Projeto de lei que devolve Pronto Socorro para Santa Casa é adiado

O projeto de lei que pretende devolver o Pronto Socorro Municipal à Santa Casa de Misericórdia de Penápolis foi adiado por uma semana. O pedido foi solicitado pelo vereador da base governista Francisco José Mendes, o Tiquinho (PSDB).

Segundo o parlamentar, o pedido de adiamento foi de comum acordo entre os vereadores da Casa, entre eles, o líder da oposição Rodolfo Valadão Ambrósio, o Dr. Rodolfo (PSD) e o líder da base, Reginaldo Sacomani, o Nardão (DEM). Participaram também os vereadores Júlio Caetano (PSD), Evandro Tervedo (DEM) e Rubinho Bertolini (SD).

“A gente torce para que haja o envolvimento de todos os personagens. Principalmente, o nosso advogado, os advogados da prefeitura, os outros advogados e a comissão que desde o primeiro momento vem trabalhando. Hoje os vereadores Evandro e Júlio se afastaram, mas, tem pessoas capazes para chegarmos num bom termo, para fazermos uma votação clara, para que nosso povo que é batalhador, que sofre tanto neste país, não seja afetado”, explicou o vereador Tiquinho.

COMISSÕES

O Presidente da Câmara de Vereadores de Penápolis, Ivan Eid Sammarco (Cidadania), salientou que a presidência recebeu três documentos para o adiamento, entre eles, os das comissões de Justiça e Redação, presidida pelo vereador Dr. Rodolfo e de Finanças, Tributação e Orçamento, pelo parlamentar Carlos Alberto Soares da Silva, o Carlão (Cidadania), bem como, pedido de vistas dos vereadores Júlio Caetano e Tiquinho.

“Ficam nomeados os relatores Bruno Marcos na Comissão de Justiça e Redação e Reginaldo Sacomani na Comissão de Finanças, Tributação e Orçamentos, mas, com os prazos suspensos, por motivo de pedido de adiamento do vereador Francisco José Mendes. Se correr tudo bem, retiramos os pedidos”, salienta o presidente.

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FAQUINHA

O líder da oposição, Dr. Rodolfo, lembrou o prefeito Célio de Oliveira (sem partido), que a Câmara de Vereadores de Penápolis não é um puxadinho da Prefeitura de Penápolis, para aprovar o que quer, na hora que quiser.

“Fizemos vários debates internos e chegou num bom senso, porque, o projeto não é simplesmente passar o Pronto Socorro para a Santa Casa. Mais de 50% do dinheiro destinado à saúde vai ser administrado por uma OSs”, explica o vereador.

E salientou que não vai permitir novamente o prefeito colocar a faca no pescoço dos vereadores, com pressa na hora de votar.

“Nós temos um contrato vigente com a OSs de Birigui que diz que ela é a responsável pelo passivo trabalhista. Porque então, vamos discutir num projeto que isso vai passar para a Irmandade? Então são coisas que não podemos votar com essa rapidez. [Por isso mesmo] chegou num consenso e adia-se, venha um substitutivo analisando tudo isso aí. Que não venha com faquinha no pescoço para dizer que tem que votar amanhã, como sempre se faz”, disse.

E no final comentou que o prefeito respeita tanto a casa de lei que o objeto da discussão, já foi assinado dia 14, antes mesmo de enviar projeto à Câmara.

Projeto com “jabutis” é aprovado na Câmara de Penápolis

Na noite dessa segunda-feira (09), a Câmara de Vereadores de Penápolis, aprovou em 1ª discussão, por sete votos a favor e três abstenções, projeto de lei de autoria do executivo, que institui gratificação mensal para membros efetivos da comissão de licitações, pregoeiros, de sindicância e/ou de processos administrativos, de fiscalização de transporte de estudante e estabelece adicional de 20% a título de dedicação exclusiva aos servidores lotados no setor de Transporte Coletivo.

Os “jabutis” – que não têm relação alguma com o simpático animal – são emendas ou inserções que modificam o projeto original. A princípio, os vereadores sabiam que iria tramitar somente projeto de lei que estabeleceria adicional aos servidores do setor de transporte coletivo. Contudo, foi enviado ao Legislativo projeto inserindo outras gratificações.

