico, mental e de autocontrole
A primeira turminha é chamados de lobinhos e lobinhas que são crianças de 6 anos e meios a 10 anos divididos em equipes com até 6 crianças, de ambos os sexos, onde participam de atividades e jogos voltados para a socialização e o entretenimento. Com constante atenção as crianças desenvolvem o comprometimento consigo e com as demais crianças da sua equipe.
Já a turma dos escoteiros vai de 11 à 14 anos de idade e são divididos em equipes, que também são chamados de patrulhas de até 8 jovens, onde participam de atividades e jogos voltados para a aventura. 
Neste caso, é oferecido um ambiente de responsabilidade, comprometimento, onde é apresentado uma hierárquica e democracia organizado e mantido por eles mesmos.
A também os jovens de 15 à 17 anos, que são chamados de seniores ou guias, e que participam de atividades e jogos voltados ao desafio e a auto superação, tendo um ambiente de maior esforço físico, de realização, cumplicidade e responsabilidade.
E os pioneiros ou pioneiras que divididos por interesse e desenvolvem atividades e projetos voltados as carências da comunidade e do grupo escoteiro.
“Nós somos um grupo de educação não formal, pois aqui, não damos diplomas, mas fazemos o complemento da educação do jovens, família, religião e pátria”, comenta João Paulo. 
Após o período de adaptação, os jovens tem que saber e seguir as leis do escoteiros para depois possam fazer a promessa, com uma solenidade, onde faz o hasteamento da bandeira brasileira, canta o hino nacional e profere: “Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para: Cumprir meus deveres para com Deus e a minha Pátria, ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer à Lei Escoteira”. 
Durante os encontros os escoteiros aprende a sobreviver. “Quando vamos num acampamento, eles tem que fazer a comidinha deles, tem que lavar prato, sabe se virar e a gente cobra isso deles, inclusive o desempenho dentro da escola, pois, se estiver mal não vai participar de atividades”, salienta João Paulo. 
Segundo relatos dos próprios pais, o desempenho dos filhos após o trabalho com os escoteiros melhorou muito. “Nós fazemos um trabalho, onde ensina o jovens a sobreviver, criando um espírito de cooperação de liderança”. 
Momento em que o jovem profere as palavras de promessa tornando-se um escoteiro
Leandro lembra também que o escotismo prega o aprendizado pela prática, pela ação, valorizando o treinamento para a autonomia baseado na autoconfiança e iniciativa, desenvolvendo os hábitos da observação e dedução. 
“Eles aprende na prática como faz, por exemplo, ensinamos eles como fazia para medir um rio ou como se faz um fogo. São coisas que ajudarão na sobrevivência enquanto indivíduos e  membros de um grupo”, comenta. 
O Grupo de Escoteiros São Francisco de Assis se reúnem todo sábado, neste ano, a partir de 7 de fevereiro, no antigo Semeando, na Rua Getúlio Vargas, 241, das 14h30 às 17h. 
Para conhecer mais o trabalho desenvolvido do grupo e ou para fazer a inscrição de seu filho basta entrar no site www.escoteiropenapolis.com.br. 

Conheça os conceitos inerentes à Lei Escoteira 

Honra, integridade, lealdade, presteza, amizade, cortesia, respeito e proteção da natureza, responsabilidade, disciplina, coragem, ânimo, bom-senso, respeito pela propriedade e autoconfiança.
Quando Baden Powell idealizou a Lei Escoteira, decidiu não estabelecer leis proibitivas, mas conceitos para formação de pessoas benévolas, para que, desta forma, o jovem escoteiro tivesse onde se espelhar e pudesse se orientar.
1. O ESCOTEIRO TEM UMA SÓ PALAVRA; SUA HONRA VALE MAIS DO QUE A PRÓPRIA VIDA.
“A Honra para um Escoteiro é ser digno de toda confiança. Como um Escoteiro, nenhuma tentação, por maior que seja, e embora seja secreta, irá persuadi-lo a praticar uma ação desonesta ou escusa, mesmo muito pequena. Você não voltará atrás a uma promessa, uma vez feita. A palavra de um Escoteiro equivale a um contrato. Para um Escoteiro, a verdade, e nada mais que a verdade.” 
2. O ESCOTEIRO É LEAL.
“O Escoteiro é leal à Pátria, à Igreja, às autoridades do governo, aos seus pais, seus chefes, seus patrões e aos que trabalham como seus subordinados. Como um bom cidadão, você é de uma equipe, jogando o jogo honestamente, para o bem do conjunto. Você merece a confiança do governo de sua pátria, do Movimento Escoteiro, dos seus amigos e companheiros de Patrulha, de seus patrões ou de seus empregados, que esperam que você seja correto, fazendo o melhor possível, em benefício deles, ainda quando eles não correspondem sempre bem ao que você espera deles. Além disso, você é leal também a si mesmo; você não quer diminuir seu respeito a si mesmo jogando mal de propósito; nem vai querer decepcionar ou ficar em falta com outro homem, nem, tampouco, com outra mulher.” 
3. O ESCOTEIRO ESTÁ SEMPRE ALERTA PARA AJUDAR O PRÓXIMO E PRATICA DIARIAMENTE UMA BOA AÇÃO.
“O dever do Escoteiro é ser útil e ajudar a todos. Como Escoteiro, seu mais alto objetivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço.”
4. O ESCOTEIRO É AMIGO DE TODOS E IRMÃO DOS DEMAIS ESCOTEIROS.
“É amigo ou irmão, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer. Como Escoteiro, você reconhece as demais pessoas como sendo, com você, filhos do mesmo Pai, e não faz caso de suas diferenças de opinião, casta, credo ou país, quaisquer que elas sejam. Você domina os próprios preconceitos e procura encontrar as boas qualidades que tenham; o defeito deles qualquer um pode criticar. Se você põe em prática esse amor pelas pessoas de outros países e ajuda a fazer surgir a paz e a boa vontade internacionais, isto será o Reino de Deus na terra. O mundo inteiro é uma fraternidade.” 
5. O ESCOTEIRO É CORTÊS.
“Como os antigos cavaleiros, você, sendo um Escoteiro, é, sem dúvida, polido e atencioso com as mulheres, velhos e crianças. Mas, além disso, você é polido mesmo com aqueles que estão contra você. Aqueles que têm razão, não precisam perder a calma; aqueles que não têm razão, não podem se dar ao luxo de perdê-la.”
6. O ESCOTEIRO É BOM PARA O ANIMAIS E AS PLANTAS.
“Você reconhecerá como companheiras as outras criaturas de Deus, postas, como você, neste mundo, durante certo tempo, para gozar suas existências. Maltratar um animal é, portanto, um desserviço ao Criador. Um Escoteiro deve ter um grande coração.”
7. O ESCOTEIRO É OBEDIENTE E DISCIPLINADO.
“O Escoteiro obedece, de boa vontade, sem vacilar, às ordens de seus pais, Monitores e Chefes. Como Escoteiro, você se disciplina e põe-se, profunda e voluntariamente, às ordens das autoridades constituídas, para o bem geral. A comunidade mais feliz é a comunidade mais disciplinada; a disciplina, porém, deve vir do íntimo, e nunca ser imposta de fora. Por isso, tem um grande valor o exemplo que você der aos demais nesse sentido.”
8. O ESCOTEIRO É ALEGRE E SORRI NAS DIFICULDADES.
“Como Escoteiro você será visto como o homem que não perde a cabeça e que aguenta qualquer crise com ânimo alegre, coragem e otimismo.” 
9. O ESCOTEIRO É ECONÔMICO E RESPEITA O BEM ALHEIO.
“Como Escoteiro, você olhará para o futuro e não irá dissipar tempo e dinheiro com prazeres do momento, mas, ao contrário, fará uso das oportunidades do momento tendo em vista o futuro sucesso. Você fará isso com a idéia de não ser um ônus, mas uma ajuda para os demais.” 
10. O ESCOTEIRO É LIMPO DE CORPO E ALMA.
“O Escoteiro é limpo em pensamento, palavra e ação. Como Escoteiro, espera-se que você tenha não só uma mente limpa, como também uma vontade limpa; seja capaz de controlar quaisquer tendências intemperadas do sexo; dê um exemplo aos demais sendo puro, franco, honesto em tudo que pensa, diz ou faz.” 

