fbpx

Penapolenses refletem o presente para fortalecerem o futuro

Bruna Pardi | Arquiteta
Penápolis é a terra de Maria Chica, o berço de três museus que preservam em si toda uma história, o lugar de índios, portugueses, japoneses, espanhóis. Assim é possível caracterizar a pacata cidade, que neste sábado completa seus 106 anos de fundação. Uma centenária que ao longo de sua história foi marcada pelo desenvolvimento político, econômico e social. E é isso que faz de Penápolis única. 
E diante dos festejos de mais um aniversário, o blog indagou alguns jovens desta que é a princesa da noroeste sobre um tema importante: o futuro da cidade e o que você sonha pra ela. 
Neste período podemos perceber a estabilização taxas de desemprego, os índices de violência reduzidos, o poder do compra e o grau de escolaridade da população registrando marcas positivas. 
De fato, entre o passado e o futuro, heranças e desafios ganham reflexão, segundo qual perguntamos: Qual a cidade dos seus sonhos? E prontamente a resposta foi: melhor do que hoje.
Com intuito de conhecer a juventude e o que eles pensam, conversamos quatro jovens. Com idades entre 25 e 30 anos, Bruna Pardi, Vinicius Peres, Daniele Alves da Silva e Tony Carlos, carregam em si o papel protagonista do jovem penapolense.
Graduada na Universidade Anhembi Morumbi, em Arquitetura e Urbanismo, Bruna Pardi é um belo exemplo quando se trata de empreendedorismo, pois, com a morte de seu pai, o saudoso Dr. Pardi, ela viu a oportunidade de voltar a Penápolis e construir por aqui sua carreira de sucesso nos projetos de arquitetura e interiores. 
Bruna lembra que a cidade é onde ela tem raízes, boa amizades; mas acha que as pessoas poderiam investir mais na educação e na saúde. “As pessoas e os governantes precisam acreditar mais no potencial da cidade, proporcionando mais empregos, investindo mais em eventos como festivais e recreação”. 
A jovem acredita que o entretenimento pode ser um dos meios para atrair a juventude a permanecer na cidade, além dos estudos. “Penso que deveria ter mais estabelecimentos como bares, restaurantes e casas noturnas para os jovens”.
MONOCULTURA 
Vinicius Peres | Estudante
Estudante de Engenharia da Computação, em Araçatuba, Vinicius Peres é um típico jovem do interior que gosta de sair, de se divertir com os amigos, mas na hora de falar sério está a toda prova e mostra que conhece as mazelas, mas também, as belezas que a cidade proporciona. 
Para ele, ver a cidade desenvolver através da monocultura da cana-de-açúcar não é problema. “Atualmente vejo que nossa economia é gerada através da cana de açúcar e assim traz dezenas de pessoas de outros estados fazendo nosso comercio girar”. 
Entretanto vê com pesar os comerciantes que ainda não aderiram ao poder dos e-commerces “Com o advento da tecnologia isso faz com que diminuía, regredindo nosso comercio”. Mas crê na mudança com dois novos empreendimentos que estão para inaugurar. “Em contra partida está vindo dois grandes empreendimentos: o shopping e o Sesi que vai gerar dezenas de empregos e fazendo da nossa cidade um centro de encontros da nossa micro região”.
Mas Vinicius sonha com uma cidade desenvolvida, que proporcione com característica diferenciada e peculiar a nós uma ótima educação, um sistema integrado de saúde, acesso a formação e aos bens culturais, bem como, novos empreendimentos. Para ela, a sensação de impunidade e a falta de segurança são latentes e por isso mesmo classifica como extremamente importante. E finaliza dizendo: “quero que nossa cidade torna-se referência”. 
PRESENTE
Daniele Alves | Comerciante
Daniele Alves da Silva, com 30 anos, é uma comerciante de sucesso. Atualmente com uma loja de lingerie no centro da cidade, mostra que mesmo jovem, pode “tocar” um negócio. Contudo, mostra a generosidade também para com as pessoas. Foi presidente do Rotaract (extensão jovem do Rotary Club) e coordenou muitas campanhas em prol da comunidade. 
Daniele vê com bons olhos o crescimento da cidade, mas gostaria de ver crescendo mais rápido. 
“Vejo a cidade crescendo, não tanto quanto eu queria, mas do jeito que dá. Precisamos de mais incentivo as indústrias, ao esporte, educação e lazer”.
Mas sonho em um dia ver a cidade em pleno emprego, bem como, com uma perspectiva clara para jovens e crianças penapolenses. “Sonho em um dia ver emprego para todos que queiram trabalhar, mas também ver crianças com acesso a educação, lazer e esporte, dando-lhe uma perspectiva de futuro clara para elas”.
PACATA
Tony Carlos | Ator
Tony Carlos é um daqueles jovens fuçado em tudo. É o “sabe tudo” de computadores, mas também é diretor voluntário do Lactário Dília Ribeiro. Hoje é arte-educador no projeto “Livrônibus” e ministra aulas de teatro nas escolas municipais. 
Com 28 anos, e um futuro enorme pelo frente, não troca Penápolis por nada. “Penápolis é muito tranquila e pacata. Me criei neste estilo de vida que não troco por nada”. 
Amante das artes, o levou para dentro da Santa Casa de Misericórdia participar do projeto “Doutores do Coração”, onde conheceu sua outra “metade” – Joe CráCrá, palhaço besteirologista. “Espero que no futuro, tenha mais abertura para as artes, pois já somos abençoados por cultura, mas precisamos de mais e mais”, finaliza. 

Interact Club de Penápolis sedia 7º Olímpiadas Distrital

O encontro terá quatro modalidades: futsal masculino, vôlei misto, truco misto e queimada; além de atividades culturais para integrar os participantes
Marilyse e Renan na expectativa de recepcionar cerca de 350 participantes de 18 cidades do distrito 4.470
Com apenas um ano e meio de atividade, o Interact Club de Penápolis recebeu uma grande missão da Distrital 4.470, realizar a 7ª edição da ODIC – Olímpiadas Distrital dos Interact Club, que começa hoje (17), e termina no domingo (19). 
A expectativa dos organizadores é de 350 participantes, de 18 cidades diferentes, que disputarão quatro modalidades – futsal masculino, vôlei misto, truco misto e uma gincana com a queimada como atividades. 
Os competidores são de 12 a 18 anos e ficará alojados na Escola Estadual Adelino Peters, onde também realizadas as competições. Também serão usadas as dependências do CEU das artes para a realização de algumas atividades. 
De acordo com um dos organizadores, Renan Varoni, 15 anos, haverá premiação para os primeiros colocados. 
“Em cada modalidade será premiado os três primeiros colocados. No final da competição será anunciado o Club que teve a maior pontuação geral”. 
Já a vice-presidente do Interact, Marilyse Bis, 16, comenta que a programação é extensa, mas que pensaram a todo o tempo proporcionar aos adolescentes e jovens momentos para se conhecerem e estreitarem a amizade durante o encontro. 
“Nós temos uma programação bem rígida com os horários, nós temos o ‘hora de acordar’ como também temos o ‘toque de recolher’ onde todos os participantes terão que ir para os quartos dormirem, mas preparamos nos dois primeiros dias momentos de descontração, onde poderão se conhecer”, lembra. 
Entre os momentos de diversão haverá duas festas numa boate da cidade. Uma delas com a temática dos anos 60 da brilhantina. Na sábado está programada também uma atividade cultural, onde cada Club preparou uma apresentação, seja ela de música, teatro ou dança. 
No evento terá também a escolha da Miss e do Mister Interactiano, além de uma versão cômica do Miss Gay, onde os meninos e meninas invertem os papeis vestindo as roupas um dos outros. 
As próximas sedes do 8º ODIC, bem como, ACDIC – Assembleia e Conferência Distrital Interact Club também serão decididos durante o encontro. 
INTERACT
Os 42 membros do Interact Penápolis tiveram a oportunidade de participar de outras edições das Olimpíadas Distritais
O Interact Club de Penápolis formado por 42 participantes, faz parte do distrito 4.470 com cidades que vão de Avanhadava até o Mato Grosso do Sul, mais Paraguai e Bolívia. 
Para ser um interactiano é preciso ser convidado por um dos membros, onde o mesmo será submetido num processo de avaliação. “Precisamos ter certeza que a pessoa será ativos nas reuniões e atividades que desenvolvemos durante os meses”, comenta Marilyse. 
As reuniões que agora serão de quartas-feiras, às 20h, desenvolve pré-projetos financeiros que arrecadam dinheiro para efetuar o trabalho social. 
Após os jogos, os participantes farão o projeto “cultivando o saber” nas escolas públicas municipais. “A ideia é proporcionar leitura para as crianças e após as atividades doar os livros arrecadados”, conclui Marilyse.

