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Uhuuul! Fomos selecionados! /

Inevitavelmente a minha vida foi levada para dois caminhos que agora convergem para uma única e bela direção. Pois bem, desde quando participei da 1ª Conferência Nacional de Juventude pude perceber que as Políticas Públicas de Juventude seria meu trabalho por muito tempo. Neste período, entrou outra paixão – a comunicação. Com ela pude ter uma formação acadêmica (que eu ainda não terminei), mas que foram suficientes para chegar aonde eu cheguei agora. 

Desde fim de maio, quando nos inscrevemos para o processo do LAB da Social Good Brasil, viemos trabalhando num projeto que coloca o jovem no centro, com objetivo de devolver e garantir o direito a livre expressão. 
O LAB busca inovadores sociais que desejam promover a transformação social através de novas mídias e tecnologia. A ideia era e ainda é bem simples. Criar um portal de notícias feito por jovens, para jovens e com os jovens – Daí surge o Komunikado
No último dia 4, recebemos a devolutiva dos organizadores, nos selecionando para participar do programa, pois sim, esse projeto pode impactar milhões de jovens pelo Brasil afora.
Desde o início, sabíamos que se caso fossemos selecionados teríamos que contribuir com R$500,00 para o Fundo Semente que financiará os três melhores projeto no final do programa, bem como, participar de dois encontros presenciais em São Paulo (capital). 
Agora nós precisamos da sua ajuda.  Precisamos arrecadar dinheiro para custear todas as despesas que somam exatamente R$ 1.316,00. 
Onde investiremos? 
R$ 500,00 (Fundo Semente) PRECISAMOS ATÉ O DIA 13/07
R$ 408,00 (4 passagens ‘para duas pessoas’ ida e volta para São Paulo, no dia 24/07) e;
R$ 408,00 (4 passagens ‘para duas pessoas’ ida e volta para São Paulo, no dia 29/08). 
Totalizando: R$1.316,00

QUER ACOMPANHAR QUANTO ESTÁ SENDO ARRECADADO? VEJA AQUI: https://migre.me/ko8Lf

Sentiu tocado? Deseja contribuir? Procure-nos pelo e-mail: r.fariasilva@gmail.com, pelo telefone: 18 98155 9878, ou faça um depósito bancário: 
Banco Santander
Agência 3597
CC 01003006-6
Ricardo de Faria Silva 

Casal Fred Di Giacomo e Karin Hueck criam Gluck Project, proposta que investiga a felicidade

Os jornalistas – entre eles um penapolense – buscaram nos livros da filosofia clássica, bem como nas pesquisas de cientistas renomados respostas que possam explicar o tema
Fred e Karin finalizarão a primeira etapa do projeto com a publicação de um livro sobre o tema

“Felicidade é um caminho, uma construção constante, se minha vida tivesse um final feliz agora, era pra eu morrer amanhã, mas eu não vou morrer amanhã, pois tenho apenas 30 anos”. 
Com essa frase, o jornalista multimídia penapolense Fred Di Giacomo Rocha falou de sua mais recente proposta – o Gluck Project, ou simplesmente Projeto Felicidade. 
Atualmente ele está morando em Berlim, na Alemanha, com sua esposa a também jornalista Karin Hueck. Ela descendente de alemães que vieram refugiados da segunda guerra mundial. 
A oportunidade de morar na Europa surgiu quando sua mulher se questionava dizendo que não estava feliz, pois, queria morar e reviver histórias no país que seus familiares nasceram. Com isso levantou um questionamento também em Fred sobre o que é estar feliz. 
Fred concedeu entrevista ao INTERIOR, via internet, na noite da última quinta-feira, 3, para falar de sua nova vida.
“Começamos a nos questionar. Nós tínhamos o emprego do sonho de algumas pessoas, mas sabe quando entra no automático? Então começamos a encontrar outras pessoas que também faziam as mesmas indagações e vimos que o dinheiro, o trabalho estável e estabilidade econômica trouxeram o prato na mesa e assim deu abertura para fazermos outros questionamentos como a da própria felicidade”, lembra. 
Juntos resolveram pedir demissão dos empregos na Editora Abril, e partiram rumo a Alemanha. Na bagagem, seis meses (que se transformaram em um ano), podendo aproveitar de todos os encantos que a cidade mais multicultural da Europa poderia lhes oferecer. Mas também com eles a vontade de pesquisar mais sobre o tema. 
Leram os grandes da filosofia clássica, os livros de autoajuda e de cientistas renomados, além de entrevistar médicos, psicólogos e pessoas com histórias incríveis de vida.
“Nós conhecemos a história de uma professora, que era uma das poucas brasileiras que trabalhavam nos Estados Unidos, dando aulas inclusive no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Ela largou tudo e foi dançar tango”, lembra. 
O projeto que teve início em outubro de 2013 terá duração de um ano, finalizando com a publicação de um livro que copila todas essas buscas. “A ideia do livro é trazer questionamentos como: O que é felicidade? O que nossa geração está questionando tanto? E dentro disso fecharíamos em temas como dinheiro, relacionamento, família, entre outros, descrevendo o que é felicidade para esses pilares da vida humana”, comenta. 
Segundo Fred, o projeto tem sua pesquisa teórica, mas também sua reflexão pessoal. 
“Estou sempre buscando a felicidade. Mas no geral por ser uma pessoa totalmente inquieta aproveito a vida com intensidade, pois, vou continuar sendo honesto comigo mesmo, refletindo assuntos como ‘ter um dinheiro suficiente pra ser feliz ou ser escravo dele’ e ‘como procurar ter amor com minha esposa sem cair na rotina’, pois pra mim felicidade é uma busca constante e quem se acomoda deixa ela passar”, lembra. 
CAMINHO 

Fred é o primeiro filho do casal de professores Jader Paes e Cecília Di Giacomo, que desde pequeno o incentivava a ler e escrever. “Nós tínhamos muito livros em casa, nunca fomos acostumados de nas férias viajarmos em família, então a gente viajava nos livros”, lembra. 

Ele, juntamente com seu irmão Gabriel, escreviam em Penápolis o fanzine “Kaos” e tinha a banda punk “Praga de Mãe”. Quando adolescente fez parte da segunda geração da UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas) e apresentou o programa “Bom dia, galera!” na Rádio Bandeirantes local. 
Cursou jornalismo na UNESP de Bauru, onde teve oportunidade de participar do Fórum Social Mundial, produziu um média-metragem, e um programa de jornalismo com humor chamado Baderna. Lá também constituiu uma nova banda “Cuecas Rosas” e no último ano da faculdade escreveu muitos contos. 
Após a conclusão do curso passou no Concurso Abril de Jornalismo e foi trabalhar na revista Capricho. Durante um mês desenvolveu pautas que lhe fizeram ser efetivado na Editora trabalhando nas revistas Bizz e Mundo Estranho. 
Trabalhou por sete anos e meio na Abril, sendo promovido a editor-chefe de conteúdo digital do núcleo jovem, que compõe entre outras revistas: a Superinteressante, Mundo Estranho, Recreio, Capricho e Guia do Estudante. 
“Nosso trabalho era desenvolver conteúdos digitais para o núcleo, chegamos ganhar prêmio de designers, concedemos entrevista para o site de comunicação de Harvard, sobre os jogos jornalísticos que fomos pioneiros no mundo”. 
Em 2012, publicou “Canções de ninar adultos”, livro de estreia como escritor. Dividido em lado A e lado B. Os 11 textos do lado A são espécies de contos de fadas pros tempos modernos que puxam para o realismo fantástico, com claras influências de Borges, Kafka, Lewis Carroll e Murilo Rubião. E os 11 do lado B são feios, sujos e malvados, que viram o jogo para os terrenos explorados por Nelson Rodrigues, Bukowski e Rubem Fonseca. 
Já em 2013, publica o livro poético infantil Haikai Animais, sendo que uma das poesias foi selecionada para um livro didático da Fundação Bradesco. 

Personagens penapolenses em livro

O jornalista multimídia penapolense Fred Di Giacomo Rocha criou personagens penapolenses que vão virar história de um novo livro. O autor reside atualmente em Berlim, na Alemanha, com sua esposa a também jornalista Karin Hueck.