Primeiros sinais para a regulamentação da mídia

Ricardo Berzoini, novo Ministro das Comunicações
Um dia após a cerimônia de posse que reconduziu Dilma Rousseff à Presidência da República, o novo ministro das comunicações, Ricardo Berzoini, deu sinais de que haverá sim a regulamentação dos meios de comunicações.
Sem dúvidas essa é uma abertura que os movimentos sociais que militam no assunto aguardavam de um ministro de estado. Segundo ele, é fundamental a garantia da liberdade de expressão, pois, somente assim constrói uma democracia plena.
“Vou procurar conduzir este ministério da mesma maneira que na SRI (Secretaria de Relações Institucionais), com portas do gabinete abertas para o diálogo, com amigos parlamentares, com os movimentos sociais, empresários, sindicalistas. Mas abertas também para as discussões fundamentais, inclusive a garantia da mais livre liberdade de expressão, para continuarmos a construir uma democracia mais plena em nosso país”.
Desde a realização da 1ª Conferência de Comunicação que nós, ativistas dos meios de comunicações desejamos um ministro aberto ao diálogo e disposto de colocar a proposta da regulamentação na mesa e discutir com os diversos setores da sociedade, afinal de contas, nós só queremos a regulamentação do que está na Constituição Federal.
“Vamos fazer o processo com tranquilidade, sem pressa. Vamos trabalhar com o conceito amplo de democracia. Vamos ouvir todas as propostas. Se houver participação popular, faremos um bom trabalho”
Se todas as camadas da sociedade estiver dispostas, principalmente, a sociedade civil organizada nós ganharemos essa batalha inclusive dentro do Congresso Nacional – local de onde haverá de sair a regulamentação.
Tenho certeza que nós estamos dispostos e esperamos profundamente que essa sinalização não seja um mero discurso daquele que entra em um novo ministério com fôlego juvenil, mas, que a caminhada seja em passos firmes rumo a efetivação de um direito constitucional.
“A população brasileira já tem direitos constitucionais assegurados que dependem de regulamentação. Então regulamentar esses três artigos é uma das formas de nós podermos avançar na liberdade de expressão, na democratização da comunicação no Brasil”

Da teoria em 2014 a prática em 2015. Bora trabalhar que este ano promete?