Gabriel Pirani aos 12 anos é a grande promessa do Santos Futebol Clube

A família resolveu investir e proporcionou a mudança dos avós para Santos para cuidar exclusivamente do garoto
Gabriel durante o jogo do Campeonato Paulista sub 11 onde foi capitão da equipe
“E vem o time do Santos para o ataque, o atacante dominou a bola, chegando perto da grande área partiu, bateu – o zagueiro tira com o pé, mas a sobra é do Santos, Gabriel domina e chuta pro Goooooool – É do Santos! E foi ele Gabriel Pirani, o craque da camiseta número 10!”.
Esse relato é do primeiro gol do penapolense Gabriel Pirani, vestindo a camisa do time alvinegro praiano. Ele que aos 12 anos é acompanhado de perto pelos avós paternos Darcy Pirani e Judith Cogo, que resolveram mudar para a cidade de Santos, onde cuidam exclusivamente do talentoso neto. 
Gabriel foi descoberto pelo treinador Ademir Leite, nas escolinhas de futebol mantidas pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Juventude do município. Ele frequentava os treinos três vezes por semana e nos finais de semana jogava para o time da cidade nos campeonatos da região. 
Num desses jogos Ademir resolveu colocar Gabriel (dois anos mais novo que a categoria que ele estava disputando) para jogar. “Nós estávamos perdendo de 2 x 0 para o Bandeirantes de Birigui, quando ele entrou a primeira bola que ele recebeu fez ‘fila’ e entregou de bandeja para o atacante marcar o gol. Num segundo lance fez a mesma coisa e empatamos o jogo. Naquele dia ele acabou com o jogo”, recorda orgulhoso o treinador Ademir.
Pelos campos da terra de Maria Chica, Gabriel foi campeão, artilheiro e melhor jogador de vários campeonatos. Vendo o talento do menino, e com o apoio e liberação dos pais, resolveu levá-lo para realizar testes no São Paulo Futebol Clube, onde com nove anos passou nas duas primeiras avaliações. Já com 10 anos, quando acabara de realizar o terceiro teste no tricolor, o Santos Futebol Clube resolveu convidá-lo para integrar o time da base do clube.
Com a possibilidade de jogar no time que revelou Pelé, Robinho, Diego, Paulo Henrique Ganso e Neymar, seus pais Marcos Antônio Cogo Pirani e Aparecida Graças Cordeiro Pirani, a Cidinha, diretores da Expir Transportes, resolveram montar uma estrutura mínima para dar conforto e segurança ao filho nesta jornada até o profissional. Alugaram um apartamento, fizeram a mobília e convidaram os avós de Gabriel, Darcy e Judith, para morarem na Baixada Santista.
Para acertar todos os detalhes, bem como, a adaptação de Gabriel à nova cidade, Cidinha chegou a ficar mais de um mês em Santos, onde matriculado o filho no colégio indicado pelo clube. Atualmente, ele frequenta o sétimo ano do ensino fundamental.
Gabriel recebendo instruções do técnico Luciano, da categoria de base do time do Santos
De acordo com o irmão do craque mirim, Leonardo Pirani, 16, todos da família vivem em função do caçulinha. “Quase todos os finais de semana minha mãe e eu viajamos para a baixada para vermos o Gabriel jogar. É impressionante, até hoje não sei de onde ele tirou tanto talento”.
Leonardo comenta ainda que o avô Darcy é o grande tutor da jovem promessa. “Ele leva o Gabriel pra escola, pro treino, pros jogos, tornou-se um segundo ‘paizão’ do Gabriel. Nós temos uma foto do meu avô vibrando com o primeiro gol dele no Santos”, comenta.
O Santos FC tem o cuidado de proporcionar não somente ao atleta, mas à família, uma atenção especial. Todo ano, a direção da categoria de base manda cartinhas para as mães para felicitá-las no dia tão especial.
Além do registro histórico com fotos, vídeos, cópias de súmulas e recortes de jornais, o Santos proporciona também uma sala de estudos destinada ao reforço e acompanhamento escolar nos ensinos fundamental e médio dos atletas das equipes de base, onde as aulas são planejadas em conformidade com o calendário de competições disputadas pelos jogadores. Eles contam também com médicos, psicólogos e assistentes sociais.
FUTEBOL
Pirani como é conhecido no clube, treina do Centro de Treinamento ‘Meninos da Vila’ de terça e quinta-feira das 14h às 17h40 com time da categoria Sub 12. Nos outros dias da semana treina futsal.
No ano passado, o Santos foi campeão Paulista Sub 11 e Gabriel estava em campo vestindo a camisa 10 eternizada pelo Pelé. Durante alguns jogos do campeonato ele recebeu a faixa de capitão e com ela a incumbência de comandar o time em campo. 
Na semifinal contra o Corinthians na capital paulista, o time chegando ao estádio foi surpreendido com morteiros e bombas lançados pela torcida corintiana. Mas isso não abalou a garotada e o time santista saiu vitorioso por 4 x 0 e com ela a classificação para a grande final contra a Portuguesa. Neste jogo, Pirani desequilibrou a partida.  
Neste ano, durante um treino Gabriel quebrou a tíbia e ficou cinco meses se recuperando da contusão. Ele foi liberado para treinar com bola a duas semana e neste sábado já entraria em campo para defender o Peixe contra o time de São Caetano. E é claro toda a família estaria lá para torcer muito por ele no retorno aos gramados e ao sonho de vê-lo um dia representando Penápolis na Seleção Brasileira de Futebol.

Ghapo: Grupo de humanização realiza semana “Decisão de Peito”

Com ações direcionadas a conscientização e prevenção do diagnóstico precoce do câncer da mama, o Ghapo – Grupo de Humanização e Apoio aos Pacientes Oncológicos de Penápolis realiza na próxima semana, de 13 a 18 de outubro, a semana “Decisão de Peito”, conhecido também por Outubro Rosa.

Na semana será realizado atividade de panfletagem nas escolas públicas estaduais e particulares, faculdades, associações e comércio em geral. No dia 18 (sábado), às 9h, o grupo sairá defronte ao Museu do Sol em passeata pelas ruas do centro da cidade. 
De acordo com a responsável pelo grupo, Luciane Casella, o objetivo do evento é trabalhar a importância da pessoa fazer um autoexame. “O intuito desse evento é chamar a atenção para o câncer de mama e a importância de se apalpar para detectar a doença, principalmente, mulheres acima de 40 anos que precisam constantemente de cuidados”. O grupo preparou também atividades de arrecadação durante a passeata.
“A Kombi da Casa de Apoio estará em frente ao Santuário São Francisco de Assis recolhendo as doações de arroz e feijão que serão destinados para o Hospital do Câncer de Barretos, bem como, pedimos que os participantes vão de lenço de cabeça e ao final do percurso possa doá-lo”, comenta Luciane.
Para chamar a atenção da população Luciane passou de loja em loja, sensibilizando e convocando os comerciantes a participarem do Outubro Rosa. “Foi um trabalho de formiguinha, pois, nós conversamos com muitos lojistas que sensibilizados pela causa já decorou suas vitrines. Na Casa Síria, por exemplo, além de enfeitarem a frente, as funcionárias estão com o laço da campanha”. Espaços públicos como a Câmara Municipal de Penápolis também já enfeitaram com iluminação rosa.
GHAPO
O Ghapo – Grupo de Humanização e Apoio aos Pacientes Oncológicos de Penápolis é um grupo de pessoas que tentam levar aos pacientes com câncer um pouco de humanização nas fases de descoberta e tratamento da doença.
“Nosso objetivo é apoiar as famílias que nos procura, mostrando a eles que tudo passa, apesar de não ser fácil essa fase da vida”, comenta Luciane.
Segundo Lucília Casella, irmã de Luciane, o grupo começou a se reunir, após a irmã descobrir que estava com câncer de intestino. “A primeira coisa que eu pensei foi que eu iria perder minha irmã, mas depois ver a força e a dedicação dela em querer ficar viva, seguindo rigorosamente o estabelecido para o tratamento, nos motivou a ajudá-la nesta causa”, disse.
Atualmente, o grupo que iniciou com três pessoas, agora tem 20 membros que se reúnem toda ultima quarta-feira do mês, às 19h30, na casa da Luciane, na Rua Ipiranga, 1261.
Lucília diz ainda que se a pessoa descobre a doença em seu estágio inicial, 90% se recuperam da doença. “Sabemos o quanto não é fácil para nós acompanhantes, imagina para os próprios pacientes”.
Segundo elas, muitas famílias acabam desestruturas pelo simples fato da descoberta da doença. “Sabemos de casos de namorados, maridos e outros familiares acabam abandonando seus parceiros por que descobriram que estavam com câncer”, comenta Lucília.
Para isso Luciane, começou a visitar pessoas que foram acometidas pela doença para orientá-las e mostram que não é tão complicado assim.
“É claro que após as sessões de quimioterapia tudo o que é ruim, mas também o que é de bom vão embora de nosso corpo e por isso mesmo que precisamos manter uma alimentação saudável. Não minha casa não falta mais frutas e verduras”, comenta Luciane.
Luciane comenta ainda que precisa desmistificar essa doença. “Criaram algo tão negativo em cima da doença e que existem que você ouvir do médico que poderá ter um infarto amanhã, você vai para casa e vive sua vida normalmente, sem se preocupar com a doença, mas ela é igualmente prejudicial a saúde como o câncer”, disse.
O grupo que teve o apoio institucional da Prefeitura de Penápolis, através da Secretaria Municipal de Saúde, pretende para o próximo mês desenvolver atividades no novembro azul que versa sobre o câncer de próstata. Para divulgar os trabalhos desenvolvidos a Ghapo criou uma página no Facebook. 

