Penápolis não adere consórcio de municípios para a compra de vacinas contra a Covid-19

A gestão do prefeito Caíque Rossi (PSD) e da vice-prefeita Mirela Fink (Podemos) não fez a inscrição da cidade de Penápolis ao consórcio de municípios para a compra de vacinas contra a Covid-19, coordenado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

De acordo com a entidade, o prazo para a adesão terminou às 12h dessa sexta-feira (5) e obteve um total de 1.703 prefeituras inscritas. Entre elas, estão as cidades de Alto Alegre, Avanhandava e Barbosa.

A FNP informou que pretende constituir legalmente o Consorcio até o próximo dia 22 de março para, depois disso, viabilizar a compra dos imunizantes.

Salientaram ainda que os custos para formalização legal do consórcio público serão pagos pela própria entidade. Já os municípios terão 15 dias para aprovar projeto de lei nas Câmaras Municipais que autorizam a adesão ao consórcio.

Contudo, somente após a constituição, a obtenção do CNPJ e a escolha da diretoria, o consórcio estaria apto para a compra das vacinas.

INTENÇÃO

No início de fevereiro, o prefeito Caíque Rossi (PSD), havia publicado em sua rede social, cópia do ofício 037/2021 enviado a Embaixada da Rússia no Brasil, manifestando a intenção de comprar a vacina “Sputnik V”.

“Na ocasião da abertura de negociações com as Prefeituras Municipais do Brasil, gostaríamos de solicitar que a Prefeitura Municipal de Penápolis estive neste rol”, solicitou o prefeito à época.

MOVIMENTO

O movimento das cidades por mais vacinas teve início após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar que estados e municípios possam comprar e distribuir doses do imunizante.

A ideia é de usar recursos do governo federal para compra de vacinas, mas, a transferências de verbas por organismos internacionais, participação da iniciativa privada ou mesmo a compra via cota dos municípios serão discutidas.

A FNP salientou que o consórcio tem interesse em todas as vacinas que não estiverem no escopo do Ministério da Saúde, mas, que possuam aprovação para utilização na Anvisa ou em organismos internacionais.

Letícia Sader será presidente da Câmara de Vereadores de Penápolis

A primeira vereadora cadeirante da legislativo penapolense, Letícia Takano Sader (MDB), será a próxima presidente da Câmara de Vereadores de Penápolis, no biênio 2021/2022.

A votação que confirmará seu nome na presidência, acontece nesta sexta-feira (1º), logo após a posse dos 13 parlamentares, do prefeito eleito Caíque Rossi (PSD) e da vice-prefeita Mirela Fink (Podemos).

Letícia será a segunda mulher a assumir o posto. A primeira foi a Maria José de Macedo, a Zezé Macedo (PSDB), entre 1985/1987 e 1989/1990.

Segundo o que o blog apurou, desde o início das negociações – logo após a eleição municipal – o grupo liderado por Letícia com outros cinco vereadores já estavam fechados, faltando apenas decidir as posições da mesa diretora e da vice-presidência.

Durante as conversações, o grupo procurou as vereadoras eleitas Dona Vilma (Republicanos) e Professora Jandinéia (PT), além dos atuais parlamentares Júlio Caetano (PSD) e Ivan Sammarco (DEM).

Júlio e Ivan lançaram suas candidaturas à presidência da Câmara no dia seguinte de serem reeleitos durante a eleição municipal, no último dia 15 de novembro, mas, não conseguiram viabilizar seus nomes para liderar a mesa diretora. Nas primeiras conversas, ambos não teriam aceitado o convite para assumir o segundo biênio 2023/2024.

Entretanto, após a confirmação da vereadora Dona Vilma em votar com o grupo liderado por Letícia Sader – e com votos suficientes para eleger todos do mesmo grupo –; o vereador reeleito Ivan Sammarco teria se reaproximado do grupo, com o compromisso de assumir a presidência nos últimos dois anos.

Composição

Com os votos necessários, o grupo dividirá entre os partidos que apoiaram a candidatura de Carlos Alberto Feltrin (MDB). A presidência ficará justamente nas mãos do partido do atual vice-prefeito.

A primeira secretaria ficará com Paulo Henrique Castelleone Sanchez, o Paulinho do Esporte (DEM). Já a segunda secretaria será do engenheiro civil, Edson Bilche Girotto, o Batata da Pizzaria (PSDB).

Para a vice-presidência da Câmara de Vereadores, assumirá o servidor público municipal, Nelson Santana da Rocha, o Nelson Kbeção (Cidadania).

PSD

Diferente de quatro anos atrás, o Partido Social Democrático (PSD), não será decisivo para compor a direção da Câmara de Vereadores de Penápolis.

Dentro do partido, o vereador reeleito Júlio Caetano lançou sua candidatura à presidência no dia seguinte à eleição – durante a sessão ordinária da Câmara –; condicionando, inclusive, o segundo biênio a eleição de uma mulher.

Inclusive teria conversando com Feltrin, para solicitar o apoio de Letícia Sader e José Antônio Ferres Chacon, o Cabeça do Coletivo, ambos do MDB, antes mesmo de conversar com o prefeito eleito Caíque Rossi e seus pares de poder legislativo.

A ausência de Júlio durante a campanha eleitoral, a falta de lealdade, aliada com prepotência adquirida após a expressiva votação – que lhe rendeu a primeira colocação – teria afastado o prefeito e os vereadores da coligação de declaram publicamente apoio a sua candidatura.

Nos bastidores, Júlio Caetano tem dito que está sendo traído pelo grupo capitaneado pelo prefeito eleito Caíque Rossi. Mas, desde o início tem condicionado em suas negociações de que ele deveria ser o presidente por ter sido mais votado.

Em uma das oportunidades, ao pedir respeito por ter sido o mais votado, ouviu do Ivan Sammarco: “Eu devo te respeitar, como você me respeitou na eleição passada?”. Fazendo alusão ao episódio de que Júlio votou no Rubinho Bertolini, ao invés de votar no Ivan – que na oportunidade teria sido eleito em primeiro nas eleições de 2016.