Após 365 dias, nos quais pude viver cada minuto intensamente, olho pra trás e vi o quanto produzi esse ano. Logo em janeiro, o Secretário de Esportes, Lazer e Juventude, Paulinho Sanchez, me deu uma oportunidade de fazer o projeto de comunicação do maior campeonato da região – Cobras e Cobrinhas. Em pouco mais de um mês de torneio foram mais de 480 curtidas na página do Facebook e centenas de comentários. 
Como colunista do Jornal Regional tive a oportunidade de “cobrir” a vinda a senadora e ministra de cultura Marta Suplicy a Penápolis para inaugurar o CEU das Artes. Na época escrevi sobre como o prefeito Célio de Oliveira “pagou” a conta e o PT celebrou o ex=prefeito João Luís. Menos de um mês depois, estava eu deixando de ser colunista do Regional pelos desmandes que a imprensa tenta nos impor
CELEBRAÇÕES
Em falar em celebração, tivemos algumas no mês de fevereiro. Entre elas estavam a instalação de um novo ciclo na política brasileira, quando o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciara que iria sair do governo para concorrer a Presidência da República. Ninguém podia imaginar tempos depois, um dia após o maior momento de visibilidade que tivera – no Jornal Nacional, acontecer uma tragédia como aquela. 13 de agosto ficará marcada na história brasileira, pois, 15 dias antes tive o encontro com ele, onde tirei essa foto. 
Mas também tivemos alegrias. Ver o Penapolense aplicar o maior chocolate no time do Santos em pleno Tenentão não teve nada igual. Só relembrar os 4 x 1. 
Entre outras vitórias tivemos também a rejeição na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do projeto de lei da Redução da Maioridade Penal – a luta não acabou mas vale relembrar o posicionamento da juventude socialista. 
Março chegou e com ele o meu agradecimento as mulheres que fazem ou fizeram de alguma forma parte da minha vida, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Num momento de inspiração escrevi uma poesia: 
“A palavra mulher, 
Carrega em seu bojo, 
Todos os sinônimos: 
Fêmea, dama, madame, 
Moça, senhora, companheira, 
Dona, esposa e mãe.
Que demonstra ter,
Uma pequena fragilidade, 
Mas, com toda sua altivez, 
Transforma-se numa grande 
Guerreira pronta a guerrear.”
Vinte e um dias depois, o universo me enviou um presente que após nove meses agradeço imensamente a Deus pela oportunidade de compartilhar todas as minhas tristezas, mas também minhas alegrias – Amada Amanda, minha linda noiva, grande amor da minha vida! 
No mesmo dia que iniciamos o namoro, uma outra importante área e que reservo boa parte do meu tempo, fez-se presente! Fui eleito (o mais votado) para ser conselheiro do Conselho Gestor de Saneamento do DAEP (Departamento Autônimo de Água e Esgoto de Penápolis) e após alguns meses estamos avançando nas políticas públicas. Este ano terei que votar o aumento da tarifa e adivinhem meu voto?
HISTÓRIAS
Em abril, tive a oportunidade de ingressar no Jornal Interior – jornal este que já admirava pela ousadia e dinamismo que lidava com os assuntos. Conheci pessoas maravilhosas como Gilson Ramos, Cristina Salvador, Marcão, Vandressa, Larissa (Laricat) e Lucas Belussi, que me ensinou muito. Lá contei grandes histórias como a do pequeno Léo, das famílias Sírias trazidas por uma família a Penápolis e de penapolenses como Fred Di Giacomo e seu projeto Glück, como também as histórias de Eduardo Simão, Éder Turziani e Mirela Ortega
TRISTEZAS…MAS TAMBÈM GRANDES ALEGRIAS 
Este ano, perdi dois grandes amigos. Primeiro foi o secretário de cultura, Maurílio Galoppi, que nos deixou num dia de alegria onde seria realizado o Circuito SESC de Artes em parceria com a secretaria. Com ele foi a personalidade cativante e conciliador que era. 
Alguns meses depois perdi Evandro Martins, ex-conselheiro de juventude e um dos grandes amigos que tive. Ele teve uma participação diferenciada em tudo que participou, deixando suas opiniões e considerações por onde passou. 
Mas por onde passa as tristezas, a também grandes alegrias. Este ano tive a oportunidade de escutar o pastor Felipe Heiderich, um exemplo de homem de Deus e que sabe honrar sua mulher. Na oportunidade, Amanda e eu compramos o livro – Casamento. (Eu ainda não li. Mas está na fila..rs!). 
Em Julho, fomos aprovados para o LAB da Social Good Brasil, com a ideia da criação de um portal de notícias que acabou virando uma rede social de cultura chamado Komunikado. Tão logo ele estará no ar! 😉 
ELEIÇÕES E COPA 
Esse ano também de eleições e Copa do Mundo no Brasil, mas, da copa nem vou falar porque daqui a pouco sai mais um gol da Alemanha. 
Nas eleições, vimos o quanto pode ser podre o processo eleitoral, onde só quem perde é o povo brasileiro. Mas vimos também lideres que seguimos se darem bem nas urnas. Nosso líder estadual, Márcio França, foi eleito vice-governador do Estado de São Paulo, bem seu filho, Caio França, o mais jovem Deputado Estadual do Estado de São Paulo. Mas não podemos esquecer de líderes valorosos como meu amigo João Vidal que brilhantemente saiu do pleito mais forte do que entrou. 
Após as eleições, a JSB São Paulo, deu show de organização e realizou no inicio de dezembro o 
terceiro encontro da juventude socialista onde empossou a Miuky como Secretária Estadual da JSB São Paulo. 
JUVENTUDE
Este ano também foi intenso nas políticas públicas de juventude, pois, conseguimos realizar duas reuniões do Fórum Paulista de Juventude. A primeira em março na cidade de São José dos Campos e a segunda em junho na cidade de Eldorado. Lá foi aprovado a articulação estadual que será eleita na próxima reunião neste mês de janeiro, na cidade de Ribeirão Preto, entre os dias 24 e 25. 
Em nível municipal, o Conselho de Juventude aprovou no dia 17/04, uma nota sobre a efetivação da Coordenadoria Municipal de Políticas da Juventude. O prefeito Célio de Oliveira solicito com a ideia mandou projeto para a Câmara Municipal, mas o conjunto de parlamentares rejeitaram a ideia, onde o governo foi obrigado retirar o projeto. Esse ano, o COMJUV volta a discutir esse assunto podem esperar. 
BLOG E NOVIDADES
Eu pude neste ano dar um fôlego para o Blog do Faria. Entre as novidades foi o endereço do blog que consegui o www.ricardofaria.com.br, por intermédio do Carlos Netto. 
Com ele, alguns anseios e projetos audaciosos como o aplicativo para celulares do Blog do Faria. Mas também campanha de natal “Doe um Chinelo de Dedo”, que arrecadamos 19 pares de chinelos e entregamos para crianças e jovens da Casa Abrigo. Também tivemos a Promoção #EuQueroMinhaCaneca que sorteou hoje uma caneca do Blog do Faria. 
Desde o dia 29, estou planejando as ações do Blog para esse ano de 2015 e entre as novidades estará um Concurso de Fotografia, um evento de ideias, chamado #Hashtag – Hiperligando Ideias, uma excursão (esse fechando detalhes para ser divulgado muito em breve) e o grande aniversário do blog, que em 2015 completará 5 anos de existência. 
Bora lá trabalhar bastante que este ano promete?

