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Vinicius Meloni: a versatilidade e a busca incessante do fazer teatral

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O ator teve certeza que viveria das artes do palco quando participava das aulas do Núcleo Municipal de Teatro de Penápolis
Durante a encenação de ‘A Resistível Ascensão de Arturo Ui’ com o Teatro de Narradores
Muito antes de ser indicado em 2011, ao 24º Prêmio Shell de Teatro (maior prêmio do teatro brasileiro), com a peça ‘Cidade fim – cidade coro – cidade reverso’, a ator Vinicius Meloni, 30 anos, mostra a sua versatilidade na vida e nos palcos. 
Ele que é natural de Birigui, onde começou os primeiros passos no teatro, lembra com carinho, entretanto, da terra de Maria Chica, a cidade que lhe acolheu durante três anos de sua vida e onde teve certeza do que iria seguir na vida teatral. 
“Birigui tinha um pequeno núcleo de teatro na Casa de Cultura, não tinha ainda o teatro do SESI e o SESC estava começando a caminhada na cidade, quanto vi que Penápolis tinha aberto inscrição para o Núcleo Municipal de Teatro, resolvi apostar porque aqui tinha também os Festivais de Teatro e uma cena teatral muito forte”, lembra. 
Com o estímulo da família, mas principalmente, do seu irmão mais velho Vitor Meloni, resolveu enfrentar a maratona, saindo às 6h30 da manhã para estar pontualmente às 9h, nas aulas do Núcleo. “Todo sábado chegava sete meia, quinze pra oito, e tinha que ficar esperando sentado lá fora”. 
A primeira certeza de que estava disposto a estudar as artes do palco, veio após ele começar a frequentar as aulas do curso de jornalismo, onde uma professora lhe fizera uma pergunta – Porque escolheu jornalismo? Ele prontamente respondeu: “Na verdade eu gostaria de fazer Artes Cênicas”. A segunda certeza foi quanto envolvido com os trabalhos teatrais em Penápolis, teve que escolher entre as aulas de teatro e os jogos de vôlei da sua cidade natal. 
“Lembro com carinho de um episódio, quanto no dia da estreia dos Saltimbancos, nos tínhamos algumas cenas ainda para remarcar, e caiu um jogo de vôlei em Araçatuba onde tive de ir, só que se o time ganhasse iria disputar a final a tarde, quase no horário do ensaio e meu time ganhou, disputamos e perdemos a final e minha mãe depois teve que me trazer correndo, pois, senão corria o risco de ficar fora do espetáculo”. 
Vinicius após participar de vários trabalhos, realizar centenas de animações de festas, produzir cabeções de carnaval e chegar a dormir nos camarins do antigo Teatro Municipal (por causa das maratonas de apresentações com projeto escola que a Cia. Teatro Pano de Fundo realizava na época), resolveu prestar a Escola de Artes Dramáticas da USP (Universidade de São Paulo) no final de 2003. 
No ano seguinte começou a frequentar os mesmos corredores de expoentes do teatro brasileiro como Celso Frateschi, Bete Dorgam, Cristiane Palio Quito e José Fernando de Azevedo, com o qual teria a oportunidade de encenar no espetáculo que lhe indicara ao Shell de melhor ator. 
Teve a oportunidade de participar do espetáculo ‘Chapetuba Futebol Clube’ de Vianinha, com diretor de José Renato, que marcou a reestreia do importante espaço teatral que nos idos de 1960 e 1970 fora palco de muitos espetáculos de cunho político contra a Ditadura Militar. 
“Zé nos contava histórias incríveis daquele espaço e ao redor dele, com atores, atrizes e músicos que frequentavam ali”. 
Atualmente além de participar dos espetáculos de repertório da Cia Teatro de Narradores, onde é um dos colaboradores, participa do espetáculo “Abnegação” do Cia Tablado de Arruar, que acabou de encerrar temporada no Centro Cultural São Paulo. 
Produziu e atuou em alguns curtas metragens como a ditadura que teve exibição no Itaú Cultural e está cursando o último ano de Licenciatura em Artes Cênicas na UNESP (Universidade Estadual Paulista). Contudo, seu maior desafio nos últimos dois meses é cuidar de seu filho recém-nascido – Pedro, após se casar com a também atriz Carolina Faria. 
Na última semana, esteve de volta a cidade para facilitar a oficina ‘Ator, um Corpo Vivo’ dentro da 11ª Mostra de Senac de Artes Cênicas. 

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