Legendas municipais preparam estratégias para alcançar eleitorado

PSDB e PT buscam no trabalho das equipes dos candidatos ao legislativo alçar votos aos majoritários; Já o PSB faz um trabalho de voto a voto, o famoso boca a boca
Benoninho disse que campanha de Geraldo Alckmin está consolidada no município de Penápolis; Já João Baptista aposta na campanha boca a boca para eleger Marina Silva e; Evandro salienta que campanha para os majoritários passa pelas candidaturas ao legislativo
Na noite dessa sexta-feira (26), o instituto Datafolha publicou nova pesquisa sobre a corrida eleitoral que elegerá o próximo governador do estado de São Paulo e o próximo Presidente da República. 
A presidente Dilma Rousseff (PT), figura na primeira colocação com 40% das intenções de votos, seguidos pela candidata do PSB, Marina Silva com 27% e de Aécio Neves (PSDB) com apenas 18%. 
Já no estado de São Paulo, se as eleições fossem Geraldo Alckmin (PSDB) venceria as eleições no primeiro turno com 51% dos votos válidos. Paulo Skaf (PMDB), vem bem atrás com 22% e em terceiro Alexandre Padilha (PT) com apenas 9%. 
A exatos uma semana do pleito, o INTERIOR entrevistou os dirigentes municipais das legendas para saber quais as principais estratégias para alcançar o eleitorado penapolense. 
Para o presidente do PSDB, o ex-vice-prefeito Benone Soares de Queiroz Júnior, o Benoninho, desde o começo da campanha, quando o partido se reuniu ficou decidido que não haveria um comitê central para as campanhas majoritárias do partido. 
Segundo ele, é melhor estrategicamente que o partido e os candidatos tenham comitês menores, mas que façam o trabalho focalizado para todos os candidatos. 
“Entendemos que seria melhor mesmo que tivéssemos comitês dos candidatos a deputados estadual e federal e junto deles pudéssemos fazer uma campanha focada para o governador Geraldo Alckmin e para presidente Aécio Neves”, comenta. 
De acordo com o PSDB local todo o material que chegou dos majoritários foram entregues nos três comitês existentes na cidade e sua distribuição está sendo feita via equipes de campanha dos candidatos ao legislativo. 
Benoninho comentou ainda que no inicio desse mês teve acesso a uma pesquisa interna do partido onde foram levantados dados no município de Penápolis sobre a corrida para ocupar o Palácio dos Bandeirantes. Segundo as informações, o atual governador os resultados são animadores. “Isso demonstra o bom trabalho que o governador Geraldo Alckmin realizou na cidade e na região”. 
PSB
Já no PSB (Partido Socialista Brasileiro) de Marina Silva que ocupa a segunda colocação nas pesquisas, o trabalho de divulgação chega ser inexistente. 
De acordo com o presidente da sigla na cidade, o médico oftalmologista, João Baptista de Souza Júnior, após a morte do presidenciável Eduardo Campos, o partido teve que refazer todos os materiais após a confirmação de Marina no pleito. 
“Somente agora faltando pouco mais de uma semana para as eleições é que chegou o material de campanha”. 
De acordo com o presidente, o partido local não se reuniu para decidir sobre a instalação de um comitê de campanha do majoritário. 
“O nosso trabalho é bem pequeno, conversando boca a boca e mesmo assim conseguimos analisar que o partido e a Marina estão tendo uma boa aceitação do povo penapolense”. 
PT
Já o Partido dos Trabalhadores montou sua estratégia diferente do PSDB e centralizou em um comitê central. 
“Nós recebemos de empréstimo a casa de um companheiro nosso para fazermos dele o nosso ponto de encontro e decisões”, comenta o presidente do partido, Evandro Moreira. 
O comitê está servido para distribuir material dos candidatos majoritários, mas também para traçar estratégias de campanha para os candidatos ao legislativo. “Temos 6 dobradinhas estadual/federal que nos possibilitou montar equipes de trabalho que percorre toda a cidade. Diariamente nós traçamos quais bairros iremos andar, para não ir duas equipes para o mesmo local”, disse. 
Já para o vice-presidente da legenda, Adão Rodrigues da Silva, a falta de atuação no interior, principalmente, do candidato a governo do Estado Alexandre Padilha, fez com que ele não subisse nas pesquisas. “Nossa região tem 1 milhão de votos e mesmo assim a coordenação trouxe ele apenas agora a poucos dias da eleição”, finaliza. 

Eder Turziani imprime através de suas fotos diferentes olhares sobre a sociedade

Ele dedica parte de seu tempo a dois projetos autorais – ‘A Face dos Andes’ que estuda o povo andino e ‘Há luz no Minhocão’ que traz nova perspectivas ao degradado espaço paulistano
Com uma curiosidade extrema por civilizações antigas, principalmente, a andina, fez com que o fotógrafo penapolense Eder Turziani, 30 anos, percorresse três países (Peru, Bolívia e Chile), fotografando o povo e sua cultura. 
“Eu sempre pesquisei sobre as civilizações antigas, desde os Aimarás, povo antes até dos famosos Incas. Quando tive a oportunidade viajei de Lima no Peru a Santiago do Chile, tentando documentar os Andinos que buscam preservar a cultura, falando até sua língua nativa Quíchas”, comenta Eder. 
Em um dos momentos dessa viagem, parou numa montanha e ficou por horas a fio fotografando até que surgiu a oportunidade de tirar uma foto, considerada por ele, como a imagem perfeita. 
“Quando eu avistei a mãe e o filho com uma enorme cicatriz no rosto, resolvi tirar uma sequência de fotos, mas não sei por que não estava gostando delas, até que eles passaram na minha frente e o menino olhou pra mim, foi o ‘click’ perfeito naquele momento”. 
Para ele, o projeto ‘A Face dos Andes’ é pra vida toda, pois, pretende documentar esses povos outras vezes. “Quero voltar muitas outras vez e quem sabe daqui uns 20 anos analisar se esse povo ainda existe e sem mantém a sua tradição”. 
Uma das fotos que faz parte da série ‘A Face dos Andes’ que busca um olhar para a cultura das civilizações andinas
Mas, atualmente o fotógrafo está dedicando tempo para o projeto fotográfico ‘Há luz no Minhocão’, que pretende através da fotografia levantar uma discussão sobre esse espaço degradado na capital paulista. 
“Pretendo com esse projeto estabelecer uma discussão sobre a importância de uma revitalização desse espaço público, pois, ainda guardo a esperança de transformá-lo em um espaço de entretenimento”, comenta. 
Para isso, está fechando uma série de 12 a 15 fotografias que trabalhe a luz no entorno do famoso Elevado Costa e Silva. “Trabalho as técnicas da ‘Fine art’, onde trabalho a sobreposição de luz em lined paper em cima de fotos do minhocão”, disse. 
Parte do seu trabalho está exposto desde o último dia 30 de agosto na Escola São Paulo, numa mostra coletiva de economia criativa sobre o minhocão, proposta pela escola para a associação de moradores do bairro do entorno do Elevado. Os trabalhos serão expostos até o dia 30 desse mês. 
INICIO 
O fotógrafo penapolense Eder Turziani traz as paixões pela capital paulista e por civilizações antigas para suas fotografias
Éder Turziani é do filho do casal de comerciantes de tintas para computadores Nelson Turciani Perez e Terezinha Leoni Turciani (falecida em 2009). Sempre estudou na escola estadual Yone Dias de Aguiar. 
Quando adolescente andava de skate pelas ruas da cidade com seus amigos de infância. “Nosso ponto de encontro era a esquina no Nory lá na avenida. A nossa turma tinha o Udo, o Tico, o Japonês e o Cabelo”. 
Em 2003, com apenas 18 anos resolveu mudar de ares e foi morar na capital paulista, onde entrou no Mackenzie para cursar comunicação social com habilitação em publicidade e propaganda. No sexto semestre teve a oportunidade de estudar o período na Universidad Europea de Madrid na Espanha. 
Foi na faculdade que aprendeu a gostar de fotografia, onde teve dois semestres da matéria. A dedicação era tanta que pegava a máquina (ainda analógica) emprestada da faculdade para tirar suas primeiras fotografias. 
Turziani é um apaixonado por Didgeridoo instrumento de sopro tipicamente australiano e nas suas raras vindas a terra de Maria Chica, ama descer as estradas vicinais do município em dawnhill.  
Para manter seus trabalhos autorais, Eder trabalha numa famosa marca de roupas e fotografa principalmente eventos corporativos, mas também faz fotos para casamento, books de moda, de gestantes e recém-nascidos.  
Pretende num futuro bem próximo produzir um trabalho autoral sobre os trabalhadores da cultura de cana-de-açúcar no município de Penápolis. 
Eder expõe seus trabalhos fotográficos também no Instagram @ederturziani, além de seu site https://www.ederturzianiphoto.com