Fuhrmann: empresa de pedais genuinamente penapolense projeta mercado exterior

Com uma produção de 1000 unidades por mês, a empresa pode dobrar a fabricação caso entre em países como Estados Unidos, Chile e China, além da Europa
Jorge Fuhrmann apresenta sua coleção de produtos de pedais analógicos
Com quase nove anos no mercado musical brasileiro, a Fuhrmann, empresa de pedais analógicos para guitarras e baixos, foi constituída na cidade de Penápolis, interior de São Paulo, sendo um típico negócio de família. 
Jorge Fuhrmann apostou na ideia de seu filho Daniel Fuhrmann que desejava produzir alguns pedais para uso próprio, além de vender na internet. E baseado em seus conhecimentos em eletrônica assim o fez em meados de 2006, ano que começou a operar a recém-formada empresa. 
Ambos, com certa experiência em musica, principalmente, de Daniel que é músico, sabiam da dificuldade de importar instrumentos e acessórios resolveram se aventurar percebendo que havia um vasto mercado. 
“Em 2005, o mercado nacional estava carente, na época existiam algumas marcas acabaram fechando por os produtos serem muito ruim. Algumas empresas começaram na época, mas também fecharam. Era praticamente tudo importado e o preço era muito caro”. 
As primeiras produções foram em casa mesmo, mas com o tempo precisou de um novo espaço. Com isso procurou a Incubadora, projeto da Prefeitura de Penápolis que fornecia estrutura física e consultoria inicial, na época em parceria com FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Sebrae para as pequenas empresas e assim dar o poder de alavancar o negócio. 
No segundo semestre de 2006, tiveram a experiência de apresentar os primeiros produtos que foram construídos – Tube Drive um pedal de distorções, Power Drive e o Over Drives que até hoje é sucesso de vendas, na ExpoCristã – maior feira de arte cristã no pais. 
“Tivemos a alegria de apresentar o produto na expo e todos gostarem; lá fizemos contatos com representantes que eram músicos e Davi Barcelos foi um dos que nos ajudou muito a nos inserir no mercado”.  
TECNOLOGIA 
Toda a tecnologia dos produtos é projetada exclusivamente na sede da empresa em Penápolis
De acordo com Jorge Fuhrmann, os primeiros pedais tinham formatos maiores, por que foi pensando na capacidade produtiva, principalmente, depois que decidiram ter o controle de todas as etapas. 
“Tudo que foi desenvolvido aqui, foi por nossa pesquisa, não achamos nenhum modelo pronto que nos dizia você deve fazer isso, até a aplicação do silk screem. Isso nos fez ter controle de toda a etapa do processo, desde a chapa que entra, até o pedal que sai”, comenta. 
Atualmente o único objeto de terceirização é a PCI (Placa de Circuito Impressa), que é confeccionado por outras empresas. “Fazemos os protótipos e todos os testes necessários por aqui mesmo, somente depois é que mandamos fazer porque esse processo envolve produtos químicos e essas empresas têm a tecnologia e os equipamentos para produzir uma ótima placa”. 
No inicio foram produzidos os pedais analógicos que buscavam a sonoridade dos anos 70 e 80, bem como, componentes usados naquela época. Agora a Fuhrmann deseja dar um salto na aplicação de novas tecnologias. 
“Hoje estamos com projetos prontos que usa o DSP (Processador Digital), onde estamos prevendo para o ano que vem uma linha de produtos digitais. Para isso estamos firmando uma importante parceria com uma escola de música de São Paulo”, salienta. 
Além dos digitais, Jorge quer também inserir a Fuhrmann como referência também na fabricação de amplificadores. Para isso já foram realizados diversos protótipos. 
“O nosso interesse como foi feito nos pedais é de dominar todo o processo de fabricação. Para isso, adquirimos máquinas desde pra enrolar transformadores até para contar chapas e fazer os invólucros, com isso teremos capacidade de produção de era pra ser esse ano, amplificadores valvulados e transistorizados”. 
Mas Fuhrmann lembra que para competir neste mercado terá que ter valor agregado. “Se não tiver valor agregado, só pelo simples preço você não consegue competir por exemplo com a China. Tem que se ter novidade e um bom trabalho de marketing”. 
“Estamos o tempo todo criando e prospectando novos produtos, pois buscamos constantemente feedback de nossos usuários, representantes, como filtro para ver a nossa capacidade de fazer, sem contar o processo rigoroso que submetemos para sair um produto da melhor qualidade”, comenta 
COMÉRCIO EXTERIOR
A Fuhrmann controla o processo de produção dos mais variados produtos para guitarra e baixo
Como o plano de negócios, o processo de pesquisa tem de estar constantemente atualizados, pois, somente assim poderão lançar produtos com a aceitação do mercado. 
Com entorno de 50% do mercado nacional, a Fuhrmann começa a traçar o caminho para a abertura do mercado exterior em 2015. “Nós tivemos uma experiência esse ano, onde entramos na Argentina, esperamos que a partir do ano que vem consigamos entrar em outros países”. 
Prestes a participar pela primeira vez da NAMM (National Association of Music Merchants), em Los Angeles nos Estados Unidos, entre os dias 22 e 25 de janeiro, a Fuhrmann estará lá expondo seu mais novo produto para lançar durante a feira. “Estamos produzindo um pedal analógico com assinatura ‘Indoors’ que será apresentado na exposição, está em fase de testes finais, principalmente, da sonoridade que é feita única e exclusivamente pelo ouvido. Esse novo modelo terá um sistema de controle tom ativo e dois canais. Pensamos para um cara que toca heavy metal”.  
Atualmente com uma produção mensal de 1000 unidades, a Fuhrmann já configura uma pequena empresa vislumbra o mercado exterior, porque analisa ainda que o mercado brasileiro estará bem pior nos próximos dois anos. 
“Pelo o que acompanhamos, a perspectiva é de uma melhora somente no último no último ano do governo da presidente Dilma, pois, as bases da economia estão muito fragilizadas, tanto é que as famílias brasileiras estão muito endividadas, com isso, o poder aquisitivo das pessoas é bem menor”. 
Com essa perspectiva de futuro, Jorge pretende abrir mercado outros mercados como os Estados Unidos, Chile e China. “A Anafima (Associação Nacional da Indústria de Música) coloca como meta esses mercados por entenderem que são os maiores de suas regiões e o mundo cada vez globalizado fez com que criássemos coragem de expor nossos produtos, pois, não é atoa que o Brasil é o segundo país mais lembrado do mundo quando fala de música, ficando atrás apenas dos Estados Unidos”, finaliza. 

Atleta paraolímpico se destaca após ser campeão brasileiro de atletismo

Wellington Rodrigues Faria conquistou as provas de 100 e 400 metros nos Jogos Paraolímpicos Escolares disputados na capital paulista em novembro
Wellington recebendo a medalha de ouro após a competição de atletismo
Há 15 anos, Renata Rodrigues Ferreira de Souza descobria que seu filho Wellington Rodrigues Faria com apenas seis meses tinha paraplegia ou simplesmente paralisia cerebral do lado esquerdo. O diagnóstico saiu após consulta com médico ortopedista João Carlos D´Elia que tão logo comprovou a doença. 
“Eu dava alguma coisa para ele pegar com a mão direita e ele recusava pegando os objetos somente com a mão esquerda”, comenta a mãe. 
Segundo Renata, a paralisia foi decorrente de uma pré-eclampsia que contraiu durante a gestação de Wellington. “A pré-eclampsia chegar ser uma doença comum entre as grávidas. Graças a Deus que o meu foi somente a ‘pré’, pois, quando se evolui para a eclampsia muitas mães morrem durante o parto”. 
Já com nove meses iniciou todos os tratamentos possíveis ao pequeno garoto. Mas foi do período de três anos a 12 anos de idade, quando frequentou a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Penápolis) Que Wellington fora assistido com os melhores profissionais do município. Durante o tratamento fez hidroterapia, terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia. 
Durante o período de tratamento na Apae, também foi encaminhado a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) em São Paulo com uma médica especializada em paralisia cerebral. De lá, ela orientava quais deveriam ser a terapia utilizada no garoto.  
Mas foi quando estava estudando na Escola Estadual Luiza Maria Bernardes Nory, em 2012, que Wellington foi descoberto pela professora de educação física Judith Benites Nonato, a dona ‘Jô’, que o menino tinha talento para o atletismo. “Ele foi a professora com intuito de jogar futsal, mas logo ela viu uma possibilidade no atletismo”. 
Logo que outra escola estadual – desta vez o Adelino Peters passou a ser referenciada como escola inclusiva, o menino mudou de ares, mas sendo acompanhado por ‘Jô’ em campeonatos escolares. Participando de etapas municipal, regional e estadual. 
No ano passado, Wellington já se destacava como atleta paraolímpico, pois, ao participar de sua primeira Paraolimpíadas Escolares ficou em segundo lugar nas corridas e 100 e 300m e um honroso terceiro lugar na pelota (bola para arremesso), rendendo sua primeira convocação para a seleção paulista de atletismo. 
Nas edições de 2014, o atleta foi ainda mais longe na competição que aconteceu de 24 a 28 de novembro em São Paulo. Concorrendo pela categoria T36 ele foi campeão brasileiro nas provas do 100m e 400m e vice na prova de arremesso de dardo. Nos 100m, com 14,100 segundos, bateu o índice necessário para quiçá participar do campeonato mundial. 
“Eu estou ansioso para que essa oportunidade venha, eu tenho amigos que competiu no mundial e espero ter a oportunidade também de mostrar o que posso fazer em pistas lá fora”, comenta Wellington. 
Por ele se destacar na modalidade recebeu do estado de São Paulo uma bolsa ‘Talento Atleta’ de R$ 450,00. Recebeu na última segunda-feira (1), moção de congratulação da Câmara Municipal de Penápolis pelo feito conquistado na capital paulista. 
TRATAMENTO
Wellington, Renata e Prof. Jô, com a delegação de São Paulo nos Jogos Paraolímpicos
Segundo Renata, Wellington precisa continuar o tratamento de reabilitação, pois senão braço e perna direita podem atrofiar com o tempo. 
“Ele estava a pelo menos seis meses sem fazer nenhum tipo de trabalho de reabilitação. Precisava voltar urgente o tratamento na AACD, desta vez, em São José do Rio Preto, pois o perigo dele atrofiar é eminente”, salienta. 
Ela aguarda ansiosa a clínica de reabilitação que o prefeito Célio de Oliveira anunciou para o ano que vem. “Com uma clínica aqui as coisas ficariam tudo mais fácil”. 
Comenta ainda o jovem atleta sempre desafiou os médicos, pois, eles comentavam que Wellington não andaria antes dos dois anos e com um ano e meio ele estava andando. 
SONHO
Wellington tem alguns sonhos. O principal deles é obter o índice para disputar os Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Para isso, a partir do ano que vem participará de outras competições como do circuito Caixa. 
“Eu tenho que trabalhar bastante para conseguir uma classificação para os jogos. Hoje o meu tempo me deixa entre os trinta do país”. 
Mas outro sonho lhe deixa todo ansioso. Ele é são-paulino e sonha em conhecer o centro de treinamento do único tri campeão brasileiro e mundial. Além de conhecer o mito e grande ídolo dos torcedores tricolores Rogério Ceni. “Pra mim ele é o maior goleiro do mundo. Jogar o que ele joga na idade dele só pra mito mesmo”. 
Ele esta na expectativa de conhecê-lo já no primeiro confronto do Paulistão 2015, quando o São Paulo Futebol Clube enfrenta o Penapolense no Tenentão. 