Para Fred, Penápolis está em muita coisa que ele escreve. “O que me diferencia das outras pessoas é justamente por eu ter morado na cidade”. 
“Um amiga sempre me dizia: eu gosto das suas coisas do mato quando você escreve, mas no final das contas tudo que eu estou fazendo é contar histórias”.  
Ele revela que o livro possui personagens que nasceram na cidade. “Em Penápolis eu não me considerava um caipira, mas meu lado caipira ajuda encontrar minha voz. Penápolis é muito importante pra eu contar minhas histórias e saber quem eu sou. Este livro que eu escrevi aqui na Alemanha tem personagens que nasceram em Penápolis, viveu e estudou na cidade. A cidade tem uma grande influência no que eu faço”, finaliza.

Educação… Ih fora!

Frente do Kai Kan no dia do cancelamento da festa junina do colégio

O que eu pude presenciar na noite dessa segunda-feira, 30, na Câmara Municipal de Penápolis, foi um verdadeiro circo de horrores. Era diretor de escola, pais (e parentes), professores e alunos insultando vários parlamentares. Outra hora era vereador capitalizando em cima do fato ocorrido. 

As verdades são: 
1) Sargento do claudicante Corpo de Bombeiros de Penápolis, para encobrir sua total incompetência operacional de vistoriar os espaços públicos e privados da cidade, usou da imagem de um vereador para comunicar as autoridades competentes para tomarem providência da qual cabia o embargo do evento. 
2) Se existe um culpado nesta história, ela se chama Kai Kan. Pois sabia das irregularidades do espaço e mesmo assim alugou. 
3) Na outra ponta, a própria escola que desde janeiro reservou o espaço para realizar o evento e não se preocupou em conferir se o espaço estava regular ou não. 
4) De forma precipitada e diria leviana a organização achou rapidamente um culpado, sendo que ela tem parte da culpa, por não de se preocupar com a segurança de seus convidados. 
É evidente que esse caso deve ser apurado rigorosamente. E que o colégio deva ser ressarcida de todos os males que ocasionou para instituição.

Agora, o que mais me intriga em toda essa história, é que um fato puramente do campo técnico/operacional, está entrando para o campo político. 

Ver vereadores querendo pegar o bonde da história para capitanear politicamente em cima daqueles que sofreram com o cancelamento, principalmente, as crianças, foi algo terrível para a imagem cada vez mais manchada do ser político.  
Principalmente, aquele que foi “jogado” na oposição pela atual administração, quando o prefeito, aproximou e aliou-se ao que sobrou de bom no PSDB. 
Por outro lado, é público que o diretor da escola é filiado ao mesmo partido do vereador e professor no colégio em questão. 
Esse mesmo diretor que é capaz de mobilizar seus alunos para disseminar o amor através de campanhas solidárias foi igualmente capaz de convocá-los para achincalhar e insultar todos que emitissem opiniões contrárias a dele. Uma verdadeira falta de senso democrático e de civilidade. 
Todos têm o direito de se manifestar, mas também, tem o dever de ouvir. E o que faltou na noite de ontem foi à ótima educação que o colégio diz pregar a décadas. Ih fora! para os maus educados que estiveram nas galerias daquela Câmara. 

Eduardo Simão expressa através de suas fotografias o melhor de cada penapolense

Penapolitanos surgiu com a possibilidade de retratar diversos tipos de pessoas que possuem algum tipo de elo com a cidade
Bruno “Zebu” realizando uma de suas manobras na antiga estação de trem numa bela tarde de sol

Na era digital os meios de comunicação de massa estão cada vez mais aproximando pessoas, mas, principalmente, estão abrindo oportunidade para que essas mesmas pessoas possam independente do lugar onde estejam trabalhar e ganhar seu dinheiro.

Mas num período não tão distante assim, redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter eram inimagináveis. A nossa conexão com o mundo externo eram construídas por influências de nossos pais. 
Com Eduardo Simão não foi diferente. Foi através de seu pai Edson Simão, que conheceu o que tinha de melhor na música brasileira e estrangeira. “Ele era um apaixonado por música, fez parte dos carnavais da Usina Campestre e por muito tempo tocou em parceria com (o músico) Maurício Soliani”, lembra. 
Teve a oportunidade de acompanhar de perto a dupla, até que se interessou por baixo e logo depois já criou a sua primeira banda – “Vaquinha de Hélio” que tocava em festas do Colégio e em bares da cidade. “Divulgamos nossos shows com aqueles “nugets”, escrevendo atrás do carro. Não tínhamos os eventos do Facebook para compartilhar”. 
Sua paixão por música o fazia ficar vidrado nos videoclipes que passavam na extinta MTV Brasil. Tendo como hobby anotar nome de todos os diretores dos clipes, para depois tentar entrar em contato. Por isso mesmo resolveu cursar Rádio e TV na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba). 
Lá conheceu a fotografia da qual nunca mais se desligou. Foi com um professor que aprendeu até mesmo desenvolver máquinas fotográficas de lata (para apenas uma fotografia). Com os amigos de casa aprendeu os segredos do photoshop. 
Durante o curso, ocorrera a maior tragédia de sua vida. Seu pai enquanto fazia uma viagem a trabalho e sofreu um acidente automobilístico que o levou a morte. “Foi difícil aguentar, pois, eu tinha esse medo de perder alguém estando longe de casa”. 
Após o termino da faculdade, Eduardo voltou à terra de Maria Chica, onde ajudou na estruturação da TV Star News, mas a sua cabeça estava em trabalhar com fotografia. “Nesta época não parava de comprar livros para me atualizar. Eu queria era mesmo era fotografar”. 
ARTE DE FOTOGRAFAR
Resolveu então mudar de vida e seguir atrás de seu sonho. Mudou-se para São Paulo para estudar fotografia na Escola Focus de Fotografia. Lá tirou muitas fotos para ajudar em books de modelos iniciantes. 
Após trabalhar em vários lugares como programa de TV para internet, ele foi trabalhar na BrandsClub, site de vendas de produtos variados, onde o seu trabalho era fotografar e editar cada produto exposto no site. “Era um trabalho muito legal, eu cuidava de uma equipe de fotógrafos, onde ralávamos muito, mas era sensacional”, comenta. 
Com o tempo as dores na coluna foi aparecendo e com ele o desejo de voltar para a terrinha. “Eu sentia que tinha colocado uma tampa em cima de tudo que desejava fazer, mas aquilo fervia dentro de mim”. 
PENAPOLITANOS
Anderson Manzano com sua moto posa para as lentes e olhares de Eduardo Simão na estrada vicinal do Mineiro

No final de 2013, ele voltar a fixar morada na princesa da noroeste. Mas desta vez, para realizar um dos planos mais antigos de sua coleção de ideias. 

“Quando a gente mora num cidade pequena como Penápolis, não tem muita coisa pra fazer, então a gente começa a criar e isso é muito bom”, disse. 
No dia 1º de junho lança o Penapolitanos (www.penapolitanos.com), projeto de fotografia que expressa seu amor por Penápolis e pelos penapolenses através de suas belas fotos. 
Segundo ele a ideia é retratar diversos tipos de pessoas que possuem algum elo com a cidade. Estejam eles praticando esporte ou simplesmente realizando um trabalho, possibilitando revelar suas personalidades. 
É o caso da blogueira Mirela Ortega, que trabalha dando dicas de moda na internet através do “M de Maquiagem”. “O trabalho foi incrível. Ser reconhecida não somente pelo que eu faço, mas também por gostar da cidade fez me sentir importante”, comenta. 
Já para Bruno Bacchiegga, conhecido por “Zebu”, praticante da bike freestyle as fotos ficaram ótimas. “As fotos ficaram incríveis, sem contar que o cara é super gente fina”. 
Para Eduardo, o mais relutante a aceitar o convite foi seu amigo de infância Anderson Manzano, que somente aceitou por que conhecia muito o fotógrafo. Para Manzano foi um pra participar do ensaio. 
“Nossa a ideia do projeto muito legal. E por conhecer a dedicação do “Du” em tudo que faz resolvi aceitar o desafio mesmo nunca tendo posado”, descreveu. 
Eduardo pretende lançar um ensaio fotográfico por semana, sendo que já foram fotografados: Roberta Simão, Carla Cruz e Luciano Sabino (Batuta). “Não quero parar, pois, quando plantamos com amor e regamos com o suor, só pode dar coisa boa”, finaliza. 
Originalmente publicado no Jornal Interior 