Vinicius Meloni: a versatilidade e a busca incessante do fazer teatral

O ator teve certeza que viveria das artes do palco quando participava das aulas do Núcleo Municipal de Teatro de Penápolis
Durante a encenação de ‘A Resistível Ascensão de Arturo Ui’ com o Teatro de Narradores
Muito antes de ser indicado em 2011, ao 24º Prêmio Shell de Teatro (maior prêmio do teatro brasileiro), com a peça ‘Cidade fim – cidade coro – cidade reverso’, a ator Vinicius Meloni, 30 anos, mostra a sua versatilidade na vida e nos palcos. 
Ele que é natural de Birigui, onde começou os primeiros passos no teatro, lembra com carinho, entretanto, da terra de Maria Chica, a cidade que lhe acolheu durante três anos de sua vida e onde teve certeza do que iria seguir na vida teatral. 
“Birigui tinha um pequeno núcleo de teatro na Casa de Cultura, não tinha ainda o teatro do SESI e o SESC estava começando a caminhada na cidade, quanto vi que Penápolis tinha aberto inscrição para o Núcleo Municipal de Teatro, resolvi apostar porque aqui tinha também os Festivais de Teatro e uma cena teatral muito forte”, lembra. 
Com o estímulo da família, mas principalmente, do seu irmão mais velho Vitor Meloni, resolveu enfrentar a maratona, saindo às 6h30 da manhã para estar pontualmente às 9h, nas aulas do Núcleo. “Todo sábado chegava sete meia, quinze pra oito, e tinha que ficar esperando sentado lá fora”. 
A primeira certeza de que estava disposto a estudar as artes do palco, veio após ele começar a frequentar as aulas do curso de jornalismo, onde uma professora lhe fizera uma pergunta – Porque escolheu jornalismo? Ele prontamente respondeu: “Na verdade eu gostaria de fazer Artes Cênicas”. A segunda certeza foi quanto envolvido com os trabalhos teatrais em Penápolis, teve que escolher entre as aulas de teatro e os jogos de vôlei da sua cidade natal. 
“Lembro com carinho de um episódio, quanto no dia da estreia dos Saltimbancos, nos tínhamos algumas cenas ainda para remarcar, e caiu um jogo de vôlei em Araçatuba onde tive de ir, só que se o time ganhasse iria disputar a final a tarde, quase no horário do ensaio e meu time ganhou, disputamos e perdemos a final e minha mãe depois teve que me trazer correndo, pois, senão corria o risco de ficar fora do espetáculo”. 
Vinicius após participar de vários trabalhos, realizar centenas de animações de festas, produzir cabeções de carnaval e chegar a dormir nos camarins do antigo Teatro Municipal (por causa das maratonas de apresentações com projeto escola que a Cia. Teatro Pano de Fundo realizava na época), resolveu prestar a Escola de Artes Dramáticas da USP (Universidade de São Paulo) no final de 2003. 
No ano seguinte começou a frequentar os mesmos corredores de expoentes do teatro brasileiro como Celso Frateschi, Bete Dorgam, Cristiane Palio Quito e José Fernando de Azevedo, com o qual teria a oportunidade de encenar no espetáculo que lhe indicara ao Shell de melhor ator. 
Teve a oportunidade de participar do espetáculo ‘Chapetuba Futebol Clube’ de Vianinha, com diretor de José Renato, que marcou a reestreia do importante espaço teatral que nos idos de 1960 e 1970 fora palco de muitos espetáculos de cunho político contra a Ditadura Militar. 
“Zé nos contava histórias incríveis daquele espaço e ao redor dele, com atores, atrizes e músicos que frequentavam ali”. 
Atualmente além de participar dos espetáculos de repertório da Cia Teatro de Narradores, onde é um dos colaboradores, participa do espetáculo “Abnegação” do Cia Tablado de Arruar, que acabou de encerrar temporada no Centro Cultural São Paulo. 
Produziu e atuou em alguns curtas metragens como a ditadura que teve exibição no Itaú Cultural e está cursando o último ano de Licenciatura em Artes Cênicas na UNESP (Universidade Estadual Paulista). Contudo, seu maior desafio nos últimos dois meses é cuidar de seu filho recém-nascido – Pedro, após se casar com a também atriz Carolina Faria. 
Na última semana, esteve de volta a cidade para facilitar a oficina ‘Ator, um Corpo Vivo’ dentro da 11ª Mostra de Senac de Artes Cênicas. 

Doutores do Coração participará de oficinas do programa Palhaços em Rede

Ao todo foram selecionados 12 grupos do estado de São Paulo, sendo que os Doutores do Coração é o único selecionado da região de Araçatuba 
Grupo de palhaços animam as crianças com suas brincadeiras, músicas e contação de histórias

Há uma semana, um grupo de “besteirologistas” que frequentam os corredores da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis, foi selecionado para participar de oficinas de formação dentro do programa Palhaços em Rede, coordenado pelo famoso grupo Doutores da Alegria. 
Os Doutores do Coração formado há quatro anos por uma necessidade do Grupo de Trabalho Humanizado da Irmandade, atualmente conta com 18 palhaços que regularmente visitam seus pacientes nas alas do hospital duas vezes por semana. 
Com a coordenação do professor Renato Paes, pelo grupo já passaram centenas de pessoas que por sentirem tocadas pelo trabalho desenvolvido quiseram participar do ‘corpo clínico da alegria’. 
Mesmo assim, o atual grupo de besteirologitas voluntários não acredita serem palhaços. “É muito louco, nós fomos participar de um encontro e num determinado momentos perguntaram ‘Você é palhaço’ e alguns ficaram se perguntando – Será que sou mesmo?”
Isso não os impediu de encantar a cada novo paciente ou em uma visita. 
“Nós palhaços temos um encantamento, e quando chegamos ao quarto usamos de todos os artifícios para tirar a criança daquele ambiente hospital e levar para um patamar mais lúdico, mais da brincadeira usando de instrumentos e contação de histórias”. 
“Colecionamentos histórias divertidas que certamente enriquecerá não somente os palhaços, mas os pacientes, os pais, os médicos, os enfermeiros e todo o hospital, bem como, em todos os eventos que participamos”, comenta Renato.
Todos os integrantes que variam na faixa etária de 16 a 60 anos entendem o trabalho de responsabilidade social e humanizado que o Doutores do Coração exerce na Santa Casa. 
“Entendemos que somos artistas que fazem um trabalho no hospital, por isso, nós devemos nos formar sempre, nos qualificar sempre e esse aprendizado passa pelo trabalho desenvolvido pelos ‘doutores’ aqui no Brasil, mas também pelo Patch Adams e de Michael Christensen, pioneiro na arte de clown em hospitais”. 
Para Doutores do Coração a oportunidade é de melhorar o trabalho desenvolvido no hospital

Desde então, o grupo não parou de se qualificar e buscar encontro e oficinas para que pudesse melhorar o que era desenvolvido nos quartos do hospital. 
Participaram do 1º Encontro Nacional de Palhaços em Rede, evento promovido pelos Doutores da Alegria e que capacita e orienta grupos que atuam em hospital de todo país, entre outras oficinas em Fernandópolis e Limeira. 
ORIENTAÇÃO
Para divulgar suas ações, os Doutores do Coração participam de eventos fora do hospital, disseminando alegria

Os Doutores do Coração participará das oficinas orientadoras a partir desse mês, onde um profissional dos Doutores da Alegria estará na cidade para acompanhar uma visita dos besteirologistas na Santa Casa de Penápolis. 

Em setembro, dois integrantes do grupo irão para a capital paulista participar de um ciclo de oficinas formativas e os orientará no trabalho desenvolvido no hospital penapolense. 
Eles terão apenas um mês para replicar o que aprenderam durante o encontro, pois, em outubro, a equipe dos Doutores volta a cidade para acompanhar a evolução da trupe. Encerrando a orientação no final de novembro, começo de dezembro. 
Foram selecionados 12 grupos do estado de São Paulo, sendo que os Doutores do Coração é o único selecionado da região de Araçatuba. 
HISTÓRICO 

Os trabalhos dos Doutores do Coração começaram em meados de 2010 com o Grupo de Trabalho Humanizado da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis, que tinha a coordenação do psicólogo Lucas Bondezan Alvares e de Ricardo Murarotto. 

Na época, eles e mais três voluntários se reuniam para nas datas comemorativas como o Dia das Crianças, fazerem uma ação com os pequenos pacientes. 
“Levávamos bexigas e fazíamos contação de histórias para as crianças”, lembra Ricardo. 
Com o tempo sentiu a necessidade de se formar e foram nos livros, reportagem e filmes sobre os Doutores da Alegria para criar uma metodologia própria para o hospital da cidade. 
“Nós não podíamos colocar o nariz sem preparo, pois a criança sente daí percebemos que não era só colocar o nariz”. 
“Fazíamos os relatórios da visita e lembro que entramos num quarto e a criança estava dormindo, mesmo assim, começando cantar para a criança e ela dormindo sorriu”, disse Ricardo. 
Os Doutores do Coração atendem na Santa Casa de Misericórdia as quartas-feiras, das 19h às 21h e nos sábado das 14h às 16h. 