‘Leitura, essa moda pega’ incentiva o hábito e o gosto pelos livros no Luiza Nory

Aproximadamente 360 alunos do ensino médio participam do projeto; Eles protagonizaram os principais personagens durante o 1º Dia de Leitura 

Promover por meio do hábito e do gosto à leitura, tornou-se um dos objetivos do projeto ‘Leitura, essa moda pega’, idealizado pela professora de língua portuguesa Regina Ferreira. 

O projeto desenvolvido com aproximadamente 360 estudantes do ensino médio da escola estadual ‘Luiza Maria Bernardes Nory’ visa provocar e instigar o interesse de cada um. “Nós precisamos achar a ‘veia’ literária de cada aluno, pois, assim o estimularemos a ler”, comenta. 
Há três anos quando começou a ideia, ela propôs aos alunos que lessem livros populares do público juvenil como as autoras Talita Rebouças, Bruna Vieira e Rick Riordan – autor da série Percy Jackson & os Olimpianos. 
“Eu sempre gostei de ler muito, mas para que eu pudesse estimular os meus alunos, eu li todos os títulos desses autores. Após a leitura eu os atiçava a curiosidade floreando muitas das vezes as histórias que contém no livro. Mas não conto tudo, pois, num certo momento digo: Se quiser saber o final, leia o livro”. 
Com isso estimulou nos alunos o que eles próprios denominaram ‘leitura por prazer’. Para fixar o trabalho e criar assim seres críticos, ela propõe que todos façam uma resenha para entregar como trabalho. 
Regina salienta ainda que o aluno é livre para expor suas vontades, principalmente, aquele que acha um tormento ler. 
“Nós estimulamos ele a escrever, mesmo que em poucas linhas, mas com isso descobrimos os seus desejos – numa dessas posso descobrir a ‘veia’ literária dele”. 
Após os primeiros livros, os estudantes do segundo e terceiro ano do ensino médio são inseridos no mundo da literatura brasileira e dos livros obrigatórios em vestibulares, como ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ de Machado de Assis ou ‘Senhora’ de José de Alencar.  
“É um processo de estágios; no primeiro os alunos são cultivados pelo hábito de ler e agora no conhecer das grandes histórias dos romances brasileiros”. 
1º DIA DA LEITURA 

Para comemorar esse ciclo de estímulos a leitura, a professora Regina Ferreira e os alunos do ensino médio resolveram criar o evento literário ‘1º dia da leitura’, que aconteceu na última quarta-feira, 19, nos períodos da manhã e da noite, onde os próprios alunos entraram nas ‘ondas’ dos personagens literários e transvestiram para explicar os livros. 

Foi criando um ambiente propício para entrar no mundo de cada autor e entender o porquê dele ter escrito aquele texto. Na primeira sala, ‘Mídia e leitura informativa’, os alunos que frequentaram a exposição tiveram a oportunidade de além de expor seus trabalhos de resenhas, deixar seus depoimentos do porque começaram a ler, mas principalmente, do porque gostaram de ler. 
Já na segunda sala a ‘literatura brasileira’ esteve em evidência. Foram ambientado cada canto da sala com um personagem de uma história dos grandes autores brasileiros – os alunos criaram um roteiro de apresentação das obras, onde davam pílulas literárias, e teve o tempo todo como mote a frase eternizada pela professora Regina – Quer saber mais? Leia o livro. 
Na terceira sala, ‘leitura por prazer’, onde tudo começou os alunos tiveram a oportunidade de mostrar os bester-saller do tempo contemporânea. Desde o Diário de Anne Frank até a série completa de Herry Potter. 
A sala de ‘Mangás, Animes e Cosplays’ ficou evidenciado que os alunos estão inseridos no mundo mágico do HQ´s. Para explicar mais sobre esse assunto que a cada dia ganha mais adeptos, a escola convidou o ex-aluno Rafael Dias da Silva para expor seus trabalhos, principalmente, como Cosplay. 
Para construir alguns figurinos que seriam usados durante o evento, bem como, para aquisição de novos títulos para a biblioteca, os alunos organizaram o primeiro pedágio cultural, onde arrecadaram em torno de R$ 160. “Tudo foi revertido para os próprios alunos”, comenta Regina. 
Para conhecer o trabalho desenvolvido, a direção da escola Luiza Nory convidou as escolas públicas, bem como, e as escolas particulares do município para participarem do evento. Marcaram presenças três escolas: Yone Dias de Aguiar, Colégio Anglo e a Colégio Futuro. 
O colégio Futuro além de ir prestigiar a exposição, presenteou os alunos do Luiza Nory, com uma apresentação teatral do texto Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. O trabalho que contou com a participação dos alunos do 9º ano, teve a orientação de pesquisa da professora de língua portuguesa Patrícia Avian e direção do professor de redação Rodrigo Santiago. 
Para o aluno do Colégio Anglo, Pedro Moreira, de 14anos, a iniciativa de visitar a exposição dos estudantes de uma escola pública, fez com que ele saísse estimulado a ler. 
“Eu tenho o hábito de ler, mas saio daqui com a vontade de pegar um livro pra ler. A sala da leitura por prazer me chamou muito a atenção”, comenta. 
DEPOIMENTOS 

De acordo com a professora Regina Ferreira muitos alunos foram ‘picados’ pelo hábito da leitura e o que um tormento virou um prazer imensurável. Não é a toa que alguns alunos se destacam. 