Penapolenses participaram da missão de paz no Haiti durante oito meses

Soldados trazem na bagagem a felicidade do povo haitiano e os desprazeres da guerra civil e das catástrofes naturais que assolou o país
Penápolis é lembrada pelos soldados durante a missão de paz no país caribenho
No início do mês, a participação de tropas brasileiras na missão de paz do Haiti completou 10 anos de operação militar, após um período de inúmeras crises políticas e de catástrofes naturais que assolou o país.  
O ótimo trabalho que os soldados brasileiros têm realizado no país caribenho só aumenta ainda mais a importância do Brasil no cenário internacional.
Mas, a ONU (Organizações das Nações Unidas) apresentou um relatório com cinco alternativas para acabar gradativamente com a presença da organização no país. 
A diminuição do contingente de tropas e policiais internacionais é uma das ações que vem sendo realizada. Há duas semanas, chegou ao país um contingente de soldados que prestaram serviços no país do Caribe. 
Entre eles, os penapolenses Jonas Galdino Lobo e Renan Queiróz, que estiveram na missão de paz nos últimos oito meses realizando diversas atividades, entre eles: escoltas, patrulhas e serviços. 
“Nós tínhamos três funções básicas no país; escoltar autoridades internacionais que visitavam o Haiti, bem como, acompanhar o transporte de água e comida. O patrulhamento ostensivo para coibir qualquer tipo de violência nas cidades e o terceiro era o serviço de guarda, onde saíamos a campo para promover recreação junto às crianças, bem como, auxílio e assistência aos familiares. Assim ganhávamos a confiança de toda comunidade”, lembra Queiróz. 
Após quase um ano de treinamento desde o processo seletivo e o envio para a base no Haiti, os soldados sofreram o impacto de chegar num país destruído por um terremoto em 2010. “A miséria saltou aos nossos olhos”, relembra Lobo. 
Segundo eles, a cidade é monocromática, sendo o cinza dos escombros de concretos a única cor visível no país. 
Mas, isso não abalou a identificação do povo haitiano com sua cultura. “O povo haitiano adora um carnaval que chega durar mais de um mês”, disse Lobo. 
A valorização da educação é outra marca do país, que os soldados penapolenses trouxeram na bagagem. 
“A maioria das famílias passam por diversas dificuldades, mas as crianças haitianas estão todas nas escolas. O que mais me chamou a atenção foi ver os uniformes dos estudantes branquinhos, num país que venta muita terra”, comenta Queiróz. 
Para Lobo uma das experiências mais marcantes durante a estadia no Haiti, foi ver vários partos serem feitos na rua. “No país não tem hospital, e as mulheres acabam fazendo seus partos normais na rua mesmo”, disse. 
Os “bombagays” ou gente boa, como são chamados no Haiti, relata que o país vive na escuridão, pois não existe energia elétrica, sendo que os serviços essenciais são a base de gerador.
O trânsito é um verdadeiro caos sem legislação específica, sendo os tap-taps um dos meios de transportes coletivos mais usados no país. Os veículos se diferenciam pelas cores vivas e muitas frases de cunho religioso. 

MISSÃO

Soldados penapolenses durante patrulha ostensiva na capital Porto Príncipe 
Os soldados viveram os meses de missão carregando em seu corpo diariamente mais de 24 kg de equipamentos num sol escaldante chegando à casa dos 43 graus. 
Para os penapolenses ficou a experiência e a gratificação de representar a cidade e principalmente o país nesta importante missão. 
“Volto outro homem dando muito valor a minha vida e de meus amigos, prestando atenção em detalhes como o desperdício de água, pois lá, a escassez de água é enorme”, diz Lobo. 
“Estar por lá em missão foi muito gratificante, ficando a saudade e o desejo de voltar e ajudar ainda mais aquele povo sofrido, mas feliz”, comenta Queiróz. 
Ao chegar ao Brasil, os penapolenses passaram por quatro dias de exames na base do Exército Brasileiro em Campinas. Na próxima semana, estarão em São Paulo, para trabalhar durante a Copa do Mundo do Brasil. 
Após a Copa, o soldado Renan Queiróz, fará parte do efetivo que trabalhará no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro já pensando nas Olimpíadas de 2016, na capital carioca. 

Penapolenses acompanharão de perto as emoções que a Copa do Mundo proporciona

Foram vendidos mais de três milhões de ingressos, dos quais 60% do total foram adquiridos por brasileiros
Marcelo Manzatti radicado em Brasília há 8 anos terá a oportunidade de acompanhar os jogos pela primeira vez

A menos de uma semana para o início da Copa das Copas no Brasil, muitos brasileiros já garantiram os ingressos para assistirem aos jogos mundial. 
Segundo a FIFA (Federation International Football Association), organizadora do torneio, até na última quinta-feira, 5, já foram vendidos mais de 3 milhões de bilhetes para os 64 jogos. Foram mais de 11 milhões de solicitações no site da entidade. 
Os brasileiros ficaram com 60% dos ingressos, enquanto que os estrangeiros ficaram com os outros 40%. Os três países que mais compraram, além do Brasil, foram Estados Unidos, Argentina e Alemanha. 
Entre os sortudos que acompanharão os jogos nos estádios do mundial, existem alguns penapolenses, que participam desta festa pela primeira vez. É o caso do advogado Fernando Pereira, 33 anos, que após se cadastrar no site, foi sorteado para acompanhar as quartas de finais em Brasília. 
“Foi um sonho realizado. Nós que fizemos o cadastro em agosto do ano passado, fomos sorteados em outubro antes mesmo de a tabela oficial ser sorteada”, comentou Pereira. 
Segundo Pereira, a FIFA disponibilizava a oportunidade de cadastrar acompanhantes. “Eu cadastrei o meu amigo Márcio Luis Monteiro de Barros e ele me cadastrou, pois isso aumentaria nossas chances de conseguir um bilhete. Ele conseguiu na minha sorte”, disse em risos. 
Ele conseguiu para o jogo 60, no dia 05 de julho, que provavelmente terão em campo Cristiano Ronaldo, por Portugal e Leonel Messi, pela Argentina. 
“Será um momento histórico, pois não iremos presenciar outra copa nos próximos 50 anos em nosso país. Ver os dois melhores do mundo em campo com certeza será um momento ímpar”, salienta. 
Fernando sairá com seu amigo Márcio, de carro, de Penápolis rumo a Brasília, para acompanhar o jogo. Já o gerente administrativo, Marcelo Manzatti, 43, outro penapolense, radicado há sete anos no distrito federal, acompanhará o clima de festa da janela de sua casa, pois mora ao lado do estádio Mané Garrincha. 
“Eu sou um apaixonado por futebol desde moleque, acompanhando as copas desde 1978. Assisto a todos os jogos, tentei ir à África na Copa passada, mas não foi possível. E agora ir aos jogos no Brasil será a realização de um sonho”, comenta. 
Segundo ele, se cadastrou para comprar os jogos da seleção brasileira e de todos os jogos realizados em Brasília. “Infelizmente não consegui o jogo do Brasil, mas tenho as entradas para Suiça X Equador; Colômbia X Costa do Marfim; Portugal X Gana; um jogo das oitavas e a disputa por terceiro e quarto lugar”, diz. 
Ansioso Manzatti já retirou todos os ingressos dos jogos na tarde da última quinta-feira, 5, em um dos postos de retirada montados pela FIFA, nas cidades-sedes. 
INÍCIO
A história da Copa do Mundo de Futebol da FIFA se iniciou em 1928, após o francês Jules Rimet assumir o comando da instituição mais importante do futebol mundial, a FIFA.
Durante um dos congressos da entidade, Rimet conseguiu a aprovação para criar um torneio internacional. A primeira Copa do Mundo ocorreu em 1930, no Uruguai, com a participação de 13 equipes convidadas (Uruguai, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru, Bélgica, França, Iugoslávia, Romênia, México e Estados Unidos). Consagrando-se campeã o país-sede. 
A taça de ouro original levou o nome de Jules Rimet e foi disputada três vezes nos anos de 1930, antes da Segunda Guerra Mundial interromper o campeonato por doze anos. 
BRASIL NAS COPAS
A Seleção Brasileira é a única a participar de todas as copas do mundo de futebol. 
O Brasil iniciou sua caminhada em Copas do Mundo, participando da primeira competição em 1930, no Uruguai. A seleção entrou em um triangular com Iugoslávia e Bolívia, onde somente o primeiro do grupo se classificaria. A seleção dói eliminada na primeira fase. 
Após a paralisação de 12 anos por causa da Guerra Mundial, o Brasil foi escolhido país-sede do maior torneio de futebol. A Seleção Brasileira era tida como favorita ao título, classificando em 1º em seu grupo. No quadrangular final, goleou Suécia pelo placar de 7 a 1 e a Espanhola por 6 a 1, chegando ao último jogo precisava somente de um empate contra o Uruguai para ser o campeão. Mas, o Uruguai venceu o Brasil por 2 a 1 de virada. A tragédia foi tão grande que o fato passou a ser chamado de Maracanazo. 

