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Vereador e secretário de saúde são acusados de montar possível esquema de fretes e da compra de placas clandestinas

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Durante a sindicância que apurou possíveis irregularidades nas prestações de contas dos adiantamentos do Setor de Ambulância, da Secretaria de Saúde, o servidor e vereador Carlos Alberto Soares da Silva, o Carlão (PPS) e o secretário de Saúde, Wilson Carlos Braz foram acusados de montar possível esquema de fretes com viagens falsas para beneficiar a empresa Brisa Bus.
Segundo o relatório final apresentado em março e que o Blog do Faria obteve acesso com exclusividade – assim que houve a denúncia, a Comissão investigou e constatou uma viagem que não teria sido realizada pela empresa Brisa Bus, mas que teria sido paga indevidamente, causando prejuízo ao erário público. “[…] a viagem programada para o dia 15/08/2018 foi descoberta por meio da tentativa de ligação para os pacientes constantes da lista enviada por e-mail à empresa, sendo que nenhum dos telefones celulares pertenciam aos pacientes, sendo que, inclusive, um deles, reside na cidade de Birigui […]. Em comparação com outras listas de pacientes foi verificado que os pacientes possuíam outros números de telefones, sendo assim tornou-se possível entrar em contato com os mesmos e nenhum deles confirmou a viagem naquela data”, explica o relatório.
Ainda segundo o relatório, em fevereiro, o motorista e ex-encarregado Fernando
Freitas Gardin confirmou que as viagens dos dias 15/08/2018 e 17/08/2018 eram falsas. “Declarou, ainda que, recebia ordens do motorista e vereador Carlos Alberto Soares da Silva, a pedido do Secretário de Saúde, Wilson Carlos Braz, para montar viagens quando fosse possível, mas que na verdade não aconteciam, a fim de ressarcir o valor de R$ 14 mil reais de uma nota fiscal que teria sido extraviada no malote do Serviço de Ambulância enviado para a Secretaria de Saúde, da empresa Brisa Bus e o representante legal da mesma, Sr. Evandro Beneciute estava cobrando da Prefeitura.
“Esclareceu que das ‘viagens montadas’ apenas foi recuperado para a empresa o valor em torno de R$ 7 mil reais, porque era difícil encaixar ‘as viagens que não eram feitas’”.
À Comissão Gardin, negou que tenha recebido qualquer vantagem econômica para “montar” as tais viagens, apenas afirmou que por ocupar um cargo de confiança tinha que obedecer as ordens recebidas de seu superior, por intermédio do motorista e vereador Carlos Alberto Soares da Silva. “Alegou que devem existir mais ou menos umas 04 (quatro) ou 05 (cinco) viagens ‘montadas’ para São Paulo, mas não consegue lembrar as datas. Disse acreditar que não existe ‘esquema de frete’, pois para que isso ocorresse e envolvesse outras pessoas precisaria de sua ajuda, mas não seria possível”, explicou o servidor.
Gardin disse ainda não saber qual o interesse do motorista e vereador Carlos Alberto Soares da Silva e do Secretário de Saúde Wilson Carlos Braz em unir esforços para resolver a situação da empresa Brisa Bus. Afirmou que está arrependido de ter praticado tais atos que não são corretos, mas está disposto a colaborar com as investigações, no que for preciso.

PLACAS PRETAS
A Comissão de Sindicância apurou que o Setor de Ambulância utilizava três pares de placas pretas clandestinas para escapar de multas de trânsitos. “As placas pretas são destinadas a uso exclusivo por determinadas autoridades (o Prefeito, por exemplo), porém, placas pretas clandestinas estão sendo utilizadas pelos motoristas de ambulância para escapar de multas de trânsito, prática que vem sendo adotada pelo Município de Penápolis e pelo DAEP”.
“No caso do Município de Penápolis foram confeccionadas 03 (três) pares de placas pretas, encomendadas pelo motorista e vereador Carlos Alberto Soares da Silva e com a anuência do Secretário de Saúde, Sr. Wilson Carlos Braz, tendo sido pago o valor de R$ 750,00.
O secretário Wilson Carlos Braz, em depoimento à comissão, declarou que autorizou a aquisição de 03 (três) pares de placas pretas para a colocação nos veículos da Secretaria de Saúde – Setor de Ambulância, com a finalidade de amenizar os problemas da quantidade de multas em São Paulo, por motivo de aplicação de multas nos “radares inteligentes” e, nas portas dos hospitais. Teve conhecimento de que várias Prefeituras estão adotando tal procedimento

HORAS EXTRAS
A Comissão de Sindicância verificou os apontamentos do motorista e vereador Carlos Alberto Soares da Silva e se deparou com “inúmeras situações embaraçosas” como: viagens que não podem ser confirmadas pelo fato dos veículos utilizados não pagarem pedágio e não possuírem “TAG”; viagens realizadas simultaneamente para cidades diferentes, com veículos diferentes, mas com horários coincidentes; informações inconsistentes; pacientes não identificados; informações dos bilhetes de viagem diversas do apontamento do Livro de Controle (Livro Ponto); horário de saída e de chegada que não correspondem à realidade.
A Comissão salienta ainda que a situação foi denunciada por mais de três motoristas, que preferem não ser identificados e realmente foram constatadas várias irregularidades. “Esta Comissão opina por uma investigação minuciosa dos fatos, inclusive, a solicitação das imagens das câmeras de segurança das praças de pedágios para averiguação de tais viagens”.
“Esta Comissão sugere que a Secretaria de Administração instaure um Processo Administrativo Disciplinar específico para apurar se houve falsa comunicação de horas extras e apontamentos indevidos, oriundos de viagens realizadas pelo motorista e vereador Carlos Alberto Soares da Silva e se há conivência de outro(s) funcionários(s) para a prática arbitrária”.

OUTRO LADO
O Blog do Faria enviou e-mail à Prefeitura de Penápolis, ao Secretário de Saúde Wilson Carlos Braz, a empresa Brisa Bus e seu proprietário Evandro Beneciute e por mensagem ao encarregado das ambulâncias, Fernando Freitas Gardin, mas, até o fechamento dessa matéria não havia respondido os questionamentos.
Já o motorista e vereador Carlos Alberto Soares da Silva, o Carlão, informou que em relação ao possível esquema de frete, não ordenou ninguém a pagar. Disse que foi com o dono da Brisa Bus procurar o secretário de saúde Wilson Carlos Braz e o prefeito Célio de Oliveira, mas, que se não resolve a falta de pagamento que procurasse a justiça.
Com relação às placas pretas, Carlão disse que os motoristas pediu que fosse até o secretário de saúde solicitar a compra, pois, outras cidades como Braúna e Barbosa teriam o mesmo procedimento. “Eu mesmo fui em Araçatuba, mandar confeccionar a placa “001 – Secretaria Municipal de Saúde”, pois a ambulâncias estavam tendo muito multa e os motoristas estavam perdendo as carteiras”. Segundo as placas pretas já foram retiradas de circulação.
Já com relação as horas extras ficou sabendo pelo blog. “as pouquíssimas horas que tenho, são feitas são trabalhadas no final de semana e nas madrugadas”, finaliza.

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