É o caso de Matheus Gomes, que aos 16 anos é um aficionado por livros de sagas e aventura. Seu ator predileto é o Rick Riordan da série Percy Jackson & os Olimpianos. Mas diferente já cultiva o hábito da leitura se concentrado principalmente nos Gibis e HQ´s. “Hoje eu ampliei meu repertório de leitura”, lembra. 
Já Alexsandra Lima, era uma típica menina que na faixa dos seus 15 anos, odiava ler. Começou a gostar de ler, também nos livros Rick Riordan, e as histórias de Percy Jackson. Somente neste ano, já leu mais de 60 títulos, entre eles aventura, romances e terror. “Eu não tenho nada pra fazer durante o dia, então eu leio”. 
A paixão pelas palavras, fez com que Júlia Gomes, 15 anos, ajudasse a criar a página no Facebook, ‘Leitura, essa moda pega’ que conta com mais de 530 curtidas e que divulga as resenhas dos livros lidos de cada aluno. Depois que leu o ‘Diário de Anne Frank’ tornou-se o seu livro de cabeceira, mas criou paixão por Pedro Bandeira e seus livros infanto-juvenis. 
“A literatura faz a gente fugir do mundo atual, onde tem problemas, para viajar em um mundo de fantasias. Ajudando-me a trazer soluções para o mundo real”, salienta. 
Como Alexsandra, o jovem Gabriel Brito, 18, era um daqueles meninos que também odiavam livro. Mas desde que entrou no projeto, algo mudou em sua vida. “A minha professora me questionava – Você faz teatro e como não lê? Com isso, ela me incentivou a ler. Hoje peguei gosto e sou um apaixonado por livros, pois, me trouxe conhecimento e me abriu outro mundo”. Ele comenta ainda que fica decepcionado com as versões que fazem no cinema. “De vez de eles preservarem as personagens dos livros e modificam para vender mais”.
ESCRITOR
Desde os quatro anos de idade, Luan Henrique, sempre desenhou muito bem. Apaixonado por histórias em quadrinho fez de seu talento e sua paixão pelos livros, o seu próprio – ‘Mutação Z’ – história de um esquadrão de mutantes que trabalham para salvar o mundo. 
Hoje com 16 anos, Luan comenta que nunca foi assim. Ele não gostava de ler, mas depois que começou a ler, isso fez sentido e começou a transformar o novo hábito em livro. 
Ele já escreveu quatro temporadas da série e agora a professora Regina está incentivando ele a se inscrever em concursos, mas principalmente, enviar seus trabalhos a editoras no país. 

Com criações de brinquedos e jogos Amauri de Menezes se destaca no mundo das invenções

Com influência de seu pai estudou eletrônica e acabou criando um robô para ajudar na premiação de jogos de tiro-ao-alvo usando sistema robotizado
Amauri tem um carinho imenso pelo robô que ele criara para entregar a premiação dos participantes de tiro-ao-alvo de seu antigo parque
Em 1952, o ilustrador Carl Barks criou um dos grandes personagens da história em quadrinhos – Professor Pardal – o galo inventor mais famoso de Patópolis. Hoje, curiosamente é Dia dos Inventores e para comemorar o INTERIOR foi conhecer as histórias do nosso ‘pardal’ penapolense – Amauri de Menezes. 
Ele como o personagem nutre bons sentimentos com todo mundo, mas diferentemente do galo não provoca reações irritadas por causa de seus inventos. 
Por influência de seu pai, cursou mecânica no Senai e estudou um pouco de eletrônica, pois precisara na época de circo para realizar as necessárias manutenções da grande lona. 
Amauri é de família tradicional do circo, mas com o tempo e o advento dos parques de diversões migraram por sobrevivência. Mas foi no parque que despontou suas primeiras invenções, tanto é, que até pouco tempo atrás, o pequeno parque as atrações construídas por ele mesmo, montando desde a parte mecânica até o acabamento.
INVENÇÕES
Ele tem um ‘cantinho’ especial na casa onde mexe com suas invenções
Amauri criou além de brinquedos tradicionais como carrossel, motoquinhas, espaçonaves e aviõezinhos, um barco que simula a navegação, bem como, de um robô e um carrinho que leva o prêmio para o ganhador após ele acertar todos os cinco alvos. 
“Me inspirei no tradicional tiro-ao-alvo com disputa de prêmios, muito utilizados em parques e feiras, pois, analisando o funcionamento desses brinquedos percebi os riscos que eles ofereciam. Com isso criei um sistema que utilizava do laser para funcionar”, explica. 
Começou a trabalhar nesse sistema em meados dos anos 80, onde construiu um mecanismo que quando o jogador acerta com o laser um conjunto de cinco luzes vermelhas enfileiradas, aciona um robô que percorre um trilho e entrega ao ganhador o prêmio. Mas somente nos anos 90, a primeira versão do robô foi lançado, pois, os equipamentos ficara mais baratos. 
Também ajudou a sua filha, Syrilla Morales de Menezes, a montar uma mini usina hidroelétrica que gerava energia nos postes da cidade em maquete. 
“Foi bacana que fui dando dicas a minha filha e suas amigas e o projeto ficou muito bom. Até o professor de física o Milton Peixoto gostou demais”, conta. 
Segundo Amauri atualmente não está criando nada de especial, mas começará nos próximos dias a refazer um caminhão que criou anos atrás que perfazia o percurso da pista montada e ao passar diante do local em que se encontra o jogador despeja sua carga em uma bandeja, retornando ao ponto de partida, pois, pretende repassá-lo a um amigo que pediu a encomenda. 
VIDA 
Amauri de Menezes é casado com Maria Lúcia Morales de Menezes que conheceu em um das vindas para Penápolis. Da primeira vez em diante retornou várias vezes, até que a pediu em casamento. 
Nos primeiros anos de casados, Maria Lúcia percorreu o Brasil junto de seu amado com o ‘Menezes Parque Show’. Mas, após a filha estar prestes a frequentar a escola, preferiu fixar residência na cidade e auxiliar a filha nos ensinos. “Não queria que minha filha sofresse o que eu sofri morando no circo, pois, não tínhamos residência fixa e isso me prejudicou muito”. 
Tanto é que agora está frequentando o CEEJA (Centro Estadual de Educação de Jovens e Alunos), para terminar os estudos. Mas isso não foi um grande empecilho, pois, trabalhou consertando painéis de aviões e atualmente é o eletricista do DAEP (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis). 