Muitas delas, rejeitada pelos próprios vereadores, por 11 votos a 1, em fevereiro do ano passado, como é o caso da gratificação mensal para membros efetivos da comissão de licitações, pregoeiros, de sindicância e/ou de processos administrativos.

O vereador e líder da oposição, Rodolfo Valadão Ambrósio (PSD), salientou que o governo municipal – comandado pelo prefeito Célio de Oliveira (sem partido) – usou de manobra, pois, sabiam do clima favorável para aprovar o adicional aos servidores do transporte coletivo e enxertou no projeto gratificações que demandariam maiores discussões. E por isso solicitou adiamento de duas semanas.

ÍNTEGRA DO PROGRAMA RADAR DA ATIVA FM | 10 DE SETEMBRO

PEDIDO DE ADIAMENTO

Depois do pedido de adiamento, o vereador Francisco José Mendes, o Tiquinho (PSDB), disse ser favorável ao adiamento, acreditando que o projeto necessitaria de ajustes, principalmente, com relação a gratificações a servidores da área administrativa/operacional do setor de transporte coletivo.  

Já o líder do governo, o parlamentar Reginaldo Sacomani, o Nardão Sacomani (DEM), salientou também da importância de adiar a matéria, mesmo salientando que o projeto de lei foi um dos poucos enviados a Casa com todas as informações necessárias.

Entretanto, na hora de votar o pedido de adiamento do vereador Dr. Rodolfo, o líder do governo mudou de posição e votou a favor da tramitação, sendo aprovado por seis votos a quatro. Os Vereadores Carlos Alberto Soares da Silva (Cidadania) e José Antônio Ferres Chacon (PSD) foram impedidos de votar, pois, além de serem servidores públicos, são concursados como motoristas.

APROVADO

Após rejeitar o pedido de adiamento, a Câmara de Vereadores, continuou a discussão do projeto, sendo os líderes foram os protagonistas. Os vereadores Tiquinho e Dr. Rodolfo anunciaram que iriam absterem o voto por acreditar que deveriam ter modificações no projeto original.

Dr. Rodolfo chegou a dizer que o projeto poderia ser rejeitado, caso a contagem dos votos não dessem o número necessário para aprovação por maioria absoluta, isto é, pelo primeiro número inteiro após a metade dos membros da câmara – 7 votos.

Contudo, a hora da votação, o vereador Júlio Caetano (PSD) que na votação anterior teria optado pelo adiamento, acompanhou a maioria e proporcionou a vitória dos “jabutis” do governo municipal. Ao blog, afirmou que nunca irá se abster. “Comigo é assim, eu voto contra ou a favor”, explicou.

O projeto foi aprovado com os votos dos vereadores: Nardão Sacomani e Evandro Tervedo (DEM); Bruno Marco e Júlio Caetano (PSD); Ziza do Nascimento e Roberto Delfino (MDB) e Rubinho Bertolini (Solidariedade). Os vereadores Dr. Rodolfo e Ester Mioto (PSD) e Tiquinho (PSDB) se absteram. Já os parlamentares Cabeça do Coletivo (PSD) e Carlão (Cidadania) não puderam votar.

CHUPA

Após concluir a votação, um dos servidores do setor de transporte coletivo presente nas galerias da Câmara de Vereadores, gritou: “Chupa Tiquinho”. O vereador pediu respeito e teve o apoio do presidente da Câmara de Vereadores, Ivan Sammarco (Cidadania).

Essa não é a primeira vez. Em outra oportunidade, após a votação do projeto de lei que a prefeitura assumiu a dívida previdenciária da Fundação Educacional de Penápolis (Funepe), um aluno gritou um “Chupa Tiquinho” nas galerias da Câmara.

SEGUNDA DISCUSSÃO

Na próxima segunda-feira (16), o projeto de lei volta a pauta da Ordem do Dia para ser discutido e votado em segunda e última discussão.

Bastidores da Política: Candidatura de Carlos Alberto Feltrin. Em vídeo!