Oito anos depois, em 1958, na Suécia veio o nosso primeiro título. Ganhou de seleções fortíssimas como Inglaterra, União Soviética, Áustria, País de Gales, e França. Na final, o Brasil enfrentou a Suécia, ganhou de 5 a 2. Foi a primeira Copa do Mundo de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, então com apenas 17 anos. Depois vieram as conquistas de 1962, 1970, 1994 e 2002, tornando-se a única pentacampeã mundial.

Nerds, geeks e cosplayers deixam anonimato e ganham mais adeptos

Nerds e geeks gostam de seriados, filmes, jogos, videogames, ficção científica, HQs, mangás, animes, programação e muita tecnologia
João Victor, 23, um aficionado por cosplay, mangás, animes e jogos
Você se considera um nerd ou um geek? Hoje em dia, virou moda todo mundo usar as duas expressões, ainda mais com os avanços da internet e a instituição do Dia do Orgulho Nerd, comemorado mundialmente no dia 25 de maio. 
O dia é comemorado por causa da estreia mundial do primeiro filme da saga Star Wars nos cinemas, no dia 25 de maio de 1977, mas também pela lendária ‘trilogia de cinco livros’ do “O guia dos mochileiros das galáxias”. 
Mas, ambos os grupos são confundidos constantemente, e muitas pessoas até acham que os dois são as mesmas coisas, talvez pela aparência ou gostos pessoais, que são semelhantes. Entretanto, nerds e geeks, na teoria, não são as mesmas coisas. 
O termo “nerd” foi concebido em 1954 por Theodor Seuss, escritor, poeta e cartunista americano, mais conhecido como Dr. Seuss, que fez uma associação entre a lerdeza e as peças de roupa listradas, usadas por pessoas magras. Tornando-se basicamente, o nerd num personagem cômico e com alguns problemas cognitivos. 
Já os geeks, tiveram seu primeiro registro em 1976, como sinônimo de bobo, ganhando definições positivas somente na década de 1990, quando a tecnologia ganhou status de poder libertador. Hoje em dia, o termo é mais específico: geeks são aqueles que se atraem por tudo aquilo que é novidade, principalmente quando o assunto são computadores.
Ambos têm alguns gostos parecidos. Divertem-se com seriados, filmes, jogos (principalmente de RPG), videogames, ficção científica, HQs, mangás, animes, programação e muita tecnologia. Além disso, costumam usar camisetas com seus personagens favoritos. 
Em Penápolis não é diferente. Existem os aficionados por todos os gostos descritos acima. João Victor Santos Ribeiro, de 23 anos, por exemplo, é um desses apaixonados, principalmente, por cultura japonesa, transportando os personagens de seus mangás preferidos em realidade. 
A isso se dá o nome de Cosplay, que vem das expressões costume (Fantasia/Traje) e play (brincar/interpretar), tratando-se de um hobby em que as pessoas se fantasiam de um personagem de filme, animações japonesas, videogame, quadrinhos e series de TV. 
João se diz um apreciador do Cosplay desde os 14 anos, mas só pode comprar recentemente a fantasia do personagem Kirito, do anime Sword Art Online. “Os cosplayer é a representação exata da personalidade, da postura, das falas e das poses, dos nossos personagens”, disse. 
Ele que participa em julho do evento Anime Friends, em São Paulo, diz que para usar o figurino tem que ir para outras cidades. “Aqui em Penápolis, somos em uns 10 cosplayers, mas nós temos que ir para encontros em outras cidades como Araçatuba, Ribeirão Preto e São Paulo”, comenta. 
Um dos problemas que os cosplayers enfrentam o preconceito. “Os meus pais entendem os propósitos dos Cosplays, mas a pessoas que não convivem com esse mundo acabam nos ‘zuando’ e nos chamando de tudo quanto é nome”, disse. 
Mas João também passa um bom tempo de seu dia jogando videogame, sendo seus jogos favoritos Guild Wars 2, World of Warcraft, Grand Chase e Silkroad Online. “Passo altas horas na frente do computador jogando, durante a semana fico umas duas horas, já no final de semana fico de cinco a sete horas diretos”, comenta. 

COMPORTAMENTO

Psicóloga Mariana alerta pais para que acompanhe o uso do computador de seus filhos
Segundo a psicóloga clinica, Mariana Nogueira, 24, existem jogos que estimulam o raciocínio lógico e a coordenação motora, mas alerta os pais para que acompanhem as evoluções dos filhos. “A partir do momento que começa interferir no cotidiano da pessoa, isso pode virar uma patologia”, alerta. 
Casos de crianças e jovens que ficam horas na frente do computador chegam ser alarmante. “Conheço casos em que a mãe para não deixarem os filhos sem comer, prefere dar o prato na mão, para que eles façam a refeição junto ao computador, sem que saiam um minuto da frente da tela. Isso é altamente prejudicial”, comenta. 
No caso dos cosplayer ela lembra que essa representação pode ser a expressão da vontade do ser. “O fato de querer interpretar um personagem pode ser pelo simples querer de ser ou ter algum traço especifico daquela figura. Não tem nada de erro nisso”, finaliza.  
Texto originalmente publicado no Jornal Interior

“Quem era mãe do PAC ficou sendo a madrinha da inflação”

Ontem, 26, o pré-candidato a Presidência da República pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), Eduardo Campos, esteve no tradicional programa de entrevistas – Roda Viva da TV Cultura.
Ele fez considerações importantes de como pensa em governar o país nos próximos quatro anos. Uma das propostas é diminuir o número de ministérios dos atuais 39 para apenas 19. Isso demonstrando além do compromisso com o dinheiro público, um sincero compromisso em alicerçar a desafios políticos em outro patamar, sem a famosa governabilidade. 
Fez questão de lembrar as conquistas dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, com a estabilidade econômica e de Luís Inácio Lula da Silva, com a distribuição de renda. Mas lamentou o desastre governamental da presidente Dilma, principalmente, com o aumento da inflação. “Quem era mãe do PAC ficou sendo a madrinha da inflação”, disse Campos. 
Assista a entrevista na íntegra: 

1º Diálogo sobre resíduos sólidos

Na próxima quarta-feira, 28, o DAEP (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis) inicia um ciclo de debates acerca da destinação dos Resíduos Sólidos em nossa cidade. 

