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DIA HISTÓRICO, MAS PREOCUPANTE!

Foi surreal. Ver o estádio Tenente Carriço lotado para assistir o São Paulo de Muricy, Rogério Ceni e Luís Fabiano – o Fabuloso [que fez aqui o seu 200º gols pelo tricolor] foi realmente mágico.
Por eu ter comprado o passaporte tive que obrigatoriamente assistir o jogo na torcida capeana. Não que isso seja demérito, mas, é que na primeira vez em 2013 eu também tinha assistido na torcida do pantera da noroeste. Queria desta vez estar do lado de lá para ver e sentir o jogo de outro ângulo.

Bom jogo, que mesmo com o calor [com sensação térmica de “Saara”] não abalou a vontade dos jogadores em campo, que buscou o tempo todo o gol. E gol não faltou. Gol de fora da área, gol histórico e gol sem querer [que aliás o Jaílton tá virando especialista em gols contra para o São Paulo].
Ao final do jogo, minha noiva e eu [ela comemorando seus 27 aninhos] foi “tietar” os jogadores do tricolor, afinal de contas, não é todos os dias que vemos tão de perto ídolos do futebol brasileiro. E Amanda aguentou pacientemente um por um para que eu pudesse tirar fotos e desejar sorte para a caminhada que nos levará aos quarto título na Taça Libertadores da América.
No caminho de volta pra casa e ainda perto do estádio vimos o quanto os seres humanos não tem consciência do quão prejudicial é jogar lixo nas ruas. Além de ter uma aparência feia, sabemos que se não reutilizado direito pode trazer graves problemas ao meio ambiente.
Analisando o entorno do estádio não vemos nenhuma lata de lixo para que possam jogar o ‘lixo no lixo’, mas o pior é que dentro dele também não. [Pelo menos eu lembro que não!] E isso em uma cidade que está prestes a ter um Plano Municipal de Resíduos Sólidos.
Como dica pedimos que as autoridades, bem como, os dirigentes do Penapolense possam disponibilizar latões de lixos recicláveis, como também, realizar uma belíssima campanha de conscientização, diminuindo assim, o volume de lixo produzido nas portas do pequeno mas charmoso Estádio Tenente Carriço.

E você? Qual foi a sua impressão do jogo? 

FANÁTICOS FC

(Da dir. para esq.) Gabriel, o pequeno Lucas de 5 anos, Lucas Brito e Diego são apaixonados pelo tricolor paulista
A frase “Ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode, e nem se deseja fugir” escrita por Nelson Rodrigues em alusão ao tricolor das laranjeiras cabem perfeitamente no contexto de hoje à tarde no estádio Tenente Carriço. 
O Penapolense, considerada ano passado a melhor equipe do interior paulista, sendo ela tricolor – azul, vermelha e branco enfrentará pela segunda vez na história o tricolor paulista – hexacampeão brasileiro, tri da libertadores e tri mundial e um dos maiores clubes do país. 
E nestes momentos de pura apoteose, muitos penapolenses ficarão com os corações divididos e com um dilema até minutos antes do jogo a escolher – ir em qual torcida? 

