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Câmara de Penápolis suspende acesso à público e vota apenas projetos de lei

A presidente do Poder Legislativo Municipal, Letícia Sader (MDB), assinou portaria suspendendo acesso do público às galerias do plenário da Câmara de Vereadores de Penápolis durante as sessões ordinárias e extraordinárias até o próximo dia 15 de março.

A medida que inicia nesta segunda-feira (8), reduz também a pauta das sessões apenas à Ordem do Dia – momento em que há discussão e votação dos projetos de lei, como também, o início das sessões.

“Pelas particularidades do momento, especialmente a de recomendação de restrição de circulação depois das 20h00, o início de sessão fica antecipado para às 19h00, com limitação da pauta à apreciação, discussão e votação da “ordem do dia”, explica o artigo 3 da portaria assinada pela presidente Letícia Sader.

De acordo com Sader, o momento é de convergir esforços para a contenção da propagação do vírus da Covid-19, evitando aglomeração de pessoas em espaços públicos, especialmente, em recintos fechados, o que potencializa a transmissão da doença e os riscos de epidemia.

A presidente levou em consideração a regressão à fase vermelha em todo o Estado de São Paulo anunciada pelo governador João Dória Jr. (PSDB) durante os próximos 14 dias, bem como, o controle do fluxo de público em outros poderes.

IMPRENSA

A suspensão não afeta os representantes da imprensa que poderão acompanhar as sessões legislativas dos próximos dias 8 e 15 de março. Contudo, será permitida a presença de apenas um representante de cada órgão da imprensa local.

Letícia Sader será presidente da Câmara de Vereadores de Penápolis

A primeira vereadora cadeirante da legislativo penapolense, Letícia Takano Sader (MDB), será a próxima presidente da Câmara de Vereadores de Penápolis, no biênio 2021/2022.

A votação que confirmará seu nome na presidência, acontece nesta sexta-feira (1º), logo após a posse dos 13 parlamentares, do prefeito eleito Caíque Rossi (PSD) e da vice-prefeita Mirela Fink (Podemos).

Letícia será a segunda mulher a assumir o posto. A primeira foi a Maria José de Macedo, a Zezé Macedo (PSDB), entre 1985/1987 e 1989/1990.

Segundo o que o blog apurou, desde o início das negociações – logo após a eleição municipal – o grupo liderado por Letícia com outros cinco vereadores já estavam fechados, faltando apenas decidir as posições da mesa diretora e da vice-presidência.

Durante as conversações, o grupo procurou as vereadoras eleitas Dona Vilma (Republicanos) e Professora Jandinéia (PT), além dos atuais parlamentares Júlio Caetano (PSD) e Ivan Sammarco (DEM).

Júlio e Ivan lançaram suas candidaturas à presidência da Câmara no dia seguinte de serem reeleitos durante a eleição municipal, no último dia 15 de novembro, mas, não conseguiram viabilizar seus nomes para liderar a mesa diretora. Nas primeiras conversas, ambos não teriam aceitado o convite para assumir o segundo biênio 2023/2024.

Entretanto, após a confirmação da vereadora Dona Vilma em votar com o grupo liderado por Letícia Sader – e com votos suficientes para eleger todos do mesmo grupo –; o vereador reeleito Ivan Sammarco teria se reaproximado do grupo, com o compromisso de assumir a presidência nos últimos dois anos.

Composição

Com os votos necessários, o grupo dividirá entre os partidos que apoiaram a candidatura de Carlos Alberto Feltrin (MDB). A presidência ficará justamente nas mãos do partido do atual vice-prefeito.

A primeira secretaria ficará com Paulo Henrique Castelleone Sanchez, o Paulinho do Esporte (DEM). Já a segunda secretaria será do engenheiro civil, Edson Bilche Girotto, o Batata da Pizzaria (PSDB).

Para a vice-presidência da Câmara de Vereadores, assumirá o servidor público municipal, Nelson Santana da Rocha, o Nelson Kbeção (Cidadania).

PSD

Diferente de quatro anos atrás, o Partido Social Democrático (PSD), não será decisivo para compor a direção da Câmara de Vereadores de Penápolis.

Dentro do partido, o vereador reeleito Júlio Caetano lançou sua candidatura à presidência no dia seguinte à eleição – durante a sessão ordinária da Câmara –; condicionando, inclusive, o segundo biênio a eleição de uma mulher.

Inclusive teria conversando com Feltrin, para solicitar o apoio de Letícia Sader e José Antônio Ferres Chacon, o Cabeça do Coletivo, ambos do MDB, antes mesmo de conversar com o prefeito eleito Caíque Rossi e seus pares de poder legislativo.

A ausência de Júlio durante a campanha eleitoral, a falta de lealdade, aliada com prepotência adquirida após a expressiva votação – que lhe rendeu a primeira colocação – teria afastado o prefeito e os vereadores da coligação de declaram publicamente apoio a sua candidatura.

Nos bastidores, Júlio Caetano tem dito que está sendo traído pelo grupo capitaneado pelo prefeito eleito Caíque Rossi. Mas, desde o início tem condicionado em suas negociações de que ele deveria ser o presidente por ter sido mais votado.

Em uma das oportunidades, ao pedir respeito por ter sido o mais votado, ouviu do Ivan Sammarco: “Eu devo te respeitar, como você me respeitou na eleição passada?”. Fazendo alusão ao episódio de que Júlio votou no Rubinho Bertolini, ao invés de votar no Ivan – que na oportunidade teria sido eleito em primeiro nas eleições de 2016.

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