Manifestantes do Movimento Sem Teto pressionam Prefeito Célio de Oliveira

Com gritos de guerra, entre eles “Célio cadê você eu vim aqui só pra te ver”, cerca de 300 pessoas do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto estiveram na tarde de ontem, 3, na prefeitura de Penápolis atrás do prefeito Célio de Oliveira para reivindicar respostas quanto da entrega de possíveis áreas ociosas que a administração possui no município para realizar os lotes urbanizados.
No local, o movimento foi informado pelo secretário de governo Coronel Daniel Rodrigueiro e o procurador jurídico Luís Henrique Leite, de que o prefeito não estaria na cidade. De acordo com Rodrigueiro, ele foi avisado somente na noite de domingo (2), que o prefeito Célio de Oliveira iria para São Paulo em audiência na Secretaria de Governo, bem como, na Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo para tratar justamente sobre os assuntos dos lotes. 
Entretanto, um dos líderes do movimento, Edi Carlos Bondezan Campeol, tem outra versão. Segundo ele, o grupo ligou para o prefeito antes da última reunião realizada na noite da última quinta-feira e o mesmo disse que a reunião com o secretário de habitação seria no próximo dia 12 de novembro em São Paulo. 
“Nós ligamos para ele e o mesmo se comprometeu em levar integrantes do grupo para a audiência em São Paulo. Sem contar que ele disse que viajaria entre quarta ou quinta-feira e o mesmo ou o chefe de gabinete ligaria para avisar caso ele viajasse antes e isso não aconteceu”, comenta.
As reivindicações do movimento é que a prefeitura ofereça ao governo do Estado do São Paulo terrenos, entre eles, uma área de cinco alqueires no bairro Tropical, para que possa incluído no programa de lotes urbanizados, onde entram com R$ 17 mil para cada morador construir a sua própria casa, além disso, o Movimento dos Sem Terra que estão alojados no acampamento Nalson Mandela na Fazenda São José, pedem atendimento básico de saúde, água potável e banheiros químicos, que de acordo com ele não foram atendidos pelo prefeito Célio de Oliveira.
POSICIONAMENTO

Quanto aos terrenos para os lotes urbanizados, o secretário de governo comentou com Eduardo Cunha, assessor parlamentar do Deputado Estadual Carlos Neder (PT) e um dos líderes do movimento de que deveria seguir o posicionamento da procuradoria jurídica da administração municipal.

“Temos que cumprir o direito da isonomia. O movimento é justo, mas não podemos dispensar ao movimento de vocês um tratamento diferenciado daquilo que já estamos fazendo com os demais munícipes cadastrados nos programas”, em outro momento, “Nós não podemos dispensar áreas para vocês sendo que temos pessoas cadastradas nos programas da CDHU e da Minha Casa Minha Vida” e completou “Se você me der a relação de pessoas cadastradas nós vamos confrontar com a relação existem na Emurpe – Empresa Municipal de Urbanização de Penápolis”.
Edi Carlos salientou que é impossível realizar esse cadastro e pediu que a prefeitura enviasse as assistentes sociais para realiza-los na reunião semanal do movimento.
Já Eduardo Cunha salientou que o movimento é quem está levantando a pauta (dos lotes urbanizados), bem como, as áreas no município e se o movimento não conseguir construir a relação com o governo iria ocupar essas áreas.
“Nós estamos querendo fazer diálogo, mas estamos entendendo que isso não está acontecendo e se continuar dessa forma, o movimento tem um caminho, então hoje estamos com 500 pessoas cadastradas e num horário desses de trabalho, estamos com 300 pessoas aqui no paço, ou seja, essa reivindicação é uma reivindicação pesada, então nós estamos querendo dialogar no sentido que nós saiamos daqui com a pauta construída e definida”.

O movimento comenta ainda que já sentou com o prefeito há 30 dias e já houve outros diálogos por diversas vezes neste período, mas o assunto não encaminhou, postergando o sonho da casa própria de centenas de família.
O prefeito disse pra mim e pra o movimento que a prefeitura iria vender essas áreas para irrigar as caixas da prefeitura e que estaria trocando 10 terrenos no jardim do lago em troca de um na esquina da prefeitura para fazer estacionamento que não aguentava mais pagar aluguel, comenta Edi Carlos.
Ele disse ainda que se necessário fosse o movimento esperaria na sede da Prefeitura de Penápolis. “O movimento é sério e direito, nós só queremos resolver as tratativas e nós não vamos sair daqui enquanto não falarmos com ele”.
Já Cunha disse que não teria problema do prefeito estar em São Paulo, entretanto, iriam permanecer até ele chegar. “Os colchões estão encostando, fogão e se precisar mobilizar em infraestrutura mínima vão mobilizar”, disse.
Contudo Rodrigueiro comentou que o processo de negociação não é feito com todo mundo gritando e que não se nega de conversar. “É difícil negociar com uma organização que não tem estatuto e uma personalidade jurídica, porque não tem um líder, mas existe sim uma estratégia para negociar com ele”.
Após a assembleia realizada no saguão da Prefeitura de Penápolis ficou acertado que o movimento não acamparia no paço municipal, mas iriam à noite de ontem, na Câmara Municipal. E na próxima sexta-feira, 7, às 15h irão se reunir com o prefeito Célio de Oliveira onde espera um pronunciamento oficial do chefe do executivo. 