Na quinta-feira passada, após a visita do vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), o vice-prefeito de Penápolis, Carlos Alberto Feltrin (MDB), confidenciou ao jornalista e editor do Jornal Interior, Gilson Ramos, que será candidato a prefeito nas próximas eleições municipal em 2020.

Feltrin é o primeiro oficialmente a expor sua pré-candidatura ao cargo de prefeito de Penápolis. Outros nomes orbitam na corrida eleitoral – o ex-vereador e atual coordenador de políticas públicas do Sebrae, Caíque Rossi (PSD) e o vereador Rubinho Bertolini (SD), mas, que ainda não expuseram de forma pública.

O anúncio tão cedo tem alguns motivos aparentes. O primeiro é que precisa construir a imagem do “Feltrin Gestor”, já que ficou os últimos dois anos e quatros meses na sombra do atual prefeito Célio de Oliveira (sem partido). Não à toa, que a administração já está usando o poder da máquina pública para promovê-lo.

Vide as fotos enviadas pela Secretaria de Comunicação à imprensa local.

Além disso, aproveitarão os recursos que deve entrar, no cofre da prefeitura, com a venda dos terrenos para investir em obras e serviços visíveis a população – como o recape asfáltico, reforma de creches e unidades de saúde, tentando criar imagem de administrador.

Contudo, dentro da prefeitura Feltrin é conhecido como secretário fraco, sem poder de decisão e “esquentadinho”. Vejamos:

Em tese, a Secretaria de Governo e Gerência da Cidade deveria ser o órgão que coordena todos os projetos de grande impacto, visto que, demanda quase sempre do envolvimento de mais de uma secretaria, mas, que nas mãos do Feltrin ficam emperradas por muito tempo e são desenroladas quando sai de sua mesa.

Já a demissão da Mayra Rosa da Chefia Administrativa e Financeira da Emurpe foi feita pelo Secretário de Finanças, Ênio Cesar Almeida. É de praxe que demissões de cargo comissionados do primeiro escalão sejam realizados pelo chefe do executivo e na sua ausência o secretário de governo (neste caso também o atual vice-prefeito), entretanto, se absteve de fazê-lo.

E durante uma reunião dos servidores públicos com a administração, Feltrin completamente descontrolado esbravejou, gritou e insultou diversos membros da diretoria. Neste episódio, mostrou-se o destempero e falta de preparado para lhe dar com o contraditório.

E será justamente essas e outras questões que a população ficará ainda mais de olho para entender se Feltrin está preparado para o cargo ou não.

“FELTRIN ARTICULADOR”

Já o “Feltrin Articulador” mostra-se confuso. Ele não esconde de ninguém sua aproximação com o prefeito João Luís dos Santos (PT), circulando nos bastidores da política que Feltrin teria proposto se filiar a um partido mais de esquerda para obter o apoio dos petistas.

Todavia, na outra ponta, sonha com o apoio do PSDB e do político Benone Soares de Queiroz Júnior como candidato a vice-prefeito. Porém, também nos bastidores, já havia escutado que para começar algum tipo de conversa teria que romper com Célio – seu fiador político.

Feltrin e seu fiador tentam agora a terceira cartada – quebrar a tríade montada no Governo do Estado e possivelmente replicada em algumas cidades – a coligação PSDB/DEM/PSD. Aqui a corda mais fraca seria o DEM do vereador Nardão Sacomani, que não esconde de ninguém o desejo de ser candidato a vice-prefeito.

Nardão inclusive disse durante sessão da Câmara que as portas estariam sempre abertas ao prefeito Célio de Oliveira. A possibilidade de Célio se filiar teria duas conjecturas. De tentar esfriar os ânimos com o Governo do Estado e de desarticular o grupo que possivelmente apoiará Caíque Rossi.

Mas, quando o Rodrigo Garcia souber, que o candidato do MDB que seu presidente municipal, isto é, Nardão Sacomani deseja possivelmente apoiar, também pleiteia o apoio dos petistas, irá intervir para recolocar os Democratas nos trilhos da direita, podendo inclusive, o Nardão perder espaço e sair.

Então, a sua opinião sobre a possível candidatura de Carlos Alberto Feltrin?