Caboclo Rosa: Grupo mistura influências pessoais com os cancioneiros populares

As influências vão desde pop/rock nacional, bandas de grunges, passando por música de raiz, blues e rap
POPULAR: Rafael Freitas, Carlos Catelan, Rubens Donzeli e Thiago Tonello, tem nas músicas de domínio público a matéria-prima para a pesquisa do grupo

Músicas como – “Seu boiadeiro por aqui choveu/ seu boiadeiro por aqui choveu/ choveu que amarrotou/ foi tanta água que meu boi nadou”, iniciam os trabalhos do grupo penapolense Caboclo Rosa, que buscam incluir em seu repertório músicas de cancioneiros populares e de umbanda. 

De acordo com o vocalista e guitarrista do grupo Rafael Freitas, que tem Thiago Tonello no baixo, Rubens Donzeli na percussão e Carlos Catelan na bateria – a ideia não é propor um culto religioso, mas, colocar às claras o sincretismo religioso em que as religiões de matrizes africanas e católicas têm de influências no cotidiano da sociedade. 
“Várias cantigas de rodas que são ensinadas nas escolas tem em sua origem as religiões africanas e poucas pessoas sabem disso, pois, estão enraizadas na cultura popular”, comenta. 
A ideia do grupo é ampliar as pesquisas trazendo pra si mais histórias como do caboclo nordestino Zé Pelintra (símbolo da turma), com as misturas de sons que fez com que o grupo se destacasse no cenário musical da cidade.
Usando instrumentos como uma pesada guitarra elétrica e um sonoro baixo elétrico que ditam uma construção hardcore que misturam influências musicais dos integrantes. 
Bandas do cenário nacional como Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana e dos gringos como Pearl Jam, Ramones, Sepultura, Tower of Power e Nirvana, passando por Músicas de Raiz, Blues, Rap e Arnaldo Antunes são alguns dos gostos musicais do grupo, e que se vê em cada uma das músicas. 
Grupo apresenta repertório com músicas do cancioneiro popular e de umbanda na próxima quarta-feira, 20, na Praça 9 de Julho

É o caso da música que relata a história de Zé do Coco tocada em ritmo do bom e velho Blues de Ray Charles, onde é coloca a prova, a mistura do mais refinados arranjos norte-americanos, principalmente, no baixo de Thiago Tonello, com a mais puras e genuínas canções populares brasileiro. 

Já os instrumentos de percussão como berimbau, atabaque, cajon, bongô e bateria são os acompanhantes de luxo fazendo toda a diferença durante a apresentação da banda. 
Os sons fortes do atabaque de Rubens Donzeli e a bateria de Carlos Catelan podem ser visto fazendo o contraponto musical das construções hardcore usado pelos instrumentos elétricos. 
Entre as canções de domínio público, o grupo se propõe reinventar com as músicas autorais – como é o caso de “Maria” escrita por Rafael Freitas em parceria do multiartista de Daniel Dhemes. 
“Quando escrevemos essa música nem tinha a “Maria” idealizada, agora eu tenho duas né? Filhas do meu irmão” lembra Rafael. 

Caboclo Rosa fará parte da programação cultural da 1ª Semana dos Museus, promovida pela Prefeitura de Penápolis através da Secretaria Municipal de Cultura. 
A apresentação acontecerá na próxima quarta-feira, 20, na Praça 9 de Julho, logo após o ato solene de reabertura no Museu Histórico e Pedagógica “Memorialista Glaucia Maria de Castilho Mouçouçah Brandão” no antigo Paço Municipal.

Adeus à Eduardo Campos

Eduardo durante a coletiva no aeroporto de Araçatuba
2008 foi o ano que pude conhecer por dentro o Partido Socialista Brasileiro, através dos meus “compas” Fabrício Lopes, Danilo Otto e Dalmo Viana. 
Por eles que outras pessoas maravilhosas que ajudaram a me forjar como militante, mas principalmente, como pessoa consciente que os atos podem sim transformar uma sociedade. 
Todos esses ensinamentos tem uma fonte – Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, que soube com a sua simplicidade de sertanejo transformar um estado como Pernambuco. 
Seu neto Eduardo Campos, seguia brilhantemente o caminho percorrido e indo até mais longe. Parafraseando Flávio Campos: “O Brasil perdeu o melhor presidente que nunca teve”. Eduardo era um político moderno, arrojado e via no povo brasileiro a inspiração para continuar lutando. 
Durante visita do nosso eterno Presidente Eduardo Campos
Logo que começou a campanha, perfis de meus amigos de partido “pipocavam” de imagens com esse grande líder. E eu me perguntava: Será que vou ter a oportunidade de encontrá-lo durante essa caminhada? 
Pois bem esse dia chegou! Era 22 de julho – uma terça-feira aonde nosso líder veio para Araçatuba inaugurar um dos comitês de sua campanha. 
E durante a inauguração do comitê Coragem pra mudar o Brasil
Assim que ele chegou ao aeroporto acompanhei todos seus passos, desde a coletiva até o último discurso no comitê. Fica a saudade daquele que com certeza teria coragem pra mudar o Brasil. 
Não desistiremos do Brasil – Por você!

Amor de pai fez com que Cláudio doasse um dos rins para a filha

Paula Stéfani, 21 anos, faz hemodiálise três vezes por semana e espera exames preliminares do pai para descobrir finalmente a data de seu transplante
Cláudio não desgruda da filha que precisa de sua ajuda para a plena recuperação da saúde
“Quero tomar água”. Há sete meses, a jovem Paula Stéfani Garcia não pode tomar mais água como antigamente. “Eu amo tomar água. Tomava de quatro a cinco litros por dia, mas agora só posso um”, comenta aflita. 
Ela, no inicio desse ano, com 21 anos, descobriu que seu rim já não era capaz de funcionar sozinho, após quase perder a visão. “Eu comecei a ficar cega e isso fez com que eu buscasse a ajuda de um médico e somente em Rio Preto descobri que estava com pressão alta. Aqui em Penápolis fiquei internada na Santa Casa, foi quando constatou que eu tinha insuficiência renal”. 
A doença compromete o bom funcionamento dos rins, precisando para a recuperação, muitas sessões de hemodiálise e o transplante de um novo rim. 
Uma das causas que fez com que ela tivesse a doença foi a hipertensão. Segundo ela, há dois anos descobriu que era hipertensa e por desconhecer os males que poderiam acarretar não se cuidou. 
“A primeira vez que fui para Araçatuba, fui para fazer uns exames de rotina e acabei fazendo minha primeira sessão de hemodiálise”. 
Seus pais sempre presentes acompanharam de perto, desde a constatação da doença, até a procura de um doador – todos se envolveram e fizeram testes para serem os possíveis doadores. 
Após os testes preliminares, foi possível descobrir que tanto seu pai, o segurança patrimonial, Cláudio Garcia Alves e sua mãe Rosimeire da Rocha eram compatíveis e possíveis doadores. Por uma decisão da Paula, escolheu como seu doador o pai. 
Cláudio é o típico paizão. Ele nutre um amor incondicional por suas duas filhas, fazendo de tudo para agradá-las. 
Atualmente ele é casado com a Zumira, assistente judiciária no Fórum de Penápolis; e mesmo com a distância física do dia-a-dia, não afetou o relacionamento com as filhas. 
“Acompanho de perto todos os momentos cruciais da doença de minha filha. Estive na descoberta, na primeira hemodiálise, e principalmente, nas consultas de pré-transplante em Botucatu, sinto que é meu dever como pai acompanhá-la em todos os processos de sua recuperação”, lembra. 
A força desse segurança patrimonial, apaixonado por filmes e degustador de um belo churrasco, é nítida em sua filha, que com sorriso no rosto frequenta a Santa Casa de Araçatuba três vezes por semana para fazer as sessões de hemodiálise. 
“Desde quando ficamos sabendo da doença, nos preocupamos em não fazer julgamentos de nada, afinal, precisaríamos da Paulinha forte para seguir o tratamento”, comenta o pai. 
Paulinha sabe que a atitude do Pai em doar o rim é sinal de amor incondicional
Ela precisou passar por um pequeno processo cirúrgico para construir uma fístula arteriovenosa para que o sangue da artéria, que tem maior pressão, pudesse circular pela veia, fazendo com que ela fosse dilatando e engrossando. 
Esse procedimento é necessário para que pudesse inserir as duas agulhas que é necessário para o tratamento. Sendo que, uma das agulhas leva o sangue até o dialisador e a outra devolve o sangue filtrado no organismo. 
Enquanto as sessões de hemodiálise são necessárias para filtrar o sangue, Cláudio passa por uma bateria de exames que compara o tipo sanguíneo para comprovar a compatibilidade e se ele pode doar sem nenhum prejuízo para sua saúde. 
De acordo com Cláudio, os próximos exames no dia 18, em Botucatu, serão essenciais para decidir qual a data do transplante. “Eu tranquilizo a Paulinha dizendo que até dezembro, (que está aí), nós realizamos a cirurgia. Pois quantas pessoas ficam na lista de espera atrás de um doador?”, disse. 
Paula toma muitos remédios e precisa evitar lugares com muita gente para não correr o risco de infecção, mas sabe que mesmo com transplante não é a cura total para o seu problema de saúde. 
Contudo, ela só pode sentir gratidão com a disponibilidade de seu pai em doar um dos rins e assim devolver um pouco da qualidade de vida.
De acordo com Cláudio, com esse processo quase que diária, a Paula não deixou de frequentar o terceiro semestre da faculdade de direito que faz em Araçatuba. “O desejo dela é de formar em direito, para seguir carreira como promotora de justiça no Ministério Público e se depender de mim ela vai conseguir”. Finaliza.