Teatro Municipal: Palco de mato alto, moradores de rua e de três cavalos

Com apenas 40% das obras concluídas, a Prefeitura de Penápolis iniciará na próxima semana nova licitação; enquanto isso, artistas aguardam a entrega
A revitalização do Teatro Municipal está parada a quase três anos
Nem as ruínas do teatro grego, tampouco o coliseu e os teatros de palco italiano, na Itália, podem explicar com o que acontece nas ruínas do Teatro Municipal ‘Maria Tereza Alves Viana’.
A ideia é apelar ao deus Dionísio – deus do vinho e do teatro – para explicar. Afinal, foi ele que concedeu a graça para artistas e expectadores, da tão aguardada reforma do velho, mas, charmoso espaço.
A benevolência de Dionísio foi traduzida em dois convênios em 2009, ainda na gestão do ex-prefeito João Luís dos Santos, em que a Prefeitura de Penápolis, assinou com o Ministério do Turismo, tendo como agente financeiro a Caixa Econômica Federal.
Na época, a empresa SB de Souza Construtora ME foi a vencedora do processo licitatório de um empreendimento de mais de meio milhão de reais e que duraria apenas oito meses para a sua revitalização.
Mas entre vários aditivos que postergaram as obras em quase três anos, a empresa parou de vez a reconstrução do prédio. Segundo informações publicadas pela assessoria de comunicação da Prefeitura, em julho de 2013, na imprensa local, um dos motivos para a demora da execução era processo administrativo para liberar os pagamentos do que já havia sido realizado.
“A empresa precisa usar de recurso próprio para executar as fases do empreendimento, e após as etapas a Caixa faz a vistoria e mede o que foi executado, para assim transferir o valor correspondente para a empreiteira”. 
Mas somente em meados do ano passado, a empresa protocolou o pedido de recisão dos contratos, justificando não ser capaz financeiramente de continuar a obra.
Para o secretário de Obras, Reinaldo Morás, um dos responsáveis técnicos para averiguar o andamento da reconstrução do Teatro Municipal, após a desistência da empresa foi possível reativar as negociações para dar continuidade com uma nova empresa.
“Nós (a prefeitura), necessitamos atualizar todos os valores que serão investidos no empreendimento, pois, preços de produtos como cimento e derivados de petróleo são atualizados constantemente”, comenta.
Além da atualização das despesas com a obra, foi refeito uma vistoria no prédio.
“Os engenheiros da Caixa Econômica Federal são minuciosos com a vistoria, e se tivesse alguma avaria no que já fora construído, com certeza eles não teriam liberados para continuarmos com o processo”.
Hoje os 40% da obra concluída estão expostas causando, principalmente, na laje uma sobrecarga que acaba recebendo toda a água da chuva. Reinaldo, explica que foi feito alguns ‘buracos’ para drenar a água, mas que são procedimentos normais em uma construção.
De acordo com a chefe do expediente, Vilma Medeiros Richart Prado, após a finalização de todas as pendências junto a Caixa, a prefeitura estará liberada para realizar nova licitação – “Creio que já na semana que vem poderemos iniciar o processo licitatório”.
Para que não ocorram os mesmos problemas de cinco anos atrás, o Secretário de Cultura e Diretor do Núcleo Municipal de Teatro, Luiz Carlos Colevatti, alerta que a licitação deverá ter instrumentos que permitem empresas qualificadas para realizar a obra.
“Nós temos na região e no estado de São Paulo, empreiteiras que já realizaram a construção de teatros e sabem perfeitamente os cuidado que devem ter durante a execução da obra”.
PREOCUPAÇÃO
O que era pra ser o hall de entrada do Teatro Municipal atualmente está cheio de mato e madeiramento jogados no chão
Colevatti comenta ainda que outra preocupação da Secretaria de Cultura é quanto a sensação de abandono que o Teatro Municipal está atualmente.
São materiais de construção jogados pela obra, mato alto tomando conta do espaço e cavalos de moradoras da vizinhança que viram ali a oportunidade de ‘tratar’ de seus animais, mas principalmente, dos moradores de rua que usam o prédio para fazer suas necessidades e dormirem.
“Foi realizada uma tentativa com várias secretarias, entre elas, a de Cultura, de Esportes, de Saúde e de Assistência Social, para que fosse revitalizado a Praça da Igreja Nossa Senhora Aparecida, mas infelizmente a comunidade não se apoderou do espaço público, deixando a mercê dos moradores”.
Uma moradora que não quis se identificar mostrou a insatisfação com o mau cheiro causado dentro do Teatro Municipal – “Nós todos os dias além de ser importunados pelos moradores que nos pedem comida de manhã, de tarde e de noite, fica o cheiro quase que insuportável do ‘xixi’ que vem do teatro”.
ARTISTAS
Tony Carlos é o responsável por criar a página “Salve o Teatro Municipal de Penápoli” que será desativado apenas quando for entregue
Em 12 de julho de 2013, o ator Antônio Carlos de Oliveira, conhecido como Tony Carlos, criou em uma rede social a página “Salve o Teatro Municipal de Penápolis”, que atualmente conta com 493 seguidores – “A ideia era mobilizar todos os artistas que necessitam do espaço para apresentar seus trabalhos para receber uma resposta concreta da Prefeitura de Penápolis; na época fomos atendidos pelo Prefeito Célio de Oliveira”.
Segundo uma das postagens na página a Prefeitura assumira o compromisso de entregar o Teatro Municipal o mais rápido possível dentro das normas burocráticas do governo, mas em outro momento uma nova data surgiu.
“Durante a Conferência Municipal de Cultura foi entregue um documento dizendo que a obra estaria pronta para o Festival de Teatro desse ano. Cadê?”, ressalta o ator.
Ele explica ainda que na reunião, o prefeito Célio de Oliveira se comprometeu em realizar um informativo com a real situação do Teatro Municipal para explanar aos artistas e expectadores, porém, nunca ocorreu e finaliza dizendo: “Estamos sem teto e avisa – nós só tiraremos a página do ar quanto o teatro municipal estiver entregue a população”.
Procurado pela reportagem o prefeito Célio de Oliveira salientou da importância que o espaço tem para a cultura local e disse que a prefeitura deverá dispensar de recursos próprios (da prefeitura) para terminar, que deverá ser entregue apenas no inicio de 2016.
MANIFESTO DA ATRIZ ALINNE KAROLINE
Nós atores, estudantes, ou meros espectadores. Queremos saber, como fica o nosso teatro? Quando ele vai ser entregue?
Perguntas que não cala, nos precisamos de uma respostas. Hoje o teatro  está em ruínas, não existe mais nada. Apenas lembranças.
Lembranças de quem teve a oportunidade de estar naquele palco. A lembrança de quem teve oportunidade de estar presente assistindo uma apresentação.
As perguntas que não se cala. Porque até agora nada de construir novamente, porque ficar só olhando as ruínas e ficar recordando não vai adiantar nada.
Vamos agir, não é só uma pessoa que quer isso, e sim várias. É muitas pessoas que sobrevive com isso. Com a arte, Ninguém está pedindo muito, apenas pedindo o que é de direito nosso, da nossa cidade, se foram bom para derrubar e prometer entrega em uma data estipulada e não entregou. Agora terá que ser bom o bastante para entregar um teatro bom, um teatro nosso. A onde podemos criar as nossas cenas, o nosso trabalho. Só queremos o que é nosso de direito, nada mais nada menos.

Escritor Luiz Ruffato estará em Penápolis para bate-papo

Escritor Luiz Ruffato estará em Penápolis para bate-papo
O escritor brasileiro Luiz Ruffato estará amanhã, dia 29, a partir das 19h30, na Biblioteca Municipal “Prof. Fausto Ribeiro de Barros”, em Penápolis, para um bate-papo com a plateia.
Com livros publicados em diversos países do mundo como França, Itália, Portugal, Alemanha, Finlândia, Estados Unidos, México, Cuba, Colômbia e Argentina, ele se destacou em 2001, com o seu primeiro romance “Eles eram muitos cavalos”, onde ganhou o Troféu APCA oferecido pela Associação Paulista de Críticos de Artes e o Prêmio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional. 
Ele vem a Penápolis por meio do Programa Viagem Literária, realizado em parceria com a Secretaria do Estado da Cultura, Prefeitura de Penápolis e Biblioteca Municipal, sendo que a atividade é aberta para o público a partir dos 15 anos. 
A Biblioteca Municipal “Prof. Fausto Ribeiro de Barros” fica na Rua Irmãos Crisóstemo de Oliveira, 333, Centro. 
ROMANCES
Luiz Ruffato é autor dos romances “Eles eram muitos cavalos” (2001), “De mim já nem se lembra” (2007),”Estive em Lisboa e lembrei de você”(2009), “Flores artificiais” (2014) e do projeto Inferno provisório (2005-2011), além do livro de poemas “As máscaras singulares” (2002), do infantojuvenil “A história verdadeira do Sapo Luiz” (2014) e do de crônicas “Minha primeira vez” (2014). Recebeu os prêmios APCA, Machado de Assis, Jabuti e Casa de las Américas. O escritor também é cronista do jornal El Pais (edição Brasil). 

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