Para os jovens penapolenses Diego Casagrande, de 24 anos, Lucas Brito, 19 e, Gabriel Parpinelli Chaves, 18, a escolha já está feita – irão na torcida do tricolor da capital. 
Mesmo que acompanhando a ascensão da pantera da noroeste que o levou a elite do futebol paulista, eles de certa forma nasceram em berço são-paulino. 
Diego e Lucas, por exemplo, seus pais são torcedores fanáticos do melhor do mundo e essa identificação com o clube foi inevitável, principalmente, após o título mundial de 2005. 
Já Gabriel nasceu em um berço corinthiano, o fazia daquela pequena criança – um menino triste. “Eu nunca gostei do Corinthians, algo dentro de mim não me identificava com aquele clube. Hoje eu entendo que aquelas cores opacas não significava nada pra mim”. 
Segundo ele, o encontro com o tricolor foi graças ao seu mais novo vizinho – Lucas Brito. “Na época eu já meio que torcia para os dois, pois, precisava agradar a minha família. Mas com o tempo, o pastor Lucas [fazendo uma brincadeira com seu amigo que o apresentou o tricolor paulista] me apresentou o evangelho tricolor e agora estou convertido de vez ao manto tricolor e ao mito dos mitos – Rogério Ceni”, lembra.
Gabriel complementa dizendo que um grande amigo é sócio torcedor do clube e que voltou de lá contando detalhes como: “Nenhum jogador tem vaidade, isso a própria diretoria corta na época da contratação, sem que contar que a própria diretoria é muito integra, tornando-se o melhor clube do mundo”. 
Atualmente, tanto Gabriel, como Lucas e Diego fazem parte de um grupo ‘soberanos’ no whatsapp que trocam informações sobre o tricolor na capital e dividem a ansiedade de rever o São Paulo nos campos do Tenentão. 
“Pra mim não importa se é o time titular ou o reserva, a emoção de ver o meu tricolor não tem preço, até mesmo perdi o segundo dia do Enem para assistir um jogo na capital”.  
“Nós temos uma foto com todos os membros da minha família, devia ter umas 20 pessoas na foto, todas elas com a camiseta do São Paulo”. 
Recentemente mandei recado para todos os jogadores do São Paulo que eu seguia no Instagram na esperança de tirar uma foto e receber um autógrafo no dia do jogo e não é que o atacante Jhonatan Cafu recém contratado do tricolor me segue agora”, comenta Lucas.
Diego já comprou o ingresso para o grande jogo que terá estrelas do futebol brasileiro
Em muitas das boas histórias para contar Diego lembrou da sua primeira vez no Maracanã num jogo entre Flamengo e São Paulo. “Eu fui no templo do futebol brasileiro – Maracanã. Lá é mágico e olha que eu fui antes da reforma para o mundial. Se já era lindo daquele jeito, imagina hoje”. 
Mas Diego também teve que assistir a final da libertadores de 2005 de dentro da Santa Casa de Misericórdia. “No dia do jogo eu fui subir no telhado de casa e acabei caindo e quebrando meu pé. Assisti o jogo com um senhor que nunca tinha visto na vida numa televisão pequena”. 
CORAÇÃO DIVIDIDO
E não é de hoje que o radialista e há três anos prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira, não esconde sua paixão pelos dois clubes. 
Ele que desde criança acompanhava as partidas do Penapolense no Tenentão sabe o quanto é importante para um time do interior paulista estar na elite do futebol paulista por três anos seguidos. 
“Essa partida trará mais uma vez a sensação única, ver minhas duas paixões em campo. É muito bacana de estar acontecendo novamente”, revela.
Apesar desta emoção, ele já decidiu que torcerá pelo CAP. “O Penapolense é meu primeiro time e torço para ele desde menino e sempre acompanhava os jogos no estádio, por isso torcerei pelo CAP”. 
Célio de Oliveira transmitirá meio tempo da partida pela Rádio Difusora (820 AM), voltando ao posto de locutor. 

BATE CORAÇÃO!

Nasci numa família tradicionalmente são-paulina [pelo menos os mais inteligentes dela são tricolores rs!] meu avô, meu tio, meus irmãos e vários primos e primas. 
Vi o São Paulo de Telê Santana, Zetti, Cafu, Toninho Cerezo, Pintado, Raí, Muller e Palhinha serem bicampeões da libertadores e mundial em 1992 e 1993. Vi também o time de 2005, 2006, 2007 e 2008 campeões de libertadores, mundial e três vezes brasileiro, fortalecendo ainda mais o meu amor por esse grande clube, que a cada ano mostra-se ser ainda maior. 
Muitos de vocês sabem que nasci na terra da garoa, mas foi aqui no interior paulista [no sertão desconhecido por muitos] que me formei e sou o que sou. 
Nem nos melhores sonhos imaginaria que um dia aqui em Penápolis eu e tantos outros são-paulinos iriam ver o tricolor paulista jogando nos gramados do Estádio Tenente Carriço. 
Pois bem, no dia 03 de março de 2013, o que poderia ser um desejo utópico isso se realizou. O São Paulo FC entrara em campo com aquele que pra mim se tornaria uma segunda paixão. 
Acompanhei de perto a trajetória do CAP (Clube Atlético Penapolense) durante o campeonato de 2011 onde sagrou-se campeão paulista da série A3. Em 2012, de forma inesperada até mesmo para os dirigentes do “Pantera da noroeste”, conseguiu o acesso para a elite do futebol paulista. 
E logo no seu primeiro jogo contra um dos grandes – Palmeiras – eles mostraram para o que vieram e ganharam dos porcos em pleno Pacaembu por 3 a 2. 
Mas, para história, ficaria a primeira recepção de um time grande na pacata Penápolis. Estádio lotado e com ele a festa que o esporte pode proporcionar. Todos estavam atônitos querendo um “beslicão” para cair na real, saindo de um sonho ilusório, para a realidade presente e perpetuada naquele momento. 
Confesso que até momentos antes da partida, eu estava em dúvida em qual portão entrar. Mas acabei dando a oportunidade para o caçulinha  tanto do campeonato, como do meu coração. 
Bom o jogo acabou 2 a 0 para o tricolor paulista com gols de Rhodolfo e Ademilson, agora a história não, que por sinal se repetirá neste domingo com a presença do grande M1TO Rogério Ceni. 
E sinceramente não sei para que lado torcer!? Bate coração! 

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