Segundo o departamento o objetivo é de melhorar o gerenciamento do lixo no município com a elaboração do PIGRS (Plano Integrado de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos). 
O encontro que vai até o dia 30, faz parte do processo de mobilização e participação social que ajudará na elaboração do Plano Municipal que consiste em um planejamento para os próximos 20 anos, com revisões a cada quatro anos sobre a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos na cidade. 
Sem contar que esse plano é fundamental para que os municípios tenham acesso a recursos da União Federal destinados ao setor. As discussões serão feitas na própria sede do departamento e também nas dependências do Sindicato Rural de Penápolis. 
Como membro do Conselho Deliberativo do DAEP convido você a participar dos debates que poderão mudar a nossa relação com o lixo produzido em nossa cidade. 
Veja a programação: 
28/05/14 [quarta-feira]
09:00 | Sindicato Rural | Resíduos de serviços de saúde
19:00 | Sindicato Rural | Resíduos sólidos domiciliares e comerciais; Resíduos da limpeza urbana; Resíduos verdes; Resíduos volumosos e Animais mortos
29/05/14 [quinta-feira]
09:00 | Sindicato Rural | Resíduos dos serviços de transporte
13:30 | Daep | Resíduos dos serviços de saneamento
19:00 | Sindicato Rural | Resíduos industriais e Resíduos passíveis de logística reversa
30/05/14 [sexta-feira]
09:00 | Daep | Resíduos cemiteriais
14:00 | Sindicato Rural | Resíduos agrossilvipastoris
19:00 | Sindicato Rural | Resíduos da construção civil

Churrasco e futebol: combinação perfeita para festejar os jogos da Copa do Mundo

O prato preferido dos penapolenses na hora de assistir aos jogos da seleção brasileira; dicas são importantes para garantir a qualidade 
Mi e seu sobrinho Edijario durante o preparo do churrasco dão dicas de como ficar mais saboroso a carne
A 18 dias da Copa do Mundo no Brasil, muitos penapolenses já preparam a festa em dia de jogos da seleção brasileira. Para muitos deles, o simples fato de convidar os amigos e parentes para saborear o bom e velho churrasco é uma boa pedida. 
Então, prepare a televisão, chame a turma, coloque as bebidas para gelar, acenda o fogo da churrasqueira, pois, o INTERIOR entrou em campo e preparou para você algumas dicas que deixará seu churrasco ainda melhor. 
Para ajudar nesta tarefa convidamos o churrasqueiro profissional Claudemir Tavares Bermuda, mais conhecido como “Mi”, que há 20 anos saboreia as mesas de aniversários, noivados e casamentos da cidade. 
A primeira regra é que para fazer um bom churrasco, o aprendiz de churrasqueiro tem que gostar da beira da churrasqueira. “Se o cara não gostar, ele nunca vai preparar uma boa carne. Precisa estar em cima, saber “ler” a brasa e a carne para retirar na hora certa”, diz Mi. 
Trabalhando com Mi em seu restaurante conhecemos o jovem Edjario Vieira dos Santos Filho, de apenas 17 anos, que acompanha o tio na paixão de churrasquear. “Eu gosto de preparar um churrasco, cortar a carne, temperar e servir. É muito legal quando as pessoas gostam do que a gente faz”, diz. 
Outra dica importante é na hora de comprar a carne, escolha um açougue de sua confiança. “Saber a procedência da carne e se ela é fresca já é um bom começo, nunca compre carne embalada, pois ela é industrializadamente preparada”, comenta. 
“Uma picanha, por exemplo, pesa entre 1 kg e 1,5 kg. Se a peça vendida é mais pesada do que isso, provavelmente traz uma parte de coxão duro”, alerta. 
A base do tempero da carne é o sal, mas não precisa exagerar. Mi diz preferir assar em grelha, tendo a carne em formato de bife, para temperar coloca-se um punhado de sal nos dois lados do pedaço e só. 
Mi preparando a alcatra, uma das carnes preferidas para um bom churrasco
Para não queimar a carne fique atento quanto à altura que colocará a carne. Se for bifes na grelha o ideal é ficar a 15 cm da brasa. Já para assar pedaços inteiros de carne o interessante é colocar entre 40 a 60 cm do fogo. 
Vire as carnes apenas uma vez. Espere que o sangue comece a aparecer em maior quantidade na parte superior e, então, inverta o lado com a ajuda de um pegador. Evite furar a peça.
Para Mi, a carne mais ideal para fazer um bom churrasco é alcatra. “Ela é uma carne de primeira, macia, de bom manuseio e extremamente saborosa”, comenta. 
A carne é a atração principal. Por isso, ofereça cortes diversos, que agradem a todos os convidados. “Contrafilé e alcatra são as melhores opções para se fazer um bife na churrasqueira”, aconselha. Picanha, costela, linguiça, panceta, coxa e sobrecoxa e asa de frango também fazem sucesso. 
Calcule, em média, 500 gramas para os homens e 300 gramas para as mulheres. Crianças de até oito anos costumam comer menos, por volta de 150 gramas. 
Para acompanhar prepare arroz, farofa, molho vinagrete, além de maionese de batata, salada verde e pão francês. Já para sobremesa ofereça algo mais leve como, por exemplo, salada de frutas e sorvetes. 

CONFIRA OUTRAS DICAS

1) Para um bom churrasco o ideal é colocar todo o carvão do saco em um canto da churrasqueira, deixando apenas uma pequena parte sob a grelha. Vá trazendo, aos poucos, mais carvão ao centro quando necessário. 
2) Não é recomendado utilizar álcool líquido para acender o carvão, pois produz uma chama brusca e temporária. Dê preferência para o uso da pastilha de álcool em gel, à venda em supermercados. 
3) Para saber se a temperatura das brasas está adequada para o início do churrasco, coloque sua mão a cerca de 15 cm do carvão e tente contar até cinco. Se não conseguir chegar a esse número, está muito forte. Caso ultrapasse a contagem, está fraco. 
4) Vire a peça uma única vez de lado e salgue usando sal grosso e em pouca quantidade (dois pequenos punhados são suficientes para cada lado). Não faça uma cama de sal grosso: isso fará com que a carne se desidrate e perca seu sabor. 
5) Frutas, como abacaxi, e vegetais, como cebola, são boas sugestões para sobremesa e acompanhamento para o seu churrasco. Asse a cebola a 40 cm da brasa sem deixar que ela tenha contato com a carne. Utilizar um espeto é uma boa estratégia. 
6) Já as frutas não devem ser feitos na mesma grelha das carnes, pois os sabores podem se misturar. Faça o abacaxi, por exemplo, em fatias altas e sirva com açúcar, canela e folhas de hortelã. 
Matéria originalmente publicada no Jornal Interior

Loraine Tatto apresenta o melhor da música erudita brasileira

Com o objetivo de divulgar a música erudita brasileira e seus principais compositores o projeto “Concertos Educativos: Música Brasileira” traz a Penápolis uma das mais importantes pianistas na atualidade, Loraine Balen Tatto. 
Ela é especialista em música brasileira e se apresenta amanhã, 22, no anfiteatro do CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados) às 15h, com entrada franca. 
A apresentação faz parte do projeto “Concertos Educativos: Música Brasileira” que acontece em 24 municípios do interior do Estado de São Paulo, através da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura, com o patrocínio das Empresas Rondon e apoio da Secretaria Municipal de Cultura. 
Natural de Caxias do Sul/RS apresentou-se em diversos países como Itália, França e Índia e foi muito elogiada pela crítica internacional pelo seu trabalho de resgate e divulgação das raízes musicais brasileiras.

Serviço

Concertos Educativos: Música Brasileira
Local: Anfiteatro do CEU na Rua Manoel Foz, 515 – Aparecida;
Data: 22 de maio de 2014;
Horário: 15h;
Entrada: Livre. 

De geração em geração álbum de figurinhas da Copa continua febre

Hobby que atravessou mais de meio século renovando e despertando a paixão e o interesse de crianças, jovens e adultos 
Lucas Brito, 18, coleciona desde os sete anos e é um apaixonado por álbuns de figurinhas
De quatro em quatros anos a ansiedade e expectativa dos aficionados por Copa do Mundo também gira em torno das 73 páginas com mais de 600 espaços a serem completados por figura pouco maiores que uma foto 3×4 e que está fazendo as cabeças de muita gente – o álbum de figurinhas.
Paixão que se renova e desperta o interesse tanto de crianças, jovens e adultos, não é uma prática nova e que acontece há muito tempo. Porém, a busca pelos adesivos para completar o livro ilustrado é um hobby que atravessou mais de meio século de uma tradição que passa de pai para filho. 
Neste ano, os colecionadores sentem a uma motivação é ainda maior para completar o álbum, pois o Mundial acontece no Brasil, gerando um alvoroço diferente em torno das figurinhas mais cobiçadas da edição.
Com objetivo de completar o álbum até o final do evento esportivo os apaixonados fazem de tudo para cumprir essa missão. Surgindo as feiras de troca de figurinhas, que movimentam a cidade. 
Um dos espaços de encontro para os colecionadores em Penápolis é a banca do Luzitana que movimenta cerca de 30 pessoas todo domingo às 15h. 

