Projeto que regulamenta acesso à Câmara de assessores particulares será votado nesta segunda-feira

O projeto de resolução da vereadora republicana Dona Vilma, que regulamenta o trânsito e permanência de assessores particulares na Câmara de Vereadores, volta a ser discutida na sessão ordinária da próxima segunda-feira, dia 8.

A proposta foi adiada no último dia 22 de fevereiro, após os vereadores Bruno César (PSD) e Altair Reis (Cidadania), questionarem pontos do projeto.

Bruno César questionou sobre a possibilidade de assessores particulares fazerem diligências com funcionários públicos do Poder Legislativo.

Já o parlamentar Altair Reis expressou sua preocupação com relação ao fato de o assessor acompanhar o vereador em viagens. Para ele, caso aconteça um acidente de trânsito, a Câmara poderia ser acionada, pois, teria permitido o translado.

JUSTIFICATIVA

A vereadora Dona Vilma justifica que mesmo não sendo usual, os parlamentares da atual legislatura têm se valido da prerrogativa de contratar assessores particulares.

“[…] Vereadores podem se valer da contratação particular de assessores pessoais para o exercício da vereança como atendimento do público, realização de diligências, fotografias, matérias jornalísticas e outros atos inerentes ao exercício do mandato”, explica ela na justificativa do projeto.

Dona Vilma salienta ainda que é necessário a identificação e regulamentação de acesso para a preservação de pessoas e equipamentos internos da Câmara de Vereadores.

Letícia Sader será presidente da Câmara de Vereadores de Penápolis

A primeira vereadora cadeirante da legislativo penapolense, Letícia Takano Sader (MDB), será a próxima presidente da Câmara de Vereadores de Penápolis, no biênio 2021/2022.

A votação que confirmará seu nome na presidência, acontece nesta sexta-feira (1º), logo após a posse dos 13 parlamentares, do prefeito eleito Caíque Rossi (PSD) e da vice-prefeita Mirela Fink (Podemos).

Letícia será a segunda mulher a assumir o posto. A primeira foi a Maria José de Macedo, a Zezé Macedo (PSDB), entre 1985/1987 e 1989/1990.

Segundo o que o blog apurou, desde o início das negociações – logo após a eleição municipal – o grupo liderado por Letícia com outros cinco vereadores já estavam fechados, faltando apenas decidir as posições da mesa diretora e da vice-presidência.

Durante as conversações, o grupo procurou as vereadoras eleitas Dona Vilma (Republicanos) e Professora Jandinéia (PT), além dos atuais parlamentares Júlio Caetano (PSD) e Ivan Sammarco (DEM).

Júlio e Ivan lançaram suas candidaturas à presidência da Câmara no dia seguinte de serem reeleitos durante a eleição municipal, no último dia 15 de novembro, mas, não conseguiram viabilizar seus nomes para liderar a mesa diretora. Nas primeiras conversas, ambos não teriam aceitado o convite para assumir o segundo biênio 2023/2024.

Entretanto, após a confirmação da vereadora Dona Vilma em votar com o grupo liderado por Letícia Sader – e com votos suficientes para eleger todos do mesmo grupo –; o vereador reeleito Ivan Sammarco teria se reaproximado do grupo, com o compromisso de assumir a presidência nos últimos dois anos.

Composição

Com os votos necessários, o grupo dividirá entre os partidos que apoiaram a candidatura de Carlos Alberto Feltrin (MDB). A presidência ficará justamente nas mãos do partido do atual vice-prefeito.

A primeira secretaria ficará com Paulo Henrique Castelleone Sanchez, o Paulinho do Esporte (DEM). Já a segunda secretaria será do engenheiro civil, Edson Bilche Girotto, o Batata da Pizzaria (PSDB).

Para a vice-presidência da Câmara de Vereadores, assumirá o servidor público municipal, Nelson Santana da Rocha, o Nelson Kbeção (Cidadania).

PSD

Diferente de quatro anos atrás, o Partido Social Democrático (PSD), não será decisivo para compor a direção da Câmara de Vereadores de Penápolis.

Dentro do partido, o vereador reeleito Júlio Caetano lançou sua candidatura à presidência no dia seguinte à eleição – durante a sessão ordinária da Câmara –; condicionando, inclusive, o segundo biênio a eleição de uma mulher.

Inclusive teria conversando com Feltrin, para solicitar o apoio de Letícia Sader e José Antônio Ferres Chacon, o Cabeça do Coletivo, ambos do MDB, antes mesmo de conversar com o prefeito eleito Caíque Rossi e seus pares de poder legislativo.

A ausência de Júlio durante a campanha eleitoral, a falta de lealdade, aliada com prepotência adquirida após a expressiva votação – que lhe rendeu a primeira colocação – teria afastado o prefeito e os vereadores da coligação de declaram publicamente apoio a sua candidatura.

Nos bastidores, Júlio Caetano tem dito que está sendo traído pelo grupo capitaneado pelo prefeito eleito Caíque Rossi. Mas, desde o início tem condicionado em suas negociações de que ele deveria ser o presidente por ter sido mais votado.

Em uma das oportunidades, ao pedir respeito por ter sido o mais votado, ouviu do Ivan Sammarco: “Eu devo te respeitar, como você me respeitou na eleição passada?”. Fazendo alusão ao episódio de que Júlio votou no Rubinho Bertolini, ao invés de votar no Ivan – que na oportunidade teria sido eleito em primeiro nas eleições de 2016.