A voz da verdade

É muito dificil publicarmos algo de outras pessoas neste blog por entender que é um espaço autoral. Mas, vou reproduzir dois textos com você. O primeiro é a “A voz da verdade” de Olmair Perez Rillo e o segundo artigo do vereador Lucas Casella. Leiam só! 

A VOZ DA VERDADE
As portas da Câmara Municipal da nossa cidade voltarão a se abrir amanhã, 4 de agosto, quando os Senhores Vereadores retornarão às suas atividades normais , após o período de recesso parlamentar.

Quem teve a oportunidade de acompanhar a turbulenta seção que deu por encerrada a primeira faze dos trabalhos legislativos daquela importante Casa de Leis, terá a impressão de ainda estar sentindo as vibrações e ouvindo os ecos das vozes daqueles que nela defenderam, de forma democrática, pontos de vistas divergentes.

Apenas para relembrar, a festa junina promovida anualmente por um dos nossos importantes estabelecimentos de ensino foi cancelada, tendo em conta a constatação de irregularidades na documentação exigida pelas autoridades competentes. Movidos pela revolta, diretores, professores, pais e alunos manifestaram-se pelas redes sociais e, durante a histórica seção ocorrida há pouco mais de trinta dias, lotaram as dependências da Câmara para demonstrar sua indignação. Infelizmente, no transcorrer da seção, ocorreu uma tentativa de linchamento publico, quando um dos Senhores Vereadores, apontado como o responsável pelo acontecido, foi impedido de apresentar sua defesa, como se fosse ele o principal responsável pelas irregularidades constatadas pelo Corpo de Bombeiros.

Ao contrário do que desejávamos, os ânimos se exaltaram e aquela que se esperava ser uma seção pautada pela ordem, acabou demonstrando que a agressividade e o desrespeito foram suficientemente fortes para sobrepujar o bom senso, indiscutivelmente, a melhor escolha para mediar conflitos.



O importante, neste triste acontecimento, que ocasionou mais prejuízos emocionais do que físicos, foi o alerta dado à população. Mais uma vez ficou claro que fatos como este, ao serem tratados sob forte impacto emocional, trazem à tona o que existe de pior dentro de nós. Nestes momentos, o lado irracional fala mais alto e a razão é silenciada, não importa de que lado a verdade esteja dando plantão. O que vale é botar para fora toda a nossa ira, passar por cima daqueles que se colocam em lados opostos como se fossemos um trator, mesmo diante dos argumentos convincentes de que estejamos agindo de forma intempestiva e injusta.

Foi o que aconteceu, quando os manifestantes decidiram expor toda insatisfação pelo cancelamento da tradicional e importante festa, sem antes analisar a fundo o que estava acontecendo. Este lamentável episódio, no entanto, acabou trazendo seus benefícios ao demonstrar que alguns dos nossos representantes públicos, caso se vejam novamente em situações idênticas, deverão adotar posturas diferentes, ou seja, agir mais como mediadores, menos como interessados em transformar tais momentos em fatos politicamente incorretos.
Esta dedução tem por base o que se ouviu dizer – e se houve até hoje – nos bastidores da cidade, durante os dias seguintes ao acontecido, o que demonstra não terem sido bem aceitas as atuações, tanto dos educadores como dos legisladores quando, ao invés de promover a ordem, tentaram apagar o incêndio com gasolina, imaginando ser esta a melhor das alternativas. Pior que isto, houve a tentativa de justificar o injustificável, dando como exemplo o acontecimento no qual um dos nossos gestores chamou para si a responsabilidade de permitir a realização de evento em local irregular, como se um erro pudesse justificar outro.
O exercício da futurologia sempre foi considerado uma pratica temerária, pois ainda não possuímos o dom de prever o futuro. Neste caso, todavia, mesmo que alguns não concordem com a comparação, merece ser lembrado o que aconteceu em Santa Maria, onde a omissão das autoridades resultou no luto de inúmeras famílias. Quem sabe tenha sido este um dos motivos que levou nosso corpo de bombeiros a agir como agiu ou, ainda, o fato de que das crianças tudo pode ser esperado, menos coerência nas suas atitudes. Exemplo prático foi o trágico acidente ocorrido recentemente no zoológico de Cascavel. A negligencia de um pai, acobertada pela falta de sensibilidade daqueles que preferiram filmar o garoto brincar com o tigre ao invés de afastá-lo do lugar, fez com que o garoto perdesse um dos braços.
O que verdadeiramente importa neste momento, é saber que a voz da verdade acabou falando mais alto.  As responsabilidades estão sendo apuradas por quem de direito e, principalmente, as irregularidades devidamente corrigidas. Temos certeza, doeu, doeu no fundo da alma a difícil situação vivida pelos pais e professores que viram seus filhos e alunos privados da realização daqueles festejos. Mas tudo haverá de ser superado com o brilhantismo de sempre, pois a generosidade da família Penapolense haverá de responder presente na festa que será levada a efeito no dia 23 deste mês nas dependências do Lago Azul.
E, salvo novos acontecimentos, tudo voltará ser como dantes, no quartel de Abrantes.
Olmair Perez Rillo, Articulista, Palestrante, Consultor de Marketing, nasceu e reside em Penápolis. 

AGRADECIMENTOS DO LUCAS
Agradecer o amigo Olmari Rillo pela sabiência na divulgação da matéria de ontem, A voz da verdade. Talvez, ninguém mais do que eu, nesse recesso, refletiu sobre vida publica.Sobre o fato do cancelamento da festa acontecido no mês passado, eu havia dito que só me posicionaria judicialmente, mas preciso fazer algumas ponderações. 


Questionei-me, por dias, se fosse o contrário, se outro vereador estivesse no centro da polêmica, o que eu faria:

Primeiro, se eu soubesse que a intenção do vereador dito “informante” era de fazer a festa acontecer, eu não iria me omitir. E a segunda e talvez a mais importante: essa foi uma grande oportunidade de educar, de ensinar às crianças e tantos outros envolvidos como as coisas funcionam e como é o procedimento para se fazer uma festa dentro da legalidade.

Quem está organizando uma festa, precisa de pelo menos uma semana para pedir o alvará do espaço, apresentar um projeto arquitetônico feito por engenheiro, autorização de segurança, alvará da prefeitura, ciência do juizado da vara da infância em caso de venda de bebidas entre outros laudos… mas cada um segue a sua conduta e sua consciência
Acredito que as pessoas evoluam, cresçam e melhorem enquanto seres humanos e cidadãos e é por isso que estou aqui. Aprendi muito com o que aconteceu na última sessão de junho e espero que todos tenham levado para si uma lição. A lama, quando seca, é muito mais fácil de ser retirada. Não combaterei a maldade com o ódio e com a cegueira da vingança. Não estou aqui para combater o mal com o mal. Quero fazer parte de uma mudança política. E acredito na lei do eterno retorno. 

Quero lembrar que enquanto uns faziam discursos populistas para serem aplaudidos fugazmente, perdemos a oportunidade de proteger essa casa de leis, esse poder legislativo que ficou na berlinda por uma manobra covarde arquitetada por outras instituições, criando-se um fato político sem a mínima coerência, imputando a um membro dessa Câmara prerrogativas e responsabilidades que não são e nunca serão dele. Nós, mais do que qualquer outra instituição, precisamos respeitar o estado democrático de direito respeitando as leis e quando essas parecerem desproporcionais, modificá-las. Espero do fundo do meu coração que todos os senhores, revestidos desse poder público e político tenham levado para si uma lição. Entre nossas funções está, tendo sempre a ajuda da população, melhorar a vida de nossa cidade. Em quem não exercita essa prática, quem não pretende solucionar os problemas, infelizmente reside no erro de mão querer resolvê-los.

Afinal, quero ser o agente de transformação neste cargo que postulo. Se me desejam o mal, eu lhes desejo o bem, afinal, cada um oferece aquilo que tem. Por fim, as pessoas inteligentes entenderam o que realmente aconteceu.

Quero dizer, apenas para concluir, que mesmo que tentem manchar minha imagem, mesmo que tentem me denegrir da forma mais ridícula e descabida possível, não pararei o meu trabalho. E só lembrando a quem interessar: dinheiro do povo é dinheiro do povo e ele tem que servir as pessoas. Por isso acredito que é sempre melhor o coletivismo que o corporativismo.