COLECIONADORES

Cisley Filipin, conhecido como Prego, coleciona pelo prazer de ver a evolução dos álbuns
Uma paixão que passa de pai pra filho é de fato uma verdade, pois, a história do empresário Roney Reis Verri Urives, de 45 anos, e seu filho Luiz Henrique Grossi Vieira Urives, 12, é bem parecida com a de tantos outros penapolenses. 
Roney desde pequeno colecionava figurinhas e agora estimula seu filho a continuar. “Eu comecei a colecionar na copa de 1982, na época em que tinha as figurinhas carimbadas. Guardava moedas para comprar os pacotinhos. Era muito bacana viver aquele momento. Agora é a vez de meu filho, minha esposa e eu incentivamos o Luiz Henrique a completar o álbum”, disse. 
Luiz Henrique em menos de um mês completou o primeiro álbum e já começou o segundo. “Eu gosto de colecionar, pois assim faço amizades e conheço os jogadores e as seleções que viram para a Copa do Mundo”, comenta. 
Colecionador desde a última Copa na África do Sul, Luiz Henrique sentiu dificuldade com apenas um atleta: Jorge Guagua, do Equador. “Foi difícil conseguir o jogador, tive que frequentar muitas trocas de figurinhas para encontrar, mesmo assim fui achar com um amigo que trocou na hora e me ajudou a completar o meu álbum”, lembra. 
Já para o jovem Lucas Brito, 18 anos, a vontade de colecionar álbuns de figurinhas veio desde a Copa do Mundo do Japão e Coréia do Sul em 2002, quando o Brasil consagrou-se pentacampeão mundial. “Quando eu tinha 7 anos meu pai me deu o primeiro álbum da minha coleção. Infelizmente esse eu não cheguei a completar. Mas de 2006 na Alemanha e de 2010 da África do Sul eu tenho completinho”, disse. 
Igualmente ao Luiz Henrique, Lucas prefere fazer o controle das figurinhas faltantes num “papelzinho” comum, deixando de lado as alternativas tecnológicas que proporcionam aos colecionadores um maior controle. 
Mas para Cisley Roberto Filipin, 55 anos, mais conhecido como Prego, a história é bem diferente dos meninos, ele usa a tecnologia para controlar o que resta para ser completado em seu álbum. 
Prego coleciona álbuns de figurinhas desde os 15 anos e a cada Copa sente-se renovado. “Eu passei pelas diversas transformações dos álbuns de figurinhas. Teve época que eu comprava um álbum fininho e no final ficava na altura de uns quatro centímetros, pois nós tínhamos que colar com cola de farinha”, lembra. 
Mas um prazer ainda continua, compartilhar as figurinhas repetidas com outros aficionados por figurinhas. “É uma satisfação tremenda saber que você tem uma figurinha que pode ajudar na coleção de uma criança, de um jovem e até mesmo de um adulto”, disse. 

VEJA ALGUMAS DICAS PARA COMEÇAR A COLEÇÃO

1. No início, não tenha medo de comprar pacotinhos. Lembre-se: quanto mais pacotinhos você compra, mais figurinhas você tem (e isso vai ser muito útil)
2. Tenha o controle da quantidade de figurinhas que você tem, de quantas faltam e de quantas você dispõe para troca. Isso ajuda na organização e facilita as suas futuras transações
3. Não fique nervoso por ter muitas repetidas. Isso torna a troca com outros colecionadores mais fácil.
4. Não tenha pena de trocar os cromos repetidos. O importante é completar o álbum, portanto, toda troca é válida.
5. Se outro colecionador tem a última figurinha que falta para você completar sua coleção, ofereça seu “bolo” de repetidas em troca. Isso gera rotatividade nas figurinhas e permite que outras pessoas completem o álbum.
6. Utilize um aplicativo para administrar a coleção.
Reportagem vinculada no Jornal Interior 

Penapolense é campeão mundial de jiu jitsu

Foto: Ricardo Faria
Ricardo Silva foi campeão mundial de jiu jitsu em Abu Dhabi nos Emirados Árabes
O jovem penapolense, Ricardo Silva, 15 anos esteve na Câmara Municipal de Penápolis para receber os cumprimentos dos vereadores pelo excelente desempenho no campeonato mundial de jiu jitsu, tornando-se campeão do mundo.
Começou a praticar a luta marcial quando tinha apenas 10 anos de idade para se proteger. “Eu era muito franzino e porque meu pai tinha medo de eu apanhar na escola, me colocou na academia para aprender auto defesa”, disse.
Silva iniciou e treina até hoje na academia Saikoo, do professor Massao Shinkai, por onde já participou de vários campeonatos estaduais e brasileiros com grande destaque.
No mês passado, entre os dias 15 a 19 de maio, o atleta participou do World Professional Jiu Jitsu Championship 2014 em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, após participar da seletiva mundial em São Paulo.
No campeonato o jovem que lutou na categoria juvenil, faixa azul, com peso até 56,5 kg, enfrentou dois árabes e um jordaniano para chegar ao título. Segundo ele, a qualidade dos atletas brasileiros é melhor que de outros países. “Nós brasileiros por não termos estrutura somos mais raçudos do que os gringos. Lá nos Emirados é obrigatório o “jiu” nas escolas a partir dos três anos e mesmo assim nós vencemos”, afirma.
Silva lutou em três oportunidades e sagrou-se campeão após vencer as três por finalização. Ele que chegou um dia antes da competição, fez duas lutas no mesmo dia e a grande final no dia seguinte. “Achei que o fuso horário iria me derrubar, porque dormi apenas uma hora e meia, mas graças aos suplementos, aos treinos e o apoio dos brasileiros que foram comigo e consegui vencer as lutas”, disse.
A participação de Silva na competição mundial só foi possível porque a empresa Asperbrás, dos irmãos Teté e Beto Colnaghi, patrocinaram integralmente as passagens e estadia do jovem atleta no país do oriente médio durante os dias de competição.
“Isso só foi possível pela mediação do nosso amigo Rodrigo Janjacomo que trabalha na Asperbrás, juntamente com meu pai que trabalha em uma das empresas do grupo no Congo conseguimos o patrocínio”, salienta Silva.
Foram com ele Rodrigo Janjacomo e o atleta Isaque Paiva. A próxima competição será o Brasileiro, no dia 16 de maio em São Paulo.
Reportagem publicada originalmente no Jornal Interior