Lucas Casella, vereador 

Lori Sassani: artista plástica americana radicada em Penápolis incentivará a criatividade em seu novo ateliê

A proposta é misturar história da arte, com o desenvolvimento do processo criativo através da experiência e prática 
Lori prepara o painel será utilizado durante as aulas no ateliê com referências gregas, egípcias e de pintores renomados pelo mundo
“Era uma vez, um professor de artes que tinha uma filha de cinco anos. Ele a incentivava a imaginação através dos quadros de pintores famosos que projetava todas as noites na sala de sua casa. Com o tempo ela começou a produz suas próprias obras de artes”. 
Essa história é da artista plástica norte-americana Lori Ann Sassani Ruggiero, 33 anos, radicada em Penápolis há 10 anos, após se casar com o penapolense John Ruggiero. Eles se conheceram na Kutztown University of Pennsylvania, nos Estados Unidos, quando ele estudava comércio exterior e ela artes plásticas. 
“Estudar artes plásticas para mim foi a extensão da minha casa, pois, nela eu era estimulada o tempo todo a criar. Meu pai, ministrava aulas de artes nas escolas e universidades da Pennsylvania e sempre nos ensinou também”, comenta Lori. 
Depois de tanto tempo no Brasil resolveu somente agora colocar seu talento a disposição daqueles que desejam aprender as maravilhas das artes plásticas. Ela inaugura no próximo mês, o ateliê Creative na galeria Geraissate, onde ministrará aulas de pintura para crianças e jovens de 5 a 18 anos. 
“A ideia é misturar um pouco da história da arte, com o desenvolvimento do processo criativo através da experiência e prática de cada um dos alunos”. 
Segundo ela, o importante é criar, pois, criando se desenvolve, por isso, usará artistas renomados e que estão mais próximos da vivência e do olhar de cada participante, assim ensinará estimulando a pensar qual foi à técnica, pincel, tinta ou cor que o pintor usou em uma tela.  
Para estimular essa percepção durante os cursos no ateliê, a Lori convidou seu pai Mark Sassani, que também é artista plástica e trabalha atualmente com restaurações, para que viesse ao Brasil e criasse um painel com referências gregas e egípcias, bem como, de grandes artistas como Leonardo da Vinci, Picasso e Van Gogh, que serão utilizadas durante as aulas. 
ESTÍMULOS
Ela contou com a ajuda de seu pai, o artista plástico e restaurador Mark Sassani que veio especialmente dos Estados Unidos para construir o painel
De acordo com Lori o ensino da arte não é apenas para artistas. É mais do que apenas ensinar as técnicas de como segurar um pincel ou aprender sobre as cores, é simplesmente a maneira mais educada de melhorar o pensamento criativo. 
“A arte expande a mente e a alma, dotando-nos da capacidade de interagir com o mundo ao nosso redor, fornecendo-nos um novo conjunto de habilidades de auto expressão e comunicação trazendo componentes fundamentais que nos faz humano em nossa essência”. 
Lori explica que a arte promove atividades cerebrais fundamentais quando criança. 
“Todas as nossas buscas criativas na vida adulta decorre principalmente dos elementos adquiridos durante a infância, nos proporcionando uma inteligência criativa através da imaginação”. 
“O fato de desenhar uma imagem, pintar um retrato ou fazer uma colagem estimula principalmente nas crianças a comunicação visual, aprendendo a expressar sentimentos, sem o usa das palavras, tornando-se uma linguagem que não poderiam ser expressas de outra forma”, disse. 
Perguntas surgem: Como posso olhar para algo e desenhá-la no papel? Para Lori é bem simples. Ela diz que a arte permite que as crianças façam suas próprias avaliações, sendo que ao mesmo tempo, aprende que o problema pode ter mais de uma resposta e mais de um ponto de vista. 
“Em vez se seguir regras ou orientações especificas, o cérebro da criança se envolve na descoberta de ‘como’ e ‘por que’, aprendendo a observar e descrever, analisar e interpretar”. 
Lori orienta que a arte é uma experiência que requer livre pensamento, experimento e análise, sendo assim a arte é um processo e não um produto. 
“É tentador querer de nossos filhos que as coisas saiam perfeitas para provar que eles são bem sucedidos e que estão no caminho certo. É importante para nós, como parte da sociedade, que nossos futuros pensadores estejam equipados com a inteligência de imaginação, portanto, é reconfortante saber que podemos relaxar”, finaliza. 

Penapolense Mirela Ortega se destaca nas redes com maquiagem

Mirela é blogueira desde seus 19 anos e hoje é referência para mais de 128 mil seguidores 

Com 128 mil seguidoras, a penapolense Mirela Ortega é uma entre muitas meninas que aos vinte e poucos anos se destaca no mundo da internet falando sobre maquiagem. 

Tudo começou quando ela ganhou seu primeiro computador; depois descobriu a internet e com ele um mundo rosa que somente as meninas da idade dela também gostariam de ver. Em 2012, resolveu criar uma página no Facebook – M de Maquiagem – para compartilhar seus “looks” preferidos. 
No inicio não tinha medo de ‘copiar’, mas aos poucos, na marra como ela mesmo diz começou a produzir seus próprios conteúdos. 
Com o tempo foi ganhando seguidoras e mais seguidoras, e resolvendo ampliar o acesso de suas leitoras criou o blog do mesmo nome que informava todos os tipos de maquiagens e tendências. 
“Para conseguir acesso e público eu procurei outras blogueiras que estava no mesmo nível de público que eu e trocávamos conteúdo”.
“Nós criávamos postagens em conjunto sobre as maquiagens de personagens de séries de TV, cada uma fazia uma atriz diferente e depois trocávamos os links”, comenta Mirela.
Ela também se especializou em produzir vídeos que ensinavam suas seguidoras a se maquiarem sozinhas.
“Nos primeiros vídeos eu tinha muito vergonha, até em casa me perguntavam: O que você está falando sozinha aí menina? Achavam que eu era louca”, comenta rindo.
Empresas de fora da cidade, especializadas em maquiagem e beleza reconheceram o talento da pequena penapolense e procuraram Mirela para firmarem parcerias e anúncios que lhe renderam algum dinheiro.
“Como essa grana me ajudou e muito a melhorar as qualidades de meus vídeos no canal do Youtube, pude comprar novas câmeras, microfone e até iluminação”. 
No inicio, recém-saída do ensino médio, com 18 para 19 anos, Mirela se dedicava 100% para o blog, chegando a postar todos os dias.
Mas com o tempo e os empregos formais que lhe arrancaram algumas horas do dia, atualiza seu blog quando pode, mas não deixa suas leitoras do Facebook e, principalmente, do Instagram por nada, postando sempre alguma foto. 
“Atualmente estou mais no Instagram. Comprei até um celular novo para postar fotos em boa resolução e assim posso estar mais perto de minhas amigas leitoras”, disse.
Um bom dia, uma boa tarde ou simplesmente uma hashtag ‘#partiuculto’, já basta para as mais de cinco mil seguidoras do Instagram curtirem as suas fotos. 
CRISE
Mirela é blogueira desde seus 19 anos e hoje é referência para mais de 128 mil seguidores 

No início desse ano, Mirela começou a se questionar muito sobre o futuro do blog. Estava ela sendo verdadeira com suas leitoras?

“Nossa, Eu me perguntava muito – Porque indicar marcas que entravam em contato comigo e não mais aqueles que eu descobria e gostava? No final, me via criando conteúdo para agrada a todos. Não podemos pensar somente no número, mas como que nos relacionamos com essas leitoras que me segue”, diz.
A ostentação e o consumismo foi uma das questões que fez a Mirela dar uma pausa. “Às vezes a blogosfera (como é chamado o coletivo de blogs na internet) é muito ostentação. Será que era mesmo necessário ter que ir à C&A comprar aquele look novo só para fazer uma nova postagem no blog?”, comenta Mirela sobre o papel consumista que as blogueiras de moda têm.
COMPARTILHANDO VIDAS
Na mesma época que criou o ‘M de Maquiagem’, também se converteu ao protestantismo, frequentando a Igreja Metodista de Penápolis. Nunca escondendo de suas eleitoras a fé em Cristo, compartilhava entre as postagens de moda algo sobre Deus.
Há três meses, Mirela diz que ao compartilhar um vídeo ‘Tempo pra tudo’ entendeu que precisa mesmo parar para entender o futuro do blog.
“Eu estava pregando aquilo que não estava vivendo. Pois acredito que a maquiagem é para ficar bonita e não para ostentar. Depois disso cheguei a postar as unhas todas lascadas”, lembra.
Segundo ela, para marcar uma segunda etapa do blog criou-se a hashtag #Compartilhandovida, que trouxe novas perspectivas para suas leitoras.
“Acho que legal esse novo momento, porque estou vendo que quando elas veem sinceridade, elas acabam se inspirando. Eu me emociono lendo as respostas delas”.
Mirela agora vê seu blog transformando em dicas de modas mais conscientes com o seu modelo de vida.