Fátima Pessoa: Após encenar na vida, foi realizar seus sonhos nos palcos

Artista enfrentou uma adoção ao nascer, mas após criar seus três filhos, decidiu realizar um sonho que vinha desde a adolescência
Pessoa com seus filhos, da esquerda para direita, Leonardo Moura, 24, Mirela Moura, 33 e Dagnou Pessoa, 30
Manoela, uma idosa que persiste sobreviver para contar suas histórias, após seu filho interná-la num asilo. Córdula, mãe de um dos grandes poetas brasileiros. Jandira com seus três desejos. E uma noiva que através de seus devaneios vive um presente de angustias, sonhos e decepções.
Esses heterônimos são as personalidades de Pessoa – Fátima Pessoa. Mulher que aos 48 anos aceitou o conselho de uma amiga e retomou o sonho de adolescência, após ter criado seus três filhos. “Deixou um sonho pra trás, corre atrás”, dizia ela em gargalhadas se referindo a rima.
Mas a vida pregou-lhe uma peça. A menina nascera em Barbosa, mas aos 11 meses de idade sua mãe biológica precisou entregá-la para adoção e seu pai frustrado por não conseguir oferecer mínimas condições a sua família resolveu dar cabo na própria vida.
Já em Penápolis, foi a menina dos olhos do casal Isabel Sanches Latorre e Francisco Bergamim, cuidando com todo carinho e amor. “Eu tive sorte viu, eles nunca tiveram filhos e por isso me tratavam como uma princesa”, disse.
Com 16 anos fazia parte de um grupo de teatro que ensaiavam no teatro municipal. Mas, aos 23 anos após fazer magistério casou-se e dedicou-se ao trabalho e aos filhos. “Trabalhei como monitora educacional no Auto de Sousa, Anjo da Guarda e Cantinho do Céu”, lembra.
Pessoa teve três filhos: Mirela Moura, 33, Dagnou Pessoa, 30 e Leonardo Moura, 24. Segundo eles, todos os valores morais e éticos foram repassados por ela, quando se entregou integralmente para cuidar dos filhos. “Minha mãe é uma referência de vida pra mim”, fala Mirela. Já para o Leonardo, Pessoa é um porto seguro. “Ela é minha amiga. Com ela me sinto seguro”. E para o Dagnou “Minha mãe é fantástica”.
Em 1999, o casamento de Fátima Pessoa chega ao fim após 20 anos de relacionamento, com isso veio à depressão. “Foi um momento muito difícil, não saia de casa, vivia largada e não tinha vontade pra nada”, afirma.
Dagnou lembra esse momento extremamente difícil. “Minha irmã e eu estávamos na faculdade e precisávamos nos esforçar para terminarmos. Fui trabalhar entregando água para ajudar em casa. Nós nos desdobrávamos em 3 ou 4 para concluirmos o nosso sonho”, lembra emocionado.
ARTES
Pessoa em cena no espetáculo “Makeup – um dia de noiva com a Cia. Teatro Colaborativo Os Mundanos
Com os dois filhos encaminhados era a vez de se dedicar exclusivamente ao caçula Leonardo. Em 2004, procurou o Núcleo Municipal de Teatro para matricular seu filho com 14 anos. “Fui matricular o Léo e quem acabou fazendo foi eu”, lembra.
Segundo Luiz Colevatti, na época diretor do núcleo, Pessoa entrou com graves problemas de relacionamento. “A Fátima não conseguia abraçar ninguém, até que fizemos um exercício em que pedi para todo o grupo abraçá-la, ela chorava, esperneava, queria correr, não conseguia mesmo”, afirma.
Logo que ela entrou no núcleo foi arrastada para o processo de montagem do “EU”, espetáculo que contava a história de Augusto dos Anjos. “Nesta montagem eu fazia a mãe de Augusto [Córdula]. Emagreci mais de 5 kg por causa do medo, da ansiedade da estreia. Eu sofri em cena sabe”, lembra Pessoa.
Após o “EU”, outros espetáculos ajudaram a moldar sua personalidade. Makeup – um dia de noiva, com certeza foi um desses. “Nossa no ‘Makeup’ eu me libertei para o mundo. Fiz coisas que nunca pensei em fazer”, lembra com carinho.
Pessoa se aventurou pelas artes cinematográficas, participando de várias curtas com o diretor Lucas Casella. Um deles “Os três desejos de Jandira”, foi selecionado para ser exibido no canal Brasil.
Há seis anos, Fátima ingressou no grupo Maria Fedida dos atores Daniel Dhemes, Rodrigo Matias e Rafael Freitas, ficando posteriormente apenas Matias e ela.
Com a Maria Fedida constituiu empresa que cuidou por quatro anos da circulação e contação de histórias do Projeto Livrônibus. “Percorríamos os bairros do Silvia Covas, Pevi, Tóquio, Santa Terezinha e Haroldo Caminho contando histórias e nos divertindo com as crianças”, conta.
Neste período montou os espetáculos infantis “Vou contar pra mãe” e “Circulando” fazendo com que enchesse a praça de crianças para vê-los.
Atualmente, o grupo chama-se Gentalha que é responsável por ensinar teatro nos CEUs (Centro Educacional Unificado). Empregam três jovens atores que os auxiliam nas ministrações das aulas e continuam fazendo a arte do palco.
Na última semana esteve em São Paulo, apresentando no Teatro Sérgio Cardoso, o espetáculo dança-teatro “Os anjos de Augusto” ganhador da fase regional do Mapa Cultural Paulista na categoria Dança.
Entretanto, seu desejo é voltar aos palcos com o solo “Será que você sabe o quanto eu te amo?”, peça escrita por ela que conta a história de Manoela, a idosa que foi largada por seu filho num asilo. “Espero voltar o processo de montagem ainda este ano, pois estivemos tão perto de estrear. Estou ansiosa para colocar essa história no palco”.
AMIGOS
O que Fátima Pessoa mais fez nestes últimos anos foi ganhar a admiração e a amizade daqueles que a cerca. Para a atriz Mônica Norte, 22, é difícil de significá-la. “Digo a ela que nossa amizade é uma roda, não tem começo e nem fim. É minha mãe, minha irmã e minha filha. Ela é demais para definir. Não teria outro sobrenome para ela”.
Já para a atriz Janaina Violin, 21, atualmente morando no Rio de Janeiro, ela é a mãe de todos. “Ela tens a coragem e a fragilidade de um artista. Não tente entendê-la, ela é puro sentir, e é por isso que a amamos. Mesmo distante há muito tempo, continuo te amando! Mãe de graça e graças”.
Luiz Colevatti seu primeiro diretor, diz ter a Fátima como amiga pra vida toda. “Ela é uma amiga cúmplice, que guardarei para a eternidade”.
REENCONTRO
Momento de reencontro com a mãe biológica Alzenete Mendes Pessoa em Campinas
Em 2012, aos 57 anos algo inesperado aconteceu. Um sobrinho dela resolveu procurar a tia numa rede social e acabou encontrando. Com isso descobriu que sua mãe biológica, Alzinete Mendes Pessoa estava viva e morando na cidade de Campinas.
O encontro era indispensável e alegria voltou a pairar no coração e no semblante de Fátima Pessoa que em abril de 2013, levou os filhos para reencontrar a mãe, os três irmãos e toda a família.

Reportagem originalmente publicada no Jornal Interior 

Theo Werneck em Penápolis

O Show do Theo Werneck Blues Trio será domingo, 11, na Praça 9 de Julho, a partir das 20h. 
Theo é um pesquisador musical e cantor de Blues. Com a formação da banda, Theo Werneck acabou mergulhando nas raízes do blues, ritmo avô-pai de todas as expressões da música negra e apresenta um repertório voltado para as origens desse estilo musical e do groove.
Formam o repertório de clássicos e canções, o Blues rural de sonoridade mais rústica, o kazoo, o diddley bow, o slide, a gaita e os violões national. Mississipi John Hurt, Skip James, Leadbelly, Robert Johnson e os contemporâneos Taj Mahal, Corey Harris, Steve James 
O show é uma realização do Circuito Cultural Paulista, uma parceria entre a Prefeitura de Penápolis e a Secretaria de Estado da Cultura. 
A banda é formada por Theo Werneck (voz, violão national, slide, lap steel, bandolim e diddleybow), Paulo Tonella (violão national, slide, violão acústico e backing vocals) e B.G. da Gaita (gaita diatônica, gaita cromática e backing vocals). 
Serviço
Circuito Cultural Paulista 
Local: Praça 9 de Julho;
Data: 09 de maio;
Horário: Das 20h;
Entrada: Livre.