Do lixo ao luxo: Faissal cria e recria peças com madeiras retiradas do lixo

Madeira veio do lixo e transformou em verdadeiras obras de luxo, expostas em sua nave artística

Faissal em seu ambiente de criação trabalha prioritariamente com madeira usada
Nas últimas postagens tenho tido o prazer de contar histórias de penapolenses que através de seu trabalho tem se destacado no cenário literário, fotográfico e até militar. 
Desta vez, iremos apresentá-lo um grande artista, que com sua genialidade está transformando a madeira, sua principal matéria prima, em mais pura arte. 
Faissal Tessari Baracat, ou simplesmente, Fai, 52 anos é um daqueles artífices que desde cedo soube valorizar a arte. Aos 11 anos desenhava, pintava e montava suas pipas. Já aos 15, aprendeu com um amigo a tocar violão, guitarra e teclado. 
Todas as profissões que exercera até então sempre teve uma ligação com a arte. Foi técnico de som automotivo, rold de bandas de rock e/ou lutier artístico para instrumentos musicais. Atualmente trabalha como montador industrial em usinas sucroalcooleiras da região. 
Faissal diz que esse último trabalho o inspira muito a criar. “As 10, 15 horas que fico aqui montando as minhas peças, é simplesmente um instinto do montador que trago da usina”. 
“Eu como artesão poderia pegar todas essas peças para limpar, mas não teria a mesma energia, que trago da usina quando estou trabalhando por lá”, comenta. 
Desde o inicio dos anos 2000 quando Faissal tinha sua loja de luthieria no centro da cidade que ele trabalha com madeira, mas só em meados de 2009 que entendeu que poderia pegar os restos de madeira nos lixos das madeireiras e transformá-la em arte. 
“Neste ano peguei poucas peças que tinha e levei comigo para Caldas Novas (GO), com a intenção de vendê-las por onde eu iria prestando serviços gerais, principalmente, nos resorts, mas voltei com todas, não tive coragem de me desfazer”, lembra. 
De lá pra cá, já produziu mais de 1000 peças que ficam expostos em seu ateliê, ou simplesmente chamado de ‘Nave artística’. “Aqui dentro tem uma mistura de som, iluminação e arte, seja ela proveniente do cinema, do teatro ou da educação ambiental”. 
“Dentro da nave tenho revelado desde lança, arco e flecha, até carrinhos de rolimã, porta chave, porta vinho, porta bíblia, painéis para parede e luminárias, que expostas transformam em uma verdadeira fábrica de presente”, lembra o artista. 
Para Fai, a nave é um grande quadro que abarca peças como Arco 1 e Rústico 10, suas primeiras obras em madeira. Suas criações também têm muito dos desenhos herdados de sua infância, que são trabalhados com a lixadeira. 
Uma de suas peças, sendo este um porta-vinho na base de um violino
“Eu fico aqui horas e horas do meu dia e vejo boa parte de minhas produções sendo obras rústicas, exóticas e decorativas. Rústico porque minha especialidade é a madeira, exótica porque elas têm um jeito diferente e decorativo por facilmente se adaptar em qualquer canto de uma casa”, comenta. 
Segundo ele, as mais de 200 obras que produziu nos últimos dois meses é fruto da vontade de fazer. 
“Tudo que está aqui veio do lixo e transformou em obras de luxo tornando-se pra mim um patrimônio; Com sua diversidade e quantidade torna-se importante, sendo que a intenção é sempre transformar em arte”, disse. 
Fai, também criou sua banda imaginária com os personagens em madeira. Boca, (técnico de som), Tocha (guitarra), Pescoço (teclado) e Fai (voz e guitarra), que produz o som que ambienta a nave artística. Em uma das exposições o artista criou o palco de show da banda.
DOCUMENTADO 
Faissal tem o cuidado de documentar em fotografias e ou em vídeos cada peça que entra em exposição na nave artística. “Gosto de criar o ambiente que as obras vão ficar”. 
Cada detalhe é registrado minuciosamente, desde o nome de cada peça, até o registro de parte por parte das obras ou exposição. “A minha intenção é criar um documentário de todo meu processo criativo do ‘Do lixo ou luxo’”, finaliza. 

Penapolense revela as contradições que a vida proporciona através da poesia

Maurílio Machi já conta com sete livros publicados, e explica que o livro, depois de escrito e publicado, é propriedade do leitor 
Mauricio Machi revela que suas duas paixões, matemática e poesia, se complementam entre si


“Viveu seu tempo de sobra/ cem anos/ sem obras”. Com essa poesia o penapolense Maurílio Machi, revela as contradições de um artista que não revela a idade, e brinca dizendo que nasceu nos idos de não sei quando, pois, pra ele o tempo realmente não importa. 

Filho da terra de Maria Chica foi contemporâneo de Maria Tereza Alves Viana, fundadora do TAE (Teatro Amador Estudantil), com o qual conviveu e aprendeu a tomar gosto pelos escritos. “Com certeza Maria Tereza foi a grande responsável, a professora que mais me influenciou a gostar de poesias”, relembra. 
“Muito jovem eu gostava da noite, da madrugada, saia andando com os amigos pelas ruas da cidade, subia a Ramalho Franco, descia pela Anchieta, passava em frente ao antigo mercadão municipal e voltava pra casa feliz da vida com todos os aprendizados que tive naquela noite.”
Essas vivências, Maurílio relata claramente em seus livros, transportando para outros ambientes com os quais qualquer leitor se identifique na hora de ler. Tanto é que já na orelha do livro ‘Pedras e Nuvens’ o autor escreve: “O livro, depois de escrito e publicado, é propriedade do leitor, este o possui, interpreta, mesmo não coincidindo com os propósitos do autor”. 
Em ‘Pedras e Nuvens’ o poeta revela que ao mesmo tempo em que existe a leveza de uma nuvem, existe também a rigidez de uma pedra. Pedra essa que pode ser interpretada de várias maneiras, como até mesmos os mais de 21 anos de plena ditadura militar no país. “Chamávamos de comunistas, o regime ditatorial chegou a nos prender aqui em Penápolis.”
Após a prisão, Maurílio Machi foi dedicar-se a formação acadêmica, da qual começou o curso de física na UnB (Universidade de Brasília), mas logo voltou para cidade onde terminou a sua primeira faculdade em matemática na Funepe (Fundação Educacional de Penápolis). Atualmente é doutor em Educação e Políticas Públicas pela UNESP e leciona em duas faculdades: Funepe e Faculdade de Birigui. 
O período que se dedicou os estudos e posteriormente ao trabalho, fez com que se afastasse da produção literária. Por sorte, o professor voltou a escrever, publicando seu primeiro livro de poemas – ‘Faces e Fases’, no inicio de 2011 pela editora Scortecci. 
“Esse livro eu trabalho as muitas faces e fases de uma vida. Por que eu simplesmente gosto das contradições. Aliás, nós somos contraditórios o tempo todo.”
Como se percebe no poema Fábula – “Por detrás do muro/ Espreita a vida/ Não a sua vida/ Mas, talvez a vida que gostaria de ter/ A vida que não viveu/ Que não vive/ E que possivelmente/ Não viverá”.
“A dialética marxista coloca muito essa oposição, que se encontra em meus poemas”, comenta Machi. 
Com sete livros publicados, o autor explica que para escrever poesia é necessário dispor da métrica para contar os sons dos versos. “A matemática e a poesia tem tudo haver, pois, em muitos poemas a disposição das frases se dá pela contagem silábica das palavras”, revela. 
O professor comenta que escreve o que vive, sendo elas coisas boas ou ruins, mas que sua fonte inesgotável é sem dúvida as pessoas. 
“Eu gosto muito das pessoas, nós conseguimos usufruir da vida momentos de pura beleza, pois ela é feita assim, de momentos muito felizes, mas também de profundas tristezas, que nos faz levantar e caminhar”. 
LANÇAMENTO
Na segunda quinzena de agosto, o professor lançará sua mais nova obra literária – ‘Acolhimento ou Recuso’, na 23º Bienal do Livro em São Paulo. 
O livro de poemas nasceu de sua inconformidade com a situação do Brasil. “Como os brasileiros conseguem mentir pra si mesmos”. 
A obra traz a relação entre os homens e suas várias formas de viver e conviver neste mundo, fazendo da poesia um meio para trazer a tona assuntos como a política e a filosofia, sem serem aquelas dos manuais e sim a da mais pura vida. 

Conheça alguns poemas de Maurílio Machi publicado no livro ‘Pedras e Nuvens’

Criação
Quando o homem veio ao mundo
Fez-se festa no universo
Dança o Sol e rubicundo 
Com os astros mais dispersos
O Zodíaco enfeitou-se
Como noite de natal
À via láctea rodeou-se
De alegria sem igual
Bela harmonia dos mundos 
Tudo bem determinado
Rei da criação ao centro
Outros girando ao seu lado 
Dialética
Sim, 
Eu acredito
Que sendo assim
Pode ser, 
Também, 
De outro jeito.
Quem vale mais
A perfeição
O defeito?
Entre o céu e o desatino
Se quem dá carta é o destino
Eu não aceito

apoie o jornalismo independente