Sírios: Refugiados de guerra chegam a Penápolis para reconstruírem a vida

Eles estavam hospedados num hotel no centro de São Paulo, quando um oficial de justiça penapolense resolveu ajudá-los trazendo-os ao município

Ricardo Faria 
Fotos: Lucas Belussi
Sírios se sentiram acolhidos no Brasil e admiram as belezas naturais do país
Na última terça-feira, 29, chegaram a Penápolis sete sírios que vieram refugiados da guerra civil instaurado no país. Há 19 dias no Brasil, eles estavam hospedados num hotel no centro de São Paulo, quando o oficial de justiça penapolense Cláudio de Lena conheceu a história dos imigrantes e resolveu ajudá-los. 
Ao retornar a cidade, Lena contou o caso para sua mulher Fernanda que procurou as famílias penapolenses com descendência síria e prontamente lhes auxiliara na arrecadação de móveis e utensílios domésticos para a casa que as hospedarias. 
Para Penápolis vieram duas famílias de origem Sunitas: a de Mohammed Bader, 47 anos, com os filhos Sami Bader, 24 e Ghalia Bader, 18. E a da Sundus Alhussein Alnayef, 44, com seus filhos Khaled Alabed, 23, Nourhan Alabed, 20 e Wael Alabed, 17. 
Eles saíram da Síria após os militares da minoria Xiita querer tomar o poder em 2011 e instalar uma ditadura. O povo resolveu sair às ruas para protestarem, no que ficou conhecido por Primavera Árabe. Porém, o governo reagiu e começaram a bombardeio em cima dos manifestantes. 
Segundo Khaled Alabed, o cerco na Síria foi se fechando chegando ao ponto de ficar insustentável morar na capital Damasco. “Por causa da guerra ficávamos a maior parte do tempo em casa, até que um dia nós recebemos uma ligação anônima nos avisando para sair de casa. Logo após a nossa saída ficamos sabendo que ela foi totalmente destruída”, disse. 
A mãe de Alabed, a senhora Sundus Alhussein Alnayef, e o senhor Mohammed Bader perderam seus país e parentes distantes nos bombardeios. “O país ficou sem escolas, empregos, comida, e não havia mais condições de morar”, revela. Por isso, foram obrigados a irem para o campo de refugiados em Deir Azzor lá ficando por volta de sete meses até conseguirem visto para atravessar de carro a fronteira da Jordânia. 
Na capital Amã, todos os jovens que na Síria somente estudavam, precisaram arrumar emprego no novo país. Wael Alabed, de 17 anos, por exemplo, começou a trabalhar como sapateiro. “Cheguei a trabalhar mais de 20 horas por dia e não recebia pelo tanto que trabalhava”, afirma lembrando os momentos de sofrimento. 
Já Sami Bader que chegou trabalhar com esquadrias de alumínio viu sua mulher que está grávida ser atingida na perna ao tentar passar a fronteira da Jordânia ilegalmente. Atualmente ela espera a liberação do passaporte único – documento que autoriza somente uma viagem – para morar no Brasil. 
Diante de toda barbárie sofrida na Jordânia durante os 11 meses de estadia, eles queriam era sair do país, entretanto, nenhuma outra nação vizinha lhes dava o visto. Até que o Brasil concedeu-lhes o visto de turista por serem refugiados de guerra. 
Fotos: Lucas Belussi
Apesar de estarem morando no Brasil, refugiados mantém as tradições de seu país
Em solo brasileiro, no inicio teve dificuldades, principalmente com o idioma, mas parcialmente resolvido com um simples aplicativo de celular – a entrevista foi realizada utilizando o auxílio tecnológico e também em inglês. “Estamos aliviados de estarmos no Brasil. Aos poucos entraremos no ritmo dos brasileiros”, relata Mohammed com um sorriso no rosto e demostrando expressões de alívio. “O país é muito bonito e fomos bem acolhidos. Não estamos sofrendo para nos adaptar culturalmente e estamos muito felizes”, completa.
Os principais objetivos dos sírios são de voltar a estudar, pois, já fazem mais de dois anos que os jovens não frequentam a escola, e com isso aprenderia facilmente o idioma, além de arrumarem emprego para sustentarem as famílias.
Já para o cozinheiro Mohammed, o desafio é outro, precisa de uma nova casa, para morar com sua mulher e seus outros quatro filhos que estão chegando ao Brasil, nos próximos 20 dias. “Ele chega estar desesperado para arrumar outra casa para hospedar a sua família, já que seus filhos sofrem de asma”, diz Lena. 
DOAÇÕES
Segundo Fernanda de Lena o trabalho é desafiador. “Quando sabemos dessa história não tivemos medo, nem vergonha e saímos batemos na porta dos amigos que prontamente nos ajudaram. Nós ganhamos todos os utensílios domésticos e móveis que estão na casa que alugamos. Contamos também com a generosidade do supermercado Varejão que entregou uma carta autorizando eles comprarem tudo o que for preciso”, salienta. 
A família precisa de apoio, pois, a filha de Sundus, a jovem Nourhan Alabed, está grávida de oito meses. “Nós precisaremos de bastantes fraldas, lenços umedecidos, roupinhas recém-nascido para um menino e de uma médica obstetra para que possa fazer todos os exames necessários”, explicou. 
Para Bianca de Almeida, filha de Lena, além do trabalho de traduzir do inglês para o português todos os desejos e necessidades dos sírios, ela ajuda também na arrecadação. Segundo ela, roupas, material para casa, mobiliário são bem vindos. 
Outra necessidade urgente é empregar todos os sírios. “O Mohammed é um exímio cozinheiro, o Sami trabalha com esquadrias de alumínio e motorista, a Ghalia é maquiadora e cabeleireira, o Khaled é professor de inglês e árabe, Sundus é professora de Yoga e o Wael é sapateiro”, completa Almeida. 
Os interessados em colaborar com a família, inclusive, com ajude em dinheiro para pagar o aluguel de R$ 890 podem entrar em contato pelo telefone (18) 3652 2198, na casa da Fernanda de Lena ou (18) 3653 2327 na loja Bem Saúde. 
Entenda a guerra na Síria 
A Guerra Civil Síria é um conflito interno que começou como uma série de grandes protestos populares em 26 de janeiro de 2011 e progrediu para uma violenta revolta armada em 15 de março de 2011, influenciados por outros protestos simultâneos no mundo árabe.
As manifestações populares por mudanças no governo foram descritas como sem precedentes. Enquanto a oposição alegava estar lutando para destituir o presidente Bashar al-Assad do poder para instalação de uma nova liderança mais democrática no país, o governo sírio diz estar apenas combatendo “terroristas armados que visam desestabilizar o país”.
Foi iniciada como uma mobilização social e midiática, exigindo maior liberdade de imprensa, direitos humanos e uma nova legislação. A Síria está em estado de emergência desde 1962, que efetivamente, suspendeu as proteções constitucionais para a maioria dos cidadãos. Hafez al-Assad esteve no poder por trinta anos, e seu filho, Bashar al-Assad, tem mantido o poder com mão firme nos últimos dez anos. 
As manifestações públicas começaram em frente ao parlamento sírio e a embaixadas estrangeiras em Damasco. Em resposta aos protestos, o governo sírio enviou suas tropas para as cidades revoltosas com o objetivo de encerrar a rebelião. 
O resultado da repressão e do confronto com os manifestantes acabou sendo de centenas de mortes, a grande maioria de civis. Muitos militares se recusaram a obedecer às ordens de suprimir as revoltas e manifestações, e alguns sofreram represálias do governo por isso. 
No fim de 2011, a oposição se uniu em uma única organização representativa formando o chamado Conselho Nacional Sírio. A luta armada então se intensificou, assim como as incursões das tropas do governo em áreas controladas por opositores. Em 2012, com combates por todo o país, a Cruz Vermelha Internacional decidiu classificar o conflito como guerra civil, abrindo caminho à aplicação do Direito Humanitário Internacional ao abrigo das convenções de Genebra e à investigação de crimes de guerra.
Segundo informações de ativistas de direitos humanos dentro e fora da Síria, o número de mortos no conflito já passou de 150 mil pessoas, sendo mais da metade de civis. Mais de dois milhões de sírios já teriam buscado refúgio no exterior para fugir dos combates, com a maioria destes tomando abrigo no vizinho Líbano.
Segundo a ONU e outras organizações internacionais, crimes de guerra e contra a humanidade vêm sendo perpetrados pelo país por ambos os lados de forma desenfreada. Desde o início da guerra, as forças leais ao governo foram os principais alvos das denúncias, sendo condenadas internacionalmente por incontáveis massacres de civis. Milícias leais ao presidente Assad e integrantes do exército sírio foram acusadas de vários assassinatos e cometerem inúmeros abusos contra a população.  Contudo, durante o decorrer das hostilidades, as forças opositoras também passaram a ser acusadas, por organizações de direitos humanos, de crimes de guerra.
Essa matéria foi produzida originalmente para a edição desse domingo do Jornal Interior

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